Entretenimento

50 anos do Bar do Alemão terá PC Pinheiro

12/11/2018, 07h52

A ideia era ser um local de comidas alemãs. O Bar Alemão, sem o “do”. Isso há 50 anos, em 1968, quando a música brasileira fervilhava na mesma temperatura que a sanha dos militares. Por premonição ou coincidência, o mundo que existia do lado de dentro daquelas portinhas na Avenida Antártica, perto do estádio do Palmeiras, naquelas redondezas desde 1902, daria algumas voltas até parar nas mãos de um outro alemão que nada tinha a ver com o nome do lugar. Um brasileiro louro de olhos claros que não aprenderia a sambar, mas a fazer sambas como poucos.

O “alemão” Eduardo Gudin só comprou mesmo o bar em 2003. Antes disso, o lugar era do pandeirista Dagoberto, criatura cativante, fumante de sete maços de cigarro por dia. Gudin conhecia bem aquele território desde os anos 1970. Já sentia que o oxigênio ali tinha mais do que as fumaças de Dagoberto. Elis Regina esticava noites ali, Vinícius de Moraes, Toquinho, Paulo Vanzolini, Beth Carvalho, Nelson Cavaquinho. Até que Dagoberto morreu, seu filho assumiu os negócios e a casa começou a declinar. A crise fez o dono procurar Gudin e perguntar se ele, um profundo conhecedor daquelas mesas, não gostaria de tê-las também. Gudin comprou o bar e passou a profissionalizá-lo sem deixar perder a ternura das boêmias.

E então é hoje, segunda (12), que o Bar do Alemão ajeita as cadeiras para 50 clientes e comemora seus 50 anos de noites. Para isso, conseguiu tirar de casa, no Rio, um de seus clientes mais fiéis. O compositor Paulo Cesar Pinheiro, dos que mais frequentaram a casa dentre a chamada “turma do Rio”, ganha uma homenagem na semana em que aproveita e lança um livro, Poemúsica (que terá sua noite de autógrafos nesta terça-feira, na Livraria da Vila, à Rua Fradique Coutinho, 915, a partir de 18h30).

Outros frequentadores do Bar do Alemão vão fazer, a partir das 20h desta segunda, uma espécie de homenagem a PC Pinheiro, revezando-se nas rodas para cantar suas músicas. As cantoras Karine Telles e Karina Ninni, os violonistas Cezinha Oliveira e Sérgio Arruda, o pandeirista Barão, os cantores Renato Braz e Roberto Seresteiro.

Gudin tem ligações mais do que emocionais com seu bar. Ele fala com certo grau de suspeição, mas quem foi até lá sabe que não vende gato por lebre. “Não há outro lugar assim em São Paulo. Os músicos tocando ali nas mesas, sem palco. Você chega, come um ótimo prato, toma um uísque e fica ali. Não existe mais boemia assim na cidade.”

E também não se trata de um endereço para quem quer dançar ou ouvir música alta. As rodas se formam ali com uma base de músicos da casa e outros que vão chegando. “Não temos hora para fechar”, ele diz. O volume nunca é alto demais. Foi assim que, nos anos 1970 e 80, a casa começou a atrair músicos e jornalistas que saíam de suas redações. “O pessoal do Estadão e da TV Cultura vinham muito aqui. Luis Nassif, Serginho Leite. Ficávamos muitas vezes até amanhecer. Não existe mais isso.”

Mas a casa ainda existe. Gudin sistematizou as rodas, melhorou a cozinha, redesenhou o que podia do espaço. Juntando mesas de um pequeno mezanino, as do salão principal e da calçada, a lotação não ultrapassa as cinquenta pessoas. Um dos sanduíches das madrugadas, aposta certa, é o cangalha. “Nelson Cavaquinho vinha sozinho de taxi”, ele lembra. “Adoniran vinha mais nos anos 70.”

