Entretenimento

Mostra traz filme sobre Inezita Barroso

18/10/2018, 07h30

Antes de conhecer de perto a história, o diretor Hélio Goldsztejn tinha em Inezita uma figura respeitável, icônica e de quem, apesar de trabalhar na mesma casa, a TV Cultura, guardava certa distância. Inezita era só um nome grande até que o Itaú Cultural resolveu fazer uma mostra em 2017. Quando um material de arquivo para a exposição foi pedido à Cultura, Hélio ergueu as parabólicas. Inezita era bem mais.

O diretor do programa Metrópolis abraçou assim um projeto que o fez mergulhar na história daquela que, como diz Renato Teixeira em depoimento ao filme, uma das maiores mulheres do País. O documentário Inezita, dirigido por ele, estreia hoje na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com uma sessão às 21h40 no Instituto Moreira Salles.

Inezita se armou para a briga logo cedo, aos 15 anos. Era como se soubesse de antemão que o não seria sempre a resposta. “Eu não larguei aquela viola enquanto não aprendi a tocar”, ela conta no filme. “Mulher não pode tocar esse instrumento”, ouvia enquanto deslizava os dedos pelas cordas de aço. Era apenas um treino para a vida toda.

Mulher não podia tocar viola, não podia cantar, não podia trabalhar em rádio. Imagine mulher descasando do marido, tocando música caipira, cantando grosso e fazendo pesquisa das tradições brasileiras dirigindo um jipe pelo interior do País? E mulher dando as ordens em um programa de TV de auditório, dizendo quem pode e quem não pode se apresentar, em plena década de 1980?

Pois foi assim que Inezita Barroso tocaria a vida, como se domasse o estouro de uma boiada. Sua morte em 2015, aos 90 anos, deixaria a imagem de uma apresentadora sorridente à frente do Viola Minha Viola, da Cultura, por quase 35 anos. Há um status de respeito no cargo, mas quando ele vem sozinho, sem nenhum contexto, é quase reducionista. “Acabei descobrindo uma mulher incrível ao fim do trabalho”, diz Hélio. “Era uma pessoa inacreditável, superava em muito os artistas de sua época. Inezita transcendia à própria música de raiz. Fui aos poucos ficando apaixonado a ponto de ter de começar a tomar cuidado para não comprometer o filme.”

Uma das histórias mais emblemáticas de sua trajetória é reconstruída no documentário com novos depoimentos. Quando as estradas eram ainda quase todas de terra, em 1957, Inezita saiu em direção ao nordeste do País ao volante de um jipe da marca Willys, ou, como ela chamava, seu cavalo de ferro. Sua intenção era recolher no trajeto entre São Paulo e Bahia todo o material transmitido por cultura oral que cruzasse seu caminho. Assim, rodou cerca de 6.200 km registrando músicas e histórias. Ao final, queria realizar um filme contando a saga de Jovita, a cearense que se vestiu de homem e se alistou no exército para lutar na Guerra do Paraguai (1864-1870).

Seu ataque de fúria se daria depois dos nãos mais doloridos de sua vida. As emissoras e os estúdios da época recusaram todos o projeto da moça que entrava em suas salas falando com sotaque de paulista interiorana.

Inezita conta então que fez uma fogueira e se livrou de todas as suas anotações. “Às vezes é preciso tocar fogo em parte da história para que as pessoas ouçam a outra parte com mais atenção”, diz Renato Teixeira.

O Viola Minha Viola sob sua administração não abria concessões para a música pop eletrificada. As atrações deveriam, se quisessem pisar ali, usar violas, violões, percussão e outros instrumentos identificados com a tradição. Chitãozinho & Xororó não foram convidados até o dia em que a mãe dos rapazes, uma frequentadora do programa, pediu pessoalmente que Inezita os recebesse. A dupla foi, mas deixou em casa as guitarras e a bateria que tanto incomodavam o espírito guardião de Inezita Barroso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Loja de autopeças de Goiânia encomendava roubo de veículos para desmanche

O dono da loja de autopeças foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

Por Ton Paulo
18/10/2018, 08h40

O dono de uma loja de autopeças de Goiânia, no setor Vila Canaã, foi preso na tarde da última quarta-feira (17/10) acusado de comprar veículos roubados para desmanche. O homem, depois de desmontar o carro, vendia as peças em sua loja.

A Equipe CPE 90, da Polícia Militar (PM), recebeu a denúncia do roubo de um veículo Ranger da cor prata no setor Cidade Vera Cruz, na tarde de quarta-feira. No local mencionado na denúncia, a equipe recebeu a informação de moradores da região de que o indivíduo que estava com o veículo frequentava uma loja de autopeças na Avenida Consolação, setor Vila Canaã, em Goiânia, a Markim Peças e Serviços.

A equipe, então, se deslocou até o estabelecimento e lá os policiais encontraram o veículo que havia sido roubado, já parcialmente desmontado. Segundo o Tenente Teixeira, da CPE 90, ele havia sido levado para o setor Cidade Vera Cruz para “esfriar”, e depois para a loja.

