Esportes

Neymar diz que lesão foi superada, mas ainda não está jogando seu 100%

O técnico do PSG diz está muito feliz com o desempenho do "Ney".
02/10/2018, 10h19

A lesão e as preocupações com seu estado físico ficaram para trás. Mas Neymar ainda não está jogando tudo o que pode neste início de temporada europeia. Foi o que afirmou o atacante do Paris Saint-Germain nesta terça-feira, véspera da partida contra o Estrela Vermelha, pela segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

“Não estou a 100% da minha forma. Ninguém está, ainda estamos no começo da temporada e jogamos poucas partidas. O alto nível do futebol mundial chega em fevereiro e março. É quando acontecem as melhores partidas”, afirmou Neymar, sete meses após passar por uma cirurgia no pé direito.

A lesão sofrida em fevereiro gerou um alerta tanto no PSG quanto na seleção brasileira. Após rápida recuperação, o atacante pôde defender a equipe comandada pelo técnico Tite na Copa do Mundo da Rússia – a seleção foi eliminada pela Bélgica nas quartas de final.

“Quanto a minha lesão e à Copa do Mundo, são coisas do passado. Estou em busca de melhorar o meu nível de jogo, físico e técnico, a cada partida, a cada dia”, disse Neymar. Questionado sobre a queda do Brasil nas quartas, o atacante admitiu ter sido uma “grande frustração.”

O jogador também comentou o novo posicionamento no qual vem sendo testado pelo técnico Thomas Tuchel. Nas últimas partidas do PSG, Neymar vem atuando mais centralizado, quase como um meia, o que já vem gerando comparações com o posicionamento de Lionel Messi no Barcelona.

Declaração de Neymar

“Gosto de jogar assim: armar a partida, armar o jogo, ajudar os colegas. Já joguei assim no Santos e no Barcelona. O Messi joga assim. Minha função era diferente lá. Aqui eu gosto de ter a bola, estou muito feliz de jogar assim”, declarou o brasileiro, que chegou a ser testado nesta posição na seleção, mas na Copa acabou atuando mais pelo lado esquerdo.

No PSG, Neymar disse que não pediu para atuar neste setor do campo. “Eu não pedi por essa posição. O treinador que preferiu me colocar ali. Ele decide antes de cada jogo. Sempre darei o meu melhor. Eu gosto das duas posições, aberto ou como um 10”, afirmou o atacante, que já é o artilheiro do Campeonato Francês, com sete gols.

O bom desempenho já rende elogios por parte do treinador. “Estou realmente muito feliz com o ‘Ney’. Ele ainda vai chegar ao seu auge na temporada, está com muita confiança e se envolve muito com o clube e o seu projeto. Estamos muito satisfeitos”, disse Tuchel.

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Goiás

Prisão em Luziânia tem princípio de tumulto e deixa feridos

De acordo com a direção da unidade prisional, a confusão começou depois que detentos ofereceram resistência contra uma revista nas celas.

Por Ton Paulo
02/10/2018, 10h22

Um princípio de tumulto ocorreu na manhã desta terça-feira (2/10) num prisão em Luziânia, o Centro de Inserção Social (CIS), entorno de Brasília. De acordo com informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a confusão já foi controlada, mas deixou feridos.

De acordo com a direção da unidade, os servidores do CIS iniciaram um procedimento padrão de revista nas celas e no momento da retirada dos presos para checagem, começou a haver resistência e enfrentamento por parte dos detentos.

Para conter o tumulto, foi necessário o apoio do Grupo de Intervenção Tática (GIT) da DGAP e do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que dispararam tiros com munições menos letal.

Ao todo, 12 presos ficaram feridos, quatro deles foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a unidade de saúde.

Os outros receberam atendimento no local com escoriações leves.

A DGAP vai instaurar sindicância para apurar os fatos.

A reportagem do Dia Online está apurando mais informações.

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Goiás

Deputado Jean Carlo sofre acidente de carro em Goiás

O deputado Jean Carlo estava a caminho de uma reunião política quando o acidente ocorreu. Ele participou da reunião mesmo com a perna quebrada.

Por Ton Paulo
02/10/2018, 11h40

O deputado estadual goiano Jean Carlo, do PSDB, sofreu um acidente de carro na noite da última segunda-feira (1/10), a caminho da cidade de Silvânia, interior do Estado. De acordo com sua assessoria, Jean quebrou a perna e sofreu escoriações.

Segundo Elder Barbosa, assessor do deputado, Jean Carlo estava a caminho de uma reunião política no município de Silvânia, juntamente com seu motorista e assessor, Reginaldo Oliveira.

