Entretenimento

Livro resgata a infância no campo de refugiados de Kakuma, no Quênia

14/10/2018, 07h30

Deng nasceu no Sudão e vivia em paz com a família até a guerra chegar. “Quando fecho os olhos, ainda vejo meu vilarejo queimando, soldados violentos em cima de seus cavalos, pessoas correndo em desespero.”

O garoto se escondeu, fugiu, vagou por semanas sozinho e depois com outras crianças também perdidas. Sentiam fome e sede, e medo dos leões, das hienas, dos soldados, das bombas e de nunca mais ver seus pais. Quando chegou a Kakuma, estava com 8 anos e desamparado. Nunca mais viu seus pais.

Geedi é somali, mas nunca esteve na Somália – ou em qualquer lugar que não fosse Kakuma. Chegou no ventre da mãe, que caminhou por 20 dias com a filha após o marido ser morto em outra guerra. Gosta de subir em árvores e ficar lá sozinho com seus pensamentos. E de fazer brinquedos, correr e fotografar.

Deng e Geedi são amigos, vivem no campo de refugiados de Kakuma, no noroeste do Quênia. Compartilham o mesmo presente e a sensação de indefinição com relação ao futuro.

Eles não existem de verdade – são personagens de Dois Meninos de Kakuma, livro que a jornalista e fotógrafa franco-brasileira Marie Ange Bordas lança agora, pela Pulo do Gato, 15 anos depois de pisar pela primeira vez no campo criado em 1992 para receber, provisoriamente, refugiados sudaneses. Os meninos são uma ficção, porém, foram criados com base em mais de 20 anos de conversa e observação.

Na obra, Deng e Geedi contam brevemente sua trajetória enquanto vão apresentando esse campo provisório que tinha 90 mil habitantes quando Marie viveu lá por dois meses, em 2003, e que hoje acolhe 200 mil pessoas – 200 mil pessoas que não podem sair de lá, não podem recomeçar a vida no Quênia, e que só esperam, por anos a fio, a chance de voltar para casa ou de ser recebidos por outro país.

Os dois textos, em primeira pessoa, são acompanhados de fotografias da autora e de fotoilustrações, com desenhos dela e das crianças de Kakuma. Marie Ange conta que durante o processo de criação do livro se fez as mesmas perguntas que fazia aos meninos durante suas oficinas de vídeo lá. Como representar em imagens o que não vivemos mais e o que não é tangível? Como representar o sonho, a memória?

“No livro, o desenho ocupa os espaços das coisas que não eram fotografáveis. Ele traz o sonho, o lúdico e a fantasia”, conta a autora. No final, ela apresenta uma parte informativa sobre Kakuma, a questão dos deslocamentos e sobre ela.

Nascida em 1970, Marie Ange conta que está, desde a infância, atenta a esses movimentos. Em 2001, depois de alguns anos de estudo em Nova York, fez uma residência artística na África do Sul que marcou o início de seu projeto Deslocamentos – durante uma década, ele a levaria a Kakuma e a outros campos de refugiados. Nos últimos 10 anos, passou a trabalhar mais diretamente com crianças e jovens, em oficinas artísticas, por “acreditar na importância da educação crítica e da arte como processo transformador – no sentido individual e como ajuda na construção de um mundo mais justo e menos desigual”.

Com Dois Meninos de Kakuma, Marie Ange conta que quis mostrar aos jovens leitores que os fatos não estão isolados no mundo. “Fazemos parte de um mesmo sistema, um sistema de exclusão. Os refugiados continuam vivendo em tal situação porque os conflitos não terminam. E por que não terminam? Porque servem ao interesse de poucos. No Sudão, não se trata de guerra religiosa entre duas tribos. O Sudão continua sendo a segunda maior reserva de petróleo da África, que está sendo alimentada pelo mesmo sistema que a gente vive. O que me move é um pensar político, entender esse mundo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia procura vigilante suspeito de matar porteiro em Itumbiara

Segundo delegado, crime foi provocado por causa de uma bolinha de papel jogada no chão.
14/10/2018, 08h44

Ninguém consegue explicar muito bem  o que aconteceu na madrugada do último sábado (13/10), quando o procurado pela polícia, o vigilante Wallas Gomes de Lima, atirou no colega de trabalho, o porteiro Guilherme Alves Pereira, de 22 anos, em Itumbiara, interior de Goiás.

