Goiás

Governo de Goiás quer regularizar situação financeira da Saúde até dezembro

Governador José Eliton (PSDB) quer fechar todas as pendências com a Saúde até o fim de sua gestão.
30/10/2018, 08h40

Na semana passada o Governo de Goiás, diante da crise na saúde, repassou R$ 60 milhões de reais à Secretaria do Estado da Saúde (SES) para regularizar os problemas em todo o Estado. Essa semana, mais R$ 20 milhões também serão repassados à secretaria para distribuir entre às organizações sociais (OSs) que administram 17 unidades em Goiás.

Segundo as informações divulgadas pelo Governo, os atrasos foram reduzidos em R$ 220 milhões de reais, com o valor repassado na semana passada. De acordo com a publicação, o Governador José Eliton (PSDB) espera zerar todas as pendências com a saúde até o final de sua gestão.

José Eliton, juntamente com sua equipe econômica, estabeleceu o dia 29 de dezembro de 2018 para regularizar todas as pendências com o setor. Segundo as informações divulgadas pelo Governo, durante os próximos dois meses, o repasse para o setor supera R$ 500 milhões de reais.

De acordo com o que foi publicado de janeiro até setembro, a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) repassou a SES R$ 740,6 milhões para serem distribuídos entre as OSs. O valor é superior ao mesmo período no ano passado que foi de R$ 718,6 milhões.

De acordo com SES, na semana passada foi repassado R$ 11,5 milhões para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e para o Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), para colocar o pagamento dos funcionários das duas unidades em dias, restabelecer a farmácia e a comprar de outros insumos para que os trabalhos continuem sendo feitos pelos dois hospitais.

Pedido de recisão de contratos com o Governo de Goiás

Na semana passada, diante dos atrasos de salários, o Instituto Gerir que administra o Hugo e o Hutrin, pediu a rescisão de contrato com a SES. Segundo as informações publicadas, a Secretaria vai publicar ainda nesta terça-feira (30/10) a portaria para criação do grupo de transição da gestão dos dois hospitais e um novo edital vai ser publicado para que uma outra OS assuma a administração das duas unidades.

Imagens: Governo de Goiás 

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Brasil

Poluição mata 633 crianças por ano no Brasil

A exposição aos altos níveis de poluição aumenta os riscos de doenças crônicas.
30/10/2018, 08h56

Pelo menos 633 crianças menores de 5 anos morrem por ano no Brasil vítimas de complicações relacionadas à poluição, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira, 29, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados de 2016. Em todo o mundo, o número de crianças dessa faixa etária vítimas do problema chega a 543 mil.

De acordo com a OMS, 93% das crianças e adolescentes do mundo (o equivalente a 1,8 bilhão de pessoas) respiram diariamente ar com nível de poluição capaz de colocar a saúde em risco. As partículas tóxicas provocam ou agravam problemas respiratórios que, em alguns casos, podem ser fatais.

Segundo especialistas, o impacto do ar de má qualidade tem início já na gestação, com o aumento da probabilidade de mulheres darem à luz prematuramente. “Desde o desenvolvimento fetal, a criança já sofre os efeitos da poluição. O poluente é muito nocivo para a saúde, porque o efeito não é só respiratório, é sistêmico, entra na árvore respiratória, chega ao alvéolo, onde tem a troca gasosa, e entra na circulação, causando efeitos nas artérias e no coração, principalmente. Na gestação, leva a enfartes na parte circulatória da placenta, o que diminui o aporte do oxigênio, podendo causar partos prematuros e até morte fetal”, explica a patologista clínica Evangelina de Araújo Vormittag, que é diretora de responsabilidade social da Associação Paulista de Medicina e diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Outro aspecto que prejudica nessa fase da vida, especialmente entre as crianças mais novas, é o fato de o sistema imunológico ainda estar em formação. “Com isso, tem menos chances de se defender contra esse mal tóxico”, afirma a médica.

