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Nos 80 anos do Superman, HQ revela os bastidores da criação do personagem

09/11/2018, 07h08

Não é pássaro, tampouco avião: a criação do roteirista Jerry Siegel e do ilustrador Joe Shuster foi o protótipo do que hoje conhecemos como super-herói. Celebrando os 80 anos da primeira publicação do Superman na edição nº 1 da revista Action Comics, chega ao Brasil A História de Joe Shuster: O Homem por Trás do Superman (editora Aleph), biografia em quadrinhos do artista que criou um ícone da cultura pop, que conta com roteiro do autor alemão Julian Voloj e ilustrações do quadrinista italiano Thomas Campi.

“Sem Superman, não teríamos todos os super-heróis que temos hoje. Tenho certeza disso”, afirma Campi em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Não é só porque foi o primeiro super-herói, mas porque era o início da indústria de quadrinhos na América. Se não fosse por esse personagem, creio que esse tipo de história não existiria hoje”, acrescenta o ilustrador.

A ideia original do roteiro de Voloj era contar a criação do Superman pelo ponto de vista tanto de Siegel quanto de Shuster, mas ele teve acesso às correspondência do artista no acervo da Columbia University e ficou fascinado com sua história. “Essas cartas falavam sobre sua situação de pobreza, o que me fez decidir torná-lo o narrador dessa história. Normalmente você não escuta falar de Joe Shuster, porque Jerry Siegel era a força motriz da dupla. Mas foi Joe quem realmente criou o imaginário do super-herói”, conta o roteirista.

Campi utiliza um estilo quase aquarelado que lembra pinturas de Edward Hopper para contar a história. Ao mostrar tirinhas antigas durante a graphic novel, o ilustrador reproduz o traço de quadrinistas clássicos como Winsor McCay, Will Eisner e do próprio Shuster com perfeição.

Filho de imigrantes judeus – sua mãe, cansada dos pogroms (perseguição deliberada de um grupo étnico ou religioso) na Rússia, foi para a América tentar a vida com o marido, que ela conheceu na Holanda -, Shuster passava os dias de infância no cinema em que seu tio trabalhava como projecionista, o que o fez ser cinéfilo desde criança.

Na época, lia quadrinhos clássicos como Os Sobrinhos do Capitão, Boob McNutt e Little Nemo. Joe compartilhava com o amigo de infância e colega de escola Jerry Siegel as paixões por cultura pop, literatura pulp e filmes. Não por acaso, uma de suas maiores influências visuais era Frank Paul, ilustrador das capas da revista Amazing Stories, do lendário editor Hugo Gernsback – que apresentou ao mundo autores como Isaac Asimov, Robert Heinlein e Arthur C. Clarke e hoje dá nome ao mais prestigiado prêmio da ficção científica.

A ideia original de um personagem que usava seus poderes sobre-humanos para combater o crime foi concebida por Siegel aos 19 anos, em 1933. No entanto, A História de Joe Shuster mostra que o caminho até a publicação, cinco anos mais tarde, foi bastante tortuoso.

O ilustrador Joe Shuster e o roteirista Jerry Siegel eram ainda muito jovens quando começaram a receber as primeiras respostas negativas das editoras a respeito do Superman, como retrata a graphic novel A História de Joe Shuster, de Julian Voloj e Thomas Campi. A inexperiência dos rapazes aliada ao anseio de ver sua criação publicada fez os dois venderem os direitos do personagem por meros 130 dólares, em 1938 – em 2012, num leilão realizado pelo site ComicConnect, o cheque que eles receberam da editora foi arrematado por 160 mil dólares.

O resto é história: 130 mil exemplares da primeira Action Comics vendidos e, até o final de 1939, 60 jornais publicavam tiras diárias ou dominicais do herói. Até então, as tirinhas de aventura se passavam em outros planetas, selvas afastadas ou épocas futuristas, deixando o ambiente realista para histórias detetivescas. O êxito do Superman foi justamente levar temáticas irreais para o cenário urbano. A graphic novel mostra, porém, como Shuster e Siegel se arrependeram do contrato firmado com sua editora. Quando foram demitidos, amargaram a pobreza e tiveram de travar uma batalha judicial para serem creditados por sua criação.

