Política

Ex-chefe da Dersa vira réu por associação criminosa

Laurence foi preso em junho e solto em setembro por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
03/10/2018, 11h20

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Criminal Federal, abriu ação penal contra o ex-secretário estadual de Logística e Transportes do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e ex-presidente da Dersa Laurence Casagrande Lourenço e outros 13 acusados. Todos os réus foram denunciados por fraudes em licitações e associação criminosa na Operação Pedra no Caminho, que apura irregularidades em licitações dos lotes 1, 2 e 3 do trecho norte do Rodoanel.

A denúncia também foi recebida contra funcionários das construtoras OAS, Mendes Júnior e Isolux, além de outros agentes públicos, como os ex-diretores da Dersa Pedro da Silva e Pedro Paulo Dantas do Amaral.

Segundo o Ministério Público Federal, os acréscimos indevidos provocaram impacto financeiro de cerca de R$ 480 milhões, valor que corresponde ao superfaturamento por meio da manipulação proposital nos contratos.

Na denúncia, a Procuradoria requereu que este valor seja o mínimo para reparação. Cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que, somente aditivos contratuais, o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 235 milhões.

A denúncia do Ministério Público Federal foi apresentada em julho. A Pedra no Caminho foi deflagrada em junho, quando Laurence foi preso. Em agosto, a Justiça determinou a suspensão das atividades públicas de parte dos acusados. Laurence foi solto em setembro por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a juíza, a denúncia do Ministério Público “está lastreada em suficientes elementos de prova, instruída por satisfatório número de documentos que indicam a materialidade de delitiva e indícios de autoria”.

Defesa do ex-chefe da Dersa 

A defesa de Laurence Casagrande não respondeu à reportagem até a conclusão desta edição. Alckmin já disse esperar que, “respeitado o amplo direito de defesa, Justiça seja feita”. A Dersa reafirmou que, “havendo qualquer prejuízo ao erário, o Estado adotará as medidas cabíveis”. As defesas dos outros réus e representantes da OAS, da Mendes Júnior e da Isolux não foram localizados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Imagens: Exame.com 

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Goiás

Presos na operação Cash Delivery têm prisão estendida

A decisão da Justiça também determinou a prorrogação da prisão temporária do empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e de Rodrigo Godoi Rincón, engenheiro civil e filho de Jayme Rincón.

Por Ton Paulo
03/10/2018, 11h27

O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP), Jayme Rincón, e o motorista de Jayme e policial militar, Márcio Garcia de Moura, presos preventivamente na operação da Polícia Federal realizada em Goiás, Operação Cash Delivery, tiveram as prisões transformadas em temporárias, por decisão da Justiça Federal.

A decisão da Justiça também determinou a prorrogação da prisão temporária do empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e de Rodrigo Godoi Rincón, engenheiro civil e filho de Jayme Rincón.

Além disso, está autorizada a ampliação do pedido de quebra de sigilo às Declarações de Regularização Cambial e Tributária (DECART) dos investigados pela Operação Cash Delivery, da Polícia Federal (PF).

Assim será possível localizar recursos não declarados mantidos no exterior. O sigilo do caso foi suspenso e agora, apenas os dados bancários e fiscais dos suspeitos não serão revelados.

Operação Cash Delivery

Na manhã da última sexta-feira, 28 de setembro, sob a supervisão do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, foi deflagrada pela Superintendência de Polícia Federal em Goiás (PF/GO) a Operação Cash Delivery, para cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis, Aruanã, Campinas (SP) e São Paulo.

O Objetivo foi colher provas da prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuída ao ex-senador e ex-governador e candidato ao Senado, Marconi Perillo, em colaborações premiadas de executivos da Odebrecht. São investigados os destinos de aproximadamente R$12 milhões de reais.

A Operação Cash Delivery é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato e decorre de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF Federal com a Odebrecht e seus executivos.

Quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de, em 2010, R$2 milhões e, em 2014, R$10 milhões de reais, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás.

Além de Marconi Perillo, foram alvos da operação o presidente da Agetop, Jáyme Eduardo Rincón, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincón, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

Via: jusbrasil 
Imagens: O Popular 

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Mundo

Após terremoto e tsunami, vulcão entra em erupção na Indonésia

Até o momento, os desastres causaram 1.407 mortes e, segundo autoridades, o número pode aumentar.
03/10/2018, 11h58

Um vulcão entrou em erupção nesta quarta-feira, 3, na ilha de Sulawese, na Indonésia, a mesma região que registrou dois terremotos e um tsunami na semana passada. O monte Supotan expeliu uma coluna massiva de cinzas a mais de 6 mil metros no céu.

Um alerta foi enviado ao tráfego aéreo na região, já que a cinza vulcânica é capaz de danificar os motores de aeronaves, mas nenhuma ordem para que a população saia da região foi emitida.

Vulcão na Indonésia

Segundo o vulcanologista Kasbani, chefe da Agência de Vulcanologia e Geologia da Indonésia, é possível que a erupção tenha sido acelerada pelo terremoto de sexta-feira, de magnitude 7,5. “Pode ser que o terremoto tenha provocado a erupção, mas nós estávamos observando um aumento na atividade vulcânica desde julho, e havia aumentado mais ainda na segunda-feira. No entanto, ainda não podemos dizer que há uma relação direta”, explicou.

