Brasil

'Tive uma família com condições e estrutura para me financiar', diz aluna

01/11/2018, 07h48

Aluno do ensino público durante toda a vida, Erick Henrique, de 25 anos, é um dos produtos da inclusão socioeconômica fomentada pela prova. Por ter pai militar, ingressou na Fundação Osório, da rede federal, aos 7 anos, depois de ser alfabetizado em uma instituição filantrópica.

Nascido e criado no Morro da Providência e sem condições financeiras ideais, o hoje empreendedor superou as dificuldades para ser aprovado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), onde cursa Administração.

“Na rede estadual, percebi que a base que tive na Fundação Osório foi ótima. Questionei um pouco meu ensino médio. Queria fazer um curso, mas é muito caro e não tinha condições, mesmo trabalhando (comecei aos 16). Estudei em casa, sem muita motivação ou pré-vestibular, e no fim passei no curso que queria em uma faculdade pública”, disse.

As diferenças não residiam apenas no conteúdo. Filho mais velho dos três de uma dona de casa que só ingressou no ensino superior depois dele, relembra momentos em que a estrutura de sua escola, o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, da rede estadual, se mostrava defasada em relação ao ensino privado.

“Mesmo sendo uma escola de referência entre as públicas, não havia tecnologia de ponta e às vezes faltava professor. Ainda sofri com greves porque o governo não valoriza a educação. Faltava modernização porque o colégio não recebia investimentos compatíveis com a estrutura que precisava manter”, frisou.

Apoio

Juliane Godas, de 21 anos, tem uma história diametralmente oposta. A estudante de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), que teve toda sua formação em escolas particulares, sabe das benesses que uma boa condição financeira traz. “Tenho total noção que faz muita diferença. É muito privilégio. Eu já sabia, mas vi na prática aqui na UniRio. Mesmo sem ter muito, eu estou muito à frente da maioria. Tive a sorte de ter condições financeiras de poder tentar três vezes”, declarou.

Nascida em Peruíbe, Juliane teve como principais dificuldades uma mudança de cidade e a adaptação a um ensino um pouco mais forte. Ela teve condições de ficar três anos em um cursinho e se esforçar para alcançar sua tão sonhada aprovação no curso de Medicina.

“Meus pais também pagaram aulas particulares no último ano, foi bem caro, ficou apertado, mas foi importante. Eu tive uma família com condições e estrutura para financiar minha educação. Pouquíssimas pessoas têm essa chance”, destacou ela.

Apesar de ter vivido em uma realidade diferente, ela defende a política de cotas. “Só reduz a diferença, não iguala. Ainda há um abismo”, opinou.

Visão dos dois lados

Já Pedro Diniz, também de 21, viveu os dois lados da moeda. De mau aluno no ensino particular até a evasão escolar, o filho de um administrador rural e uma dona de casa só pegou gosto pelo estudo no pré-vestibular. “Fui reprovado por duas vezes em Jacareí. Primeiro foi em escola particular. Não gostava de estudar. Na segunda vez, passei em uma prova de reclassificação do Estado, mas arrumei um emprego em São Paulo e larguei os estudos”, contou.

Após um ano sem estudar, o jovem, que se mudou duas vezes de cidade, resolveu voltar às salas de aula. Como bolsista integral do Cursinho da Poli, prestará vestibular pela segunda vez, e tentará ingressar no curso de Agronomia. “Paguei um supletivo com meu salário. Depois entrei em um pré-vestibular. Dividia as mensalidades com meu pai. No primeiro ano, não tive sucesso. Agora vou conseguir. Tenho toda a estrutura necessária.”

Um estudo feito pelo cientista de dados e mestre em Economia do Setor Público pela Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Sales, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que fatores socioeconômicos estão correlacionados a até 85% da nota do Enem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Cai decreto que limitava atuação de motoristas de aplicativos em Goiânia

O decreto obrigava motoristas de aplicativos de transporte como Uber, Cabify e 99Pop a usarem veículos exclusivamente licenciados na cidade.

Por Ton Paulo
01/11/2018, 08h26

Foi suspensa, em caráter de liminar proferida por uma juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Goiânia, o decreto municipal que obrigava motoristas de aplicativos de transporte como Uber, Cabify e 99Pop a usarem veículos exclusivamente licenciados na cidade. A decisão veio depois de um pedido da Associação Nacional de Empresas de Aluguel de Veículos e Gestão de Frotas (Anav), que defendeu a livre concorrência comercial.

