Política

Ex-diretor da Dersa fez 'transações regulares' para o exterior, afirma Suíça

15/10/2018, 22h10

Os extratos bancários do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza revelam que ele fez “transações importantes e regulares” na Suíça, coincidindo com o período em que supostos crimes de desvio de dinheiro na companhia paulista teriam ocorrido.

As informações fazem parte da decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça que, em 21 de agosto, já havia dado o primeiro sinal verde para que a documentação fosse enviada ao Brasil.

Em setembro, foi a vez de a Suprema Corte da Suíça rejeitar mais um recurso de Vieira de Souza e dar início à preparação para a transmissão dos extratos ao Ministério Público brasileiro.

Os extratos sobre o suspeito poderiam apontar para novos implicados no esquema e identificar quem teria feito pagamentos a uma conta que ele manteve na Suíça.

Procurada pela reportagem nesta segunda-feira, 15, a defesa de Vieira de Souza indicou que não irá se pronunciar sobre as informações contidas nos documentos do Tribunal e irá esperar o trâmite legal da cooperação entre os suíços e o Brasil.

Desde novembro de 2017 o caso vem sendo alvo de uma briga nos tribunais suíços. A defesa do ex-diretor apresentou dois recursos ao longo dos últimos meses. Mas todos eles foram recusados. No processo suíço, o caso é descrito como envolvendo um suspeito por “desvio, corrupção e participação em um grupo criminoso”.

Para justificar a colaboração com o Brasil, os juízes suíços concordaram que existiu uma coincidência entre as transações realizadas nas contas dos bancos no exterior e as suspeitas que pairam sobre o ex-diretor da Dersa sobre desvios de recursos na empresa.

“Resulta do dossiê que as contas em causa, das quais o requerido é o único beneficiário, foram abertas em 2007 e encerradas em 2017, sendo os ativos suspeitos de terem sido posteriormente transferidos para outro banco domiciliado em Nassau, nas Bahamas”, explicou o Tribunal Penal Federal.

Em março deste ano, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que os suíços tomaram a decisão de cooperar com o Brasil na coleta de dados com os bancos, com o objetivo de repassar as informações que poderiam revelar eventuais beneficiados ou quem teria feito depósitos. O objetivo era o de desvendar a origem e o destino das transferências realizadas pelo brasileiro apontado como operador do PSDB.

Os recursos chegaram a somar R$ 113 milhões, antes de terem sido transferidos das contas suíças para o Caribe.

“A documentação, de fato, mostra transações importantes e regulares no momento em que os fatos incriminados ocorreram em favor de várias empresas”, constatou a Justiça suíça.

“Nessas circunstâncias, existe uma relação objetiva suficiente entre o recorrente, as contas sob litígio e as infrações que são objeto de investigação brasileira”, disse o Tribunal.

“Não existe nenhuma dúvida que a documentação solicitada (pelo Brasil) é adequada a permitir que as autoridades investigadoras brasileiras tracem o caminho do produto das eventuais infrações e descobrir uma grande parte dos comportamentos incriminados”, estimam os juízes suíços.

Berna confirma que foram eles quem primeiro repassaram, de forma espontânea, a informação da existência das contas ao Brasil envolvendo Vieira de Souza. Em 2017, as autoridades suíças encontraram R$ 113 milhões (35 milhões de francos suíços) em quatro contas no país europeu em nome do ex-diretor da Dersa. Ele comandou a estatal paulista entre 2007 e 2010, período que compreende o mandato do ex-governador José Serra (2007-2010), do PSDB.

Poucos meses depois do primeiro contato entre os suíços e o Brasil, no entanto, em novembro de 2017, a Procuradoria em Berna indicou que recebeu um pedido de cooperação por parte do Ministério Público Federal para que os dados fossem aprofundados. “O Escritório do Procurador-Geral da Suíça pode confirmar que, nesse contexto, o Departamento de Justiça Federal nos delegou um pedido de assistência legal por parte do Brasil em novembro de 2017”, disse o MP suíço, num e-mail à reportagem.

O trabalho dos suíços foi o de coletar, no Banco Bordier & Cia, todos os extratos e documentos de transações relativas às quatro contas, desde o dia de sua abertura, em 2007, até hoje.

As contas estão vinculadas a uma offshore panamenha chamada Groupe Nantes e, ainda no ano passado, o suspeito teria transferido os ativos para um outro paraíso fiscal, nas Bahamas. A suspeita dos investigadores é de que o dinheiro teria saído da Suíça diante do avanço das apurações do MP suíço contra brasileiros citados em casos da Lava Jato.

