Política

Eleitor pode conferir local de votação de forma rápida na internet

Os eleitores podem se informar no site do TSE.
02/10/2018, 08h57

Na última semana antes da votação do 1º turno das eleições, candidatos se mobilizam para as mas tentativas de angariar apoios e eleitores vão atrás de informações tanto sobre as opções em disputa quanto sobre os procedimentos para a votação. Uma das principais dúvidas é o local de votação. É possível conferir seção, zona e endereço por diversos canais na internet.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor pode fazer a consulta. A opção está na página principal. Basta inserir o número do título de eleitor.

Para quem esqueceu o registro do documento, uma alternativa é preencher nome, nome da mãe e data de nascimento. O sistema apresenta número do título, seção, zona, endereço e município.

Para quem quiser usar as redes sociais, também há opções. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está usando robôs (bots, no jargão técnico em inglês) para auxiliar os eleitores a obter essas informações.

Os assistentes virtuais funcionam por meio das contas do Tribunal no Twitter (@TSEjusbr) e no Facebook Messenger (@TSEJus).

Local de votação

Para interagir com os programas, o eleitor precisa enviar mensagens a eles. Os assistentes funcionam como “perfis” com quem o usuário dialoga. No Facebook, basta o usuário procurar o perfil do TSE e enviar uma primeira mensagem.

Em seguida, aparecerão diversas opções como “dúvidas frequentes”, “situação eleitoral”, “quitação eleitoral” e “local de votação”.

Para conferir o endereço de onde o eleitor terá de comparecer, basta a pessoa fornecer nome completo e número do título para que o assistente consulte o banco de dados do TSE.

Caso o eleitor tenha esquecido o número do título, é possível recuperá-lo fornecendo algumas informações (como data de nascimento e nome completo da mãe).

No Twitter, o robô funciona de forma semelhante. O usuário precisa buscar o perfil do TSE e enviar uma mensagem direta a ele, para que sejam abertas as possibilidades de consulta de informações sobre questões eleitorais e sobre candidatos.

Outras informações

Tanto no site quanto por meio dos assistentes virtuais, também é possível obter outras informações.

Na opção “situação eleitoral”, por exemplo, a pessoa confere se está regular e se pode votar normalmente.

Na alternativa “candidatos”, é possível buscar todas as candidaturas, tanto nacionais quanto nos estados. O robô apresenta dados básicos e se a candidatura foi ou não deferida.

O usuário pode solicitar o programa de governo. O sistema enviará o link para consulta do documento.

O programa também dá a opção de ir para o site DivulgaCandContas, onde estão as prestações de contas periódicas dos candidatos.

Imagens: Agência Brasil 

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Mundo

Um terço dos médicos deixa Venezuela e doenças erradicadas reaparecem

A tuberculose é uma das doenças que tomou proporção na Venezuela.
02/10/2018, 09h34

A crise econômica na Venezuela causou o colapso do sistema de saúde. A constatação é da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) que, em documentos internos, alerta para a fuga de um a cada três médicos venezuelanos e para a explosão de novos casos de aids, malária, tuberculose, sarampo e difteria.

“Uma progressiva perda de capacidade operacional no sistema de saúde, nos últimos cinco anos, foi intensificada em 2017 e 2018, afetando o acesso ao tratamento gratuito e livre acesso a remédios”, afirmou um documento da Opas, o escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A informação foi utilizada como base de um encontro fechado realizado na semana passada em Washington para mapear a crise. Os dados batem de frente com a versão oficial, dada na ONU pelo chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, que garantiu que a saúde gratuita estava garantida no país.

“Muitos hospitais estão operando em condições desafiadoras e a Federação Médica da Venezuela estima que 22 mil médicos deixaram o país”, diz o levantamento. Como havia 66 mil profissionais registrados, em 2014, significa que 1 a cada 3 foi embora, prejudicando tratamento intensivo, emergências e anestesia.

Estima-se que 6 mil técnicos de laboratórios e bioanalistas fizeram parte do êxodo de profissionais, além da fuga de 5 mil enfermeiras. Não por acaso, a Opas considera que o sistema de saúde da Venezuela está “sob estresse”. Além da mão de obra, falta também remédios e equipamentos. “Isso afetou a rede de saúde e sua capacidade de dar uma resposta a emergências e a epidemias.”

