Goiás

Conta de luz em Goiás vai ficar mais cara; Enel culpa Petrobras

Segundo a Enel, a suspensão do gás fornecido pela Petrobras à Termofortaleza gerou um impacto de R$ 200 milhões de reais.

Por Ton Paulo
04/10/2018, 12h11

A conta de luz dos goianos vai ficar mais cara. Um aumento médio de R$ 0,15  centavos na conta de energia para cobrir os custos com o acionamento de usinas termelétricas — uma alternativa para preservar os reservatórios das hidrelétricas que estão baixos por conta da seca prolongada – foi anunciada. Medida será aplicada em todo o país.

Esse impacto vem da decisão do governo federal em ativar a Usina Termelétrica Fortaleza, da Enel, pelo prazo de 90 dias. Para isso, a ideia é melhorar a remuneração da usina para cobrir o gasto operacional.

Com isso, automaticamente o aumento será repassado diretamente para os consumidores. Estão nos planos fazer o mesmo com três termelétricas movidas a gás natural: Uruguaiana (da AES), Araucária (Companhia Paraense de Energia-Copel) e de Cuiabá.

Neste caso, o aumento da conta vai depender da necessidade de acionar ou não essas usinas. A estimativa de impacto para o consumidor é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As medidas constam de duas portarias do Ministério de Minas e Energia, publicadas no início desta semana. A norma definitiva deve ser divulgada no fim da próxima semana, com a alegação do governo de que as usinas têm preço competitivo. Atualmente, elas não têm contrato de comercialização de energia.

Enel justifica o aumento na conta de luz em Goiás, e fala de gastos causados pela suspensão de gás da Petrobras

Em nota, a Enel, responsável pelo fornecimento e distribuição de energia elétrica em Goiás, alegou que a portaria pretende sanar uma questão que prejudica os consumidores de energia elétrica do país.

A empresa ainda declara que a suspensão do gás fornecido pela Petrobras à Termofortaleza, pertencente à Enel, “gerou o impacto em 5 meses (março a agosto/18) de cerca de R$ 200 milhões de reais, considerando os custos adicionais para o sistema e impactos diretos ao consumidor através da tarifa de energia”.

Veja abaixo a nota da Enel na íntegra:

“A Termofortaleza, da Enel Brasil, é uma das usinas térmicas mais eficientes com menor custo de geração do país, por isso sua operação é de suma importância nos momentos de crise energética no País. A usina foi incluída no Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), instituído no início dos anos 2000, para estimular o uso do gás natural e aumentar a segurança do abastecimento de energia elétrica.

A Enel entende que a portaria em consulta pública visa sanar temporariamente uma questão que prejudica todos os consumidores de energia do país e não apenas a Termofortaleza. Com a suspensão do gás fornecido pela Petrobras à Termofortaleza, o impacto em 5 meses (março a agosto/18) já está em cerca de R$ 200 milhões, considerando os custos adicionais para o sistema e impactos diretos ao consumidor através da tarifa de energia. Este acréscimo de custo ocorre em razão do acionamento de térmicas mais caras, incluindo usinas movidas a óleo diesel. Estudo elaborado pela PSR a pedido da Enel aponta que os prejuízos para o sistema com a paralisação da Termofortaleza poderiam ultrapassar R$ 1 bilhão no ano

A companhia acredita ainda ser extremamente necessária a preservação do ambiente legislativo e regulatório do País de forma a assegurar a estabilidade dos contratos e o ambiente seguro de investimentos. A solução definitiva e estrutural para o funcionamento da usina depende ainda de projeto de lei que garanta o fornecimento do gás.”

Via: O Globo 
Imagens: Veja 

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Goiás

Empresária tenta pegar filho que chorava e ladrão atira na cabeça em Aparecida

Empresária é morta a tiros na frente dos filhos e do marido, depois do caçula começar a chorar, em Aparecida de Goiânia.
04/10/2018, 12h30

Shirley Gonçalves da Silva, de 37 anos, chegava em casa com o marido e os dois filhos depois de um jantar quando foi surpreendida com criminosos dentro da residência na madrugada desta quinta-feira (4/10).

Assustado com a movimentação, o filho caçula, de pouco mais de dois anos, começou a chorar. Shirley tentou acalmar a criança quando foi morta a tiros, na casa que fica na rua Gago Coutinho, no setor Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Ela foi atingida com um tiro na cabeça.

Dois assaltantes, que já haviam encontrado dinheiro na casa, esperavam o casal com o que parecia uma camiseta e um capacete, para evitar reconhecimento. “Eles tinham roubado, mas queriam mais porque sabiam que a família guardava dinheiro em casa”, conta ao Portal Dia Online, o delegado responsável pela investigação, Diogo Luiz Barreira Gomes.

Ainda segundo o delegado, os homens chegaram a pé e, na fuga, levaram a moto do casal, uma CG vermelha. “Mas eles abandonaram o veículo perto de um córrego, junto com o celular e roupas das vítimas”, complementa Diogo.