As contas, mesmo assim, passaram a ser congeladas e, mesmo que os valores já não estejam mais na Suíça, a esperança dos procuradores é de que os extratos e documentos bancários ajudem a elucidar a origem dos recursos e quem, durante quase uma década, teria sido beneficiário de depósitos com origem nessas contas.

Defesas

Procurada pela reportagem nesta segunda-feira, 15, a defesa de Paulo Vieira de Souza indicou que não irá se pronunciar sobre as informações contidas nos documentos do Tribunal Penal Federal da Suíça e irá esperar o trâmite legal da cooperação entre os suíços e o Brasil.

“A DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A e o Governo do Estado de São Paulo têm reiterado que são os grandes interessados acerca do andamento das investigações. Todas as obras realizadas pela Companhia foram licitadas obedecendo-se à legislação em vigor. Se houve conduta ilícita com prejuízo aos cofres públicos, o Estado irá cobrar as devidas responsabilidades, como já agiu em outras ocasiões. A Companhia reforça seu compromisso com a transparência e se mantém, como sempre o faz, à disposição dos órgãos de controle para colaborar com o avanço das investigações.”

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Goiás

Motociclista atropela criança de três anos e é agredido por populares em Goiânia

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o motociclista já não estava mais no local quando a equipe de resgate chegou.

Por Ton Paulo
16/10/2018, 08h28

Um motociclista foi agredido por populares depois de atropelar uma criança de três anos, no Setor Progresso, em Goiânia. A criança, felizmente, teve apenas ferimentos leves. Caso ocorreu na noite da última segunda-feira (15/10).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o motociclista seguia pela Avenida João Damasceno, no Setor Progresso, em Goiânia, quando atropelou a menina de três anos que atravessava a rua.

Revoltados, populares, incentivados pelo pai da criança, começaram a agredir o motociclista, mesmo ele tendo parado para ajudar na prestação de socorro.

O Corpo de bombeiros foi acionado, e quando chegaram ao local constaram que a menina estava com um sangramento na cabeça, mas ainda consciente.

Ela foi socorrida e levada para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL).

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, nem o pai da criança, que praticou a agressão, nem o motoqueiro, que foi agredido, foram encontrados.

A reportagem do Dia Online ainda não teve acesso ao estado de saúde da criança.

Outro caso de criança atropelada por Motociclista chamou a atenção em Goiânia

No final de julho deste ano, um outro caso chamou a atenção. Uma criança de 9 anos foi atropelada enquanto corria atrás de uma pipa numa rua do Residencial Araguaia, em Aparecida de Goiânia. Uma câmera de segurança registrou quando o menino atravessa a via sem olhar para os lados e é atingido.

O acidente aconteceu por volta de 15h40 em 31 de julho, na Rua Azis Chaer. No vídeo que circulou na internet, é possível ver o menino correndo pela rua olhando para o céu e pulando. Em seguida, uma moto com duas mulheres atinge o menino, que cai rolando pelo asfalto.

Ele foi socorrido e internado na UTI, em estado grave. Não há informações sobre seu atual estado.

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Goiás

Traficante morre em troca de tiros com a polícia em Goiânia

Fabiano Sales de Oliveira tinha uma extensa ficha criminal com passagens por homicídio e roubo.
16/10/2018, 08h52

Um traficante identificado como Fabiano Sales de Oliveira mais conhecido como Dudu, morreu depois de uma troca de tiros com os policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), na noite da última segunda-feira (15/10) em um condomínio no Setor Bela Vista, em Goiânia.

A ROTAM, que foi acionada através do disque denúncia da corporação, foi informoda de que Fabiano estaria aterrorizando os moradores do condomínio e fazendo o tráfico de drogas no local. A equipe da ROTAM intensificou o patrulhamento na região e tentou abordar o suspeito que fugiu dos policiais.

Fabiano recebeu policiais a tiros e a equipe revidou e foi alvejado morrendo no local

Traficante morre em troca de tiros com a polícia em Goiânia
Foto: Rotam

A corporação contou que dentro do condomínio o criminoso recebeu os policias a tiros, a equipe envolvida na ação, para se proteger, revidou aos disparos e alvejou Fabiano.

Ainda conforme as informações divulgadas, Fabiano foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a polícia, o traficante tinha uma extensa ficha criminal com passagens por homicídios, por receptação e por roubo, além de responder criminalmente por outros artigos do Código Penal Brasileiro (CPB).

Traficante morre em troca de tiros com a polícia em Goiânia
Foto: Divulgação/ROTAM

A equipe envolvida na ação esteve na casa de Fabiano, onde encontraram drogas e uma balança de precisão e além do material apreendido na casa dele, os policiais apreenderam também uma pistola Glock de calibre nove milímetros com um kit rajada.

