Goiás

Iris Rezende confirma que este é seu último mandato

Prestes a completar 85 anos de idade, Iris diz que "a Prefeitura já está consertada", e que seu envolvimento na atividade pública não é mais necessário.

Por Ton Paulo
30/10/2018, 11h15

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), atuante na política goiana desde o final da década de 1950, anunciou que o atual mandato que cumpre como gestor da capital é também o último.

O emedebista, conhecido pelos goianos como um dos políticos mais tradicionais e longevos na atividade pública no Estado de Goiás, disse ao jornal que só foi candidato em 2016 “por causa de uma situação vexatória em que a Prefeitura estava”.

De acordo com ele, se a situação fosse boa, ele não teria sido candidato, e completa atribuindo à sua idade o motivo de sua aposentadoria. “A Prefeitura estando consertada, não justifica eu, que já vou completar 85 anos daqui a dois meses, ainda estar envolvido com a administração”, declara.

Em julho de 2016, Iris Rezende anunciou sua aposentadoria na política, mas voltou atrás algumas semanas depois e decidiu lançar sua candidatura, sendo eleito prefeito de Goiânia pela quarta vez.

O vereador Tiãozinho Porto (PROS), líder do prefeito na Câmara, comentou a declaração de Iris. Segundo o vereador, o prefeito tem dito que já tinha deixado a política, mas voltou para recuperar a Prefeitura, e disse ainda que acredita que os próximos dois anos serão os melhores da vida política dele. “Agora, como ele estará em 2020, se vai ou não concorrer, isso é uma decisão que só cabe a ele”, finaliza.

Aos vereadores, Iris destacou as ações da Prefeitura para recuperar as finanças municipais. “O meu trabalho tem sido, desde o primeiro minuto, de controlar as finanças[…] (…) Suspendemos os pagamentos das dívidas que eram prorrogáveis, mas já no próximo ano esperamos começar os pagamentos”, disse.

A trajetória de Iris Rezende

Iris Rezende construiu sua carreira em Goiás, consolidadando-se como um dos políticos mais populares do Estado. Atual prefeito de Goiânia, já ocupou o cargo por outras três vezes. Foi, também, vereador, deputado estadual em Goiás, governador do Estado por dois mandatos, senador da República por Goiás, ministro da Agricultura no governo José Sarney e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

É casado com Íris Araújo, a “Dona Iris”. Vereador em 1958, deputado estadual em 1962, prefeito de Goiânia em 1965, Iris Rezende teve o mandato cassado pelo regime militar, em 1969. Governou Goiás pela primeira vez de 1983 a 1986. Depois, foi ministro da Agricultura do governo José Sarney (15 de fevereiro de 1986 a 14 de março de 1990). Governou o estado pela segunda vez de 1991 a abril de 1994.

Eleito ao Senado pelo Estado de Goiás em 1994, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa. Voltou a ser ministro na primeira gestão de FHC, quando foi empossado na pasta da Justiça (22 de maio de 1997 a 6 de abril de 1998). Em 1998, candidatou-se a governador goiano, quando foi derrotado por Marconi Perillo, do PSDB. Em 2002, concorreu ao Senado, sendo derrotado por Demóstenes Torres (PFL) e Lúcia Vânia (PSDB).

Em 2004, Iris lançou sua à Prefeitura de Goiânia, obtendo 47,47% dos votos válidos no primeiro turno. No segundo turno enfrentou o então prefeito Pedro Wilson (PT), derrotando-o com 56% dos votos válidos. Iris foi reeleito prefeito de Goiânia nas eleições municipais de 2008.

No dia 1º de abril de 2010, renunciou ao cargo para poder ser candidato nas eleições do mesmo ano. O então vice-prefeito Paulo Garcia assumiu a prefeitura. Novamente em 2010, candidatou-se a governador goiano, quando foi derrotado mais uma vez por Marconi Perillo (PSDB), que esteve envolvido em um escândalo de corrupção este ano.

Iris Rezende foi eleito pela quarta vez prefeito de Goiânia no segundo turno das eleições 2016. Ele recebeu 57,70% dos votos

Via: O Popular 

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Brasil

Museu Nacional pedirá repasse de R$ 56 milhões para reconstrução

O incêndio no Museu Nacional aconteceu no dia 02 de setembro.
30/10/2018, 11h50

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, vai participar hoje (30)  de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, em busca de um repasse de R$ 56 milhões para a instituição. O valor será usado na reconstrução do prédio, que pegou fogo no dia 2 do último mês e teve parte do acervo destruído.

