Economia

Europa aponta falhas no controle sanitário de exportações agrícolas do Brasil

Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, a Europa voltou a implementar controle rigoroso para a entrada de produtos brasileiros no mercado da União Europeia.
16/11/2018, 09h09

A União Europeia voltou a criticar o controle sanitário nas exportações agrícolas brasileiras. Uma auditoria feita pelos técnicos do bloco europeu no que se refere às carnes bovina, de frango, de cavalo, peixes e mel indicou falhas nos controles nacionais.

Desde a eclosão do escândalo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, a Europa voltou a implementar controle rigoroso para a entrada de produtos brasileiros no mercado da União Europeia. Progressivamente, fazendas vêm sendo recolocadas na lista de estabelecimentos autorizados a exportar para o bloco. Em maio deste ano, essa lista incluía 1,4 mil fazendas autorizadas em sete Estados brasileiros que são dedicados à carne bovina.

Atualmente, apenas 50 abatedores brasileiros podem exportar carne bovina para a UE, além de 30 no setor de frango e 30 em peixes. Dos 175 locais de processamento de mel no Brasil, 35 estão aptos a exportar. No caso da carne de cavalo, o embargo total à importação ainda está em vigor.

Desta vez, o foco da inspeção se refere a resíduos encontrados nas carnes e o monitoramento do uso de remédios nos animais. As inspeções ocorreram entre o fim de maio e 8 de junho deste ano, mas apenas agora o informe está sendo publicado pela diretoria de Saúde da UE.

“O objetivo da auditoria era avaliar a efetividade dos controles oficiais sobre resíduos e contaminantes em animais vivos e produtos animais para exportação para a UE”, declarou a UE por meio de um informe.

Auditores examinaram a implementação do plano de monitoramento de resíduos, além da autorização, distribuição e uso de produtos veterinários.

Garantias

De acordo com as autoridades europeias, ainda que o plano de monitoramento de resíduos siga os padrões internacionais, as garantias oferecidas são “em parte enfraquecidas” pelo número de amostras de pescados e mel que não são testados em relação a várias substâncias autorizadas nacionalmente para uso na produção de alimento anual e não alinhada com os padrões aplicados na UE.

No setor de carne bovina, a Europa registrou uso de substâncias autorizadas no gado que não podem ser usadas nos países do bloco. Além disso, a UE aponta que o sistema de receituário de remédios veterinários e a falta de dados mantidos sobre o tratamento médico “não adiciona garantias de que os produtos veterinários médicos são usados em linha com as indicações”.

Os europeus criticam ainda o manual criado pelo Ministério da Agricultura sobre como implementar o plano de monitoramento de resíduos. De acordo com os auditores, faltam instruções sobre questões como o uso de esteroides na carne bovina.

A UE também estima que os planos de controles de resíduos na carne são “enfraquecidos” diante da ausência da análise de várias substâncias autorizadas para uso no frango, nem sempre dentro dos padrões aplicados na Europa

Os auditores também questionaram os laboratórios nacionais, alertando para a falta de dados e instâncias em que controles não existiam ou não estavam sendo implementados.

Resposta

Em documento, o Ministério da Agricultura do Brasil apresentou aos europeus um plano apontando para a implementação de uma série de medidas para atender às exigências da UE.

De acordo com o governo brasileiro, metas em relação ao número de amostras de certos produtos, como peixes, serão implementadas a partir do próximo ano. Um controle rigoroso também foi prometido no uso de diversos resíduos especificados pelos europeus. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Gazeta do Povo 

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Goiás

Cachorro sai para passear e volta com provável osso humano na boca, em Aparecida de Goiânia

O dono do cachorro acionou a Polícia Militar (GO), para informar que seu cão havia encontrado o que poderia ser o osso de um braço humano.

Por Ton Paulo
16/11/2018, 09h40

Um cachorro de estimação saiu de casa para dar uma volta na noite da última quinta-feira (15/11) e, para o espanto de seu dono, voltou para casa com um osso na boca que seria de uma pessoa. O caso aconteceu no setor Virgínia Parque, em Aparecida de Goiânia. O dono do cachorro acionou a Polícia Militar (GO), para informar que seu cão havia encontrado o que poderia ser o osso de um braço humano. O material está em análise para confirmar, ou não, a suspeita.

De acordo com informações do Grupo de Investigações de Homicídios de Aparecida de Goiânia (GIH), a PM foi acionada por volta das 22h50 da noite de ontem para verificar um osso encontrado por um cachorro de estimação na porta de uma casa que fica próxima a vários lotes baldios e locais não asfaltados.

A PM, então, notificou a Polícia Civil (PC), que através da GIH, compareceu ao local e coletou a amostra do osso que, de acordo com a suspeita, é de um braço humano.

A polícia encaminhou o osso para o Instituto Médico Legal (IML), onde uma perícia vai ser realizada para confirmar, ou não, a suspeita. Um agente da GIH, ao Dia Online, disse que não há a certeza de que o osso seja humano, e somente com a confirmação da procedência do material é possível abrir um investigação.

De acordo com um plantonista do IML, esse é um processo demorado, pois envolve análise minuciosa de DNA.

Osso humano do rapper Sabotinha também foi encontrado em Aparecida de Goiânia

Um caso semelhante causou choque no final de outubro deste ano. A perícia confirmou que uma ossada encontrada no dia 25/10, quinta-feira na zona rural de Aparecida de Goiânia, é do rapper Sabotinha, desaparecido desde o ano passado.

O pai do rapper Kaíque Liberato de Melo, conhecido como MC Kaíque Sabotinha, de 17 anos, desaparecido desde novembro de 2017, confirmou no último dia 8 de novembro, que exames de DNA concluíram que uma ossada encontrada em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, é a do filho dele.

