Economia

Investidores estão à espera de cenário mais definido

07/10/2018, 08h20

O que os economistas veem como tendência se confirma no dia a dia de empresas brasileiras: o cenário indefinido, fruto das dúvidas sobre o direcionamento fiscal do País, adiam ou inviabilizam que negócios engatilhados há tempos sejam concretizados. O empresário Junior Durski, fundador da rede de hamburguerias Madero, por exemplo, está em busca de um sócio, mas diz que os fundos de private equity – que compram participações em empresas – estão receosos em fazer grandes apostas neste momento.

“Enquanto o cenário não fica mais claro, as propostas têm sido muito baixas, pois os fundos estão conservadores”, conta Durski. “Essa falta de definição está deixando os negócios represados, porque o investidor não quer fazer a aposta sozinho. Prefere esperar.”

A dificuldade em encontrar um sócio impede que o Madero, que empreendeu um forte crescimento nos últimos anos, apesar da crise, alce voos mais altos. Atualmente com 135 restaurantes – incluindo oito de uma segunda marca de apelo popular lançada em 2018, a Jerônimo -, a companhia prevê superar a marca de R$ 1 bilhão em receita no ano que vem, ante R$ 500 milhões de 2017 e cerca de R$ 780 milhões de 2018.

O Madero, conta o empresário, está em busca de um sócio para reduzir o endividamento que tomou para financiar o crescimento. “Nosso objetivo é atrair um fundo de private equity como sócio para pagarmos a dívida”, conta Durski. “Nós temos uma boa geração de caixa, mas o serviço do pagamento da dívida é muito alto no Brasil.” O receio sobre a indefinição político-econômica do País leva o investidor a recolher as armas, diz o fundador do Madero: “Eles estão esperando com o anzol na mão, sem coragem de jogá-lo na água”.

Produtividade

Presidente de uma das principais exportadoras do País – a fabricante de celulose Suzano, que está próxima de concretizar uma fusão bilionária com a rival Fibria -, o executivo Walter Schalka diz que o Brasil precisa vencer as próprias amarras de produtividade – mexendo nas questões fiscal, previdenciária e tributária – para evitar que o País fique ainda mais atrasado em relação ao resto do mundo à medida que a economia global se digitaliza. “Para que essas mudanças aconteçam é preciso que o Congresso seja bem eleito e que tenha viés reformista”, diz.

Outro desafio, na visão de Schalka, é a redução do tamanho do Estado brasileiro, que tem um peso desproporcional na economia. Hoje, contando a carga tributária de cerca de 36% e o efeito do déficit nas contas públicas, o setor público concentra cerca de 40% da atividade econômica. “É necessário um choque de produtividade no Estado brasileiro, com privatizações. Isso porque os outros 60% (da iniciativa privada) não têm condições de carregar os 40% nas costas.”

Sem que as mudanças estruturais ocorram, o presidente da Suzano vê poucas chances de a economia brasileira deixar de ser refém da velha síndrome do “voo da galinha”, em que a economia dá eventuais saltos acima de sua capacidade para depois passar por um período de baixo crescimento, estagnação ou retração. “É necessário que se substitua o círculo vicioso pelo virtuoso, que traga investimentos que gera emprego, renda e consumo. Aí não faremos mais só voo de galinha.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Brasil

Eleitores fora do domicílio podem justificar falta até as 17h

Os eleitores em trânsito terão pontos espalhados ao longo do país para poderem justificar a ausência.

Por Ton Paulo
07/10/2018, 09h49

Uma vez que muitos eleitores fora do domicílio nas eleições que acontecem neste domingo (7/10) não vão poder votar, uma super estrutura foi montada para possibilitar a justificativa do voto.

Ao todo, nove aeroportos da Infraero – Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia – estão hoje com postos de justificativa de ausência à urna para atender àqueles que estiverem em trânsito e não puderem participar do primeiro turno das eleições.

As unidades dos tribunais regionais eleitorais vão funcionar no mesmo horário da votação, das 8h às 17h neste dia 7 de outubro.

As pessoas que estiverem nessa situação, ou seja, fora do domicílio eleitoral, precisam informar no Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) – documento que precisa ser preenchido e entregue ainda hoje – o motivo de não ter ido às urnas votar.

O documento é distribuído gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e nos locais de votação ou de justificativa.

Como os eleitores fora do domicílio podem justificar a ausência

Para fazer a justificativa da ausência, o eleitor deverá saber o número do seu título de eleitor e apresentar um documento oficial de identificação.

Além dessas unidades em aeroportos, os tribunais regionais instalaram postos de justificativa em vários pontos do país. Em Brasília, um dos locais mais procurados pelos eleitores em trânsito, na região central da cidade, já estava cheia na primeira hora de funcionamento.

Entretanto, se o eleitor, estando fora de seu domicílio, não votar e também não apresentar a justificativa, o fato pode gerar sérias consequências futuramente.

O comprovante de votação nas eleições, além de ser um registro fiel do exercício da democracia, é um documento importante solicitado em diversas situações pertinentes, como em concursos, matrículas em faculdades e etc.

Via: Mais Goiás 

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Goiás

Caiado deve ser eleito hoje no 1º turno, segundo Serpes

De acordo com a pesquisa, Caiado tem 45,8% das intenções de voto, contra 11,9% do deputado federal Daniel Vilela (MDB) e 7,6% de José Eliton.

