Política

'Podemos definir um comitê para decidir o câmbio', diz Benevides

19/09/2018, 07h50

Economista responsável pelo programa de governo do presidenciável Ciro Gomes (PDT), Mauro Benevides propõe a criação de uma estrutura semelhante ao Comitê de Política Monetária (Copom) para definir os rumos do câmbio do Brasil. “Tem de ter uma institucionalização para o gerenciamento do câmbio. Podemos definir um comitê para fazer isso”, disse ele, durante a sexta edição da série Estadão/FGV/Ibre Os Economistas das Eleições, com os responsáveis pelos planos econômicos de governo dos principais presidenciáveis, realizada nesta terça-feira, 18, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

Embora a criação de um comitê para decidir os rumos do câmbio possa soar como uma intervenção nos rumos da moeda – que têm tido livre flutuação, com intervenções pontuais do Banco Central (BC) em momentos de crise -, Benevides afirmou que essa instituição no estilo Copom daria transparência às decisões. “O Copom tem uma atuação clara e definida, pautada por critérios técnicos. É isso que queremos levar ao câmbio”, disse, lembrando que hoje decisões sobre operações de bilhões de dólares são tomadas pela diretoria do BC.

Na sabatina, Benevides ainda tocou em propostas como o programa de renegociação de dívidas proposto pelo candidato – chamado “Nome Limpo” e apelidado de “SPCiro” -, da necessidade de mudança do foco da cobrança de tributos no Brasil e da pressa em aproveitar a boa vontade do Congresso no primeiro ano de seu eventual mandato como presidente para aprovar o ajuste fiscal. A seguir, os principais trechos da sabatina:

Qual é a proposta de Ciro para a política cambial?

Tem de ter institucionalização para gerenciamento do câmbio. Podemos definir um comitê para fazer isso. O Copom tem uma atuação bem clara e definida, pautada por critérios técnicos. É isso que queremos levar ao câmbio.

Isso soa como intervenção.

Intervenção na minha concepção é eu chegar e definir. Não faz sentido um cara (da diretoria do BC), sozinho, definir o rumo do câmbio com bilhões em swaps cambiais (ferramenta usada para combater a volatilidade do real).

O programa de Ciro propõe a renegociação de dívidas de inadimplentes no Serasa e no SPC.

O desemprego é uma questão sistêmica – se tem mais desemprego, há mais inadimplência. (A proposta é para atender principalmente a trabalhadores que ganham) até dois salários mínimos, pagando 400% de juros no cartão de crédito. Não podemos permitir que 63 milhões de brasileiros fiquem à margem do mercado de consumo se quisermos levar a retomada adiante. Pelo lado da demanda, o consumo corresponde a mais de 60% (do PIB brasileiro). Não é fazer caridade, é medida de curtíssimo prazo para reativar este motor do crescimento.

Como vai funcionar essa renegociação?

Vamos segmentar por tipo de crédito, por empresa, e pegar as pessoas que estão na mesma situação. É um pool de devedores. A ideia é sair (de uma dívida média) de R$ 4,2 mil para algo em torno de R$ 1,1 mil para cada endividado. Ele vai diminuir a dívida, reduzir juros e vai pagar em 36 meses. Não é fazer caridade, é medida de curtíssimo prazo para reativar este motor do crescimento. Serasa e SPC estão interessadas nesse programa e querem colocar isso para frente. A gente vai dar dinheiro aos bancos com esse programa.

E como os bancos vão lucrar com o ‘SPCiro’?

Ganhando 12% ao ano (que é o juro proposto para as renegociações).

Quais serão as prioridades de Ciro num eventual mandato?