A vizinhança da Avenida Antártica nunca reclamou. Com o cuidado de isolar as paredes do fundo e fechar as portas de vidro a partir de um horário determinado, o Bar do Alemão pode dizer que colhe o que plantou. Quando Gudin assumiu um terreno que parecia ter seus dias contados, apostou em uma música que não tinha prazo de validade. As crises passam, as canções que saem dali ficam.

50 ANOS DO BAR DO ALEMÃO

Local. Avenida Antártica, 554. Água Branca. Gratuito. Nesta segunda, 12, a partir das 20h, com homenagem a Paulo Cesar Pinheiro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

'Escola sem partido não entra na USP', garante reitor

Reitor da USP defende escola gratuita.
12/11/2018, 08h33

Vahan Agopyan, reitor da USP, falou, em entrevista o jornal O Estado de S. Paulo, sobre o papel das universidades e a polarização política que atinge as instituições de ensino. Veja, abaixo, os principais trechos.

Como o senhor vê a universidade no atual momento político?

Os problemas da sociedade repercutirem na universidade é uma coisa natural. O que me preocupa é explicar o que é uma universidade de pesquisa para a sociedade. A sociedade não entende a gente. Políticos dos dois lados afirmam coisas similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, é caro e precisamos fortalecer o básico. O que ambos dizem é que a universidade está cara e não precisamos dela.

O senhor defende o ensino gratuito?

Sim. O grosso dos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil como Yale, nem os ricos brasileiros têm. A última vez que fizemos contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento. A universidade está contribuindo para o desenvolvimento do País? Se está, é um investimento.

O governador eleito de São Paulo, João Doria, disse que é a favor do projeto Escola sem Partido. Qual sua opinião?

Na USP, é impossível. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem nossa autonomia, a USP não precisa seguir. Isso fere. A universidade é um locus de debate. Formamos cidadãos.

Mas e se houver denúncias de alunos?

Denunciar para quem? Não vou criar um mecanismo de controle ideológico na USP.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: USP 

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Goiás

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico

O crime aconteceu no dia 27 de outubro, em Anicuns. O advogado Wellington da Costa Souza foi morto com dois tiros, dentro de um bar.

Por Ton Paulo
12/11/2018, 08h39

Foi preso na noite do último domingo (12/11), em Goiânia, o homem que confessou ter matado um advogado dentro de um bar, em Anicuns. O crime, que aconteceu na tarde do dia 27 de outubro deste ano, sábado, teria sido motivado por acerto de tráfico de drogas.

De acordo com informações da Rotam, Amaury Alves Pedrosa, 28 anos, foi preso durante o patrulhamento de uma equipe no Residencial Green Park, em Goiânia. Na abordagem, Amaury, que portava ilegalmente uma arma de calibre 9mm., confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado Wellington da Costa Souza dentro de um bar, no município de Anicuns, região central do Estado.

O crime aconteceu no final de outubro deste ano, no dia 27, e vinha sendo investigado pela Polícia Civil (PC). Segundo o depoimento de Amaury à polícia, ele e um comparsa que dirigia a moto usada no crime rumaram de Americano do Brasil para Anicuns, na tarde de sábado do dia 27 de outubro. Lá chegando, localizaram o advogado sozinho em um bar da região.

O homem conta, então, que desceu da moto em que estava como garupa e atirou oito vezes contra Wellington, fugindo logo em seguida. Ainda no depoimento, Amaury conta que o motivo do homicídio seria um acerto de contas com o advogado por tráfico de drogas. A arma apreendida com ele foi a usada no crime.

Segundo o Tenente Ribeiro, da Rotam, a polícia está investigando para encontrar o paradeiro do comparsa de Amaury, que conduziu a moto para a realização do crime.

Além do advogado, Amaury também confessou a tentativa de homicídio de Valtenis Borges Bueno, no município de Jussara, a 220 quilômetros de Goiânia. Ele tem passagens por diversos crimes, como tentativa e homicídio consumado, furto e associação criminosa.