Doenças como alergias, asma, pneumonia e câncer infantil estão entre os problemas de saúde citados pela entidade que podem ter como causa o contato com os poluentes. Com 1 ano e 10 meses, Arthur já sente os efeitos nocivos da poluição. Diagnosticado com rinite alérgica, o menino, morador da zona leste da capital paulista, tem crises no período de clima seco, quando os poluentes ficam mais concentrados. “Na última crise, o problema evoluiu para infecção na garganta e no ouvido. Ele teve de tomar antibiótico 15 dias”, conta a mãe do menino, a advogada Monyse Tesser, de 32 anos.

Independentemente do clima, a mãe estabeleceu uma rotina de cuidados para evitar complicações na saúde do filho. “Faço lavagem nasal duas vezes por dia nele. Temos inalador, vaporizador, tiramos tapetes de casa e não deixamos bichos de pelúcia no quarto dele.”

Exposição a poluição

A exposição aos altos níveis de poluição também aumenta os riscos de doenças crônicas, como as cardiovasculares, e pode afetar o neurodesenvolvimento e as habilidades cognitivas.

Segundo a OMS, peculiaridades das crianças fazem com que elas se tornem mais vulneráveis aos efeitos da poluição, como respirar mais rápido do que os adultos, fazendo com que a absorção de poluentes seja maior, e viver mais perto do chão, onde essas partículas se concentram. Isso em um momento em que seus cérebros e corpos estão em desenvolvimento.

O contato com a poluição dentro de casa, por meio de fogões a lenha e equipamentos de aquecimento e iluminação que utilizam combustíveis poluentes, como o querosene, foi lembrado pela entidade, que defende que sejam criadas políticas para que a população utilize tecnologias livres de poluentes para cozinhar, iluminar e aquecer suas casas.

“Claramente precisamos acelerar a mudança para fontes de energia mais limpas. Precisamos fazer com que a população tenha acesso a combustíveis limpos. Provavelmente o mundo precisa reduzir drasticamente a grande dependência de combustíveis fósseis”, declarou nesta segunda-feira a diretora do Departamento de Saúde Pública da organização, Maria Neira.

Para proteger os filhos dos efeitos da poluição, as recomendações para os pais são evitar andar em casa com calçados usados na rua, umidificar o ambiente e hidratar as vias aéreas das crianças, segundo Marcelo Otsuka, infectologista pediátrico do Hospital Infantil Darcy Vargas, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

“E o aleitamento materno é fundamental. É um dos grandes mecanismos de defesa na primeira infância, porque melhora a imunidade e ajuda no desenvolvimento da criança. Os pais também devem garantir uma dieta saudável, com alimentos de boa procedência e evitar os produtos industrializados.” A OMS orienta que escolas e playgrounds sejam instalados longe de locais como vias movimentadas e fábricas.

Manifesto

Na semana passada, cerca de 30 mil médicos da Associação Paulista de Medicina lançaram o manifesto Um Minuto de Ar Limpo para abordar a necessidade de reduzir a poluição no ar para frear o aumento de doenças ligadas ao problema em São Paulo. Os médicos demonstram preocupação com a saúde da população, pois, de acordo com uma projeção do Instituto Saúde e Sustentabilidade, se a poluição se mantiver a mesma deste ano até 2025, na região metropolitana de São Paulo, são estimadas 51.367 mortes e 31.812 internações públicas por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão.

O documento brasileiro deverá ser apresentado nesta terça-feira, 29, durante a realização da primeira Conferência Global da OMS sobre Poluição do Ar e Saúde, em Genebra, na Suíça.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: as vozes do mundo 

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Brasil

Divórcio e falta de desejo sexual assustam pacientes que enfrentam câncer de mama

A perda do cabelo ou da mama são difíceis de serem superados pelas pacientes.
30/10/2018, 09h09

O abandono no momento em que a paciente mais precisa. A separação e o divórcio são uma realidade, embora pouco discutida, na vida das mulheres que enfrentam o câncer de mama. Após receberem o diagnóstico, além do combate à doença, elas precisam lidar com incertezas, dúvidas e ansiedades relacionadas ao casamento.