Na petição apresentada, a Anav alegou que possui várias parcerias com os apps de transporte, que oferecem essa modalidade com locações diárias ou mensais, com lojas em todo o território brasileiro. Entretanto, após publicação do Decreto nº 2.890, apenas veículos licenciados na capital poderiam ser locados, limitando a oferta aos usuários.

Segundo a juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, em decisão liminar proferida, o transporte individual de passageiros, realizado por meio de plataformas digitais, “consiste em atividade econômica tipicamente privada, não sendo legítimo nenhum tipo de interferência do Poder Público quanto a eventual limitação da liberdade na prestação do serviço não previsto na legislação federal, até porque, pelo princípio da legalidade, é vedada a imposição ao cidadão de restrição não prevista em lei”.

A juíza destacou ainda que há “urgência do perigo, uma vez que poderá haver a restrição do uso de veículos com emplacamento em outras municipalidades na prestação do serviço privativo de transporte individual de passageiros, incluindo os das empresas associadas da autora, acarretando prejuízos de ordem econômica não só a tais empresas, mas também e principalmente de ordem social comprometendo o labor dos motoristas que fazem uso destes veículos”.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria da empresa Uber, que declarou que ainda vai analisar o caso para se manifestar.

Nenhum porta-voz da Anav foi encontrado até o fechamento desta matéria.

Juíza se baseou em lei federal para derrubar o decreto

Para embasar a decisão, a Dra. Jussara Cristina cita a Lei Federal nº 12.587/12, que institui as diretrizes da política nacional de mobilidade urbana, permitindo o transporte individual particular no artigo 4º, inciso X, distinguindo-o do transporte público individual, táxi, previsto no inciso 8 do mesmo artigo, bem como traça distinção no artigo 3º da natureza do serviço, podendo ser público ou privado.

A magistrada declara ainda que o artigo 120 do Código de Trânsito Brasileiro determina que todo veículo automotor, elétrico,  articulado, reboque ou semi-reboque deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, no Município de domicílio ou residência de seu proprietário, na forma da lei, não podendo haver restrições quanto a circulação nesta municipalidade de veículos licenciados perante outros municípios.

Via: TJ-GO 

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Esportes

Polícia impede explosão de caixas eletrônicos, em Hidrolândia

Um dos veículos teria sido usado em uma tentativa de homicídio na noite da última quarta-feira (31/10) no Setor São Domingos, em Goiânia.
01/11/2018, 08h35

Uma quadrilha que planejava explodir caixas eletrônicos em Hidrolândia, a 35 quilômetros de Goiânia, durante a madrugada desta quinta-feira (1/11), foi impedida de cometer o crime por policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas da capital (ROTAM). Durante a abordagem, houve troca de tiros entre o grupo e os policiais, e dois suspeitos que não tiveram os nomes divulgados foram alvejados e morreram no hospital. Os outros dois conseguiram fugir.

A polícia informou que recebeu denúncia anônima de que o grupo estaria em dois carros, sendo um SUV e um Sedan, e iria agir durante essa madrugada na cidade. Em posse das informações, os policiais da ROTAM reforçaram o patrulhamento em Hidrolândia e avistaram os veículos com as características repassadas no KM 563 ao sul da BR-153.

Dois suspeitos morreram na troca de tiros

Polícia impede explosão de caixas eletrônicos em Hidrolândia
Foto: Divulgação/ ROTAM

A ROTAM deu início à abordagem aos dois veículos, e os integrantes do grupo criminoso efetuaram disparos contra os policiais, as equipes revidaram e alvejaram dois indivíduos. Os outros dois conseguiram fugir por uma mata.

Os dois baleados chegaram a ser socorridos e encaminhados para o hospital de Hidrolândia, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

De acordo com a polícia, foram apreendidos com os suspeitos uma pistola calibre 45, um revólver calibre 38, um explosivo de metalon e dois carros um JAC/T6 e um Renaut Clio que eram produtos de roubo e com placas falsas. O último veículo apreendido pela equipe pode ter sido usado em uma tentativa de homicídio na última quarta-feira (31/10), no Setor São Domingos, em Goiânia.

A ROTAM informou que acionou o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Goiás (BOPE) para desativar os explosivos. As armas e os carros apreendidos pelas equipes foram encaminhados e apresentados na Delegacia de Piracanjuba.

