Política

Na sua 55ª fase, Lava Jato investiga corrupção em rodovias federais no Paraná

A Polícia Federal está cumprindo 73 mandados de busca e apreensão.
26/09/2018, 09h22

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira, 26, a Operação Integração, 55ª fase da Lava Jato. Em nota, a PF informa que a investigação mira em casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Os alvos das medidas são as seis concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos corrompidos beneficiários de propinas.

Policiais federais, auditores da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal participam da ação realizada simultaneamente nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Aproximadamente 400 servidores públicos participam das ações desta quarta-feira.

Estão sendo cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária.

Operação Lava Jato

A partir da deflagração da primeira fase da Operação Integração, com o avanço das investigação, a análise de todas as provas reunidas, os dados reunidos e acordos de colaboração premiada firmados por alguns investigados, foi possível identificar a existência de núcleos específicos e organizados que atuavam de forma criminosa para explorar e obter benefícios indevidos a partir dos contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

A PF identificou núcleos político (composto por altas autoridades do Governo do Paraná que agiam praticando atos de ofício em benefício das concessionárias e realizando influência política junto aos órgãos técnicos), técnico (agentes públicos com estreita ligação com as empresas contratadas, que atuavam na elaboração de aditivos contratuais fraudulentos, entre outras irregularidades) e empresarial (funcionários, diretores e presidentes das concessionárias que se organizavam para ratear o pagamento de propinas, propor aditivos com base em desequilíbrio econômico-financeiro fraudulento, entre outras irregularidades).

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dentre outros.

Todos os presos na ação serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição do Juízo da 23ª Vara Federal.

Imagens: Estadão 

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Goiás

Após tumulto e pancadaria reforma da previdência é aprovada em Goiânia

No momento da votação servidores jogaram ovos na mesa diretora. Dois professores foram detidos e levados para a central de flagrantes.
26/09/2018, 10h19

Em sessão conturbada nesta terça-feira (25), a Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda votação, por 18 votos a 1, o projeto de reforma da previdência dos servidores do municipais enviado pelo prefeito Iris Rezende, com 23 emendas acolhidas pela Comissão do Trabalho após a primeira votação, realizada no dia 6 de setembro.

Com muitos protestos por parte dos servidores, a sessão durou quase 4 horas e após a votação houve tumulto. Os funcionários do municipío ficaram revoltados com a aprovação do projeto e entraram em conflito com a Guarda Civil Metropolitana.

No momento da votação os servidores jogaram ovos e foram contidos pela GCM, sendo que alguns deles tiveram que ser retirados a força das galerias. Dois professores foram presos. Um deles passou a noite na Central de Flagrantes e foi liberado pela manhã desta quarta-feira. O outro, pagou fiança de R$ 500,00.

O projeto da reforma da previdência em Goiânia

O projeto foi aprovado em segunda votação, com 18 votos a favor e um contra. O presidente da Câmara, Andrey Azeredo (MDB), encerrou a votação e, em seguida, vereadores que se opõem à proposta reclamaram que não puderam votar e chegaram a pedir anulação da sessão e do pleito.

A primeira votação foi no  dia 6 de setembro. No dia 19 do mesmo mês, 24 emendas foram aprovadas pela Comissão do Trabalho. Uma delas, assinada por dezoito parlamentares, mantém em 11% a alíquota de contribuição dos servidores para o IPSM. Pela proposta original, esse índice iria a 14%.

Os vereadores também decidiram suprimir o artigo 62, que poderia congelar o valor das aposentadorias e o inciso VIII do artigo 122, que poderia dificultar a obtenção de pensões por viúvas e viúvos.

Um ponto polêmico do projeto de reestruturação é a doação de áreas públicas para o IPSM. Foram identificadas pelo menos duas áreas que já não pertencem à Prefeitura, embora estejam sendo oferecidas pelo Executivo.

Emenda polêmica

Uma das emendas em destaque, inclusive, gerou polêmica. Ela trata da venda de duas áreas localizadas no Sítio Recreio Caraíbas, para suprir parte do déficit da previdência municipal. O vereador Elias Vaz que é da oposição apontou irregularidades na inclusão das áreas no projeto. De acordo com ele, desafetação de áreas públicas deve ser analisada pela Comissão de Habitação, Urbanismo e Ordenamento Urbano, que teria que fazer inspeção no local e emitir um parecer técnico, o que não ocorreu. Por isso, segundo ele, o projeto não poderia ser votado. Elias, Cristina Lopes, Delegado Eduardo, Jorge Kajuru (PRTB), Alysson Lima (PRB), Tatiana Lemos (PC do B), Sabrina Garcêz (PTB), Priscila Tejota (PSD), Paulo Magalhães (PSD), Paulinho Graus (PDT), Lucas Kitão (PSL) e Gustavo Cruvinel (PV) haviam apresentado requerimento pedindo a suspensão da votação até que a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplam) enviasse documentação cartorária referente às áreas.

O líder do prefeito, Tiãozinho Porto (PROS), afirmou que essas áreas incluídas no projeto da reforma foram inspecionadas pela Comissão de Trabalho e que a Prefeitura tem as certidões necessárias. Tiãozinho disse também que o prefeito não deve vetar as emendas incluídas pelos vereadores, como a que suprimiu o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11 para 14%. De acordo com o líder, o prefeito entendeu que o ponto desagradava a maioria dos funcionários públicos e vai manter o índice em 11%. O presidente Andrey Azeredo também destacou que todo o processo de tramitação do projeto obedeceu aos ritos regimentais.

