Goiás

Escutas da PF mostram negociação de propina de R$ 1,2 milhão a Marconi Perillo

Grupo é flagrado negociando entrega de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht para campanhas de Perillo nas eleições de 2010 e 2014.
04/10/2018, 09h54

A TV Anhanguera divulgou, na manhã desta quinta-feira (4/10), a transcrição de uma conversa que compromete ainda mais a imagem do ex-governador de Goiás e candidato ao Senado, Marconi Perillo (PSDB).

O repórter Honório Jacometo teve acesso a escutas telefônicas da Polícia Federal (PF), anexadas no inquérito a que o Ministério Público Federal (MPF) e a PF se basearam para desencadear a Operação Cash Delivery.

As escutas revelam uma conversa entre dois funcionários do doleiro Álvaro José Novis, um dos delatores da Lava Jato, e de um motorista de Jayme Rincón, um dos cinco presos depois de cumprimento de mandado e busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB).

A conversa entre o grupo, segundo a Polícia Federal informou à TV Anhanguera, trata-se da entrega de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht para campanhas do ex-governador Marconi Perillo nas eleições de 2010 e 2014.

Ainda conforme a reportagem, a transcrição da conversa é um diálogo entre Márcio Garcia de Moura – policial militar e motorista de Rincón, que acabou preso na Operação Cash Delivery – e um homem identificado como Márcio, que, conforme a corporação, também é PM e funcionário do doleiro Álvaro José Novis.

  • Moura: Aí veio 3 mensageiros seus. É isso mesmo?
  • Márcio: É, um levou 7 e outro levou 5, Né?
  • Moura: Então tá certo, né?
  • Márcio: Isso. Aí faz um ponto dois. [segundo a PF, ele se refere a R$ 1,2 milhão de reais].

Advogado de Marconi Perillo classifica vazamento a “intenção eleitoreira”

“Só vou falar depois das eleições. Pedi a delegada para que ele fosse escutado depois de domingo. Não quero fomentar essa intenção eleitoreira. Não vou fazer o jogo eleitoreiro”, disse ao Portal Dia Online, o advogado do ex-governador Marconi Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Segundo a reportagem, em um dos trechos do inquérito, teria dito ao executivo da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, que ele esperasse uma contribuição “do tamanho da Odebrecht”, no Estado de Goiás.

Ainda conforme o inquérito, quando Marconi Perillo teria solicitado os valores para suas campanhas, parecia concordar com os interesses da Odebrecht em Goiás, um deles, a construção do VLT, que não foi para frente, e o esgoto no Entorno do Distrito Federal.

Ainda segundo a reportagem da TV Anhanguera, os policiais militares eram responsáveis por buscar o dinheiro de propina em São Paulo. Um dos indícios é de que R$ 1,2 milhão teria sido entregue na Rua Hadock Lobo, na capital paulista. Este seria o endereço, diz a PF, do apartamento onde mora o filho de Jayme Rincón, Rodrigo Rincón, um dos presos da Operação Cash Delivery.

Em um segundo trecho da conversa, o motorista do doleiro liga para um outro motorista de Jayme Rincón, identificado como Sérgio. O motorista quer confirmar o endereço do prédio.

  • Márcio: Oi, Sérgio. Meu nome é Márcio. Tudo bom?
  • Sérgio: Tudo joia!
  • Márcio: Tudo bem. Eu tenho umas encomendas aí para te entregar. Só confirmando contigo. Aí é 1259, 72 né?
  • Sérgio: 1259, 72 [segundo a PF, trata-se do número do prédio e apartamento Rodrigo Rincón]
  • Márcio: Aguarda aí que já estão caminhando para aí, está bom?
  • Sérgio: Tudo bem!

A Polícia Federal ainda conseguiu acessar conversas via Skype, ligações de celulares e passagens aéreas dos PMs – a dupla voou de Goiânia a São Paulo.

do diretamente com o recebimento do dinheiro, tendo sido beneficiário de parte dos pagamentos.

Via: G1 

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Goiás

Após denúncia de homicídio policia prende quadrilha em Goiânia

Briga na Vila Xavier que teve uma morte e um ferido, terminou com prisão de quadrilha.
04/10/2018, 10h01

Uma confusão na noite da última quarta-feira (3/10) terminou com um homicídio e uma tentativa de assassinato, na Vila Xavier, em Goiânia. De acordo com informações divulgadas pela assessoria de Imprensa da Polícia Militar (PM), houve uma discussão entre os envolvidos quando um deles sacou a arma e efetuou os disparos. Duas pessoas foram atingidas,  uma delas ficou ferida e outra acabou morrendo. O nome das vítimas e a motivação do crime não foram divulgados.

Segundo a PM, uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas (Rotam) esteve no local. O caso, que inicialmente começou com uma denúncia de homícidio e tentativa de homicídio, terminou com a prisão da quadrilha responsável pelos crimes.