Nunca o Congresso Nacional se furtou a aprovar as medidas enviadas no primeiro ano de governo, nem com o Collor, que confiscou a poupança de todo mundo. Por isso, estamos antecipando a discussão das medidas (para o período da campanha). Em vez de começar a discutir em janeiro ou fevereiro, estamos expondo (as propostas) agora. O atual governo quis empurrar mudança goela abaixo, mas não foi aceito. Um governo legitimamente eleito conseguirá. Primeiro, vem a reforma tributária, com a criação do IVA (Imposto sobre Valor Adicionado). Temos como prioridades a reforma tributária e da Previdência.

E a criação de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da CPMF, está nos planos?

Não seria como a CPMF. Na CPMF, o cara que passou um chequezinho lá de R$ 30, ele pagou imposto. E a essência desse programa é a classe média, a empresa média, não pagar nada. A ideia é excluir movimentações de R$ 5 mil para baixo – assim, você retiraria 86% da população brasileira. Eu não estou preocupado com o cheque de R$ 5 mil. Estou preocupado com as movimentações que eu conheço, dentro do sistema financeiro, de R$ 10 milhões, de R$ 100 milhões, de R$ 1 bilhão. Por isso, que o nome é CGM, Contribuição sobre Grandes Movimentações. Mas o comitê de governo não incorporou a proposta no plano de governo.

Qual é a sua política de combustíveis?

A questão da Petrobrás (foi de extremos nos últimos anos). Primeiro, veio a Dilma e tabelou o preço. Aí chega o outro presidente da Petrobrás e põe o preço lá em cima, comparar com o preço internacional (e com variação diária). O trigo é commodity, a soja também, e não tem alterarem preço todos os dias. Então, aguarda-se um período e depois se faz a equiparação. Senão, o (caminhoneiro) sai do Rio Grande do Sul para Pernambuco com o gasto do diesel previsto para R$ 1,4 mil. No outro dia, o preço já foi para R$ 1,5 mil. No outro, aumentou de novo.

E existe um ‘meio do caminho’ a ser adotado?

Temos de deixar a Petrobrás encontrar ponto de equilíbrio. Empresa pública tem de ser lucrativa. Até porque a Petrobrás tem altos e importantes investimentos em pesquisa e tecnologia.

Subsídio ao diesel continuará?

Aliás, o preço do diesel continuou aumentando (mesmo com a política de subsídio). Não posso ser o Posto Ipiranga, não posso saber de A a Z. Essa questão do subsídio tem de ser vista, ninguém pode falar de subsídio sem ver a variação de preços de mercado.

Existem empresas públicas que podem ser privatizadas?

Sim, tem várias. Não temos nenhuma idiossincrasia em relação à privatização. Não nos interessa ter empresa pública deficitária. Se a empresa não conseguir ser eficiente, obviamente tirando as quatro ou cinco empresas que para nós são emblemáticas para a governança, não temos restrições.

Qual é a proposta para o setor industrial?

Temos visto a queda da participação da indústria brasileira no PIB. A Coreia do Sul escolheu seus setores e foi para a universidade, colocando a indústria dentro do processo de pesquisa. A China primeiro tentou imitar, fazendo versões “made in China”. Depois investiu em pesquisa e tecnologia (para melhorar a qualidade dos produtos). E nós temos de fazer pesquisa, fazer financiamento de médio e longo prazos, para ela ser competitiva e ir para o mundo. Temos de escolher setores com vantagem comparativa.

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Goiás

Serial killer de Goiânia vai a novo julgamento nesta quinta-feira

Desta vez, o serial killer Tiago Henrique vai responder pelo homicídio de Bruna Gleycielle de Souza Gonçalves, ocorrido em maio de 2014.

Por Ton Paulo
19/09/2018, 08h19

O serial killer de Goiânia que ficou conhecido no mundo inteiro por ter feito quase 40 vítimas, a maioria mulheres, e que aterrorizou o Estado pela frieza de seus crimes, irá a novo júri nesta quinta-feira (20/9), em Goiânia. Tiago Henrique Gomes da Rocha será julgado pelo assassinato de Bruna Gleycielle, em maio de 2014.