Loja de autopeças de Goiânia encomendava roubo de veículos para desmanche

Ainda acordo com o Tenente, ao ser questionado sobre o carro, o dono da loja, Marcos José Ferreira de Faria, alegou que não sabia que o veículo era roubado. Entretanto, ao realizar uma vistoria no interior da loja, os policiais encontraram várias peças de automóveis de procedência duvidosa.

Loja de autopeças de Goiânia funcionava como local de desmanche de carros roubados

Segundo informações do Tenente Teixeira, o dono da loja tinha o costume de encomendar roubos de veículos para depois para adquirí-los e desmanchá-los, podendo, assim, vender as peças do carro roubado em seu estabelecimento. “Ele mantinha um estoque de peças. Daí então, avaliava quais precisava para vender e encomendava os roubos”, conta.

As peças de automóveis encontradas na loja, sem comprovação de origem, atesta que Marcos havia recebido vários outros carros roubados, que foram desmontados no estabelecimento e tiveram suas peças vendidas, o que faz do local um centro de desmanche.

Loja de autopeças de Goiânia encomendava roubo de veículos para desmanche
Marcos José foi autuado em flagrante (Foto: assessoria CPE 90)

Marcos foi preso preso e conduzido para a Central de Flagrantes, onde foi autuado e vai responder pelo artigo 180 do Código Penal, pelo crime de receptação.

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Esportes

Andrés Sanchez pede desculpas e promete Corinthians forte na temporada de 2019

Corinthians perdeu de 2 a 0 para o Cruzeiro na final da Copa do Brasil.
18/10/2018, 08h51

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, pediu desculpas aos torcedores pelo vice da Copa do Brasil e prometeu um elenco forte para a próxima temporada. No entanto, também fez questão de avisar que o clube não poderá gastar muito para trazer esses reforços.

“Venho pedir desculpas para a torcida. Lutamos até o final, brigamos, mas remontar tudo isso não é fácil. Futebol não se faz do dia para a noite. Perdemos quatro jogadores, técnico e esse grupo está de parabéns. O torcedor corintiano é diferente de tudo e está de parabéns”, disse. “Estamos atrás (de reforços), é questão de oportunidade. Vamos buscar e o torcedor pode ficar tranquilo porque vamos ter time forte no ano que vem”, prosseguiu o mandatário.

Andrés explicou as saídas de Rodriguinho, Balbuena, Maycon e Sidcley no meio do ano. Ele assumiu a responsabilidade pela queda de rendimento da equipe, mas também afirmou que ficou sem ter muito o que fazer diante do mercado. “Com certeza eu assumo totalmente a culpa”.

“Vendi o Rodriguinho. O Balbuena não quis renovar, não tinha o que fazer. O Sidcley não era do Corinthians, veio uma proposta da Rússia fora da realidade e foi negociado. O Maycon já estava apalavrado. Isso acontece e sempre vai acontecer”, justificou.

Investimento no Corinthians

O Corinthians embolsou R$ 20 milhões pelo vice da Copa do Brasil. Ainda garantiu uma renda recorde de mais de R$ 5 milhões. Também conseguiu um patrocínio master na camisa para a final que rendeu cerca de R$ 800 mil. Por isso, Andrés garantiu que o clube não enfrenta problema financeiro. “Não precisa vender ninguém para ajeitar as contas, mas com o dólar quatro para um, vem uma proposta milionária e não dá para segurar. Temos que ter capacidade para ir atrás de novos jogadores”, explicou.

O problema é que também por causa da baixa valorização do real, o presidente avisou que não dá para pensar em grandes nomes para a próxima temporada. “O difícil é achar jogador. Vocês vão procurar os clubes que estão contratando por 10 milhões de euros. Para mim fazer o cheque com esse valor não teria problema nenhum. Saio daqui dois anos e a conta vai vir para o clube. E é claro que não vou deixar o clube em uma situação dessas”, finalizou.

Imagens: UOL 

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Esportes

Polêmica com o árbitro de vídeo na Copa do Brasil reabre discussão sobre uso da tecnologia

Essa foi a primeira competição nacional decidida com a utilização do árbitro de vídeo.
18/10/2018, 09h09

A Copa do Brasil entre Corinthians e Cruzeiro entrou para a história do País por ser a primeira competição nacional decidida com a utilização do VAR, mais conhecido como árbitro de vídeo, e logo em sua primeira edição com a nova tecnologia. Enganou-se quem esperava que seria o fim das polêmicas com a arbitragem. Pelo contrário, justamente o árbitro de vídeo protagonizou dois lances de muita discussão e reabriu o debate sobre a utilização da nova tecnologia em jogos de futebol.