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Economia

Caixa disponibiliza consignado com garantia do FGTS a partir de hoje

O crédito está disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
26/09/2018, 10h31

Os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito a partir de hoje (26), o empréstimo consignado com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. De acordo com o Ministério do Trabalho, por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, que poderá ser solicitada em qualquer agência do banco público.

Outras instituições financeiras também poderão disponibilizar a nova linha de crédito, desde que sigam as regras estabelecidas.

O crédito está disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos).

O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores, porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.

Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos.

As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.

Mudança no FGTS

Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite fazer a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado.

O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.

Imagens: Agência Brasil 

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Entretenimento

Anitta é destaque e ganha beijo no palco do Prêmio Multishow

O Prêmio Multishow chega à sua 25ª edição.
26/09/2018, 11h16

Um dos momentos mais marcantes da 25º edição do Prêmio Multishow, que aconteceu na noite desta terça-feira, 25, foi o beijo entre a cantora Anitta e o percussionista da banda Atitude 67, Leandro Martins.

Durante a premiação, Anitta brincou várias vezes com o divórcio e lembrou a todos que está solteira. A cantora anunciou no início de setembro a separação do empresário Thiago Magalhães, com quem estava casada desde novembro de 2017.

No palco do programa, ela chegou a dizer que os interessados podiam mandar mensagens para o seu celular e que iria brincar de “Tinder” com a plateia.

Após mais de duas horas de exibição, a produção do programa pediu que ela e Tata Werneck, que também apresentou a premiação, batessem papo com Luan Santana enquanto a equipe preparava a atração seguinte. Foi nesse momento que Leandro Martins subiu no palco e disse que era um cara de atitude: uma brincadeira com o nome da banda: Atitude 67 e deu um beijo na cantora. A internet, claro, surtou com o momento.

Anitta ganhou em duas categorias: “Música Chiclete” e “Melhor Clipe”. A cantora foi a grande vencedora da noite pelo voto popular. “Vai, Malandra” foi eleita a Música Chiclete do Ano e melhor clipe TVZ.

A melhor cantora foi Ivete Sangalo.

Confira a lista completa dos vencedores:

votação popular

– Melhor Cantora: Ivete Sangalo

– Melhor Cantor: Luan Santana

– Melhor Grupo: Rouge

– Melhor Show: Marília Mendonça

– Melhor Dupla: Jorge & Mateus

– Melhor Música: Pesadão: IZA part. Marcelo Falcão (Autores: Pablo Bispo, IZA, Marcelo Falcão, Sérgio Santos e Ruxell)

– Música Chiclete: Vai, Malandra: Anitta (Autores: Anitta, Maejor, Mc Zaac, Brandon Green, Laudz, Zé Gonzales, Yuri Martins)

– Melhor Cover na Web: Day: Cover: Ao Vivo e a Cores (Matheus & Kauan)

– Melhor Clipe TVZ: Vai, Malandra (Diretor: Terry Richardson)

Votação Superjúri:

– Canção do Ano: Te Amo Disgraça – Baco Exu do Blues

Imagens: UOL 

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Goiás

Ciganos batem no portão, pedem água e matam idoso a tiros em Itumbiara

Polícia suspeita que idoso foi morto por vingança.
26/09/2018, 11h28

João Marins da Silva, de 65 anos, morreu depois que ele abriu a porta de casa para dois homens e uma mulher na Rua Angelo Domingos Borges, no setor Marolina, no município de Itumbiara, a 209 km de Goiânia. Ele levou dois tiros que acertaram o abdómen e o braço com um pistola .40.

Familiares contaram à polícia que os três pediram água e, depois, atiraram. O idoso chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Itumbiara pelo Corpo de Bombeiros.

Para o delegado Marcos Antônio Maluf, há suspeita de que o crime tenha sido motivado por vingança. Segundo testemunhas, um homem teria morrido em uma festa perto da casa de João Marins no domingo (23/9). Ninguém confirmou à reportagem se a vítima teria algum envolvimento na confusão.

“Era uma briga envolvendo um casal. Sei que alguém deu uma paulada nesse homem, que morreu depois”, conta, sem querer se identificar, um vizinho da casa número 24, onde João vivia com a mulher.

Crime em Itumbiara pode ter relação com briga dois dias antes

“Há rumores de que tenha sido por vingança. Mas não temos detalhes”, tenta esclarecer o delegado Maluf.

As três pessoas chegaram em um carro de cor “escura”, como descreveram testemunhas. O trio teria ido à residência porque pensava que o responsável pela morte do parente deles no domingo ainda estivesse ali.

O corpo de João Marins foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e está sendo velado na Funerária Santa Rita. A reportagem tentou falar com a família, mas não quiserem comentar o ocorrido.

O clima é de medo no bairro. A reportagem levantou contatos de comerciantes na região, mas em todas as ligações imperavam o silêncio.

A dona de uma frutaria, por exemplo, desligou a ligação quando foi perguntada se ela conhecia os ciganos. “Moço, tchau”. Um rapaz que faz entrega em uma farmácia também preferiu encerrar a ligação. “A gente não fala desse povo que fica acampado por aqui”, disse a funcionária de uma mercearia de um bairro ao lado.

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