O colapso está registrado nas estatísticas. Enquanto o mundo reduziu o número de novos casos de contaminação da aids, entre 2010 e 2016, a Venezuela seguiu o caminho oposto e registrou 24% a mais de infecções no mesmo período. Ao mesmo tempo, o acesso aos remédios foi afetado: 69 mil dos 79,4 mil pacientes registrados para receber o coquetel de combate ao HIV na Venezuela não tiveram acesso ao medicamento em 2018.

“Não temos 15 dos 25 antirretrovirais. Os estoques acabaram há mais de nove meses”, indica o informe, que também constata a falta de remédios para tratar infecções causadas pelo HIV.

Saúde na Venezuela

A tuberculose também ganhou novas proporções na Venezuela. Em 2014, foram registrados 6 mil casos. Para 2017, os dados preliminares já indicam 10,1 mil casos e uma tendência de alta para 2018. Outro problema é que foi constatado que o número de casos resistentes ao tratamento passou de 39 para 79 casos, entre 2014 e 2016.

“A falta de equipamentos para laboratórios tem afetado os diagnósticos de tuberculose”, constatou a Opas. Ela estima que dificilmente a Venezuela atinja as metas para acabar com a doença até 2030.

No caso da malária, os infectados mais que triplicaram em apenas três anos. Em 2015, 136 mil casos foram registrados no país. Um ano depois, a malária atingia 240,6 mil pessoas e, em 2017, já eram mais de 406 mil.

De acordo com a análise, essa explosão foi causada por uma migração de pessoas afetadas pela doença – que estavam no Estado de Bolívar – para outras regiões do país, além da falta de remédios e do abandono em parte dos programas de controle do vetor.

A ameaça, porém, é de uma continuidade do surto. “Um importante risco inclui o aumento dos casos de malária em áreas de países vizinhos, a emergência de linhagens resistentes ao remédio, a volta da transmissão local em áreas anteriormente livres da malária e o tratamento inadequado”, indicou a Opas.

A crise também já levou o sarampo para todos os 23 Estados do país e para a capital. Entre julho de 2017 e julho de 2018, 4,2 mil casos foram confirmados – 3,5 mil deles em 2018. Sessenta e duas mortes também foram registradas e casos foram exportados para Argentina, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

“A proliferação do vírus é explicada por vários favores, entre eles a cobertura de vacinação insuficiente, que deixa regiões com uma população vulnerável, sistemas de monitoramento inadequado, atrasos na implementação de medidas de controle, baixa capacidade de isolamento e movimento populacional nas fronteiras durante o período de incubação do vírus”, disse a Opas.

A difteria também voltou. O primeiro caso foi registrado em 2016 e, desde então, foram 1,9 mil casos e 168 mortes. No mês passado, o jornal O Estado de S. Paulo revelou dados mostrando que o índice de mortalidade infantil regrediu 40 anos. Depois de avanços, o índice de 2017 foi equivalente ao que se registrava na Venezuela em 1977.

Higiene

A dificuldade para encontrar produtos básicos fez com que mães dessem mamadeiras com água onde foi fervido macarrão e batata na esperança de nutrir seus bebês de alguma forma, já que não há mais leite na Venezuela. Isso foi em 2014, mas a médica Elaine Kummerow, de 27 anos, sabe que a situação atual é pior.

Ainda na faculdade, Elaine conviveu com a precariedade do sistema de saúde. Em Valencia, onde vivia, atendeu crianças que tiveram os pais assassinados e tinham de ser mantidas internadas, mesmo saudáveis, para não serem abandonadas.

Ela conta que atendeu pacientes no chão do hospital e usou garrafas de água de contrapeso para corrigir a fratura no ângulo certo. “Era comum faltar luz e, em uma das vezes, precisamos pedir para residentes fazerem ventilação manualmente nos pacientes, pois a mecânica não funcionava.”, explica Elaine, que mora no Brasil há três anos.

