Mundo

May diz que fim de acordo sobre fronteira de Irlandas precisaria de acordo mútuo

17/11/2018, 13h08

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse em entrevista ao jornal Daily Mail que a proposta de seus opositores para o acordo de saída da União Europeia, referente a como evitar uma fronteira “dura” entre a República da Irlanda, membro da União Europeia, e Irlanda do Norte, membro do Reino Unido, não resolveria o problema. May disse também que o chamado “mecanismo de proteção”, que garante a livre circulação de pessoas, bens e serviços entre os dois países, só poderá ser encerrado por meio de um “consenso mútuo”.

O acordo a que chegaram negociadores britânicos e europeus na última semana prevê o estabelecimento de uma união aduaneira entre Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gases e Escócia), Irlanda do Norte e os países do bloco europeu, onde está a República da Irlanda, caso não se chegue a um consenso até a data marcada para o Brexit, 29 de março. A medida foi sugerida por May como alternativa à proposta da União Europeia, de manter a Irlanda do Norte (que pertence ao Reino Unido) sob o bloco se não houver acordo até o fim de março. A ideia, nas duas propostas, é evitar o retorno do controle de mercadorias e pessoas na fronteira entre as Irlandas, que foi suspenso em 1998. O documento precisa ser aprovado pelos Parlamentos britânico e europeu.

“As pessoas dizem ‘se você apenas fizer algo levemente diferente, adotar o modelo da Noruega ou o modelo do Canadá, essa questão desapareceria’. Não desapareceria. A questão continuará lá”, disse May na entrevista publicada neste sábado. “Alguns políticos ficam tão envolvidos nas complexidades de seus argumentos que esquecem que não se trata dessa ou daquela teoria”, acrescentou ela.

Na última semana, o debate em torno do acordo levou ministros a se demitirem, enquanto críticos conservadores trabalham para derrubar May do cargo logo após o Reino Unido fechar o acordo. Um dos opositores da proposta de May, Mark François, diz que o acordo deixaria o país com o pior resultado, “metade dentro e metade fora” da União Europeia, e que nunca passaria pelo Parlamento com sucesso. Conservadores pró Brexit argumentam também que os estreitos laços comerciais entre o Reino Unido e UE exigidos no acordo tornariam a Grã-Bretanha um Estado submisso.

Parlamentares que condenam o texto dizem que conseguirão as 48 “cartas de não confiança” necessárias para que seja convocada uma votação no Parlamento sobre a permanência de May no cargo, dentro das regras partidárias britânicas. Até agora, mais de 20 legisladores disseram publicamente que enviaram tais cartas. Por outro lado, a mídia britânica tem informado que vários conservadores pró Brexit, incluindo o líder da Câmara dos Comuns, Andrea Leadsom, estão trabalhando para renegociar o acordo e torná-lo mais aceitável para eles. (Clarice Couto – [email protected], com Associated Press)

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Goiás

Vídeo mostra preso sendo espancado com pau em cadeia de Goiás

"Socorro, socorro", gritava o preso, enquanto era espancado.
17/11/2018, 13h56

Um vídeo gravado por um preso denuncia o cotidiano dentro de presídios em Goiás. Um homem vestido com uma camiseta branca é espancado por colegas de cela da Central Regional de Triagem, do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás.

Enquanto é agredido, o homem quer saber o motivo. Ele pergunta para outro preso, mas o colega de cela também não sabe. Chutes e socos deixam o rapaz em pânico.

Quando começam a bater nele com o chico doce (pedaço de pau), começa a gritar um grito que não costuma ser ouvido. A cela fica a 300 metros de agentes penitenciários.

Até a publicação desta reportagem, o Portal Dia Online não conseguiu contato com a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP).

Fontes da Casa de Prisão Prisão Provisória (CPP) e da Penitenciária Odenir Guimarães (POG) contaram ao Portal Dia Online que agressões deste tipo são comuns quando presos não conseguem pagar dívidas, sobretudo aos domingos, quando familiares vão visitá-los e não levam dinheiro.

Normalmente, donos de cantinas – presos – dentro dos pavilhões dão prazos para o pagamento. Se os devedores não cumprem, são espancados. Com preços superfaturados, os presos têm uma semana para pagar. Uma Coca-Cola de dois litros, custam entre R$ 20 e R$ 30 reais, por exemplo.