Muitos casais que juram amor “na saúde e na doença” não são capazes de resistir ao fardo pesado da confirmação da presença de um tumor. “Ao receber o diagnóstico de um câncer de mama, além do choque inicial e do medo da morte, muitas mulheres relatam o receio de perder o parceiro. E, infelizmente, esse tipo de abandono acontece com certa frequência”, conta a psicanalista Débora Damasceno, diretora da Escola de Psicanálise de São Paulo.

Autoestima na luta contra o câncer

Além disso, a perda do cabelo e ou da mama são lutos do lado feminino da paciente difíceis de serem superados. A autoestima fica comprometida e o medo de não agradar mais o companheiro pode aparecer. “Muitas têm a sensação de que o marido ou o namorado não vai mais sentir desejo, muitas acham que ele pode sentir nojo ao ver a mama pós mastectomia. E, assim, elas não permitem mais explorar os momentos íntimos e se afastam. Alguns homens compreendem bem e ajudam, mas outros realmente acabam não aguentando”, explica a psicanalista.

Débora acrescenta que, em alguns casos, a paciente pode até mesmo sofrer abusos do companheiro. “Algumas mulheres poderão sofrer abusos, não são compreendidas e acabam cedendo às pressões sem ter vontade, apenas para agradar o companheiro”, enfatiza.

No meio disso tudo, podem ocorrer agressões verbais e ofensas que mexem com o emocional. Dar a volta por cima pode não ser nada fácil. O ideal, nesses caos, é procurar ajuda psicoterapêutica para enfrentar o câncer e ficar mais segura para lidar com as questões emocionais envolvidas.

Imagens: mundo da psicologia 

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Goiás

Iris Rezende confirma que este é seu último mandato

Prestes a completar 85 anos de idade, Iris diz que "a Prefeitura já está consertada", e que seu envolvimento na atividade pública não é mais necessário.

Por Ton Paulo
30/10/2018, 11h15

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), atuante na política goiana desde o final da década de 1950, anunciou que o atual mandato que cumpre como gestor da capital é também o último.

O emedebista, conhecido pelos goianos como um dos políticos mais tradicionais e longevos na atividade pública no Estado de Goiás, disse ao jornal que só foi candidato em 2016 “por causa de uma situação vexatória em que a Prefeitura estava”.

De acordo com ele, se a situação fosse boa, ele não teria sido candidato, e completa atribuindo à sua idade o motivo de sua aposentadoria. “A Prefeitura estando consertada, não justifica eu, que já vou completar 85 anos daqui a dois meses, ainda estar envolvido com a administração”, declara.

Em julho de 2016, Iris Rezende anunciou sua aposentadoria na política, mas voltou atrás algumas semanas depois e decidiu lançar sua candidatura, sendo eleito prefeito de Goiânia pela quarta vez.

O vereador Tiãozinho Porto (PROS), líder do prefeito na Câmara, comentou a declaração de Iris. Segundo o vereador, o prefeito tem dito que já tinha deixado a política, mas voltou para recuperar a Prefeitura, e disse ainda que acredita que os próximos dois anos serão os melhores da vida política dele. “Agora, como ele estará em 2020, se vai ou não concorrer, isso é uma decisão que só cabe a ele”, finaliza.

Aos vereadores, Iris destacou as ações da Prefeitura para recuperar as finanças municipais. “O meu trabalho tem sido, desde o primeiro minuto, de controlar as finanças[…] (…) Suspendemos os pagamentos das dívidas que eram prorrogáveis, mas já no próximo ano esperamos começar os pagamentos”, disse.