“Foi uma crueldade. Ela baixou para pegar a criança e os homens atiraram. Pode ser que ela tenha identificado um deles”, revela o delegado que, para entender a dinâmica do crime, ouviu o filho do casal mais velho, um adolescente de 14 anos, levado por familiares à delegacia.

Empresária, Shirley era dona de um restaurante fast food, em que servia, entre outros pratos, esfirras. Segundo a Polícia Civil, ela foi baleada depois de a criança de pouco mais de 2 anos começar a chorar, assustado com a violência dos ladrões.

Ladrões R$ 7 mil reais de empresária em Aparecida

Segundo o delegado, a principal linha de investigação da Polícia Civil é latrocínio, roubo seguido de morte, e será conduzida pelo 4º Departamento de Polícia de Aparecida de Goiânia (4ºDP).

Ainda conforme o delegado contou ao Portal Dia Online, os bandidos levaram R$ 7 mil reais, valor que seria destinado à Folha de Pagamento dos funcionários do Restaurante que fica no setor Garavelo.

Preliminarmente, a polícia sabe que os bandidos pediram a chave do cofre para a vítima

De acordo com as informações divulgadas, Até o momento nenhum criminoso foi preso, mas a polícia tenta buscá-los por meio de investigação de inteligência.

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Esportes

'Não penso que Valtteri deve trabalhar para mim', diz Hamilton

Após vitória polêmica no GP da Rússia, piloto da Mercedes diz que não espera contar com nova ajuda do companheiro e assegura que o episódio não abalou o clima na equipe.
04/10/2018, 13h38

Menos de uma semana após obter polêmica vitória no GP da Rússia de Fórmula 1, Lewis Hamilton afirmou nesta quinta-feira que não espera contar com nova ajuda do companheiro de Mercedes, Valtteri Bottas, no GP do Japão, em Suzuka. E garantiu que a troca de posições em Sochi não afetou o clima dentro da equipe.

“Eu não cheguei aqui pensando que Valtteri deve trabalhar para mim”, declarou o piloto inglês, principal candidato ao título do Mundial deste ano. “Como eu entendo esta situação: ele deve fazer o melhor trabalho possível para ele mesmo no fim de semana e eu devo buscar a vitória.”

Hamilton assegurou que o contestado triunfo do domingo passado não abalou o clima na equipe e nem na fábrica da Mercedes. “Eu voltei para a Inglaterra no início da semana e vi todo mundo na segunda-feira. O espírito do time é o melhor que já vi”, assegurou o tetracampeão.

Cada vez mais perto do penta, o inglês contou com uma ajuda da direção da equipe para vencer em solo russo no domingo passado. Segundo colocado durante a maior parte da prova, ele viu a chefia do time ordenar ao finlandês Valtteri Bottas que permitisse a ultrapassagem de Hamilton no decorrer da prova.

Bottas ainda questionou se a posição seria devolvida na parte final da corrida, mas a resposta foi negativa. Na cerimônia de premiação, Hamilton pediu ao finlandês que dividisse o lugar mais alto do pódio com ele. E chegou a oferecer o troféu de campeão a Bottas, que rejeitou a oferta.

Hamilton espera que Mercedes pelo menos repita o desempenho do ano passado em Suzuka

Questionado sobre o ritmo da Mercedes em Suzuka, Hamilton se mostrou ansioso para tentar ao menos igualar o desempenho exibido nesta mesma etapa em 2017. Na ocasião, ele bateu o recorde da pista para um carro de Fórmula 1 no treino classificatório, ao registrar o tempo de 1min27s319.

“Mal posso esperar para pilotar novamente nesta pista porque será a volta mais rápida que conseguiremos completar em Suzuka. O primeiro setor do traçado será insano”, afirmou o inglês, já projetando novo recorde, uma vez que os carros deste ano estão ligeiramente mais velozes do que na temporada passada.

Hamilton e os demais pilotos do grid vão à pista de Suzuka nesta quinta-feira, às 22 horas (pelo horário de Brasília) para o primeiro treino livre. A segunda sessão terá início às 2 horas de sexta-feira. No sábado, o treino classificatório está marcado para as 3 horas. E a corrida, na madrugada deste domingo, vai começar às 2h10.

Imagens: Veja 

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Brasil

Acusado de matar a filha após deixar a cadeia segue foragido

Horácio Nazareno Lucas teria assassinado a filha por conta de denúncia de abuso feita pela vítima.
04/10/2018, 15h03

A polícia paulista continua à procura do caseiro Horácio Nazareno Lucas, de 28 anos, acusado de matar a filha pouco depois de sair da cadeia. Letícia Tanzi Lucas, de 13 anos, foi assassinada a facadas em São Roque, no interior de São Paulo, porque teria denunciado o pai pelo crime de estupro.

