Goiás

Mulher de Santa Helena de Goiás chantageia homem com vídeo íntimo e justiça manda restituí-lo em mais R$ 470 mil

A chantagista foi condenada a pagar também R$ 15 mil por danos morais.
19/09/2018, 19h05

Justiça goiana condena mulher a devolver mais de R$ 470 mil após chantagear homem com vídeo íntimo em troca de dinheiro, além de mais R$ 15 mil em indenização por danos morais. O caso ocorreu em Santa Helena de Goiás, região Sudoeste do estado, e foi julgado pelo magistrado Thiago Brandão Boghi, da comarca local.

Tudo começou quando o homem e a família conheceram a mulher, que começou a frequentar a residência deles e conhecer as condições financeiras de todos. De acordo com a vítima do golpe, em 2015, a mulher encontrava-se desempregada, e pediu a ele um empréstimo no valor de R$ 200. Após o primeiro empréstimo e continuando a frequentar sua casa, ela voltou a pedir dinheiro emprestado, desta vez cerca de R$ 4 mil.

Chantagem com vídeo íntimo

Depois disso, segundo informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a mulher disse ao homem que precisava conversar com ele em um lugar mais reservado, sendo escolhido para o encontro um motel na região. Segundo o homem, eles apenas conversaram, mas dias depois recebeu uma ligação da mulher dizendo a ele que um vizinho seu os havia filmado saindo do motel, motivo pelo qual estava sendo chantageada, sob o argumento de que o vídeo seria publicado nas redes sociais.

Com medo da exposição, o homem repassou o valor solicitado à mulher  para que ela entregasse ao vizinho. Mas a situação se repetiu, sob a alegação de que as cunhadas do vizinho haviam tomado conhecimento do vídeo e que, também para não divulgá-lo, queriam outros R$ 80 mil.

As chantagens continuaram ocorrendo, até que um dia o homem alegou não suprir o pagamento das quantias solicitadas,  já que todo o saldo de aplicação bancária, resultado da venda de um imóvel da família, no valor de R$ 380 mil, teria sido usado para quitar as chantagens. De acordo com os autos, ele precisou se desfazer bens como gado, veículo, além de empréstimos bancários.

Em uma outra chantagem a mulher pediu o valor imediato de R$ 60 mil, alegado ser ameaçada por amigos do tal vizinho que haviam fugido da unidade Prisional de Rio Verde. Neste momento, a vítima afirmou não ter mais condições de sustentar a situação.

Denúncia

Em 2016, durante uma festa de família, o homem contou à família que estava sendo vítima de extorsão. No mesmo dia, ele compareceu à Delegacia local onde foi instaurado inquérito para apurar os fatos.

Durante o depoimento, a mulher afirmou não se tratar de chantagem e sim de caso extraconjugal, motivo pelo qual o homem lhe “ajudava financeiramente de forma espontânea”.

Na decisão, o juiz afirmou que a mulher não conseguiu provar a existência do relacionamento amoroso, que seria, segundo ela, o motivo de receber tamanha ajuda financeira do requerente. O magistrado explicou ainda que “a requerida realmente inventou toda a história da existência do vídeo e do recebimento de chantagens para ela mesma chantagear o requerente e, com isso, enriquecer indevidamente”.

Com isso, a chantagista foi condenada a restituir R$ 476.507,74, além de indenização em R$ 15 mil por danos morais.

Via: TJ-GO 

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Goiás

Homem é preso por agredir e cortar orelha de enteado em Jandaia, no Sul de Goiás

Criança foi encontrada com parte da orelha esquerda cortada, sangrando e com machucados no olho e boca.
19/09/2018, 19h52

Na madrugada desta quarta-feira (19/9) um homem foi preso em Jandaia, no Sul de Goiás, após agredir e cortar orelha do enteado de quatro anos. O homem confessou o crime à Polícia Civil.

A criança foi encontrada sozinha em uma casa com parte da orelha esquerda cortada, sangrando e com machucados no olho e boca, depois de uma denúncia anônima.

Após ser levado pelos policiais e por um conselheiro tutelar até o hospital municipal da cidade, o menino foi transferido para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (HUGOL), em Goiânia. O estado de saúde dele é considerado estável e ele está na enfermaria da unidade.