O julgamento acontece às 08h30, no Fórum Cível, localizado na Av. Ondina, Setor Park Lozandes, em Goiânia, e será presidido pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas. A acusação contra Tiago vai ser feita pelo promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos.

Desta vez, o serial killer Tiago Henrique vai responder pelo homicídio de Bruna Gleycielle de Souza Gonçalves. O crime aconteceu no dia 8 de maio de 2014, quando a vítima estava em um ponto de ônibus em frente ao estabelecimento comercial denominado Muralha Marmoraria, na Av. T-9, Setor Jardim América, em Goiânia.

Serial killer de Goiânia vai a novo julgamento nesta quinta-feira
Tiago será julgado, desta vez, pelo homicídio da jovem Bruna Gleycielle, praticado em 2014 (Foto: Reprodução)

A imputação de crime a Tiago é de homicídio qualificado pelo uso do recurso que dificultou a defesa da vítima.

O serial killer que aterrorizou Goiânia

Os olhos não só do Brasil, mas de todo o mundo se voltaram para Goiás no ano de 2014, com a repercussão do caso de Tiago Henrique. Considerado um serial killer (assassino em série), Tiago confessou ter matado um total de 39 pessoas, entre mulheres e moradores de rua – suas principais vítimas –  no período de 2011 a 2014.

Uma força-tarefa de delegados, policiais, escrivães e investigadores foi montada para que a identificação e prisão de Tiago ocorresse em 14 de outubro de 2014. Sua audácia era tamanha que o matador chegou a enviar cartas para a polícia pedindo para ser preso.

Numa das cartas, Tiago escreveu: “Quem vos fala é um cidadão cujo único objetivo é matar”, se assumindo explicitamente como um assassino. Já em outra, o serial killer conta seu método preferido para tirar a vida de suas vítimas, e ainda faz um desafio à polícia: ““O meu método é esfaquear até a morte, e garanto a vocês que todos os casos não resolvidos de homicídio por esfaqueamento certamente fui eu. Não tentem me parar pois vou até o fim disso. Boa sorte a vocês”.

À época, Tiago foi interrogado por oito delegados e durante os depoimentos, descreveu suas vítimas somente por números, “vítima número 1”, “número 2”, até chegar a 39 assassinatos. Dois dias depois de ser preso, o serial killer tentou se matar cortando os pulsos com o vidro de uma lâmpada quebrada, mas foi socorrido a tempo.

Serial killer de Goiânia vai a novo julgamento nesta quinta-feira
Serial killer Tiago Henrique (Foto: Reprodução)

Em entrevista a um jornal em 2015, Tiago afirmou que matava “por sentir um ódio generalizado desde os 16 anos, resultado de um isolamento vivido e na infância e na adolescência”.

Tiago Henrique já passou por mais de 14 julgamentos desde que foi preso, e já acumula uma pena que ultrapassa 600 anos.

Via: MP-GO G1 O Popular 
Imagens: G1 

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Entretenimento

Helen Ganzarolli, David Brazil e outros famosos marcam presença no Goiânia Fashion Week

Ao todo, 60 marcas desfilam esse ano, entre elas Riachuelo, John Fhild e Hilda Mendonça. E para representar algumas marcas, celebridades do meio artístico marcam presença.

Por Ton Paulo
19/09/2018, 09h40

A cidade de Goiânia recebe desde o dia 18 desse mês, terça-feira, até o dia 20, quinta, o tradicional evento de moda Goiânia Fashion Week (GFW). Em sua 13ª edição, o evento que é considerado a maior semana de moda do Centro-oeste traz presenças ilustres de artistas e personalidades famosas, como David Brasil, Helen Ganzarolli e Guilherme Leican .

No GFW, realizado nos dias 18, 19 e 20 de setembro no Império Boullevard, são expostos 80 modelos do casting desfilando para as várias marcas do país e da capital.