Já chegando em Silvânia, uma chuva forte estava caindo e Reginaldo, que conduzia o carro, não viu uma rotatória que estava logo à sua frente, justamente por não haver sinalização no local e pela pouco visibilidade causada pela chuva.

O carro com o deputado e o assessor acabou subindo na rotatória, batendo de  frente com uma árvore.

Pelas fotos, é possível ver o estado em que ficou o carro, com a frente destruída.

Ainda de acordo com Elder, mesmo com as escoriações e a dor na perna, que o deputado descobriu depois ter quebrado, ele seguiu para a reunião em Silvânia. Só após o final dela, o deputado voltou para Goiânia e procurou um hospital.

Apesar do susto, Jean Carlo e seu assessor, Reginaldo, passam bem.

Advogado, Jean Carlo foi eleito deputado em 2014

Desde 1995, quando entrou para a Faculdade de Direito, na Universidade Federal de Goiás (UFG), Jean trabalhou no departamento de Recursos Humanos (RH) e jurídico da empresa São Salvador Alimentos (SSA), dona da marca SuperFrango.

Deputado Jean Carlo sofre acidente de carro em Goiás

Já formado, foi presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itaberaí na gestão 2010 e 2012.

Após a eleição do governador Marconi Perillo (PSDB) em 2010, Jean Carlo foi convidado a ingressar no governo e trabalhou de 2011 a 2014 na Goiás Fomento como Diretor de Operações. Lá, atuou em operações de crédito voltadas ao desenvolvimento econômico do Estado, por meio de liberações do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-­Oeste (FCO) e de outros créditos. Em abril de 2014, Jean Carlo deixou a Goiás Fomento para se candidatar ao cargo de deputado estadual, tendo êxito em outubro do mesmo ano.

Imagens: Diário da Manhã 

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Política

Palocci delator diz que pré-sal provocou 'sonhos mirabolantes' em Lula

Ex-ministro ainda conta que o desenvolvimento do projeto tinha interesses sociais e corruptos.
02/10/2018, 13h16

Um trecho do primeiro depoimento da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) trata do pré-sal. Segundo as declarações do ex-ministro à Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, a descoberta das reservas de petróleo provocou “sonhos mirabolantes” no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com a descoberta do pré-sal, o então presidente Lula começa a ter sonhos mirabolantes”, contou.

“O país começava a sofrer com o efeito antecipado da chamada ‘maldição do petróleo’, um termo utilizado na economia; que os próprios diretores da Petrobras começavam a celebrar novos contratos, os partidos políticos começavam a formatar seus planos lícitos e ilícitos, o governo vislumbrava um país riquíssimo e com a real possibilidade de eleger seu programa quatro ou cinco vezes, e empresários ansiosos para ganhar dinheiro com o pré-sal.”

Pré-sal: interesse social e corrupto

De acordo com o delator, após a descoberta do pré-sal, lançou-se a “ideia de nacionalização do projeto” da reserva. Palocci declarou que isso se deu “pelo aspecto social, de geração de empregos e desenvolvimento nacional, e objetivo, para atendimento dos interesses das empreiteiras nacionais, as quais tinham ótimo relacionamento com o governo”.

“Seria muito mais fácil discutir com a OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa contribuições para campanhas eleitorais do que se tentar discutir os mesmos assuntos com empresas estrangeiras”, disse. “Havia, assim, um interesse social e um interesse corrupto com a nacionalização e desenvolvimento do projeto do pré-sal.”

Parte da delação de Palocci foi tornada pública nesta segunda-feira, dia 1º, pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. Moro anotou que não vê “riscos às investigações”. Palocci está preso desde setembro de 2016, quando foi pego na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Moro o condenou em uma primeira ação penal a 12 anos e dois meses de reclusão.

O termo número 1 de colaboração do ex-ministro foi anexado à mesma ação penal em que ele confessou crimes pela primeira vez. O processo se refere a supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht ao ex-presidente por meio da aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e de um terreno onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, que teria sido bancado pela empreiteira.

Lula está preso em Curitiba desde abril. O petista foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex.

Defesas

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, divulgou a seguinte nota: “a conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula”.

“Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (“de ofício”), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal”.

“Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais”.

“Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena – 2/3 com a possibilidade de ‘perdão judicial’ – e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias”, finaliza o advogado.

A ex-presidente Dilma Rousseff também se manifestou com a seguinte nota, reproduzida na íntegra abaixo:

“As velhas mentiras de Palocci e o novo factoide eleitoral

Dilma rechaça vazamento da ‘delação implorada’ e diz que só ex-ministro pode dizer onde estão R$ 1 bilhão

1. Embora tenham sido feitas há quase sete meses, e rejeitadas pelo Ministério Público Federal da Operação Lava a Jato, as delações sem provas do senhor Antônio Palocci foram surpreendentemente acolhidas pelo juiz federal da 13ª Vara de Curitiba, nesta segunda, e amplamente divulgadas pela mídia, há exatos seis dias da eleição presidencial.