Em entrevista ao G1, o conselheiro tutelar Paulo Faleiro informou que a mãe da criança foi localizada a caminho do hospital e ficou desesperada ao saber da agressão.

O autor confesso do crime, de 28 anos, foi encontrado na casa de um irmão. O homem foi encaminhado à Delegacia de Jandaia.

De acordo com o delegado Daniel Gustavo Gonçalves Moura, responsável pelo caso, o homem contou que estava bêbado e não se lembra de como agrediu o menino. Ao ver que a criança sangrava muito ele ficou com medo de ser preso e saiu da residência.

O agressor, que deve responder por tortura, já foi encaminhado para o presídio da cidade de Indiara.

Tortura

De acordo com a Legislação brasileira, constitui crime de tortura: “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; c) em razão de discriminação racial ou religiosa.”

Se condenado, o criminoso pode pegar de dois a oito anos de prisão, com aumento de pena de um sexto até um terço se cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 anos.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Política

Site aponta que Câmara dos Deputados registrou entrada de Adélio no dia do atentado contra Bolsonaro

O diretor da Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter, determinou a abertura de uma investigação interna para “averiguar as circunstâncias nas quais se deram os supostos registros”.
19/09/2018, 20h55

O site  “O Antagonista”  divulgou na noite desta quarta-feira (19/9) um documento exclusivo que aponta a entrada de Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, na Câmara dos Deputados no mesmo dia do atentando contra Bolsonaro ocorrido no dia 6 de setembro em Juiz de Fora, Minas Gerais.

O documento divulgado na publicação se trata de um ofício da Polícia Legislativa que informa dois registros do agressor na Câmara dos Deputados, no dia 6 de setembro, mas não explica quais os horários em que as entradas foram registradas na Casa, o que dá a entender que Adélio precisaria estar em dois lugares o mesmo tempo.

De acordo com o site, o documento oficial foi enviado “ao terceiro-secretário, deputado JHC, que atendeu à solicitação de O Antagonista por todos os registros de visitação do criminoso.”

Ainda segundo informações do site, de acordo com o que escreveu o diretor da Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter, “constatou-se a existência de mais dois registros de entrada referentes à pessoa do Senhor Adélio, ambos datados do dia 6 de setembro de 2018, dia em que fora efetuada sua prisão no estado de Minas Gerais em decorrência do atentado ao deputado Bolsonaro.”

Aponta-se que os registros são forjados, já que é impossível Adélio ter estado em Brasília e Minas Gerais no mesmo momento. O diretor determinou a abertura de uma investigação interna para “averiguar as circunstâncias nas quais se deram os supostos registros”, além de pedir a decretação de sigilo.

Veja o documento:

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro levou uma facada durante passeata em Juiz de Fora, em Minas Gerais, na tarde do dia 6. Bolsonaro foi encaminhado à Santa Casa de Minas Gerais, em um carro da PF.

O autor confesso do crime, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante após sofrer uma tentativa de linchamento dos apoiadores do presidenciável, que presenciaram o atentado.

Imagens: Mundo ao Minuto 

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Brasil

Homem que esfaqueou Bolsonaro tinha sido registrado na Câmara por engano; investigação é arquivada

Segundo o diretor da Polícia Legislativa da Câmara, investigação interna foi aberta e comprovou ter havido apenas erro de um recepcionista.

Por Ton Paulo
20/09/2018, 07h49

O diretor da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, Paul Pierre Deeter, havia dado declaração ao jornal Folha de São Paulo que um recepcionista registrou por engano a entrada de Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou Bolsonaro, na Câmara.

Segundo Paul Pierre, investigação interna foi aberta e comprovou ter havido apenas erro de um recepcionista.

Deeter afirmou que esse funcionário, que não teve o nome divulgado, foi consultar no sistema eventual entrada de Bispo na Câmara, quatro horas após o esfaqueamento, e por engano registrou a entrada.

“O Adélio já estava preso nesse momento em Minas. Foi apenas um erro do recepcionista, que foi ouvido, mas não houve má fé ou qualquer outra situação que estão falando por aí”, afirmou o diretor. Ele disse que a investigação será arquivada.

Um site de abrangência nacional havia noticiado que a Polícia Legislativa havia aberto uma investigação interna ao constatar registros de duas entradas de Adélio na Câmara no dia do atentado. Deeter pediu à Mesa Diretora decretação de sigilo.