Ao todo, 60 marcas desfilam esse ano, entre elas Riachuelo, John Fhild e Hilda Mendonça. E para representar algumas marcas, celebridades do meio artístico marcam presença. No primeiro dia do evento, esteve presente no coquetel de abertura o promoter e repórter David Brazil, conhecido no Brasil inteiro por seus bordões e humor.

Guilherme Leican, famoso ator da TV Globo, foi outro que marcou presença na abertura do GFW.

Helen Ganzarolli, David Brasil e outros famosos marcam presença no Goiânia Fashion Week
O ator global Guilherme Leican foi um dos que marcaram presença no GFW (Foto: Reprodução)

Estão confirmados ainda para comparecer a apresentadora Helen Ganzarolli (SBT), que deve estar presente nesta quarta-feira (19/9), o ator mirim Leonardo Oliveira, o Zé Filipe da novela Carinha de Anjo (SBT), a ex-participante do Reality Show A Fazenda, Ana Paula Minerato, e a ex-panicat Fernanda Lacerda, a “Mendigata”.

O tema deste ano será “Pela Música e sua Miscigenação Musical” que levará para a passarela as atrações musicais: Banda Violin (GO), Ciganos Trap (RJ) e muito mais.

Sobre O Goiânia Fashion Week

Idealizado por Neiva Evangelista, que também é editora da Revista Atitude, o Goiânia Fashion Week já chega à sua 13ª edição na capital, mas a intenção é expandir. “Ano que vem, nós queremos levar o evento para outras cidades de Goiânia, e aumentar o acesso do pública a essa semana de moda”, conta Neiva, ao Dia Online

O GFW como é popularmente conhecido, atua entre São Paulo, Brasília e Goiânia. É o único evento que está no calendário da moda e com representação internacional. Suas edições anteriores ocorreram no Goiânia Arena, Oscar Niemeyer, Mansão Cristal, Smart Ford, Mansão Boullevard e no Atlanta Music Hall.

Entre as celebridades que já passaram pelo evento estão Juliana Paes, Déborah Secco, Dado Dolabela e Gianne Albertoni.

Via: iConnectGyn 

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Esportes

Em dificuldade financeira, Corinthians mantém comissão com quatro auxiliares

Técnico do Corinthians Jair Ventura conta com o apoio de Emílio Faro, Osmar Loss, Fábio Félix e Dyego Coelho.
19/09/2018, 09h51

A solução encontrada pela diretoria do Corinthians para trocar o comando do time deixou a comissão técnica com quatro auxiliares. Atualmente, colaboram com o treinador Jair Ventura, o novo escolhido, os profissionais Emílio Faro, o próprio Osmar Loss, que era o técnico e desceu um degrau na hierarquia do clube, Fábio Félix e Dyego Coelho. Integra ainda esse time o observador técnico Alysson Marins.

O inchaço na cúpula do elenco ocorre no momento em que o time anda em baixa dentro e fora de campo. O elenco tenta reencontrar o bom futebol, em especial do setor ofensivo, que marcou apenas oito vezes nas últimas dez partidas. A diretoria busca por soluções para tirar o clube do buraco financeiro, ainda sem conseguir fechar com um patrocinador master e há quatro anos à procura por uma empresa que queira dar nome à Arena Corinthians. Há dificuldades para pagar o estádio.

O mais recente balancete divulgado pelo Corinthians, em julho, mostra que as dívidas aumentaram de R$ 481,8 milhões no primeiro semestre para R$ 500 milhões. O departamento de futebol apresentou superávit de R$ 3,7 milhões, mas a parte social do Parque São Jorge foi o principal responsável por deixar as contas no vermelho: déficit de R$ 21,1 milhões.

A comissão técnica cresceu por causa da decisão da diretoria de não demitir Loss. Após a derrota para o Ceará por 2 a 1 no último dia 5, ele voltou para o cargo de auxiliar. Dias depois, Ventura assumiu e trouxe Emílio Faro para ser seu auxiliar.