Segundo a assessoria do Museu Nacional, Kellner redigiu uma carta pública na qual sugere a elaboração de emenda parlamentar que garanta o valor. Se aprovada, a quantia será destinada para reconstruir a parte histórica do museu, incluindo o Palácio, sala do trono e fachada do prédio.

No encontro, o diretor e deputados federais devem conversar sobre as questões do museu e as perspectivas para os próximos anos. A população também pode participar da audiência enviando perguntas pelo site da Câmara.

O incêndio no Museu Nacional

Com 200 anos de existência, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo. O acervo tinha mais de mais de 20 milhões de itens como o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizada de “Luzia”, maior coleção clássica da América Latina, maior coleção egípcia da América Latina, coleção indígena, de artes, artefatos greco-romanos, fósseis e documentos, e há pelo menos três anos o local funcionava com orçamento reduzido.

O incêndio que atingiu o museu, aconteceu no dia 2 de setembro. Os bombeiros chegaram por volta das 20h30 ao local. De acordo com a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, a maior parte do acervo foi atingida.

Segundo a corporação, uma pequena parte das obras foi retirada antes de ser atingida pelo fogo. Não foi dito quais são essas peças nem para onde elas foram transportadas. O incêndio atingiu os três andares do prédio e começou por volta de 19h30. O fogo foi controlado somente após seis horas, por volta das 4h e não há informações sobre feridos.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Entra em vigor lei goiana que determina realização de exame detector de deficiência auditiva em crianças

A lei goiana, de autoria da deputada Isaura Lemos (PCdoB), prevê realização de exame que detecta deficiência auditiva em recém-nascidos e crianças, por hospitais e maternidades.

Por Ton Paulo
30/10/2018, 12h14

Foi sancionada pelo governador Zé Eliton (PSDB) a lei goiana que determina a realização de exame que detecta deficiência auditiva em recém-nascidos e crianças, por hospitais e maternidades. A lei, de autoria da deputada Isaura Lemos (PCdoB), já havia sido aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás, e entra em vigor em todo o Estado com a sanção do governador.

A Lei nº 20297/18 foi sancionada pelo governador e já passa a vigorar. O texto, de autoria da deputada Isaura Lemos, foi aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa neste mês de outubro, com aval da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e da Comissão de Saúde e Promoção Social.

A nova lei assegura às crianças nascidas em Goiás, bem como as que não são goianas, mas vivem no Estado de Goiás, o direito ao exame destinado a detectar deficiência auditiva. As maternidades e hospitais que realizam procedimentos obstétricos deverão dispor dos equipamentos e profissionais habilitados para esse fim. O exame deverá ocorrer até o quinto dia após o nascimento da criança, preferencialmente antes da alta hospitalar, e independentemente de ser solicitado, ou não, pelos pais ou responsáveis legais.

A deputada Isaura Lemos afirmou à imprensa legislativa que o diagnóstico precoce é fundamental para que a criança receba tratamento adequado. “Quanto mais tardio for o diagnóstico, maior a probabilidade de a criança ser afetada no desenvolvimento das funções sensoriais e cognitivas; trata-se de verdadeira corrida contra o tempo”, ressalta.

A deficiência auditiva na infância

A deficiência auditiva é a perda em partes ou totalmente das possibilidades auditivas sonoras, lembrando que ela existe em graus e níveis diferenciados.

São diversos fatores que causam a deficiência auditiva nas crianças. Entre as principais causas estão a gravidez de alto risco, ingestão de medicamentos, doenças infecciosas, bem como o uso drogas e álcool. Lembrando que, por mais que seja comum, a hereditariedade e meningite durante a infância também pode possibilitar a deficiência.

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Goiás

Corpo de mulher é abandonado em caixa a poucos metros da rodoviária de Goiânia

Gessika Sousa dos Santos, de 27 anos, foi espancada e esfaqueada diversas vezes.
30/10/2018, 12h49

Por volta das 5h30 da manhã desta terça-feira (30/10) o corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, enrolado em um lençol e amarrado com fios pretos na Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário, a 200 metros da Rodoviária de Goiânia.

O corpo de Gessika Sousa dos Santos, de 27 anos, foi deixado, segundo a delegada que investiga o caso, Magda D’ávila, ao lado da moto dela.