O site também informou dias atrás que Adélio esteve na Câmara em 2013 , mas a Polícia Legislativa não soube dizer qual gabinete ele visitou.

Quem é o homem que esfaqueou Bolsonaro

Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi detido pela polícia depois de ter esfaqueado o candidato Jair Bolsonaro (PSL), durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O caso aconteceu no dia 6 de setembro.

Natural e morador de Montes Claros (MG), Adélio nasceu em em 6 de maio de 1978 e é solteiro. Atualmente, estava desempregado. Entre a cidade e Juiz de Fora são 700km. Em suas redes sociais, fazia críticas a políticos, como Alckmin e Ana Amélia, e falava da maçonaria em diversas postagens, dizendo que estavam envolvidos com a política brasileira. Em uma postagem de 1º de agosto, criticava Bolsonaro: “Dá nojo só de ouvir, que dizer que a ditadura deveria ter matado pelo menos uns 30 mil comunistas”.

Adélio também foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014 na cidade de Uberaba. O próprio pediu desfiliação do partido. Ao site da revista Piauí, o presidente da Federação dos Agentes da Polícia Federal (Fenapef), Luis Boundens, disse que Adélio teria dito aos policiais que o conduziram que estava cumprindo uma “ordem de Deus” e que era uma “missão divina”. Em depoimento à polícia, Adélio alegou “questões pessoais” no ataque.

Imagens: Pragmatismo Político 

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Goiás

Professora que matou filha recém-nascida e escondeu corpo em escaninho é solta

Ela foi presa depois de o ex-marido encontrar o corpo em 2016 e chegou a ficar presa por 51 dias.
20/09/2018, 07h54

Márcia Zacarelli, que matou recém-nascido e escondeu corpo em escaninho foi solta no fim da noite de quarta-feira (19/9). Ela é mãe da criança. Condenada a 18 anos de prisão, ela cumpria pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A informação foi confirmada pelo site G1 junto ao advogado de Márcia, Paulo Roberto Borges da Silva, e com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP).

A mãe da criança foi liberada após decisão liminar – em caráter de urgência – dada pelo desembargador Edison Miguel da Silva Júnior, da 2ª Câmara Criminal de Goiânia. Na movimentação do habeas corpus solicitado pela defesa da professora na última segunda-feira (17), o alvará de soltura dela consta como “Entregue”.

Conforme a liminar, o magistrado entende que não há “dados sólidos a justificar a segregação provisória” e que “a paciente respondeu em liberdade à ação penal, tendo-lhe sido concedido o direito de permanecer assim até o julgamento do recurso de apelação”.

Liminar determina soltura de Márcia Zaccarelli — Foto: Reprodução/TJ-GO

Liminar determina soltura de Márcia Zaccarelli — Foto: Reprodução/TJ-GO

Zaccaterli foi condenada em um julgamento em 1º de agosto pela morte da filha, mas absolvida da acusação de esconder o corpo da bebê no escaninho do prédio durante cinco anos. Ela aguardou o a sentença por dois anos em liberdade.

Ela foi presa depois de o ex-marido encontrar o corpo em 2016 e chegou a ficar presa por 51 dias. Em um vídeo, ela conta que escondeu o corpo. No dia do julgamento, contudo, ela negou esta versão.

Matou recém-nascido para esconder traição

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Márcia Zacarelli deu à luz uma menina no dia 15 de março de 2011, após ter escondido a gravidez de familiares e amigos.

A criança seria fruto de um relacionamento extraconjugal. Como seu marido já havia feito vasectomia, não havia como dizer que a criança era dele.

No dia do nascimento da filha, Márcia, ao sentir as contrações, ligou para um amigo que a levou para o hospital. O amigo ainda pagou para que ela fizesse parto cesária.

Um dia após, ao receber alta, ela tampou o nariz da recém-nascida, matando-a por asfixia. Em seguida, colocou o cadáver dentro de uma bolsa, e o levou para o apartamento onde morava.

Chegando no local, Márcia envolveu o cadáver com pano e saco plástico, depois colocou dentro de uma caixa de papelão e o escondeu no escaninho de seu apartamento.

Os restos mortais foram encontrados muitos anos depois, quando seu ex-marido voltou ao prédio para buscar alguns objetos e estranhou o odor de uma das caixas.

Via: G1 

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