Goiás

Ultrapassagem indevida provoca morte de mãe e bebê de quatro meses no interior de Goiás

Segundo a PRF, a tragédia se deu por causa de um cálculo errado de uma ultrapassagem, na BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá.

Por Ton Paulo
01/10/2018, 08h25

Uma tragédia no trânsito tirou a vida de uma mulher de 31 anos e sua filha recém-nascida, um bebê de quatro meses, no final da tarde do último domingo (30/9). O acidente aconteceu no BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá.

De acordo com informações da assessoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente se deu por por volta das 17h30, envolvendo a condutora de um veículo GM Cobalt, Geska Aline Zago, e de sua filha, uma recém-nascida quatro meses de vida, e um Gol.

Segundo levantamento preliminar feito pela equipe PRF, a tragédia se deu por causa de um cálculo errado de uma ultrapassagem, na BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá, quando para não colidir frontalmente com outro veículo, Geska, que dirigia o Cobalt e estava com sua filha recém-nascida e a mãe idosa no momento, jogou seu carro para o acostamento, perdendo o controle do veículo.

Ultrapassagem indevida provoca morte de mãe e bebê de quatro meses no interior de Goiás
Geska Aline e sua filha (Foto: Reprodução)

Ela, que estava dirigindo no sentido sul para norte do estado, ao retornar à pista, foi colhida na lateral por outro veículo, um Gol. Com a colisão, a mulher teve morte instantânea. Já a filha, uma bebê de apenas quatro meses de idade, foi arremessada para fora do veículo e socorrida, inicialmente por populares, e logo em seguida pelo Corpo de Bombeiros, mas levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos e também veio a óbito.

Avó da criança ficou gravemente ferida no acidente que aconteceu por causa de ultrapassagem indevida

A avó da recém-nascida e mãe de Geska, que também estava no veículo, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital Municipal de Jaraguá. De lá, a idosa, que não teve a identidade divulgada, foi levada em estado grave para uma unidade de saúde de Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Os policiais identificaram que a criança utilizava, no momento do choque, o bebê conforto, porém, a possibilidade de não estar bem afixado ao corpo da bebê, pode ter provocado seu rompimento, somado à força do impacto da batida.

Outros dois veículos também colidiram nas respectivas traseiras, o que pode indicar distância de segurança inadequada, mas não houve mais feridos, somente danos materiais.

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Política

A partir de amanhã o eleitor só pode ser presos em casos especiais

Amanhã também será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica.
01/10/2018, 08h37

A partir desta terça feira (2/10), a cinco dias das eleições, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido exceto em casos de flagrante delito ou de sentença criminal condenatória por crime inafiançável por desrespeito a salvo-conduto. A orientação está na legislação e prevista no calendário eleitoral.

Também nesta terça-feira será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica, do Subsistema de Instalação e Segurança e da Solução JE-Connect instalados nos equipamentos da Justiça Eleitoral.

Essa verificação deve ser feita por representantes dos partidos políticos e das coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e das pessoas autorizadas em resolução específica a formalizar pedido ao juízo eleitoral

Amanhã também é o último dia para os tribunais regionais eleitorais divulgarem na internet os pontos de transmissão de dados que funcionarão em locais distintos daquele de funcionamento da junta eleitoral.

Calendário eleitoral

4  de outubro

Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio, na televisão e para propaganda política mediante reuniões públicas ou comícios e utilização de aparelhos de som, com exceção do comício de encerramento da campanha.

Prazo final para a realização de debate no rádio e na televisão. Encerra-se também o prazo dos partidos políticos e as coligações indicarem aos juízos eleitorais o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e dos delegados habilitados a fiscalizar os trabalhos de votação durante o primeiro turno das eleições.

5 de outubro

Encerra-se a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral, na Internet, e de jornal impresso.

6 de outubro

Último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 e ás 22 horas. Só podem ser entregues até as 22 horas, os material gráfico e a realização de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

7 de outubro

Realização do primeiro turno das eleições. O eleitor tem entre 8h e 17h para votar.