Desde o crime, o delegado titular da 6ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Itumbiara, Ricardo Chueire, tenta capturar o vigilante e, com informações que já conseguiu apurar, concluir o inquérito policial.

Como o suspeito conseguiu fugir do flagrante, o delegado pediu a prisão preventiva dele que baleou a vítima com três tiros.

Imagens de câmera de segurança, diz o delegado, mostram que Wallas mandou Guilherme levantar as mãos e virar de costas, antes de atingi-lo, primeiramente, com um tiro na cabeça. Guilherme caiu, mesmo assim foi baleado outras duas vezes.

Depois de deixar a arma em um armário, o vigilante, que estava no período de experiência na empresa – o porteiro trabalhava há um ano -, desapareceu.

Crime banal: Vigilante mata a sangue frio colega em Itumbiara

Conforme o delegado Ricardo Chueire, o crime foi desencadeado por uma briga banal. As imagens obtidas pela Polícia Civil mostram o vigilante Wallas tentando acertar uma bolinha de papel no lixo. Como o vigilante errou o cesto, o porteiro e o segurança iniciam a confusão.

O porteiro é obrigado a levantar-se, ficar de costas, quando é baleado. O delegado conta, ainda, que no momento do crime havia outro vigilante condomínio residencial, mas não conseguiu fazer nada porque teria ficado em choque.

“Deus abençoe que a Polícia solucione o caso. Aguardamos a Justiça divina porque a do homem a gente não consegue prever”, lamenta o tio do porteiro, Ricardo Alves, enquanto o corpo de Guilherme era velado por familiares e amigos que foram ao local se despedir do jovem.

Ninguém ali conseguia entender como, um jovem cheio de sonhos, pudesse ter morrido por tão pouco.

Via: G1 

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Goiás

Paraense vence sozinho Mega-Sena e vai receber R$ 27 milhões

Com o dinheiro, ganhador poderá comprar frota de 180 carros de luxo ou adquirir 33 imóveis no valor de R$ 800 mil.
14/10/2018, 10h30

Um apostador de Marabá, no Pará, acertou sozinho o concurso 2.087 da Mega-Sena e vai receber um prêmio de R$ 27 milhões.

Ele acertou as dezenas 02,18,19,23,34 e 53 sorteadas nesse sábado (13) em Joaçaba (SC). A quina teve 52 apostas ganhadoras e pagou prêmio de R$ 41.598,96 a cada uma.

Com dinheiro, ganhador poderá comprar frota de 180 carros de luxo ou adquirir 33 imóveis no valor de R$ 800 mil.

A quadra teve 4.898 apostas ganhadoras e pagou prêmio de R$ 630,91 a cada uma.

De acordo com a Caixa, o próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para o dia 17 de outubro, com prêmio estimado em R$ 2,5 milhões.

Dicas de como ganhar na Mega-Sena

1) As dezenas 01, 02, 03, 11, 22, 44, 55, 48 e 57 saem pouco.

2) Não jogue números seguidos.

3) Não jogue em números que estejam na mesma linha vertical.

4) Divida a cartela em quatro quadrantes e distribua seu jogo entre eles.

5) Prefira apenas um cartão com mais de seis dezenas do que vários cartões de seis dezenas.

No site da Caixa Econômica Federal, algumas dicas:

Como jogar

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para realizar o sonho de ser o próximo milionário, você deve marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha).

Sorteios

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

Apostas

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

Premiação

O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:

35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);

19% entre os acertadores de 5 números (Quina);

19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);

22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.

5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).

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Goiás

"Um marco", diz delegado que coordenou equipe que prendeu Serial Killer

Há quatro anos a Polícia Civil do Estado de Goiás prendia Tiago Henrique Gomes da Rocha, o Serial Killer de Goiânia.
14/10/2018, 11h25

Há quatro anos, no dia 14 de outubro de 2014, a Polícia Civil de Goiás concluía uma das mais complexas e amplas investigações de sua história: era capturado o Serial Killer, Tiago Henrique Gomes da Rocha.