A diretoria optou por manter também os dois auxiliares de Loss, o ex-lateral-direito Coelho e o ex-volante Fabinho – o trio subiu para o profissional depois de comandar as base. A reportagem do Estado entrou em contato com alguns dirigentes do clube para entender o papel desempenhado por cada um na comissão. As respostas, em geral, informam que eles têm as mesmas obrigações e se revezam nos trabalhos de campo.

A partir da próxima semana, porém, esse grupo terá uma baixa. Loss ganhará um período de férias. Ele viajará para a Europa, onde fará estágios em times do continente – o Corinthians não especificou em quais. A expectativa é que ele retorne em novembro. O custo da comissão corintiana não foi revelado. A informação é de que “os valores são menores em relação a qualquer outro grande clube”. São Paulo e Palmeiras têm três auxiliares cada.

Imagens: Estadão 

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Brasil

Menos de 40% das cidades têm política de saneamento básico

Em 2011, o percentual era de 28,2%, segundo IBGE.
19/09/2018, 10h22

Entre os 5.570 municípios brasileiros, 2.126 têm política de saneamento básico, mesmo que não seja regulamentada por instrumento legal, o que equivale a 38,2% do total. Apesar do baixo percentual, o índice avançou 10 pontos percentuais desde 2011, quando 28,2% tinham uma política estruturada para a área, que engloba os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos.

Os dados foram divulgados hoje (19/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no suplemento Aspectos gerais da gestão da política de saneamento básico, dentro da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2017.

O levantamento foi feito de abril a setembro por meio de questionários às prefeituras. A pesquisa não avalia a qualidade e a efetiva prestação dos serviços.

Conforme a pesquisa, 24,1% dos municípios estavam elaborando política de saneamento básico no ano passado. Quanto ao plano municipal de saneamento, que traz o detalhamento das ações, diagnóstico, objetivos e metas de universalização, o percentual passou de 10,9% em 2011 para 41,5% em 2017.

A gerente da pesquisa, Vânia Pacheco, diz que o plano é o instrumento mais adequado para monitorar e avaliar a prestação do serviço. “Com mais possibilidade de acompanhamento, de monitoramento, de regulamentação da política, de regulação dos serviços. Tudo isso permite que o município possa se avaliar mais para frente.”

Controle social

Sobre o controle social dos serviços, apenas 17,2% dos municípios, 958 do total, afirmaram ter um Conselho Municipal de Saneamento. Destes, 816 eram exclusivos da área e 142 em conjunto com outras políticas, como meio ambiente, saúde ou desenvolvimento urbano. Porém, 41,5% deles não tinham realizado nenhuma reunião nos 12 meses anteriores à pesquisa. Em 2011, 195 municípios tinham conselho para tratar do saneamento.

O Fundo Municipal de Saneamento Básico, fonte de recursos exclusivos para a área, estava presente em 580 municípios, 10,4% do total. Enquanto que em 2011, eram 215, ou 3,9%.

Saneamento básico

Em 30,2% (5.570 municípios), o saneamento básico é administrado por consórcios,16,3% informaram ter sistema de informações públicas e 31,4% tinham ouvidoria ou central de atendimento ao usuário.

Para a gerente, a tendência é que os dados melhorem e mais municípios implementem as políticas de saneamento nos próximos anos. “O movimento do governo federal institucionalizando a existência de uma política nacional e um decreto que regulamenta essa política, faz também com que esses se movimentem para isso, deixem de trabalhar fora da institucionalização e tenham instrumentos para gerir aquela política de uma forma mais organizada, mais estruturada para tratar aquela política”.

Após 31 de dezembro de 2019, o plano municipal de saneamento básico será condição para o acesso a recursos da União ou geridos por órgão ou entidade da administração pública federal.

Imagens: Agência Brasil 

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