Imagens: poder 360 

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Brasil

Bicicleta elétrica torna-se opção para trabalho e lazer em SP

Em 2017 o Brasil importou 2.165 bicicletas elétricas.
01/10/2018, 08h57

“Foi uma mudança de paradigma. Abri mão de conforto, de um estilo de vida. Saí do carro blindado para a bicicleta elétrica.” Há quase um ano, o dentista Rogério Granja, de 45 anos, largou o automóvel na garagem e passou a sair sobre duas rodas na maioria dos deslocamentos, até para ir trabalhar. “Já tive de trocar a bateria, depois que meu carro ficou tantos dias parado na garagem, sem uso.”

As elétricas, que já foram chamadas de “bike de preguiçoso” pelos ciclistas tradicionais, começaram a aparecer mais em São Paulo nos últimos dois anos. Elas têm sido vistas como uma alternativa para quem quer deixar o carro de lado – ainda que pelo menos alguns dias por semana. “Optei por comodidade. Em dias de calor, não quero chegar suado ao trabalho”, explica Granja. Diariamente, ele percorre pelo menos dez quilômetros: vai de casa, no Campo Belo, zona sul, até a Vila Nova Conceição, onde trabalha no consultório.

“Hoje, sei todas as lojas que estão em volta da minha casa e do meu consultório. Eu cumprimento os seguranças e os manobristas do prédio. Você se torna uma pessoa mais sociável. Muda a interação com a cidade. Dentro do carro, você fica achando que o mundo lá fora não te pertence.”

Não faltam exemplos. Na Vila Olímpia, mora o engenheiro Aníbal Codina, de 53 anos, que desde março só usa bicicleta elétrica para ir e voltar do trabalho, perto do Shopping Santa Cruz. São cinco quilômetros de distância, um trajeto com subidas íngremes. “Um dia, pensei: ‘Poxa, poderia ir de bicicleta, só que é uma grande subida e vou chegar todo suado’. A solução foi a elétrica. Se não fosse subida, estava na bicicleta normal”, afirma ele, que investiu cerca de R$ 13 mil no equipamento e em acessórios.

Mesmo tendo carro, a editora de vídeos Silvia Ballan, de 45 anos, já levava as filhas para a escola em uma bicicleta convencional há anos – e escrevia em um blog sobre a experiência. Em 2012, abandonou o carro definitivamente. Só que dois anos atrás, quando a filha começou a crescer e passou a pesar na garupa, ela pensou em desistir. Até que conheceu a e-bike, que ainda oferece mais segurança do que a bicicleta convencional por alcançar velocidade mais alta à noite, por exemplo. “Eu me sinto segura em ruas mais escuras. A velocidade é benefício.”

Crescimento

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2017 o Brasil importou 2.165 bicicletas elétricas. Somente até agosto, o número quintuplicou: o País importou 13.203 e-bikes. A tendência é tão nova que a classificação fiscal do produto foi criada pela Receita Federal no fim de 2016.

O avanço do movimento é evidente na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima. Levantamento feito pela Aliança Bike mostra que, em 2015, as elétricas representavam 2% do total de bikes circulando por ali; hoje já são 9%. Já um mapeamento feito pela empresa Vela com cerca de mil usuários também mostrou que a maioria se concentra naquela região e nas ciclovias da Consolação, da Paulista e da Sumaré.

Migração

Especialistas consideram que a bike elétrica é o modal com mais capacidade de fazer o usuário deixar o carro. “Tem mais atratividade que o metrô, o transporte público por excelência, pois proporciona uma comodidade semelhante à do automóvel particular.

Essa migração começa a despertar atenção. São ciclistas iniciantes, que pedalavam pouco ou quase nada, se movimentavam com o carro”, comenta o cicloativista e blogueiro do jornal O Estado de S. Paulo Alex Gomes. Já o ciclista cotidiano não é atraído. “Seja por preconceito ou porque não vê necessidade.”