Tanto Campi quanto Voloj admitem não serem leitores assíduos de super-heróis. “Estou interessado em histórias sobre pessoas normais”, diz o ilustrador. “É por isso que eu quis tanto contar a vida de Joe Shuster e Jerry Siegel, pois é sobre amizade, paixão pela arte, ganância, sonhos”, completa Campi.

As origens judaicas do Superman, como as comparações com o mito de Moisés e a ideia de um imigrante na Terra, não são muito exploradas na HQ. “Essas interpretações são válidas, mas foram posteriores”, explica Voloj. “Mesmo sabendo que Siegel e Shuster vinham de famílias de imigrantes judeus, esse traço não me parece ser uma motivação consciente na concepção do Superman. Ele é mais uma encarnação da América do que um herói judeu.”

Relevância

Ivan Freitas, curador da exposição Quadrinhos – em cartaz no Museu da Imagem e do Som a partir de 14 de novembro -, comenta a importância do personagem para a história dessa mídia: “A Action Comics número 1 foi um ponto de virada porque introduziu uma série de elementos que acabaram virando a base da indústria de quadrinhos e da forma como os super-heróis são representados. O collant, a cueca por cima da calça, o símbolo no peito, a capa eram uma repaginação de uma série de coisas que já existiam e culminaram naquela forma que eles criaram e que virou padrão”.

O Superman lutou contra os nazistas antes mesmo dos EUA entrarem na 2ª Guerra – em uma tirinha de 27 de fevereiro de 1940, antecipando a icônica capa da Marvel com o Capitão América desferindo um soco no rosto de Hitler no ano seguinte. Mas Ivan Freitas acredita que o personagem não conseguiu manter, ao longo das décadas, a mesma relevância. “O mundo é mais cínico, ele talvez seja bonzinho demais para os dias de hoje. Mas foi fundamental.”

Já Ivan Reis, o atual ilustrador do Superman na DC Comics, discorda: “Ele nunca foi tão relevante quanto neste momento. O mundo é muito cíclico e está voltando a ser preto e branco, está se polarizando novamente. Ter uma figura como o Superman para representar uma ideia de justiça é fundamental nos dias de hoje”. Para Reis, o herói se tornou muito mais do que um mero personagem. “É um símbolo. Não importa quem o carregue. Em um mundo onde todo mundo precisa de representação, não há uma figura única que represente todos. O foco hoje do Superman é representar todos, e ele só consegue isso por ter virado a ideia do que é certo, da compaixão.”

Em A História de Joe Shuster, Voloj e Campi mostram também como os criadores do herói foram privados do reconhecimento que mereciam por sua criação – Shuster chegou a dormir na rua após perder o emprego como ilustrador. Foi apenas às vésperas do lançamento do filme do personagem, já nos anos 1970, que a situação financeira de Shuster e Siegel se tornou pública e a Warner Bros. decidiu pagar uma pensão vitalícia aos criadores. Como em uma boa história do Superman, triunfaram a verdade e a justiça.

A HISTÓRIA DE JOE SHUSTER

Autores: Julian Voloj e Thomas Campi

Tradução:Marcia Men

Editora: Aleph (192 págs., R$ 59,90)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

UFG anuncia abertura de cursos de graduação e especialização em Anápolis e outros municípios de Goiás

A aprovação dos cursos a distância foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 08h03

A Universidade Federal de Goiás (UFG) obteve 1.200 vagas aprovadas em cursos gratuitos de graduação e especialização a distância, financiados pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), da CAPES. Os cursos superiores devem ser abertos já em 2019, em cidades como Anápolis, Goianésia e Inhumas.

A aprovação dos cursos foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade, e as propostas submetidas pela UFG contemplam diversas áreas do conhecimento, tais como Biologia, Biblioteconomia, Matemática e Artes Visuais.

As provas para os cursos de especialização serão reguladas por editais específicos, lançados no período de inscrições, com provável início das aulas em março de 2019. Já a seleção para os cursos de graduação deve ocorrer por meio de um vestibular ou utilizando a nota obtida no Enem. As provas para os cursos de graduação devem ser realizadas entre maio e junho do próximo ano, com provável início das aulas em agosto de 2019.

É possível fazer um cadastro e registrar interesse em até duas formações em qualquer nível, permitindo que o CIAR notifique os interessados diretamente por e-mail, caso um dos cursos escolhidos abra inscrições.