Existem os casos de agressão por causa de dívidas com drogas e cigarros. Alguns presos são espancados por apenas olharem para a mulher de outros homens. “Ali é onde filho chora e mãe e o Estado não vê”, comenta um agente.

“Um preso chegou aqui ensanguentado há alguns meses depois que pegou comida de outro preso”, conta uma enfermeira. “Eles são duros e cruéis”, comenta um agente.

Veja vídeo de preso sendo espancado em presídio de Goiás

Já ocorreram casos em que advogados inventaram que presos por roubo ou tráfico têm passagens por estupro. É uma deixa para serem espancados, senão mortos.

Caso o preso for “caguete”, ou seja, conte algo para agentes penitenciários, ele também pode ser espancado até a morte. Normalmente, depois da agressão, os presos levam a vítima, amarrada, perto da grade de saída. Eles avisam que o preso perdeu o convívio. Ou seja, não é mais bem-vindo na cela. Depois, são levados para o isolamento, onde ficam sem televisão, por exemplo.

Raramente um preso consegue fugir da seção de espancamento. Às vezes, durante a visita, ele avisa a um agente que vai ser espancado por não ter conseguido pagar as contas porque a família não levou dinheiro. Outras vezes, os presos com dívidas são levados para as celas, amarrados até o final das visitas, quando são agredidos.

Com dores causadas por chutes, murros e enforcamentos, as vítimas são encaminhadas ao Posto de Saúde do Complexo Prisional, ou, caso seja mais grave, para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) ou Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa).

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Goiás

Polícia apreende mais de 100 quilos de maconha em uma residência de Goiânia

Um indivíduo com comportamento suspeito fugiu, pulando os muros da vizinhança, quando a equipe da Rotam tentou abordá-lo.

Por Ton Paulo
17/11/2018, 14h35

A quantidade surpreendente de 110 quilos de maconha foi apreendida na noite da última sexta-feira (17/11), em uma casa no setor Residencial Tempo Novo, em Goiânia. A apreensão, feita pela equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) foi realizada durante um patrulhamento na região. Um indivíduo com comportamento suspeito fugiu, pulando os muros da vizinhança, quando a equipe da Rotam tentou abordá-lo.

De acordo com informações do Tenente João Júnior, da Rotam, era por volta das 22h30 quando uma equipe da Rondas patrulhava a região do setor Residencial Tempo Novo. Ao notarem um indivíduo com comportamento suspeito na porta de uma casa, os policiais, então, deram voz de abordagem.

O homem, ignorando a ordem policial, fugiu, pulando os muros das casas vizinhas.

Ao adentrar na casa, os policiais da Rotam tiveram uma surpresa ao encontrar, em seu interior, aproximadamente 110 quilos de maconha e 3 quilos de “skank”, além de uma balança de precisão, o que indica que ela seria, dali, comercializada.

Polícia apreende mais de 100 quilos de maconha em uma residência de Goiânia
Foto: Rotam

Além disso, a equipe conseguiu localizar os documentos pessoais do fujão. Dyego Magalhães Pereira reconhecido pelos vizinhos como sendo o verdadeiro morador e responsável pela respectiva residência.

Toda a droga apreendida foi entregue na Central Geral de Flagrantes para as demais medidas cabíveis.

Em agosto, polícia apreendeu mais de 500 quilos de maconha, em Goiânia

Um caso de apreensão ainda maior aconteceu, ainda em Goiânia, em agosto deste ano, quando a Polícia Militar (PC) apreendeu mais de 500 quilos de drogas durante uma abordagem de rotina, no Parque Industrial João Braz, em Goiânia.

A corporação declarou, à época, que eles pararam um carro preto com três homens dentro em atitude suspeita.

Foi constatado que a placa era falsa e a original tinha restrição de roubo. Ao abrir o porta-malas, os policiais encontraram 515 quilos de maconha.

O trio foi preso e encaminhado à Policia Civil.

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Goiás

Jovem mata namorada a tiros em boate de Senador Canedo

De acordo com o dono do estabelecimento, que fica em Senador Canedo, a moça chegou no fim da festa pedindo para usar o banheiro. Seu namorado chegou logo depois, atirando contra ela.