A seguir, leia na íntegra uma entrevista do coordenador desse trabalho, o delegado de polícia Deusny Aparecido, superintendente de Polícia Judiciária à época. Ele revela detalhes importantes e momentos marcantes da formação da força-tarefa destinada a investigar a onda de assassinatos na região da Grande Goiânia e os desdobramentos da ação.

"Um marco", diz delegado que coordenou equipe que prendeu Serial Killer
Deusny Aparecido, coordenador de equipe que prendeu o criminoso. Foto: PC

1) O senhor coordenou a investigação mais complexa da história da PCGO. O que o senhor sentiu ao receber essa responsabilidade?

Delegado Deusny: Na verdade a responsabilidade já era minha de forma genérica, porque, à época, eu era o superintendente de Polícia Judiciária, ou seja: era o responsável pela parte operacional da Polícia Civil. Como tal, eu tinha a responsabilidade pela condução das investigações de polícia judiciária no Estado de Goiás.

De forma específica, essas investigações estavam sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), pois os fatos.

À época, é bom lembrar que nada indicava se tratar de uma só pessoa, ou da ação de um serial killer. O que existia eram indícios. Ninguém tinha certeza nenhuma. Eram apenas conjecturas.

Por isso, foi criada a Força-Tarefa, que envolveu outros policiais de outras unidades da Polícia Civil, que não apenas aqueles da Delegacia de Homicídios. Percebemos a necessidade de haver uma estrutura maior e que nos possibilitasse analisar e trabalhar aqueles casos especificamente, para que pudéssemos chegar a uma solução.

À frente da Superintendência de Polícia Judiciária, fomos buscar, em todo o estado, aqueles policiais com perfil para atuar nesse tipo de investigação para integrar essa força-tarefa no mês de agosto de 2014 para investigar especificamente aqueles crimes que estavam ocorrendo em toda a região da Grande Goiânia.

Quando resolvi assumir a coordenação da força-tarefa, é claro que isso foi feito a partir de um grande sacrifício profissional e pessoal, mas eu não podia deixar de realizar aquela missão, tendo em vista o nosso compromisso junto à sociedade e aos parentes das vítimas.

Foi um momento difícil da minha vida, mas que, graças a Deus, com a colaboração de cada um desses setores que foram indicados para a força-tarefa, que se desdobraram e se sacrificaram mas conseguiram chegar ao resultado, conseguimos realizá-lo, claro que, sempre, com Deus à frente para nos guiar e conduzir nessa árdua jornada.

2) Como foi a composição da força-tarefa? O senhor se recorda de quantos policiais civis foram engajados para compô-la?

Aconteceu da seguinte forma: no dia 02 de agosto de 2014, logo após o lamentável assassinato da adolescente Ana Lídia, eu mesmo fui até o local do crime, na companhia do colega da Inteligência e o colega plantonista da Delegacia de Homicídios, além de vários agentes, escrivães e papiloscopistas que trabalhavam conosco. Ao conversar com os familiares da jovem, ficamos muito comovidos.

A partir daquele instante, a nossa percepção foi de que precisávamos de algo a mais, sentimos que a Polícia Civil tinha que dar uma resposta à altura para aquele lamentável crime.

Então, dois dias depois, já iniciamos o dia com a missão estabelecida de formar a força-tarefa para a resolução de todos esses casos. Até então, só existiam conjecturas de que se tratava de um assassino em série.

Então, baixamos uma Portaria criando a força-tarefa. Sabíamos que não podíamos contar apenas com os colegas da Homicídios. Inicialmente, convocamos 70 colegas.

Dentre eles, 16 delegados, 30 agentes de polícia, 20 escrivães e quatro papiloscopistas. Essa foi a primeira composição da força tarefa. Todos abnegados, que vestem acamisa da Polícia Civil e não medem esforços para atender a sociedade.