Também estão previstos processos seletivos de Tutores para atuação em alguns dos cursos com turmas em andamento e também nos cursos que devem iniciar suas atividades em 2019.

O cronograma previsto para as seleções de Cursistas e Tutores será divulgado no site do CIAR e nos canais do órgão no FacebookInstagramYoutube Twitter.

Confira abaixo a lista dos cursos de graduação – licenciatura e bacharelado – e especialização que serão abertos pela UFG, assim como os polos de destino:

Cursos EaD de Graduação 2019

Artes Visuais (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Anápolis, Cezarina, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biblioteconomia (bacharelado)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG)

Vagas: 200

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Jataí, Uruaçu

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biologia (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Cezarina, Cidade de Goiás, Goianésia, Goiânia

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Matemática (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Regional Catalão da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Alto Paraíso, Cidade de Goiás, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Cursos EaD de Especialização 2019

Educação Inclusiva e Tecnologias Assistivas

Unidade acadêmica responsável: Media Lab / UFG

Vagas: 150

Polos: Catalão, Cavalcante, Formosa, Goiânia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Educação Patrimonial: Escolas, Museus e Comunidades

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Ciências Sociais da UFG (FCS/UFG)

Vagas: 100

Polos: Águas Lindas, Aparecida de Goiânia, Catalão, São Simão, Cavalcante

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Ensino das Artes Visuais: Abordagens Metodológicas e Processos de Criação

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Cavalcante, Goianésia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

 

Gestão e Práticas Educacionais Inclusivas

Unidade acadêmica responsável: Regional Goiás da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Goianésia, Cidade de Goiás, Inhumas, Uruana

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

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Goiás

Pela primeira vez, Goiânia recebe congresso de Nanismo

O evento, que traz como tema  o lema “Um novo olhar” sobre o Nanismo, acontece dos dias 9 a 11 de novembro, em Goiânia.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 09h18

A cidade de Goiânia recebe nesta sexta e sábado, dias 9 e 10 de novembro, o 3º Congresso de Nanismo, em comemoração ao mês do Nanismo. Será realizado ainda, como extensão do congresso, o 1º Encontro Nacional do Somos Todos Gigantes (STG), que vai acontecer no dia 11/11, domingo. É a primeira vez que a capital recebe este congresso.

O evento, que acontece em parceria com a Faculdade Sul Americana (Fasam) e o site Curta Mais, traz como tema  o lema “Um novo olhar”, que tem como foco a geração de conhecimento específico e conquista de aliados, tanto para quem convive com o nanismo quanto para quem trabalha com ele.

De acordo com Juliana Yamin, empresária e idealizadora do STG, um dos objetivos é conectar pessoas a uma mesma causa. “Sentimos falta de um momento e espaço para maior convivência entre os participantes para a troca de experiências. Queremos proporcionar esse momento riquíssimo de vivência aos participantes do Congresso. Certamente será um momento de muita descontração, aprendizado e troca”, explica.

Compondo o grupo, adultos com baixa estatura e muita representatividade, como é o caso de Kênia Rio, presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ); e mães super atuantes como Elisangela Paulino Alves Ribeiro, mãe do gigante Henrique e idealizadora da futura Associação de Nanismo de São Paulo; Vélvit Ferreira Severo, mãe de Théo, e Flávia Berti Hoffmann, mãe de Bernardo, criadoras da Cartilha Escola para Todos – Nanismo; além de outras personalidades fundamentais na evolução da inclusão no país.

O evento será composto por três etapas. Dia 9/11, sexta-feira, começa com atendimentos médicos locais com os profissionais palestrantes, especialistas preparados para lidar com as questões específicas relacionadas ao nanismo. No sábado, dia 10/11, estão programados os painéis – e aqui uma segunda novidade: os painéis serão divididos entre, de um lado, os interesses de adultos com nanismo e, de outro, os de pais de crianças com a condição. O fechamento acontecerá no domingo, dia 11/11, durante um momento de confraternização que vai marcar o 1º Encontro STG.

Também haverá o espaço kids, que está previsto pela organização para que os pais possam assistir à programação com maior tranquilidade.

Confira a programação

Durante o primeiro dia de congresso (09/11), o Parque Estação Turma da Mônica do Shopping Cerrado vai abrir as portas de seu espaço acessível para as crianças do evento, enquanto acontece o Congresso Médico.