A trajetória de Iris Rezende

Iris Rezende construiu sua carreira em Goiás, consolidadando-se como um dos políticos mais populares do Estado. Atual prefeito de Goiânia, já ocupou o cargo por outras três vezes. Foi, também, vereador, deputado estadual em Goiás, governador do Estado por dois mandatos, senador da República por Goiás, ministro da Agricultura no governo José Sarney e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

É casado com Íris Araújo, a “Dona Iris”. Vereador em 1958, deputado estadual em 1962, prefeito de Goiânia em 1965, Iris Rezende teve o mandato cassado pelo regime militar, em 1969. Governou Goiás pela primeira vez de 1983 a 1986. Depois, foi ministro da Agricultura do governo José Sarney (15 de fevereiro de 1986 a 14 de março de 1990). Governou o estado pela segunda vez de 1991 a abril de 1994.

Eleito ao Senado pelo Estado de Goiás em 1994, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa. Voltou a ser ministro na primeira gestão de FHC, quando foi empossado na pasta da Justiça (22 de maio de 1997 a 6 de abril de 1998). Em 1998, candidatou-se a governador goiano, quando foi derrotado por Marconi Perillo, do PSDB. Em 2002, concorreu ao Senado, sendo derrotado por Demóstenes Torres (PFL) e Lúcia Vânia (PSDB).

Em 2004, Iris lançou sua à Prefeitura de Goiânia, obtendo 47,47% dos votos válidos no primeiro turno. No segundo turno enfrentou o então prefeito Pedro Wilson (PT), derrotando-o com 56% dos votos válidos. Iris foi reeleito prefeito de Goiânia nas eleições municipais de 2008.

No dia 1º de abril de 2010, renunciou ao cargo para poder ser candidato nas eleições do mesmo ano. O então vice-prefeito Paulo Garcia assumiu a prefeitura. Novamente em 2010, candidatou-se a governador goiano, quando foi derrotado mais uma vez por Marconi Perillo (PSDB), que esteve envolvido em um escândalo de corrupção este ano.

Iris Rezende foi eleito pela quarta vez prefeito de Goiânia no segundo turno das eleições 2016. Ele recebeu 57,70% dos votos

Via: O Popular 

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Brasil

Museu Nacional pedirá repasse de R$ 56 milhões para reconstrução

O incêndio no Museu Nacional aconteceu no dia 02 de setembro.
30/10/2018, 11h50

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, vai participar hoje (30)  de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, em busca de um repasse de R$ 56 milhões para a instituição. O valor será usado na reconstrução do prédio, que pegou fogo no dia 2 do último mês e teve parte do acervo destruído.

Segundo a assessoria do Museu Nacional, Kellner redigiu uma carta pública na qual sugere a elaboração de emenda parlamentar que garanta o valor. Se aprovada, a quantia será destinada para reconstruir a parte histórica do museu, incluindo o Palácio, sala do trono e fachada do prédio.

No encontro, o diretor e deputados federais devem conversar sobre as questões do museu e as perspectivas para os próximos anos. A população também pode participar da audiência enviando perguntas pelo site da Câmara.

O incêndio no Museu Nacional

Com 200 anos de existência, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo. O acervo tinha mais de mais de 20 milhões de itens como o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizada de “Luzia”, maior coleção clássica da América Latina, maior coleção egípcia da América Latina, coleção indígena, de artes, artefatos greco-romanos, fósseis e documentos, e há pelo menos três anos o local funcionava com orçamento reduzido.

O incêndio que atingiu o museu, aconteceu no dia 2 de setembro. Os bombeiros chegaram por volta das 20h30 ao local. De acordo com a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, a maior parte do acervo foi atingida.

Segundo a corporação, uma pequena parte das obras foi retirada antes de ser atingida pelo fogo. Não foi dito quais são essas peças nem para onde elas foram transportadas. O incêndio atingiu os três andares do prédio e começou por volta de 19h30. O fogo foi controlado somente após seis horas, por volta das 4h e não há informações sobre feridos.

Imagens: Agência Brasil 

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