Por Ton Paulo
17/11/2018, 18h09

A madrugada foi de terror na madrugada deste sábado (17/11), em uma boate em Senador Canedo. Ao final da festa no estabelecimento, Alerrandro Oliveira dos Santos, de 18 anos, entrou armado e atirou contra sua namorada e duas amigas que estavam com ela. Ane Caroline, de 16 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Tudo aconteceu na danceteria Hit Mix, localizada na rua Dom Emanuel, Setor Alvorada, em Senador Canedo. De acordo com Brunno Ferreira, responsável pelo estabelecimento, estava chovendo muito no fim da noite de sexta para sábado, e o movimento na casa de dança estava fraco, motivo que o fez fechar o estabelecimento mais cedo.

Por volta das 1h30, com a festa já no fim e o local quase fechado, uma moça, Ane Caroline entrou e pediu para usar o banheiro. Segundo Brunno, Alerrandro, mais conhecido como “Bilu”, chegou logo depois. “Ele chegou armado e rendeu os seguranças, todo mundo que estava na hora. Até pensei que fosse um assalto, mas depois vi que se tratava de briga de namorados”, conta.

Alerrandro foi até Ane Caroline, sua namorada, que estava com duas amigas, Luana e Flaviana, e efetuou vários disparos contra elas.

Segundo informações da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, a adolescente de 16 anos não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já as outras foram foram encaminhadas para o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Hupa), e continuam na unidade de saúde.

O suspeito fugiu após o crime. De acordo com a PM, todos tinham passagens pela polícia.

O crime será investigado pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH).

Caso do jovem que matou namorada em Senador Canedo pode ter sido por motivo passional

Segundo o relato do responsável pela casa de dança, a suspeita de que a chegada de Alerrandro armado ao estabelecimento se tratava de um assalto logo caiu por terra. De acordo com ele, o rapaz entrou no estabelecimento já procurando por Ane Caroline, e logo foi notado que os dois tinham um relacionamento.

“Pelo que parece, a briga deles foi por ciúmes”, conta Brunno.

O caso está sendo investigado.

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Política

Justiça proíbe TV Globo de divulgar conteúdo de inquérito de caso Marielle

A TV Globo, vai cumprir a decisão judicial. Mas, por considera-la excessiva, vai recorrer da decisão, porque ela fere gravemente a liberdade de imprensa".
17/11/2018, 21h56

A Rede Globo de Televisão foi proibida pela Justiça de divulgar informações do inquérito que investiga os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março. A decisão foi do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a pedido da Divisão de Homicídios da Capital (RJ) e do Ministério Público do Estado. Em nota divulgada em telejornais da TV Globo e da Globonews, a empresa afirmou ter considerado a determinação “excessiva” e avisou que irá recorrer.

Segundo o site G1, da Rede Globo, o juiz considerou em sua sentença que “o vazamento do conteúdo dos autos é deveras prejudicial, pois expõe dados pessoais das testemunhas, assim como prejudica o bom andamento das investigações, obstaculizando e retardando a elucidação dos crimes hediondos em análise”.

Marielle Franco

Com a decisão, está proibida a divulgação de declarações feitas por testemunhas a policiais civis da Delegacia de Homicídios, mesmo sem a identificação dos depoentes. Também está vedada a divulgação de técnicas e procedimentos sigilosos usados na investigação e qualquer conteúdo retirado da investigação, o que inclui imagens, áudios e mensagens.

O posicionamento da Justiça saiu três dias após a emissora divulgar com exclusividade informações sigilosas retiradas de documentos da Polícia Civil. Foi noticiado, entre outros pontos do inquérito, que três pessoas estavam no carro de onde partiram os tiros que mataram Marielle e Anderson, há oito meses. Até então, era de conhecimento público a existência de apenas duas pessoas no veículo: o motorista e o atirador.

“A TV Globo, evidentemente, vai cumprir a decisão judicial. Mas, por considera-la excessiva, vai recorrer da decisão, porque ela fere gravemente a liberdade de imprensa e o direito de o público se informar, especialmente, quando se leva em conta que o crime investigado no inquérito é de alto interesse público, no Brasil e no exterior”, afirmou a emissora, em nota lida por jornalistas.

No texto, a Globo declarou ainda que, ao noticiar informações sigilosas, pretende assegurar o “direito constitucional do público de se informar sobre eventuais falhas do inquérito que, em oito meses, não conseguiu avançar na elucidação dos bárbaros assassinatos da vereadora Marielle e do motorista Anderson”.

O Grupo Estado procurou a Polícia Civil, por meio de sua assessoria de imprensa, para saber o que motivou o pedido à Justiça, mas não obteve resposta.

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