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Goiás

Irmã de vereadora de Anápolis morre afogada

"Fiinha", como era conhecida, estava desaparecida desde o último domingo (15/10). Sua irmã, a vereadora Professora Geli (PT), lamentou a tragédia.

Por Ton Paulo
16/10/2018, 09h38

A vereadora de Anápolis, Professora Geli (PT), que se candidatou ao Senado nessas eleições, confirmou na noite da última segunda-feira (15/10), por meio de suas redes sociais, o falecimento trágico de sua irmã, Maria Gelmira Sanches, por afogamento.

Conhecida carinhosamente como ‘Fiinha’, Maria Gelmira saiu para pescar no Rio Corumbá no último domingo (14/10) e não voltou. Buscas foram iniciadas, terminando na manhã de ontem quando encontraram o corpo de Fiinha. A morte se deu, como constatado, por afogamento.

Irmã de vereadora de Anápolis morre afogada
Maria Gelmira “Fiinha” (Foto: Reprodução)

A vereadora Professora Geli se manifestou pelo Facebook, onde lamentou a morte da irmã. De acordo com ela, o corpo da irmã já foi sepultado, uma vez que não foi possível realizar o velório.

Leia na íntegra os posts publicados pela vereadora:

“Meus queridos e queridas, informo que já ocorreu o sepultamento da minha irmã Maria Gelmira Santos, nossa amada Fiinha. Não foi possível realizar o velório.Agradeço a todos pelas mensagens de solidariedade e carinho e continuo pedindo orações pela família e amigos. Não é fácil perder tão repentinamente quem se ama, mas, humildemente, compreendemos que foi a vontade de Deus.Bênçãos e paz a todos, em nome de Jesus!”

Vereadora de Anápolis, mesmo não sendo eleita ao Senado, teve expressiva votação

Mesmo não sendo eleita, a professora universitária, vereadora e ex-candidata ao Senado, Professora Geli (PT), obteve uma expressiva quantidade de votos, 132.773 votos, figurando em sétimo lugar na corrida ao Senado.

Natural de Silvânia, ela cumpre o segundo mandato de vereadora pelo município de Anápolis. Maria Geli é graduada em Direito e Pedagogia, pós- graduada em Métodos e Técnicas de Ensino e Direito Processual Civil e Mestre em Educação.

Ao lado de Kátia Maria e Luis Cesar Bueno, Professora Geli foi uma das apostas do PT em Goiás na eleição majoritária deste ano. Nenhum dos três foi eleito.

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Goiás

Médico é preso por importunar sexualmente paciente no Cais do Bairro Goiá, em Goiânia

Secretaria Municipal de Saúde por meio de nota afirmou que já afastou o profissional de suas atividades e que vai instaurar sindicância para apurar os fatos.
16/10/2018, 10h19

Um médico que não teve o nome divulgado e atendia no Cais do Bairro Goiá, em Goiânia, foi preso na noite da última segunda-feira (15/10) suspeito de importunar sexualmente as pacientes da unidade durante consulta médica.

A Polícia Militar (PM) foi chamada e informou ao Portal Dia Online que a prisão se deu depois de uma mulher, que estava acompanhada pelo marido, ter feito a denúncia contra o profissional de saúde, pois, a vítima teria ido à unidade reclamando de uma dor de garganta, quando o médico teria tocado em suas partes íntimas. De acordo com as informações repassadas até o momento, o Cais já tinha outros registros de pacientes contra o médico.

O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e será investigado pelo delegado Humberto Teófilo.

A Polícia Civil (PC) disse que o médico se encontra neste momento na primeira unidade da DEAM e vai ser transferido agora de manhã para a regional da unidade prisional.

Médico negou todas as acusações

A polícia afirmou também que em seu depoimento, o profissional de saúde negou todas as acusações e disse ainda que realizou o procedimento médico normal, com a paciente interpretando o atendimento de forma inadequada.

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) disse repudiar toda atitude que ofenda a dignidade humana e afastou o médico de suas funções.

Confira na íntegra a nota da Secretaria

“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) repudia qualquer atitude que ofenda a dignidade da pessoa humana. A SMS esclarece que tão logo tomou ciência do caso, o médico foi afastado das atividades. Por fim, esclarece que abrirá sindicância para apurar os fatos e que está disponível para contribuir com as investigações da justiça.”

Importunação Sexual passou a ser crime

No dia 24 de setembro de 2018, Importunação Sexual passou a ser crime, quando o presidente em exercício no Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Dias Tofolli, sancionou o texto de projeto de lei, que prevê pena de 2 a 6 anos de reclusão.

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