Com a falta de água, a higiene ficava precária e muitas cirurgias tinham de ser canceladas. “Certas emergências eram aceitas de maneira equivocada só para não deixarmos o paciente morrer na porta do hospital.”

A ONU e a OEA demonstram preocupação com a crise e pedem que o governo aceite a ajuda internacional. Em declaração conjunta, cinco especialistas destacaram em relatório que um dos sinais da crise é o fato de que 16 crianças morreram desde o começo do ano em um só hospital, em Lara, por conta das condições de higiene.

“Chegamos ao ápice da crise no sistema sanitário da Venezuela”, indicam os relatores Dainius Pras, Michel Forst, Philip Alston, Rosa Kornfeld-Matte e Soledad García Muñoz. “Isso é responsabilidade do Estado e o acesso à saúde está em deterioração. Os hospitais se transformaram em locais onde a vida das pessoas é colocada em risco.”

“É preocupante que crianças estejam morrendo de causas que poderiam ser prevenidas relacionadas ao estado das instalações de saúde, escassez de insumos, remédios e falta de limpeza”, afirmaram. Segundo ONU e OEA, quem denuncia o descaso é alvo de assédio e intimidação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Meninas saem para ir à escola e desaparecem em Luziânia

As três meninas, uma de 12 e as outras de 13 anos, estavam a caminho da escola quando foram vistas pela última vez. Caso aconteceu em Luziânia.

Por Ton Paulo
02/10/2018, 10h07

Três amigas desapareceram sem deixar rastros depois de saírem de casa para irem juntas para a escola na manhã da última segunda-feira (1/10), em Luziânia, entorno de Brasília. Segundo uma testemunha, elas teriam entrado num carro preto a caminho do colégio.

Maria Eduarda, de 12 anos, Letícia Campos e Raiele, de 13, saíram juntas para o Colégio Estadual Vasco dos Reis, no bairro Jardim do Ingá, município de Luziânia, por volta das 7h de segunda-feira, mas não chegaram ao destino.

A mãe da adolescente Letícia foi até o colégio buscar a filha, mas foi informada de que a adolescente não estava lá. Ao consultar as câmeras de segurança, a direção da escola constatou que as meninas nem sequer apareceram na escola.

Segundo Cleidiane Fagundes, de 26 anos, prima de Maria Eduarda, a avó da menina foi avisada pela mãe de Letícia que elas não haviam chegado na escola. A partir daí, as famílias das três se mobilizaram para procurar pelas jovens.

Na manhã desta terça-feira (2/10), a avó de Maria Eduarda e a mãe de Letícia estavam na Delegacia Regional de Luziânia para registrar um Boletim de Ocorrência para registrar o desaparecimento das meninas.

Meninas de Luziânia teriam entrado num carro preto

De acordo com a prima de Maria Eduarda, Cleidiane, um rapaz que também estava a caminho da escola informou à mãe de Letícia que reconheceu as meninas e as viu entrar num carro preto desconhecido. “Essa é a única informação que a gente tem, não sabemos de mais nada. Estamos desesperados”, desabafa Cleidiane.

Cleidiane ainda conta que não há nenhuma suspeita do que pode ter ocorrido, uma vez que as jovens agiam normalmente nos dias anteriores ao desaparecimento.

Laila Dias, outra prima de Maria Eduarda, publicou o relato do desaparecimento da jovem numa rede social, juntamente com sua foto. No texto, ela conta do desaparecimento e disponibiliza um telefone de contato para possíveis informações.

Adolescentes saem para ir à escola e desaparecem em Luziânia
Foto: Reprodução/Facebook

Uma tia de Letícia também fez uma postagem no Facebook, pedindo ajuda para encontrar a sobrinha.

Meninas saem para ir à escola e desaparecem em Luziânia
Postagem sobre o desaparecimento de Letícia Campos (Foto: Reprodução)
Meninas saem para ir à escola e desaparecem em Luziânia
Letícia Campos, uma das jovens que estão desaparecidas (Foto: Reprodução/Facebook)

A mãe de Raiele também pediu ajuda através do Facebook para encontrar a filha.