Dois homens em um carro chegaram às 23h e abandonaram a caixa no Coreto da Rodoviária. Em seguida, um terceiro suspeito deixou a moto da vítima, uma FZ25 Fazer azul, ano 2007.  Foi o que contou para a Polícia Civil um morador de rua que viu tudo.

Conforme a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), um comerciante avistou a caixa às 5h30, pegou uma madeira, abriu a caixa e encontrou o corpo de uma mulher muito machucado de espancamento.

A cena chamou atenção dos pedestres apressados que tiraram os celulares dos bolsos e bolsas e começaram a filmar a cena. Vídeos e fotos se espalharam pelas redes sociais. Às 8h, a Polícia Civil ainda não havia chegado no local em que o corpo foi encontrado. A PM delimitou a área com fita de isolamento preta e verde, mais conhecida como fita zebrada.

Corpo encontrado em Goiânia tem perfurações e marca de espancamentos

Corpo de mulher é deixado em caixa a poucos metros da rodoviária de Goiânia

“A gente busca imagens na região, ouve testemunhas e faz oitivas em busca de informações que elucidem o caso”, destaca a delegada, Magda D’ávila, durante um rápido telefonema antes de ela entrar em uma viatura e seguir atrás dos rastros deixados pelos assassinos.

O corpo da vítima, conta a delegada, apresenta marcas de espancamento e perfurações de facadas. “Há suspeita de abuso sexual também”, diz.

O corpo da mulher que trabalhava em uma padaria na Avenida Goiás Norte, no Balneário Meia Ponte, foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), mas não havia sido identificado no início da tarde.

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Goiás

Bombeiros alertam sobre riscos de afogamentos com proximidade do Verão, em Goiás

Tenente Coronel Fernando Caramaschi afirma que afogamento não é acidente, não acontece por acaso e tem prevenção.
30/10/2018, 13h46

O número de afogamentos no mês de outubro chamou a atenção do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), principalmente pela proximidade do período de férias.

Em um levantamento feito pelos bombeiros, durante o mês de outubro foram registrados sete casos de afogamento com crianças entre 0 e 11 anos, com o número sendo o maior durante o ano de 2018.

Segundo dados divulgados pela corporação, no Brasil o afogamento continua sendo o maior responsável por mortes acidentais de crianças. Os bombeiros informaram que todos os dias pelo menos 17 pessoas morrem afogadas no país, e três são crianças, segundo levantamento do Ministério da Saúde (MS).

Com a proximidade do verão e das férias, a corporação faz um alerta sobre a importância de redobrar a vigilância e evitar tragédias em rios, lagos, piscinas e balneários.

O assessor de comunicação do CBMGO, Tenente Coronel Fernando Caramaschi, afirma que “afogamento não é acidente, não acontece por acaso e tem prevenção”. Segundo o Tenente, o primeiro passo é fazer a prevenção observando e supervisionado as crianças o tempo todo e sem descanso próximas a água.

Para Caramaschi, um dos lemas que a corporação trabalha é “água no umbigo, sinal de perigo”. É recomendado aos pais que estejam sempre atentos mesmo que as piscinas sejam infantis ou que a criança saiba nadar.

Estatística – 2018

Em Goiás, os Bombeiros divulgaram um levantamento desde o mês de janeiro com a quantidade de afogamentos com crianças com idade entre 0 e 11 anos durante o ano. Em 2018 foram registrado até o momento 24 afogamentos, com o maior número sendo registrado durante o mês de outubro com sete casos.

Afogamentos em Goiás envolvendo crianças durante o mês de Outubro

No dia 14 de outubro, David Gabriel Barros, de 6 anos de idade, morreu afogado em uma piscina do Clube Jaó, em Goiânia, no momento em que sua mãe tinha saído para fazer mamadeira para sua irmã mais nova. O menino só foi encontrado depois de 15 minutos, mas apesar do esforço dos Bombeiros, infelizmente o ele morreu no local.

Outros caso foram registrados durante a semana, com um em Luziânia, onde um outro menino com nome de Gabriel Conceição, de 6 anos, morreu afogado na piscina de casa. Quis o destino que dos casos registrado na mesma semana, envolvesse um outro menino de nome Gabriel Rodrigues dos Santos, de 14 anos, que morreu afogado depois de salvar o irmão no Residencial Santa Fé, em Goiânia.

Último caso foi registrado na tarde da última segunda-feira (29/10) quando a pequena Thayriny Vitória Pereira Neves, de 5 anos, morreu afogada em um tanque de peixes em um pesque e pague na cidade de São Luís de Montes Belos.

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