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico`

Amaury foi preso em flagrante e apresentado na Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

Relembre o crime

O advogado Wellington da Costa Souza, de 26 anos, foi morto com dois tiros na tarde de sábado, dia 27 de outubro, quando estava sozinho dentro de um bar. As câmeras de segurança do local registraram o momento em que os dois homens chegam numa moto, um deles desce e efetua os disparos.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás (OAB-GO) lamentou a morte de Wellington.

Veja a nota na íntegra:

 “Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) vem a público para lamentar, repudiar e cobrar elucidação de assassinato do advogado criminalista Wellington da Costa Souza, ocorrida em Anicuns.

Ele foi assassinado em seu estabelecimento comercial. Ainda não há mais informações sobre o caso.

O presidente da Comissão da Advocacia Jovem da subseção de Anicuns, Cristiano Pereira, esteve no local a fim de acompanhar pessoalmente o início das investigações do assassinato. A OAB-GO segue alerta e cobra rigorosa apuração dos fatos e punição dos criminosos.”

Lúcio Flávio Siqueira de Paiva

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).

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Brasil

Prazo de aditamento do Novo Fies vai até 30 de novembro

A definição foi da Caixa Econômica Federal.
12/11/2018, 08h43

A Caixa Econômica Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, (12/11), circular sobre as regras para aditamentos de contratos do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) relativos à renovação semestral dos dois semestres deste ano. De acordo com a norma, o período para a realização dos aditivos começou em 29 de outubro e vai terminar no dia 30 de novembro de 2018.

“Seguindo a regra do Novo Fies, os aditamentos de renovação semestral formalizados até o dia 15 de novembro de 2018 terão sua primeira parcela de coparticipação com vencimento em 15 de dezembro de 2018″, cita a circular. Já os aditamentos que forem formalizados após o dia 15 de novembro de 2018 terão sua primeira parcela de coparticipação com vencimento em 15 de janeiro de 2019, acrescenta.

Imagens: diario do aço 

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Goiás

Jovem é morto a tiros, em Anápolis

Douglas foi vítima de uma tentativa de homicídio há pouco tempo.
12/11/2018, 09h12

Um homem identificado como Douglas Augusto Bonfim, de 21 anos, foi morto com pelo menos 15 disparos de arma de fogo, na tarde do último domingo (11/11) próximo a um campo de futebol, no bairro Frei Eustáquio, na região central de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia.

O delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade de Anápolis, Vander Coelho, investiga o caso e afirmou ao Portal Dia Online que testemunhas contaram aos policiais que quatro suspeitos se aproximaram da vítima e efetuaram os disparos.

Ainda conforme Vander Coelho, pelo número de suspeitos a quantidade de tiros deveria ser maior “mas tudo indica que apenas um dos indivíduos tenha efetuado os disparos”.

Douglas foi vítima de uma tentativa de homicídio há poucos tempo

Depois de ouvir as testemunhas, alguns familiares contaram ao delegado que Douglas já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio há pouco tempo, no entanto ele não precisou há quanto tempo. Vander Coelho levanta a hipótese de que os suspeitos de matar Douglas, possam ser os autores da tentativa.

Os familiares e testemunhas que estavam próximo no local do homicídio, começaram a ser ouvidos pelo delegado nesta segunda-feira (12/11), durante as investigações do caso.

Duas pessoas são mortas em diferentes bairros de
Foto: Reprodução

Segundo o delegado, Douglas tinha passagens pelos crimes de receptação e tráfico de drogas. Além disso Vander Coelho, confirmou à reportagem que a vítima tinha saído há poucos dias do presídio.

Conforme o delegado, a motivação e a autoria do crime que tirou a vida de Douglas são desconhecidos até o momento e as investigações estão em andamento.

Outro caso em Anápolis

Na última sexta-feira (9/11) um jovem identificado como Lucas Gabriel, de 18 anos, foi morto a tiros próximo a casa da família. Caso também é investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios da cidade.

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