Nosso sentimento é mais o de dever cumprido

3) A investigação é considerada modelo não só para a polícia judiciária goiana, mas para todo o Brasil. Quais foram os momentos determinantes desse trabalho?

Olha, realmente essa investigação foi um marco. Não dizemos isso com alegria, por conta do preço humano que se pagou para a produção desse resultado. Afinal, foram muitos assassinatos que ocorreram. Nosso sentimento é mais o de dever cumprido. Unimos as forças em nome de um objetivo único, que era fazer cessar aquele número de homicídios.

Foram vários os momentos determinantes, marcantes. O fato que desencadeou essa percepção da necessidade de uma ação diferenciada foi, como já disse, o assassinato da jovem Ana Lídia. A partir daí, e da composição da força-tarefa, o nível de comprometimento foi total, tanto que, ao longo de todo o funcionamento da força-tarefa, nenhuma informação importante para o trabalho investigativo chegou vazar, mesmo com o envolvimento de tantos policiais.

Tudo era tratado em grupo. Compartilhávamos as ideias e avanços. Isso permitiu que informações sensíveis não saíssem do contexto da força-tarefa. Cada colega sentiu o peso e importância da responsabilidade que carregava, e isso marcou muito e positivamente aquela investigação. Foi impressionante a participação de cada um desses setores.

Esse espírito de união e de equipe foi o que trouxe o resultado. Foi o trabalho sem vaidade, sem discórdias, com todos imbuídos na produção do resultado que, afinal, alcançamos.

A cada passo, descoberta, indício formulado, detalhe confirmado, nisso tudo nós sentíamos que estávamos nos aproximando da solução do caso. Mas houve muita pressão, legítima, por parte da imprensa e da sociedade. A cada passo, ficávamos como coração na mão mesmo, apreensivos com a possibilidade de surgir mais uma vítima.

Felizmente, da formação da força-tarefa, no dia 04 de agosto, até a prisão do Tiago, no dia 14 de outubro, não ocorreram mais homicídios. Mas, do dia 11 para o dia 12 de outubro, ou seja, um final de semana antes da prisão, ocorreu uma tentativa de homicídio de autoria dele no Jardim América.

Esse fato foi muito marcante porque, quando ele acionou o gatilho no peito da jovem, ela não disparou. Por duas ou três vezes ele acionou o gatilho, mas a arma falhou.

Serial Killer fez uma oração que os católicos chamam de ‘Maria, passa na frente.

A vítima relatou, nos autos, que, no momento da ação do serial killer, ela fez uma oração que os católicos chamam de “Maria, passa na frente”.

Na segunda-feira, dia 13, esse fato fez com que tomássemos a decisão de realmente tomar as providências para prender o serial killer, porque já tínhamos reunido muitos elementos de informação que poderiam possibilitar a sua captura. Já tínhamos tudo sobre ele, menos a identificação.

Serial Killer foi pego desprevenido

4) No briefing para organizar as equipes que iriam realizar a prisão do Tiago, o senhor afirmou que tinha certeza absoluta de que ele seria preso dentro de poucas horas, o que de fato aconteceu. De onde o senhor acredita que veio essa certeza?

Realmente eu tinha essa certeza, e nesse momento preciso testemunhar que, diante dos 140 colegas que estavam ali, essa certeza vinha da fé. Eu acredito em um Deus Maior.

Quando a Ana Lídia foi assassinada, eu fui a uma igreja, muito consternado com aquela situação. Ao fim da missa, eu procurei o padre e disse a ele: “A Polícia Civil, a sociedade de Goiás precisam da bênção do Senhor Jesus para que a gente possa prender essa pessoa que está praticando esses homicídios”.

Nesse momento, o padre estendeu a mão e abençoou toda a Polícia Civil. A partir daquele momento, eu fui tomado de uma fé muito forte e de uma certeza de que nós conseguiríamos cessar aquela onda de homicídios. Foi essa certeza que me tomou no momento daquele briefing, no dia 14 de outubro de 2014. Eu sabia que, ao sair dali, naquela operação, nós conseguiríamos o resultado.