Por Ton Paulo
07/10/2018, 10h36

O senador e candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), deve ser eleito hoje (7/10) já em primeiro turno. O atual governador Zé Eliton (PSDB) deve ficar em terceiro lugar na disputa, aponta a sétima e última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, realizada de 3 a 6 de outubro.

De acordo com a pesquisa, Caiado tem 45,8% das intenções de voto, contra 11,9% do deputado federal Daniel Vilela (MDB) e 7,6% de Zé Eliton, em empate técnico com Kátia Maria (PT), que alcança 5,9%.

Considerando apenas os votos válidos, Ronaldo Caiado tem 63,2%. Daniel tem 16,4% e Eliton, 10,5%. São necessários 50% dos votos válidos mais um para as eleições terminarem hoje.

A nova rodada da Serpes trouxe o impacto negativo para Zé Eliton em razão da Operação Cash Delivery, deflagrada no dia 28 de setembro pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF), que prendeu um dos coordenadores da campanha do candidato tucano, Jayme Rincón, ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).

A Operação também respingou na candidatura ao Senado de Marconi Perillo, uma vez que fez buscas em endereços do ex-governador do PSDB.

Candidato ao Senado. Jayme conseguiu um habeas corpus na última sexta-feira (5/10) mas as investigações ainda seguem.

Pesquisa mostrou crescimento de 3,9% de Caiado

Em comparação com a rodada anterior da pesquisa, Caiado teve um crescimento de 3,9 pontos porcentuais. Daniel oscilou 1,8 ponto para cima e Eliton perdeu 3 pontos. Kátia apresentou variação positiva de 2,2 pontos porcentuais.

Nas sete rodadas da pesquisa Serpes, o quadro se manteve quase o mesmo, com a maioria das variações dentro da margem de erro.

Desde a primeira, divulgada em abril, Ronaldo Caiado aparece com cerca de 40%. Na véspera das eleições, ele alcançou o maior índice e Eliton o segundo menor – só havia registrado porcentual pior no primeiro levantamento, de 10 de abril, quando tinha 6,7%.

Foram ouvidos um total de 801 eleitores, em 32 municípios goianos, até o fim da manhã de ontem.

O porcentual que indica vitória em primeiro turno de Caiado praticamente não se alterou em todas as rodadas – variou de 60% a 62,1% e chega a 63%.

Via: O Popular 
Imagens: Jornal Opção 

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Goiás

Em Goiás, 11 casos de crimes eleitorais já foram registrados neste domingo

A maioria dos flagrantes dos crimes eleitorais foi por derramamento de Santinhos nas ruas.

Por Ton Paulo
07/10/2018, 11h23

Já foram registradas um total de 11 ocorrências referentes a crimes eleitorais, na manhã deste domingo (7/10), em todo o Estado.

O coronel e comandante da operação Eleições 2018 da Polícia Militar (PM), Anésio Barbosa, disse que a maioria dos flagrantes foi por derramamento de Santinhos nas ruas.

Houve três registros na capital Goiânia, duas no município de Ipameri e o restante em Jaraguá, Uruaçu, Campo Alegre, Cesarina, Águas Lindas e São Miguel do Araguaia.

O coronel contou ainda que após os flagrantes os suspeitos foram liberados depois de assinar os termos de compromisso de comparecimento em Juízo.

Quais atos configuram crimes eleitorais no dia da eleição

Crimes eleitorais são todas as ações proibidas por lei praticadas por candidatos e eleitores, em qualquer fase de uma eleição.

Desde o alistamento eleitoral até a diplomação dos candidatos, as infrações serão punidas com detenção, reclusão e pagamento de multa, previstas no Código Eleitoral e em outras leis.

Fique atento para o respeito e o devido cumprimento das normas eleitorais! Configuram crimes eleitorais no dia da eleição os seguintes atos listados abaixo:

– Promover a desordem ou a concentração de eleitores com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar o exercício do voto, sob qualquer forma, inclusive com o fornecimento gratuito de alimento e transporte coletivo;

– Utilizar alto-falantes e amplificadores de som;

– Realizar comício ou carreata;

– Fazer boca-de-urna (É permitida, desde que não faça parte de aglomeração, a manifestação individual e silenciosa da preferência política do eleitor, como por exemplo o uso de camisetas, o porte de bandeira e a utilização de adesivos em veículos particulares);

– Distribuir material de propaganda política (panfletos, cartazes, camisetas, bonés, adesivos, etc) fora da sede do partido ou comitê político;

– Usar (funcionários da Justiça Eleitoral e mesários) qualquer elemento de propaganda eleitoral;

– Violar ou tentar violar o sigilo do voto.

Via: Brasil Gov CBN Goiânia 
Imagens: Correio Lageano 

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Política

TRE já substituiu 56 urnas em Goiás até o início da tarde

Até o momento, 11 casos de crimes eleitorais já foram registrados.
07/10/2018, 13h00

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) informou que, até o início da tarde deste domingo, 56 urnas foram trocadas, sendo 11 destas na cidade de Goiânia. Além disso, 11 pessoas foram presas.

O secretário de tecnologia da informação do TRE-GO, Dory Gonzaga, afirmou que o fechamento de algumas seções pode acontecer após as 17h, devido a atrasos. Ele afirmou também que o Tribunal chegou a ser acionado por um eleitor que alegava problema na urna, mas que ele estava, na verdade, confundido a ordem de votação.

O voto para governador vem antes do presidente, e o eleitor estava fazendo o contrário e, por isso, recebia um aviso de voto nulo. “É preciso prestar bastante atenção nesta ordem de votação”, diz Gonzaga.

Imagens: Exame.com 

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