Para o segundo dia de encontro (10/11), como a programação será extensa, a organização vai servir um Coffee Break pela manhã e tarde além de almoço no local. O terceiro dia do evento (11/11) será reservado para o 1º Encontro Somos Todos Gigantes, uma oportunidade para troca de impressões, estreitamento laços, com um cardápio especial.

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Goiás

Goiano Joesley Batista, dono da JBS, é preso em Minas Gerais

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
09/11/2018, 09h43

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, está entre os presos da Operação Capitu, deflagrada nesta sexta-feira (9) pela Polícia Federal.

Ele é suspeito de envolvimento no pagamento de propina a servidores e agentes políticos que atuavam no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados. Além dele, foi preso o ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB).

Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária estão sendo cumpridos, a pedido do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.

A operação tem por base a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Por meio de nota, a defesa de Joesley informou que a prisão de seu cliente foi recebida com “estranheza”, uma vez que o empresário é colaborador da Justiça, função que estaria sendo cumprida “à risca”.

“Causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração.

A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota, em declaração atribuída ao advogado André Callegari.

Em julho de 2016, Josley foi investigado pela Operação Lava Jato, por supostos pagamentos de propinas pela JBS ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para liberação de recursos

Em 17 de maio de 2017, o Jornal O Globo divulgou que Joesley, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, entregou uma gravação feita na noite de 7 de março de 2017, de uma conversa reservada que teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu.

O diálogo tratava de uma suposta “compra do silêncio” de Cunha, que havia sido preso naquela operação, do suborno de juízes e de outros assuntos polêmicos. Uma séria crise política se instalou no governo depois desta divulgação.

Imagens: R7 

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Goiás

Pedestres se deparam com jiboia no meio da rua, em Anápolis; cobras no município são frequentes

Casos de aparecimentos e picadas de cobra em Anápolis são frequentes. Só este ano, foram 32 vítimas de picadas no município.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 11h27

Os pedestres que passavam na tarde de ontem (8/11) por uma rua do bairro São Lourenço, em Anápolis, levaram um enorme susto: uma jiboia de quase dois metros, viva, estava atravessada tranquilamente na via. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência.

Os bombeiros tiveram de se deslocar até a rua Rita P. de Moura, do bairro São Lourenço, na região Central da cidade, na tarde da última quinta-feira, para capturar a jiboia adulta que estaria causando pânico nas pessoas que se deparavam com o animal selvagem se arrastando pela via.

O réptil, que não é venenoso mas tem uma força capaz de quebrar qualquer osso humano com seu “abraço mortal”, foi retirado do local e devolvido à natureza pelos militares.

Na semana anterior outra cobra da mesma espécie teve de ser tirada de um bueiro na Avenida Brasil Norte.

Casos de cobras em Anápolis são frequentes

Anápolis parece estar quase ganhando o título de “cidade das cobras”. Isso se deve ao fato de que é frequente, principalmente nos períodos chuvosos, moradores encontrarem os bichos rastejantes próximos a residências e comércios.

Em maio deste ano, o Corpo de Bombeiros resgatou uma cobra cipó de dentro de uma motocicleta. A corporação informou que ninguém ficou ferido, mas foi preciso desmontar parte da motocicleta para resgatar o animal de cerca de um metro de comprimento.

No mesmo mês, uma cobra cascavel assustou moradores de um condomínio fechado na cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, funcionários do Condomínio Anaville flagraram o animal de cerca de 1 metro e acionaram a corporação. Resgatada, a serpente foi liberada em uma reserva florestal.

Já em março deste ano, um caso registrado de cobra em Anápolis foi mais grave. Uma criança de apenas 2 anos de idade foi vítima de picada de uma jararaca no Bairro Vila São Vicente (Igrejinha).

O menino, que foi inicialmente internado, à época, no Hospital Municipal Jamel Cecílio, foi encaminhado para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) em Goiânia, onde foi atendido a tempo.

Só em 2018, 32 pessoas em Anápolis foram vítimas de picada de cobra. Elas foram atendidas no Hospital Municipal Jamel Cecílio. Dos casos, 28 foram pela jararaca, três de cascavel e uma por jaracuçu.

Via: Portal 6 G1 

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