Para o geólogo Danny Natawidjaja, do Instituto de Ciências da Indonésia, ainda não há dados suficientes para fazer a conexão entre os dois fenômenos. “A princípio, as ondas sísmicas do terremoto poderiam aumentar a pressão sobre a câmara magmática e poderiam causar uma erupção. Não sabemos ao certo.”

Ele citou o exemplo da erupção do Monte Talang, na província de Sumatra, em abril de 2005 que, segundo especialistas, estava conectado ao devastador terremoto e tsunami no Oceano Índico, em 2004.

Para o geofísico Nazli Ismail, da Universidade de Syiah Kuala, a erupção do Soputan não é surpresa, já que a Indonésia está localizada na região sismicamente ativa do Oceano Pacífico, chamada Anel de Fogo, e o Soputan é um dos mais ativos vulcões na ilha.

O porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Nugroho, rejeitou as preocupações de que a erupção possa afetar os aviões que transportam ajuda e suprimentos para as áreas afetadas pelo terremoto e tsunami.

Até o momento, os desastres causaram 1.407 mortes e, segundo autoridades, o número pode aumentar. Além disso, milhares de pessoas estão feridas e mais de 70 mil tiveram que fugir de suas casas. Fonte: Associated Press

Imagens: Veja 

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Goiás

Falta de pagamento pode suspender monitoramento de Tornozeleira Eletrônica

Segundo a DGAP, o atraso no pagamento dos serviços são referentes aos meses de Maio, Junho, Julho e Agosto.
03/10/2018, 11h59

O Estado de Goiás, que trabalha desde fevereiro de 2017 com o uso das tornozeleiras eletrônicas para presos do regime semiaberto, está sob ameaça de perder o serviço. Essa semana a Diretoria de Administração Penitenciária (DGAP), afirmou que os serviços oferecidos pela empresa, Spacecom de Curitiba, no Paraná, correm o risco de serem suspensos pela falta de pagamento.

De acordo com informações divulgadas até o momento pela DGAP, a dívida do Estado com a empresa chega a casa dos R$ 5.485.060,73. A dívida é referente ao não pagamento dos serviços nos meses de Maio, Junho, Julho e Agosto de 2018. O contrato com a prestadora, firmado com a empresa em 2017, prevê que a suspensão  do monitoramento em caso de um atraso superior a 90 dias, até que o mesmo seja normalizado.

A assessoria de Imprensa da DGAP informou que foi aberta negociação com a Spacecom buscando solucionar o problema. O governo, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), encaminhou uma proposta para a empresa, que foi respondida com uma contraproposta. Com as conversas abertas, a definição sobre a suspensão ou a manutenção dos serviços de monitoramento da tornozeleira eletrônica deve sair a qualquer momento.

Uma nova reunião será realizada nesta quarta-feira (03/10) entre representantes da empresa e a Sefaz, com o objetivo de haver um acordo para que a dívida seja quitada e o serviço não seja suspenso no Estado.

Quatro mil presos usam tornozeleira eletrônica

Ainda de acordo com assessoria de imprensa, no Estado um total de quatro mil presos são monitorados através do equipamento. Caso a empresa e o governo não cheguem a um acordo para que a dívida seja quitada, o serviço pode ser suspenso. Além dos presos que ficariam sem o monitoramento, está o contraventor Carlinhos Cachoeira, ao qual foi determinado na última segunda-feira (01/10) que volte a usar a tornozeleira eletrônica.

Reportagem do Dia Online está apurando mais informações.

Via: CBN Goiânia 
Imagens: TV Tambaú 

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Goiás

Dois dias depois de matar tio e menina em Goiânia, homem é assassinado na CPP

Edivaldo Trindade dos Santos, de 26 anos, foi encontrado morto na cela.
03/10/2018, 12h06

Dois dias depois de matar a tiros João Pedro da Silva Moura, de 24 anos e a sobrinha dele, Anny Victória da Silva Xavier, de 5 anos, no Jardim Primavera, o autor do crime foi morto na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na noite de terça-feira (2/10)

Edivaldo Trindade dos Santos, de 26 anos, foi encontrado morto na cela em que dividia com Thiago Prado França, de 22 anos, que assumiu o crime. Os presos da cela, ainda, tentaram simular suicídio.

As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). Na nota, eles destacam que a direção da Casa de Prisão Provisória que Thiago assumiu o homicídio depois de vistoria e que uma sindicância foi aberta para apurar os fatos.

Dois dias depois de matar tio e menina em Goiânia, homem é assassinado na CPP

A menina Anny Victória Silva morreu no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) no domingo (1/10). Segundo a Polícia Militar, que morreu na hora, estava junto com Anny e a irmã dela, de 7 anos, que não foi atingida.

João Pedro levava as sobrinhas à casa da cunhada dele, de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia para Goiânia, conforme contaram para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).

Quando estava próxima à casa de chegar à residência da cunhada, três homens em duas motos abordaram João Pedro. Ele conduzia um Volkswagen Polo. De acordo com os policiais, o rapaz foi atingido por vários tiros.

Depois de cometer o crime,  os policiais militares do 13º Batalhão da Polícia Militar e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) encontraram Edvaldo Trindade dos Santos. Ao ser preso, ele confessou participação no homicídio, mas negou ter atirado

Em um vídeo gravado pela Rotam, Edvaldo fala sobre a logística do crime, que ele e os comparsas foram até o local onde João Pedro estava em uma moto e que estavam com dois revólveres calibre 38.

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