Durante o acompanhamento policial, a equipe da Rotam encontrou primeiro o menor que confessou participação no crime e entregou os comparsas, que foram presos em seguida. A assessoria informou que com a quadrilha foram encontrados um carro roubado, uma gauche de calibre 12 e duas pistolas: uma .45 e outra 9 milímetros. Além das armas e o carro, os policiais encontraram com os presos meio quilo de maconha e materiais para a produção e entrega de drogas, na região do setor dos Funcionários, em Goiânia.

Quadrilha é presa por homicídio

Entre os presos estão Fabrício Soares da Silva, de 32 anos, Halanna Bruna Pinheiro Torres, de 23 anos, Raresh Barbosa de Oliveira, de 30 anos e apreendido o menor I.C, de 16 anos. A quadrilha foi presa em flagrante, por homicídio e tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação criminosa.

Todos os envolvidos possuem passagens por outros crimes como receptação, roubo, direção perigosa e homicídio. Eles foram apresentados na Central de Flagrantes onde ficaram à disposição do poder judiciário.

Rotam recebe denúncia de homícidio e prende quadrilha
Foto: Divulgação PM/ Polícia recebe denúncia de homicídio e tentativa de homicídio, acaba com prisão de quadrilha.
Rotam recebe denúncia de homícidio e prende quadrilha
Foto: Divulgação PM/ Halanna Brunna Pinheiro Torres.
Rotam recebe denúncia de homícidio e prende quadrilha
Foto: Divulgação Rotam/ Raresh Barbosa de Oliveira.
Rotam recebe denúncia de homícidio e prende quadrilha
Foto: Divulgação PM/ Menor apreendido I.C.

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Esportes

Após acusação de estupro, Cristiano Ronaldo fica fora de convocação de Portugal

O jogador se defendeu pelas redes sociais.
04/10/2018, 10h56

Em meio a uma acusação de estupro, Cristiano Ronaldo foi deixado de fora da lista de convocados da seleção de Portugal para os próximos jogos da equipe, um amistoso e uma partida válida pela Liga das Nações. O técnico Fernando Santos avisou que o atacante da Juventus também ficará de fora da convocação seguinte, em novembro.

De acordo com o treinador, a decisão foi tomada em conjunto com o próprio jogador e com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Soares Gomes da Silva. “Nós concordamos que o jogador não estaria disponível para estes jogos, que não seria uma opção para a seleção. Para as duas próximas convocações, esta e a seguinte, Ronaldo não estará conosco”, confirmou Fernando Santos.

O anúncio acontece seis dias depois de o atacante ser acusado publicamente de estupro por uma norte-americana Kathryn Mayorga, de 34 anos. O caso teria acontecido em um quarto de hotel em Las Vegas, nos Estados Unidos, em junho de 2009. Ela fez a denúncia em uma reportagem publicada pela revista alemã Der Spiegel.

De acordo com reportagem, o português teria conhecido Kathryn em um clube e, mais tarde, a obrigado a ter relações sexuais com ele. O atacante teria pago US$ 375 mil (cerca de R$ 1,4 milhão pela cotação atual) para que ela não tornasse o caso público. À Der Spiegel, a mulher disse que aceitou a oferta do português à época por temer por ela e sua família.

Cristiano Ronaldo: defesa

Pelas redes sociais, Cristiano Ronaldo se defendeu na quarta e negou a acusação. “Aguardarei com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos, pois nada me pesa na consciência. Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo midiático montado por quem quer se promover à minha custa.”

O atacante não defende a seleção portuguesa desde a Copa do Mundo da Rússia, quando o time português foi eliminado pelo Uruguai, nas oitavas de final. Cristiano Ronaldo perdeu os dois jogos disputados logo após o Mundial sob alegação de que estava ainda se mudando para Turim, onde passaria a defender a Juventus.

Agora ele perderá o jogo contra a Polônia, pela Liga das Nações, e também o amistoso com a Escócia, nos dias 11 e 14 deste mês, respectivamente. Aos 33 anos, o jogador ainda pretende voltar a defender a sua seleção, segundo afirmou o treinador nesta quinta.

Confira abaixo a lista dos convocados de Portugal:

Goleiros – Beto (Goztepe), Cláudio Ramos (Tondela) e Rui Patrício (Wolverhampton);

Defensores – Cédric Soares (Southampton), João Cancelo (Juventus), Kevin Rodrigues (Real Sociedad), Luís Neto (Zenit), Mário Rui (Napoli), Pedro Mendes (Montpellier), Pepe (Besiktas) e Rúben Dias (Benfica);

Meio-campistas – Bruno Fernandes (Sporting), Danilo Pereira (FC Porto), Gedson Fernandes (Benfica), Pizzi (Benfica), Renato Sanches (Bayern de Munique), Rúben Neves (Wolverhampton), Sérgio Oliveira (Porto) e William Carvalho (Betis);

Atacantes – André Silva (Sevilla), Bernardo Silva (Manchester City), Bruma (RB Leipzig), Éder (Lokomotiv Moscou), Gonçalo Guedes (Valência) e Hélder Costa (Wolverhampton).

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Brasil

Justiça manda aplicativo Lulu e Facebook indenizarem homem 'mal avaliado' no sexo

O pedido de indenização tinha sido negado em primeira instância.
04/10/2018, 11h06

Os desembargadores da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) condenaram, por unanimidade, o Facebook e o aplicativo Lulu por danos morais causados a um homem avaliado “negativamente” por seus relacionamentos.