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Esportes

Goiânia recebe penúltima etapa da Stock Car

Corrida é a segunda em Goiânia e pode definir o campeão desta temporada.
01/11/2018, 08h55

O Autódromo Internacional de Goiânia volta a ser palco da Stock Car, no próximo domingo (4/11), quando recebe a penúltima etapa da categoria. O retorno da principal categoria de automotores do país volta à capital de Goiás aproximadamente três meses depois da Corrida do Milhão, disputada no Autódromo em Agosto.

Na prova valendo um milhão de reais disputada em Goiânia, o ex-piloto da Ferrari, Rubens Barrichello, levou a melhor e conquistou o grande prêmio. Max Wilson terminou na segunda colocação e Felix da Costa com a terceira posição.

A prova do próximo domingo é a penúltima da temporada, e esse ano fecha o calendário de competições no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no domingo (9/11).

O líder da competição é Daniel Serra, com 270 pontos e duas vitórias conquistadas, seguido por Felipe Fraga com 236, Rubens Barrichelo com 194, Júlio Campos com 183 e Max Wilson com 176. Dependendo do resultado da prova no domingo, Daniel pode conquistar o título antecipadamente ou a decisão ficar para Interlagos.

Para quem gosta de velocidade, o preço dos ingressos para acompanhar a penúltima etapa da Stock Car, no Autódromo Internacional de Goiânia, custa R$ 50 reais a inteira e R$ 25 reais a meia.

Confira a programação da Stock Car durante os dias que antecedem a corrida:

Sexta-feira, 2 de novembro

10h00 – 10h35: 1º Treino Livre Stock Car (Grupo 1)

10h45 – 11h20: 1º Treino Livre Stock Car (Grupo 2)

11h40 – 12h10: 1º Treino Livre Marcas

13h00 – 13h35: 2º Treino Livre Stock Car (Grupo 1)

13h45 – 14h20: 2º Treino Livre Stock Car (Grupo 2)

14h40 – 15h10: 2º Treino Livre Marcas

Sábado, 3 de novembro

09h15 – 09h45: 3º Treino Livre Marcas

10h10 – 10h45: 3º Treino Livre Stock Car (Grupo 1)

10h55 – 11h30: 3º Treino Livre Stock Car (Grupo 2)

12h00 – 12h10: Classificação Marcas

14h10 – 15h10: Classificação Stock Car

15h45: Marcas Corrida 1

Domingo, 4 de novembro

08h00: Abertura dos Portões ao Público

09h15 – 09h30: Warm-up Stock Car0

9h40 – 09h50: Desfile de Carros Antigos

10h00 – 11h00: Visitação aos Boxes

11h30: Marcas Corrida 2

12h10 – 12h25: Show de Drift

13h00: Stock Car Corrida 1

14h05: Stock Car Corrida 2

Imagens: Facebook 

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Brasil

500 mil com Fies em atraso terão renegociação; dívida é de R$ 10 bilhões

A renegociação são para atrasos superior a 90 dias.
01/11/2018, 08h58

Estudantes com contratos de Financiamento Estudantil (Fies) atrasado agora poderão renegociar a dívida. A mudança, aprovada na quarta-feira, 31, pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies), deve entrar em vigor no ano que vem. No modelo atual, quem deixa de pagar alguma parcela do financiamento só tem a opção de quitar à vista.

A alteração valerá para contratos em fase de amortização com atraso superior a 90 dias, o que corresponde a 500 mil alunos e um saldo devedor de mais de R$ 10 bilhões, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A resolução aprovada prevê duas possibilidades de renegociação. O reparcelamento da dívida, voltado para estudantes com contratos próximos ao fim, vai ampliar o prazo de pagamento em, no máximo, 48 parcelas mensais. Já o reescalonamento, vai distribuir os valores em atraso nas parcelas que ainda irão vencer. Como contrapartida será exigida uma entrada de 10% do valor total das parcelas em atraso ou R$ 1 mil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil(Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitas na forma da Lei 10.260/2001. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

Em 2010, o FIES passou a funcionar em um novo formato: a taxa de juros do financiamento passou a ser de 3,4%, o período de carência passou para 18 meses e o período de amortização para três vezes o período de duração regular do curso mais 12 meses.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a ser o Agente Operador do Programa para contratos formalizados a partir de 2010. Além disso, o percentual de financiamento subiu para até 100% e as inscrições passaram a ser feitas em fluxo contínuo, permitindo ao estudante o solicitar do financiamento em qualquer período do ano.

Imagens: Diário Online 

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