E a graça que obtivemos foi muito maior. Eu mesmo fiquei surpreso, pois esperava que nós faríamos aquela prisão um, dois dias após o brefing, com equipes se revezando 24 horas por dia de maneira ininterrupta no encalço do criminoso para prendê-lo. Mas a piedade divina e a grande capacidade dos policiais civis.

Estamos com o homem na mão

Cerca de 20 minutos após a saída das equipes, um agente da equipe perspicaz das operações de inteligência me liga e diz: “Deusny, estamos com o homem na mão”. Era a realização de um trabalho conjunto que deu um resultado positivo para todos os que estavam ali. Toda a sociedade precisava daquele resultado.

Foi uma vitoria de todos, inclusive, das famílias das vítimas que clamavam por justiça. Após sua prisão, aquele elemento foi levado para a delegacia especializada e, com o trabalho dos competentíssimos delegados, agentes, escrivães e papiloscopistas, começou a confessar todos os seus crimes, pois os elementos de prova contra ele eram muito fortes.

5) Quatro anos depois desse trabalho, qual é o balanço que o senhor faz da evolução da PCGO como polícia investigativa?

Após esses quatro anos, que realmente foi um divisor de águas, não somente para a Polícia Civil de Goiás mas para todas as polícias judiciárias do país, eu vejo que a Polícia Civil de Goiás vem evoluindo a cada dia.

Ela tem mostrado a cada momento a qualidade e especificidade de seu trabalho e a importância desse trabalho para a sociedade. Nossos servidores tê, a cada ano, se profissionalizado e aprimorado mais.

Hoje, sou muito grato e fico muito feliz com o nível de maturidade e profissionalismo com que a Polícia Civil vem se aprimorando a cada dia se passa. E fico mais feliz ainda de ter participado dessa investigação, junto a esses colegas, que são mais que amigos. São nossos parceiros e nossos irmãos. Nossa busca é uma só: defender essa sociedade tão carente de justiça e de segurança. Um abraço a todos e muito obrigado.

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Goiás

Menores invadem casa, matam neto e baleiam avó em Caldas Novas

A dupla só foi encontrada porque um dos adolescentes deixou o celular cair no local do crime.
14/10/2018, 13h31

Dois adolescentes invadiram na madrugada deste domingo (14/10) uma residência no Setor Chácaras Ipanema, em Caldas Novas, e mataram a tiros Genival de Alencar Coelho e baleiam a avó dele, que não foi identificada. Os menores bateram no portão por volta de 3h20, em busca de Genival, que recepcionou os atiradores.

Para o Portal Dia Online, a PM informou que dois adolescentes de 15 anos foram apreendidos suspeitos de participação no crime. A dupla está na Delegacia de Caldas Novas e já foi ouvida pelo delegado plantonista. “Eles ficaram calados”, contou um policial. “O delegado veio aqui apenas para ouvi-los e saiu. Deve voltar mais tarde”, disse.

A dupla só foi encontrada porque um dos adolescentes deixou o celular cair no local do crime.

Idosa baleada em tiroteio em Caldas Novas foi levada ao hospital

A idosa que se feriu no momento em que o neto era executado, foi levada ao Hospital Municipal de Caldas Novas. Quando a reportagem ligou para o hospital, uma mulher informou que não tem autorização para passar informações. Sem passar o contato de assessoria de imprensa, desligou a ligação.

No celular do suspeito que ficou no no local do crime, havia fotografias. Uma das testemunhas, explica PM, identificou pelo menos um deles.

A dupla, então, foi encontrada em um casa, na Rua NC1, no Setor Mansões Recanto da Serra. Desde o momento em que foi identificado o celular, os policiais militar do Grupo de Patrulhamento Tático se dividiram nos bairros em busca dos suspeitos.

Monitorados desde a madrugada, quando acordaram, foram cercados pelos policiais e apreendidos.

Genival tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo, roubo, homicídio.  Genival também respondia por um latrocínio, cometido quando ele roubou o celular de um jovem.

Existe a suspeita de que os adolescentes foram contratados por um preso do presídio de Caldas Novas ou de Formosa para assassinar Genival.

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