O autor da ação disse que “nunca concedeu autorização para ser incluído no aplicativo” – em que constavam todos os usuários masculinos da rede social. Ele afirmou que tentou exigir a exclusão de seu nome do cadastro, mas sem sucesso, “foi vítima de chacotas entre amigos em razão das hashtags atribuídas a ele”.

O pedido de indenização havia sido negado em primeira instância. O homem recorreu ao Tribunal de Justiça, já que acredita que o Lulu favoreceu o bullying virtual. Além disso, ele alegou ser “indevida a atitude de empresa em permitir a disponibilização dos seus dados sem autorização”.

O homem argumentou que o Facebook “não avisou que seus dados seriam usados por outras empresas”, e como o aplicativo só podia ser acessado por mulheres, “ficou sabendo da notícia por meio de uma colega de trabalho, aumentando sua vergonha”.

Relator do caso, o desembargador Carlos Eduardo Richinitti, do TJ-RS, esclareceu que esse aplicativo abrangia avaliação de quesitos como aparência, humor, educação, ambição, sexo e compromisso, a partir de um questionário predefinido pelo aplicativo. A usuária poderia escolher hashtags sugeridas pelo próprio Lulu.

O magistrado destacou que várias eram ofensivas, e apesar de o Facebook argumentar que seus termos e condições estabeleçam que alguns dados consistem em informações públicas, neste caso, se aplica o Código de Defesa do Consumidor, no seu artigo 47.

“Veja-se que essas informações públicas podem ser utilizadas dentro da rede social Facebook para que outros usuários possam encontrar amigos ou perfis que lhe interessem (lojas, ONGs, instituições, eventos, marcas, etc.), mas não por outros aplicativos ou empresas para uso irrestrito e violador de direitos e garantias fundamentais como ocorreu no caso concreto. Aliás, não se olvide que as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor”, citou.

A condenação foi de R$ 10 mil, valor a ser pago pelas empresas por danos morais causados ao autor da ação.

Defesa do Facebook 

A reportagem está tentando a localizar a defesa do aplicativo Lulu e o espaço está aberto para manifestação. A assessoria do Facebook informou que não comentará a decisão judicial.

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Goiás

Manicure que dirigia motocicleta morre após bater em ônibus, em Goiânia

No momento do trágico ocorrido, a manicure estava a caminho para atender algumas clientes que tinham horário marcado com ela.

Por Ton Paulo
04/10/2018, 11h42

Uma manicure de 43 anos que conduzia uma motocicleta morreu na manhã desta quinta-feira (4/10) após se envolver em um acidente com um ônibus, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Segundo a Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), a vítima trafegava no veículo na mesma faixa que o ônibus, quando houve uma colisão violenta lateral entre os dois.

Cleonice de Souza e Silva trabalhava como manicure e, no momento do trágico ocorrido, estava a caminho para atender algumas clientes que tinham horário marcado com ela.

Segundo informações da DICT, Cleonice conduzia a motocicleta Honda CG 150, de cor vermelha, pela Avenida Anápolis, supostamente pelo acostamento, sentido aproximado Vila Predoso – Jardim Novo Mundo.

No mesmo sentido, na pista de rolamento da direita, trafegava um ônibus do transporte coletivo, conduzido por um motorista de 59 anos. De acordo com a Dict, na altura da ponte sobre o Rio Meia Ponte, ainda por causas que estão sendo investigadas, houve uma forte colisão lateral entre os dois veículos.

RedeMob se manifestou em nota sobre o acidente que causou a morte da manicure

Em nota oficial, a RedeMob Consórcio, empresa responsável pelo transporte coletivo metropolitano de Goiânia, se manifestou dizendo que a vítima do acidente, ao sair do acostamento para entrar na avenida, chocou-se contra o meio fio e caiu na pista no momento em que o veículo estava passando.

Com o impacto da batida, a manicure não resistiu aos ferimentos e teve sua morte confirmada por uma equipe do Corpo de Bombeiros ainda no local do acidente.

O motorista do ônibus permaneceu no local, onde realizou o teste do bafômetro, cujo resultado mostrou que ele não possuía sinais de embriaguez.

De acordo com a DICT, nenhum passageiro do transporte coletivo ficou ferido.

A reportagem do Dia Online não conseguiu contato com a família.

Confira a nota da RedeMob na íntegra:

“Nota à imprensa

O acidente que acabou resultando no falecimento da Sra. Cleonice de Souza e Silva, ocorreu na manhã desta quinta-feira na Avenida Anápolis no Jardim Novo Mundo, envolvendo um ônibus que fazia a linha 273 (T. Novo Mundo/ Jd. das Oliveiras).

Segundo a empresa responsável pelo ônibus o acidente se deu no momento em que a vítima, ao sair do acostamento para entrar na avenida, chocou-se contra o meio fio e caiu na pista no momento em que o veículo estava passando.

Atenciosamente,

RedeMob Consórcio”

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