Fabricantes e revendedores registram um aumento da procura. A Vela, por exemplo, de projeto e fabricação nacionais, começou na área em 2015, inicialmente para um grupo de 80 pessoas que anunciaram interesse em um financiamento coletivo no ano anterior. Em junho, já estava entregando 50 por mês e deve chegar ao fim de 2018 com 120 por mês.

O engenheiro mecânico Victor Hugo Cruz, de 29 anos, fundador da start up, conta que ele está sempre aquém da demanda. Diante da alta procura, conseguiu um novo financiamento para ampliar a produção.

Segundo Henrique Ribeiro, CEO da Sense Bike, o consumidor da bicicleta elétrica tem acima de 30 anos e está em geral alinhado ao compromisso com a mobilidade urbana. Neste ano, ainda houve explosão de venda com a greve dos caminhoneiros e a falta de gasolina nos postos. “Pela primeira vez, ficamos sem estoque.”

‘A bike voa. É uma delícia’

A repórter Giovana Girardi testou uma bike elétrica e falou sobre a experiência. “Tinha ouvido falar nas elétricas, mas, confesso, tinha batido um preconceito. Afinal, pedalar é se exercitar. Como assim um motor vai fazer o trabalho? ‘Mas precisa pedalar para ativar o motor’, disse uma amiga. ‘É mais fácil, mas não é uma mobilete’, completou.

Resolvi testar. Usei por quatro dias uma elétrica de um fabricante nacional. De início, saí da loja com o motor desligado e peguei a ciclovia da Faria Lima. No meio, liguei o motor, a princípio em velocidade de 10 km/h e depois a 25 km/h. É como se alguém estivesse me empurrando. A bike voa. É uma delícia. Falta ciclovia, o asfalto em muitas ruas é ruim e é difícil manter o controle. Mas ela ajuda a sair rapidamente dessas situações.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Vá de bike 

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Goiás

Defesa pede que Marconi Perillo seja ouvido pela Justiça após eleições

Na sexta-feira (28/9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo.
01/10/2018, 08h59

A defesa do ex-governador de Goiás e candidato ao Senado Federal, Marconi Perillo (PSDB), quer que ele preste depoimento à Polícia Federal (PF) a respeito da Operação Cash Delivery depois das eleições.

O advogado de Perillo, advogado do político, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou ao G1 que a Polícia Federal nesta segunda-feira (1º/9). “Requeri à delegada que ele fosse ouvido após as eleições. […]. Felizmente, a delegada Marcela teve bom senso e passou o depoimento dele para após as eleições. Ainda sem data e horário definidos]”, disse o advogado ao G1.

Pelo menos R$ 1 milhão foi apreendido com o grupo ligado ao Marconi Perillo. A Operação Cash Delivery apura se Perillo recebeu propina de R$ 12 milhões em dois governos dele. Para os policiais federais, as propinas seriam para favorecer empreiteiras em contratos com o estado de Goiás.

Na sexta-feira (28/9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão. Jayme Rincón, então coordenador da campanha do atual governador, Zé Eliton (PSDB) e candidato à reeleição, foi preso.

Além dele, um dos principais auxiliares de Marconi Perillo, presos o advogado Pablo Rogério Oliveira, os policiais militares Márcio Garcia de Moura e Jayme Rincón, que também é motorista.

Filho de auxiliar de Marconi Perillo também foi preso

Já em São Paulo, a Polícia Federal prendeu o filho de Jayme Rincón, o engenheiro civil Rodrigo Godoi Rincón e também o empresário Carlos Eduardo Pacheco Júnior.

Ainda conforme Kakay, a defesa quer adiar o depoimento por causa da proximidade das eleições. “Eles haviam pedido para ele depor na segunda agora, mas eu liguei lá e conversei com a delegada e expliquei que seria mais uma possibilidade de uso político.”

Mesmo que não concorde com o mudus operandi da investigação, o advogado defende que é necessário que haja Justiça. “Não que as pessoas não tenham que ser investigadas, todo mundo pode e deve ser investigado, mas nada justificaria […] que fizesse isso há 8 dias da eleição”, afirmou ao G1.