Meninas saem para ir à escola e desaparecem em Luziânia
A mãe de Raiele, uma das meninas desaparecidas, também postou no Facebook o caso do desaparecimento

A reportagem do Dia Online tentou contato com a escola, mas ainda não obteve retorno.

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Esportes

Neymar diz que lesão foi superada, mas ainda não está jogando seu 100%

O técnico do PSG diz está muito feliz com o desempenho do "Ney".
02/10/2018, 10h19

A lesão e as preocupações com seu estado físico ficaram para trás. Mas Neymar ainda não está jogando tudo o que pode neste início de temporada europeia. Foi o que afirmou o atacante do Paris Saint-Germain nesta terça-feira, véspera da partida contra o Estrela Vermelha, pela segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

“Não estou a 100% da minha forma. Ninguém está, ainda estamos no começo da temporada e jogamos poucas partidas. O alto nível do futebol mundial chega em fevereiro e março. É quando acontecem as melhores partidas”, afirmou Neymar, sete meses após passar por uma cirurgia no pé direito.

A lesão sofrida em fevereiro gerou um alerta tanto no PSG quanto na seleção brasileira. Após rápida recuperação, o atacante pôde defender a equipe comandada pelo técnico Tite na Copa do Mundo da Rússia – a seleção foi eliminada pela Bélgica nas quartas de final.

“Quanto a minha lesão e à Copa do Mundo, são coisas do passado. Estou em busca de melhorar o meu nível de jogo, físico e técnico, a cada partida, a cada dia”, disse Neymar. Questionado sobre a queda do Brasil nas quartas, o atacante admitiu ter sido uma “grande frustração.”

O jogador também comentou o novo posicionamento no qual vem sendo testado pelo técnico Thomas Tuchel. Nas últimas partidas do PSG, Neymar vem atuando mais centralizado, quase como um meia, o que já vem gerando comparações com o posicionamento de Lionel Messi no Barcelona.

Declaração de Neymar

“Gosto de jogar assim: armar a partida, armar o jogo, ajudar os colegas. Já joguei assim no Santos e no Barcelona. O Messi joga assim. Minha função era diferente lá. Aqui eu gosto de ter a bola, estou muito feliz de jogar assim”, declarou o brasileiro, que chegou a ser testado nesta posição na seleção, mas na Copa acabou atuando mais pelo lado esquerdo.

No PSG, Neymar disse que não pediu para atuar neste setor do campo. “Eu não pedi por essa posição. O treinador que preferiu me colocar ali. Ele decide antes de cada jogo. Sempre darei o meu melhor. Eu gosto das duas posições, aberto ou como um 10”, afirmou o atacante, que já é o artilheiro do Campeonato Francês, com sete gols.

O bom desempenho já rende elogios por parte do treinador. “Estou realmente muito feliz com o ‘Ney’. Ele ainda vai chegar ao seu auge na temporada, está com muita confiança e se envolve muito com o clube e o seu projeto. Estamos muito satisfeitos”, disse Tuchel.

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Goiás

Prisão em Luziânia tem princípio de tumulto e deixa feridos

De acordo com a direção da unidade prisional, a confusão começou depois que detentos ofereceram resistência contra uma revista nas celas.

Por Ton Paulo
02/10/2018, 10h22

Um princípio de tumulto ocorreu na manhã desta terça-feira (2/10) num prisão em Luziânia, o Centro de Inserção Social (CIS), entorno de Brasília. De acordo com informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a confusão já foi controlada, mas deixou feridos.

De acordo com a direção da unidade, os servidores do CIS iniciaram um procedimento padrão de revista nas celas e no momento da retirada dos presos para checagem, começou a haver resistência e enfrentamento por parte dos detentos.

Para conter o tumulto, foi necessário o apoio do Grupo de Intervenção Tática (GIT) da DGAP e do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que dispararam tiros com munições menos letal.

Ao todo, 12 presos ficaram feridos, quatro deles foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a unidade de saúde.

Os outros receberam atendimento no local com escoriações leves.

A DGAP vai instaurar sindicância para apurar os fatos.

A reportagem do Dia Online está apurando mais informações.

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