2. Dadas em abril deste ano, as declarações do senhor Palocci tentam incriminar Lula, Dilma e outros dirigentes do PT, para obter o prêmio da liberdade, da redução da pena e da posse de recursos os quais é acusado de ter acumulado ilegalmente.

3. O desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, já havia sentenciado, em 21 de junho deste ano, que “não cabe neste momento inicial o exame detido do conteúdo das declarações prestadas” por Palocci. “Tampouco o momento da homologação é adequado para aferir a idoneidade dos depoimentos dos colaboradores”.

3. Com isso, o desembargador suspendeu a tramitação do termo de colaboração por três meses, para que Palocci apresentasse “à autoridade policial elementos probatórios mínimos de suas alegações”. O que ele não fez.

4. É estarrecedor, portanto, que uma delação não aceita pelo Ministério Público, e suspensa por um juiz de segunda instância, seja acolhida e tenha tido seu sigilo quebrado por um juiz de primeira instância. Sobretudo, neste momento em que o povo brasileiro se prepara para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

5. Em sua terceira tentativa de delação “implorada”, o senhor Palocci inventa que as duas campanhas de Dilma à Presidência teriam arrecadado R$ 1,4 bilhão. Trata-se de um valor absolutamente falso. Apenas a hipótese de recursos tão vultosos não terem sido detectados evidencia o desespero de quem quer salvar a própria pele.

6. Tal afirmação, pela leviandade e oportunismo delirantes, só permite uma conclusão: que o senhor Palocci saiba onde se encontra R$ 1 bilhão, já que o valor declarado e aprovado pelo TSE, é cerca de um terço disso.

7. O que fica evidente é que a negociação feita por essa delação implica que o senhor Palocci, depois de pagar R$ 37,5 milhões, poderá “requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial”, tenha reduzida “em até 2/3 (dois terços) da pena privativa de liberdade e/ou sua substituição por restritiva de direitos” ou, ainda, “a suspensão do processo e do prazo prescricional”.

Imagens: Exame.com 

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Goiás

PM encontra R$ 1 milhão em táxi que seria para campanha em Goiás

Os policiais militares prenderam duas pessoas que estavam dentro do carro.
02/10/2018, 13h23

Um carro com mais de R$ 1 milhão foi barrado pela Polícia Militar Rodoviária, na TO-050, saída para Porto Nacional. A Polícia desconfia que o dinheiro viria para abastecer eleição em Goiás. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira (2/9). A Polícia Militar informou que os militares fizeram buscas e encontraram o dinheiro dentro de malas.

Segundo a Polícia Miliar, os suspeitos que estavam no carro, não conseguiram explicar de onde vinha a quantia.

Veja vídeo de apreensão:

Destino de Goiás?

Os policiais militares, mesmo assim, não têm dúvidas: a partir de informações que levantaram, é possível suspeitar que o dinheiro seria utilizado para campanha eleitoral, ou seja, flagrante crime eleitoral. A PM tocantinense acredita, ainda, que o dinheiro teria como destino políticos em Goiás.

“Durante abordagem de rotina, o batalhão rodoviário de divisas abordou um veículo conduzido por um taxista. Durante uma abordagem, verificou-se que havia uma grande quantia de dinheiro em espécie sendo transportada pelos passageiros. Após verifiação preliminar, como os responsáveis não conseguiram demonstrar a origem ilícita, nós encaminhamos à PF para fazer levantamento, uma vez que verificou-se que poderia haver algum vínculo eleitoral desse recurso”, explicou o major João Pedro ao G1 Tocantins.

Os policiais militares prenderam duas pessoas que estavam dentro do carro. A dupla foi levada para a sede da Polícia Federal (PF), em Palmas, onde vão ser ouvidos e terão de explicar onde buscaram o dinheiro e para onde levariam.

Em menos de 24 horas, essa foi a segunda apreensão de uma quantia alta em dinheiro. Na segunda-feira (1º/9), policiais civis encontraram R$500 mil com Luís Olinto, irmão de deputado estadual Olyntho Neto (PSDB0, em Araguaína.

Os dois passageiros são do Estado de Goiás e estavam apenas passando por Palmas. Os policiais desconfiam que o caso pode se tratar de crime eleitoral, com envolvimento de políticos dos estados de Goiás e do Pará que pleiteam vagas nas eleições 2018.

O comandante também revelou que uma aeronave em Palmas aguardava os suspeitos e o piloto foi detido para dar mais explicações, já que ainda não há informações do destino desse dinheiro.

Via: G1 
Imagens: G1 

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