Via: G1 

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Política

Candidatos já somam débitos de R$ 65,7 milhões

Candidatos têm até 30 dias após a data da eleição para quitar dívidas.
01/10/2018, 09h10

A uma semana do primeiro turno das eleições, campanhas de 1.670 candidatos acumulam R$ 65,7 milhões de saldo negativo entre o que arrecadaram até agora e as despesas contratadas. Entre os sete com déficit parcial acima de R$ 1 milhão, os líderes são o candidato tucano ao governo de São Paulo, João Doria, com R$ 6,1 milhões, seguido pelo candidato ao governo do Tocantins Mauro Carlesse (PHS), com R$ 2 milhões.

O balanço parcial feito pelo jornal O Estado de S. Paulo considera dados da Justiça Eleitoral obtidos até quarta-feira, dia 26. Candidatos têm até 30 dias após a data da eleição para quitar dívidas e, nesse período, podem continuar arrecadando recursos exclusivamente para honrar os débitos. Para quem concorre no primeiro turno, o prazo se encerra em 5 de novembro. Caso ainda haja dívidas, caberá ao partido arcar com os débitos das campanhas.

Doria já contratou R$ 14,1 milhões em despesas. Seu maior prestador de serviço em valores é a Digital 21 Produções Artísticas, responsável por elaborar programas de televisão e rádio, por R$ 3,6 milhões. O candidato contratou R$ 2,67 milhões em serviços de uma empresa de marketing político chamada “Voto Estratégico 2018”. A maior parte dos R$ 7,8 milhões que o candidato já arrecadou vem da Direção Nacional do PSDB: R$ 4,8 milhões. A assessoria de Doria destacou que o balanço é parcial.

Dos R$ 3,7 milhões que a campanha de Carlesse já contratou, as três despesas mais altas são de serviços de contabilidade, consultoria jurídica e produção de programas de audiovisual. A assessoria do candidato disse que a coligação “deverá receber doações dos partidos que a compõem, bem como dos integrantes da chapa”. “Todos os gastos contratados seguem um planejamento e serão todos quitados dentro do prazo legal.”

Decréscimo

O cientista político Murillo de Aragão avalia que o endividamento pode estar relacionado, de um lado, a um decréscimo na arrecadação de recursos com o fim das doações empresariais e, de outro, a uma priorização que os partidos têm feito na destinação do fundo eleitoral para candidatos ao Legislativo.

“Como hoje o que define a verba que o partido recebe é o tamanho da bancada, eles estão repassando recursos para deputados tentarem se reeleger e engordar a bancada”, disse. Aragão projeta dificuldade para campanhas não ficarem no vermelho. “Eles vão ter que começar a fazer vaquinhas ou ficar pendentes. Muitos carregam dívidas para a frente”, comentou Aragão.

Diferenças

Com saldo negativo variando entre R$ 1 milhão e R$ 1,9 milhão, estão os governadores candidatos à reeleição em Alagoas, Renan Filho (MDB), e em Minas, Fernando Pimentel (PT), o candidato ao Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o senador Wellington Fagundes (PR-MT), que busca o governo de seu Estado, além do candidato a governador do Rio Grande do Norte Carlos Eduardo Alves (PDT).

A arrecadação parcial de Pacheco, de R$ 2,2 milhões, sequer cobre o valor do contrato com a agência de publicidade “2018 Comunicação SPE LTDA”, de R$ 2,5 milhões. A assessoria de imprensa diz que a campanha continua em busca por doações, lembra que ainda há prazo e diz que tudo está dentro da normalidade.

A campanha de Pimentel disse que “não terá qualquer problema para quitar seus compromissos”. A assessoria de Renan Filho disse que todos os compromissos com os fornecedores serão cumpridos. A reportagem não conseguiu contato com Wellington Fagundes. A assessoria de Carlos Eduardo não respondeu até a conclusão desta edição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Blog do Farias 

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