A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte.

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Goiás

Idoso que atropelou motorista em Goiânia é indiciado por tentativa de homicídio

Imagens do circuito de segurança mostram momento que Djefferson é atropelado.
16/11/2018, 09h40

O motorista da caminhonete Ford Ranger, Antônio Generoso de Medeiros, de 70 anos, que atropelou Djefferson Alves Correa Leandro, de 38 no último dia (9/10) no cruzamento da Rua 20 com a 21 no Centro de Goiânia, foi indiciado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) por tentativa de homicídio.

O delegado do caso, Isaías Pinheiro do 1º Distrito Policial de Goiânia (DP), afirmou ao Portal Dia Online que pediu o indiciamento de Antônio Generoso, por uma série de fatores, entre eles: às gravidades das lesões sofridas por Djefferson, que fraturou uma das pernas, o fato de jogar a caminhonete pra cima da vítima quando poderia sair pelo outro lado, entre outros.

“No depoimento Antônio Generoso confirmou que realmente jogou a caminhonete pra cima de Djefferson, mas sem intenção de matar o motorista”, completa Isaías Pinheiro.

O laudo da perícia também concluiu que o idoso poderia ter saído pela direita, sem atropelar Djefferson. Antônio Generoso vai responder o processo em liberdade.

Depois de confusão motorista atropela outro em Goiânia

No último dia (9/10) os dois motoristas entraram em conflito em uma garagem, no Centro de Goiânia, no cruzamento entre as ruas 20 e 21. Djefferson parou o seu veículo e desceu do carro, para tentar conversar com o idoso. Na sequência Antônio acelerou e atropelou o outro motorista, que fraturou a perna.

Após atropelar Djefferson, o idoso fugiu do local. Testemunhas disseram que no dia do atropelamento, Antônio Generoso jogou o carro para cima da vítima depois de uma discussão de trânsito entre os dois. E imagens do circuito de segurança da garagem mostram o momento em que o idoso atropela Djefferson.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) atendeu a ocorrência e constatou a fratura na perna de Djefferson. Diante do ferimento sofrido pela vítima, o CBMGO levou Djefferson para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

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Goiás

Raio provoca incêndio em usina, em Serranópolis

Tanque atingido pelo raio vai ter todo combustível queimado, pois não há como fazer o escoamento do mesmo.
16/11/2018, 10h51

Um raio atingiu um tanque de álcool de uma usina energética da cidade de Serranópolis, a 352 quilômetros de Goiânia, na noite da última quinta-feira (15/11), provando um incêndio.

Neste momento, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) trabalha para controlar o fogo. O CBMGO conta com três viaturas, sete bombeiros e outros 10 caminhões da usina e 40 brigadista para controlar o incêndio, e não há informações sobre vítimas.

A corporação informou que há na usina três tanques com seis milhões de litros de álcool, mas que apenas um deles foi atingido pelo raio.

Bombeiros trabalham para controlar o incêndio em Serranópolis

Em relação ao tanque atingido pelo raio, o CBMGO afirmou que vai deixar ele que ele queime por completo, pois não há como fazer o escoamento do combustível.

De acordo com as informações da corporação, o raio atingiu a válvula que possibilita o escoamento do álcool, impossibilitando o transbordo. Portanto como o fogo está grande, a corporação trabalha para preserva os outros dois tanques de combustíveis.

As equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no local desde a noite de ontem e vão permanecer na região até o fogo ser totalmente controlado. Segundo a corporação, o trabalho está previsto para se encerrar no início da tarde desta sexta-feira (16/11), mas até lá os bombeiros vão acompanhar toda movimentação e trabalhar para que o fogo não se alastre.

Acidente em usina de Goiás

Em agosto deste ano, um jovem identificado como Natan Silva, de 19 anos, morreu e outras três ficaram feridas depois de uma explosão em uma usina da cidade de Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia. A usina depois se manifestou sobre o acidente por meio de nota enviada à imprensa e afirmou que o pré-evaporador explodiu, e lamentou a morte do funcionário no acidente.

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Política

CNJ pede ao TRF-4 processo contra Favreto

O magistrado mandou soltar, em decisão liminar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá (SP).
16/11/2018, 11h05

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou que o Tribunal Regional Federal da 4. Região (TRF-4) encaminhe ao CNJ o procedimento instaurado na Corte para apurar a conduta do desembargador federal Rogério Favreto.

Durante plantão em julho passado, o magistrado, que foi filiado ao PT por mais de 20 anos, mandou soltar, em decisão liminar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá (SP).

Lula só não deixou a prisão porque o presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, interferiu. Após 10 horas e meia de impasse, Thompson Flores endossou despacho do relator da Lava Jato na Corte, desembargador João Pedro Gebran Neto, que havia suspendido o habeas corpus. Ao autorizar a libertação de Lula, Favreto apontou que seria um fato novo a “condição de pré-candidato do paciente”.

A Corregedoria Nacional havia instaurado procedimento para apurar os fatos, no qual determinou a unificação de todas as investigações relativas às condutas dos magistrados no episódio. No entanto, ainda tramita na Corte Federal um processo administrativo pelos mesmos fatos contra Favreto.

A decisão, afirmou Martins, tem por objetivo “afastar a possibilidade de decisões conflitantes, além de tornar mais eficiente a utilização dos recursos materiais e humanos disponíveis e evitar a repetição desnecessária de atos processuais, especialmente porque, nos processos que tramitam no CNJ, já foi marcada audiência de todos os magistrados, que será realizada no dia 6 de dezembro”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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