Árbitro de vídeo

Corintianos e cruzeirenses adotaram discursos distintos. Teve quem gostou, quem foi contra e ainda os que destacaram a necessidade de melhora na ferramenta. O curioso é que Cruzeiro e Corinthians foram alguns dos clubes que votaram contra a implantação do VAR no Campeonato Brasileiro.

O atacante Hernán Barcos, com uma certa dose de ironia e bom humor, deu uma possível solução para acabar com a polêmica. “O VAR veio para aperfeiçoar e melhorar o nosso futebol. Se o árbitro erra com o VAR, fica complicado. Amanhã tem que colocar um robô para apitar”, sugeriu o argentino.

Os dois lances capitais que contaram com interferência do VAR ocorreram no segundo tempo e no ataque do Corinthians. No primeiro, Thiago Neves disputou uma bola com Ralf dentro da área e, após ver as imagens na TV, o árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães marcou pênalti, para a revolta dos cruzeirenses. O lance é bastante discutível.

O meia cruzeirense admitiu que tocou em Ralf, mas que o movimento não foi forte o suficiente para derrubar o adversário. Por isso, ele acha que houve erro da arbitragem, embora se contradiza ao dizer que esperava pela marcação do pênalti. “Muita gente diz que pegou (no Ralf). Pegou mesmo, mas não foi pênalti. São toques que acontecem, do jogo, e não teve força. Quando vi que o árbitro ia consultar o vídeo, já percebi que ele daria o pênalti, pois houve o toque, mas não foi para derrubar”, disse Thiago Neves.

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, aproveitou a decisão para explicar o seu posicionamento sobre a tecnologia. O dirigente se diz contra a utilização da tecnologia por questões financeiras, mas também pelo fato de não ficar claro em que momentos o vídeo deverá ser utilizado. “O Corinthians votou contra a situação que colocaram a gente no VAR. Nos dois lances têm muita gente falando que foi e que não foi. Não é para ter interpretação e o juiz foi pelas duas jogadas na interpretação. Eu já fui prejudicado e já fui beneficiado. A mão do Jadson foi no ombro”, reclamou.

Polêmica

Dedé, envolvido no segundo lance polêmico, em que Jadson teria o agredido com o braço na jogada que resultou no gol de Pedrinho, acredita que não teve polêmica no jogo. “O Jadson me deu uma porrada e pediu desculpa até. Ele não é maldoso, mas o juiz fez bem de ter anulado. Você fala de lance polêmico… polêmico foi o pênalti que ele marcou. Não quero crucificar o árbitro, já que ele foi bem durante a maior parte do jogo, mas esse pênalti…”, ironizou.

Como o árbitro de vídeo não foi aprovado pelos clubes no Brasileirão, os próximos jogos envolvendo clubes brasileiros com a utilização da ferramenta serão pela Copa Libertadores, quando o Grêmio encara o River Plate e o Palmeiras pega o Boca Juniors. Oportunidades para os árbitros tentarem minimizar os erros.

Imagens: a tribuna 

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Goiás

Ciclista morre atropelado na BR-153 em Goiás

Falta de iluminação e ausência de lombadas eletrônicas podem ter contribuído para o acidente em que o ciclista morreu.
18/10/2018, 09h32

Um senhor de 58 anos que não teve o nome divulgado morreu atropelado por um caminhão na noite da última quarta-feira (17/10) quando voltava do trabalho no KM 107 da BR-153, próximo a cidade de Santa Tereza de Goiás que fica a 398 quilômetros de Goiânia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ao Portal Dia Online que o homem voltava do trabalho de bicicleta quando foi atropelado. Segundo a PRF, testemunhas contaram que no momento do acidente, o senhor estava na frente de um ônibus e que depois que o veículo passou, o ciclista tentou entrar na pista, mas não viu o caminhão que vinha atrás do ônibus e foi atingido pelo veículo.

Falta de iluminação e de lombadas eletrônicas podem ter causado a morte do ciclista

Ciclista morre atropelado na BR-153 em Goiás
Foto: Divulgação/PRF

Ainda de acordo com a polícia, o acidente que terminou com a morte do ciclista pode estar ligado a falta de iluminação na rodovia e a ausência de lombadas eletrônicas no local, retiradas por causa do vencimento do contrato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O senhor chegou ser atendido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Outros casos de ciclistas atropelados em rodovias de Goiás

No mês de janeiro de 2018 um outro ciclista morreu atropelado na BR-153 no perímetro urbano de Anápolis, cidade que fica a 55 quilômetros de Goiânia. No momento em que foi atingido pelo carro o senhor tentava atravessar a rodovia empurrando a bicicleta.

Em abril deste ano Carlos Oliveira Souza, de 61 anos, andava pela Rodovia dos Romeiros GO-060 sentindo Goiânia/Trindade quando foi atingido por um carro. O motorista do veículo chegou a prestar socorro e pediu para Carlos ficar no acostamento enquanto fazia uma ligação, no momento o senhor se levantou e foi atropelado por um outro veículo que não foi identificado.

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