Até o início da tarde desta quinta-feira, 4, o suspeito continuava foragido. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) esclareceu que a Polícia Civil realiza diligências para localizá-lo. Foi solicitada medida protetiva para a mãe da garota, “também agredida pelo caseiro”.

A menina teria sido morta na madrugada desta quarta-feira, 3, porque se negou a retirar a queixa de estupro feita em junho deste ano contra o pai. O acusado já havia cumprido pena por violentar a cunhada de 20 anos que tem problemas mentais. O crime ocorreu em 2012, mas demorou para ser denunciado e não houve flagrante.

Ele chegou a ser detido na época, mas acabou solto para responder em liberdade. Condenado a oito anos de prisão, em junho deste ano foi mandado para a Penitenciária de Capela do Alto (SP). Após entrar com recurso na Justiça e comprovar ter residência fixa e outros atenuantes, ele foi colocado em liberdade na terça-feira, 2.

Acusado já havia sido denunciado por abuso antes da matar a filha

Quando estava preso, a filha também resolveu contar que tinha sido vítima de abuso do próprio pai. Detalhes do crime foram relatados na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde o inquérito ainda não havia sido finalizado.

Um dia após sair da prisão, ele foi atrás da filha em um sítio no bairro Guaçu 2, em São Roque, onde morava com a mãe, para pedir que retirasse a queixa, mas ela não quis.

A negativa fez com que a garota fosse morta a facadas. Ele agrediu ainda a mãe da vítima, que correu e se trancou em um cômodo na casa da vizinha. A mulher contou que o acusado tentou enforcá-la ao vê-la com o celular ligando para a polícia.

Antes de matar a filha, o homem trancou o irmão dela, de 6 anos, dentro de um quarto. Foi a criança que informou aos policiais o que havia ocorrido quando eles chegaram ao local. O suspeito teria fugido a pé entrando por uma mata nas imediações.

‘Nervosismo’

Em entrevista à TV TEM, afiliada da Rede Globo, Tamires Tanzi, mãe da menina, falou que o acusado inicialmente estava calmo e até abraçou a filha e chorou com ela pelo ocorrido. Mas quando viu que ela não ia retirar a queixa, ficou violento.

“Ele me grudou pela garganta e me deu um murro no nariz”, contou. Depois ela fugiu e diz se arrepender de não ter ficado para defender a filha. “Na hora do nervosismo, a reação da gente não se explica.”

O corpo de Letícia Tanzi Lucas foi sepultado na manhã desta quinta-feira, 4, no Cemitério do Cambará, em São Roque.

Imagens: R7 

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Goiás

Jayme Rincón confirma repasse de caixa 2, diz jornal

Informação divulgada agora à tarde pelo O Popular mostra partes do depoimento, que o ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón confirma o repasse de caixa 2 pela Odebrechet.
04/10/2018, 15h05

O ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), que coordenava a campanha eleitoral do candidato à reeleição Zé Eliton, Jayme Rincón, admitiu em interrogatório à Polícia Federal (PF) o repasse de caixa 2 em seu apartamento, em São Paulo. Parte do depoimento foi divulgada na tarde desta quinta-feira (4/10) pelo jornal O Popular.

Jayme Rincón foi preso na últma sexta-feira (28/09) na Operação Cash Delivery. Desde que foi preso, um dos homens fortes do governo Marconi, não havia dito nada em relação ao dinheiro encontrado em seu apartamento. Em um segundo interrogatório, Jayme confirmou o repasse de caixa 2, por representantes da Odebrecht e afirmou que o dinheiro foi usado para a campanha de candidatos aliados do governo, mas não disse os nomes.

Ainda segundo as informações publicadas pelo O Popular, Jayme revelou que o dinheiro que teria sido repassado para a campanha do ex-governador e candidato ao Senado pelo PSDB, Marconi Perillo, em 2010 e 2014, foi legalizado.

O ex-presidente da Agetop informou ainda que não sabe quantas vezes foram feitas as entregas de dinheiro em seu apartamento e nem o total repassado.

Jayme Rincón nega saber qualquer coisa sobre carro do filho

Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Popular, no documento com a declaração do ex-presidente da Agetop, ele confirma a entrega de recursos por parte do grupo Odebrechet aos policiais militares Sérgio Rodrigues de Souza Vaz, que na época era motorista de Jayme Rincón – que faleceu em janeiro de 2016 – e Márcio Garcia Moura, atual motorista de Jayme.

As informações divulgadas pelo jornal revelam que durante o primeiro interrogatório, Jayme não disse nada sobre o dinheiro e sobre os R$ 940 mil reais encontrados na casa do seu motorista, durante a operação Cash Delivery, na última sexta-feira (28/09).

Questionado sobre o carro do seu filho, Jayme Rincón afirmou que Rodrigo Godoy Rincón não tem nenhuma participação no caso e não tinha nenhum conhecimento sobre o assunto. Rodrigo que também foi preso durante a operação foi liberado através de um Habeas Corpus.

Via: O Popular 
Imagens: Jornal Opção 

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