Goiás

Auditoria-Fiscal do Trabalho autua gigantes do ramo imobiliário em Goiânia por irregularidades

A auditoria foi feita ao longo de cinco meses em várias imobiliárias de Goiânia. De acordo com os auditores, 1.358 corretores estavam com seus vínculos de emprego em situação irregular.

Por Ton Paulo
18/09/2018, 13h35

Uma série de irregularidades foram encontradas em grandes imobiliárias de Goiás após fiscalizações executadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. As fiscalizações foram feitas ao longo de todo o primeiro semestre de 2018 nas imobiliárias do Estado e foi constatado que 1.358 corretores de imóveis estavam com seus vínculos de emprego em situação irregular.

As auditoras-fiscais do Trabalho, responsáveis pela fiscalização que levou cerca de cinco meses, verificaram que as imobiliárias consolidaram práticas de produção documental incoerentes com a realidade dos fatos, visando isentá-las de possíveis obrigações trabalhistas, tributárias e previdenciárias.

Segundo a auditora-fiscal Suzana Rodrigues, que falou ao Dia Online, as imobiliárias firmavam contratos de “Parceria” e de “Associação” com cada corretor, com possível colaboração mútua. De acordo com ela, tais trabalhadores eram de fato autônomos. Entretanto, segundo a auditora, na prática os corretores não detinham qualquer autonomia.

“Apesar de serem declarados como autônomos, os corretores seguiam normas determinadas pelos contratantes, cumpriam plantões e era subordinados à hierarquias”, conta.

Apesar da legislação admitir a parceria entre Corretores de Imóveis Autônomos e as Imobiliárias, a Fiscalização teria constatado que a maioria dos corretores era obrigada a comparecer a plantões, eram submetidos a adoção de rígida estrutura hierárquica, processos seletivos, cobranças de metas, sistemas de controle e até mesmo punições aos corretores que não cumpriam as diretrizes estabelecidas.

Com esse tipo de vínculo, deixou de serem reconhecidos direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro e Fundo de Garantia, etc., e apenas recebiam algo quando efetivamente vendiam algum imóvel.

Ainda de acordo com Suzana, também foram encontrados indícios de sonegação de impostos previdenciários e trabalhistas por partes das imobiliárias.

A auditora informou que as imobiliárias receberam autos de infração, que serão analisados pela Justiça. Às empresas autuadas, foi aberto prazo para defesa e elas podem recorrer.

Adão Imóveis, URBS, Leonardo Rizzo e Brasil Brokers foram alguns dos alvos da auditoria

Algumas gigantes do ramo imobiliário em Goiânia foram alvos da fiscalização realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. Entre elas, Adão Imóveis, URBS, Leonardo Rizzo e Brasil Brokers.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com as imobiliárias, que se manifestaram sobre a auditoria realizada e os autuações sofridas.

A assessoria jurídica da imobiliária Leonardo Rizzo, que também responde pela Adão Imovéis, negou que tenha recebido auto de infração, mas sim de juntada de documentos. A assessoria admite a autuação sofrida pela Adão imóveis, e prepara a defesa para ser apresentada. De acordo com assessoria, a imobiliária jamais perdeu ações trabalhistas “justamente por atuar em conformidade com a lei”. Ela ainda alega que as irregularidades apontadas não correspondem à realidade, e surgiram devido a um “desconhecimento por parte dos auditores fiscais”.

Já o advogado Rafael Lara Martins, que responde pela assessoria jurídica da imobiliária URBS, negou que as irregularidades acusadas pela auditoria sejam reais, e declarou que a fiscalização foi realizada “em reação à reforma trabalhista em vigor”. O advogado também alegou um “desconhecimento por parte dos auditores”, e afirmou que, em relação à autuação na parte trabalhista, a auditoria-fiscal ignora o fato de que “os corretores não recebem na imobiliária, mas sim dos próprios clientes que compram os imóveis”.

Todas negaram qualquer indício de, conforme constatado pela auditoria, sonegação de impostos previdenciários e trabalhistas.

A assessoria Brasil Brokers alegou ainda não ter conhecimento do resultado da auditoria, e prometeu se manifestar sobre o caso até o final da semana.

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Brasil

Unesco visitará museus no Rio para analisar segurança de acervos

O objetivo é elaborar recomendações ao governo federal e às instituições responsáveis.
18/09/2018, 14h02

A missão oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que veio ao Brasil em missão de emergência para auxiliar na recuperação do Museu Nacional, visitará outros seis museus no Rio de Janeiro nesta semana para avaliar a situação de risco em que se encontram seus acervos.

O objetivo é elaborar recomendações ao governo federal e às instituições responsáveis por eles para que sejam evitadas tragédias e degradação ou perda de objetos e documentos. A missão visitará o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional. Os outros quatro museus ainda serão selecionados.

“Outra parte da nossa missão inclui a investigação rápida de outros museus no Rio para averiguar riscos e para, eventualmente, lançar um projeto que seja mais inclusivo e prevenir situações como esta”, afirmou a chefe da Missão de Emergência da Unesco para o Museu Nacional, Cristina Menegazzi.

“A ideia é aplicar a metodologia de análise de riscos que a gente já vem aplicando no setor do patrimônio cultural e que nos permite avaliar de forma abrangente os riscos que afligem o patrimônio cultural”, completou o consultor do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais (ICCROM), José Luiz Pedersoli Junior. Ele e Menegazzi chefiam a missão de emergência no Brasil, que é composta ainda por dois especialistas alemães em recuperação de objetos em situações como a do Museu Nacional.

Nesta terça, eles apresentaram à imprensa o andamento dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em parceria com entidades do governo federal, como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pelo Museu Nacional. A missão, financiada por um fundo da Unesco, chegou ao Brasil em 13 de setembro e permanecerá no país por dez dias.

De acordo com Menegazzi, a missão internacional tem como prioridade o trabalho de recuperação de objetos que estão sob os escombros e a restauração do edifício, que tem valor histórico. A Unesco também coordenará a ajuda internacional que tem sido oferecida por países e organizações de todo o mundo.

Menegazzi afirmou ainda que a recuperação do museu deverá levar anos, principalmente pela complexidade oriunda do incêndio. Outra dificuldade é também conseguir separar o que é escombro do que tem valor histórico e científico. “Será um trabalho praticamente de arqueologia”, definiu Pedersoli. A expectativa é de que o público só terá a chance de ver novamente parte do acervo destruído daqui a alguns anos.

Museu Nacional

Segundo a Diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, o Museu Nacional tem um backup atualizado em fevereiro de todo o seu acervo, o que permitirá que, mesmo o que não seja possível de ser recuperado, possa ser reproduzido com a ajuda de novas tecnologias.

Noleto afirmou ainda que o trabalho desenvolvido pela organização internacional não integra a equipe oficial do governo que traçará o plano executivo para a reconstrução do museu. Ela também destacou que os recursos que serão empreendidos para isso virão do governo federal e de doações públicas e privadas. Não há, ainda, estimativa de quanto a reconstrução do museu custará no total.

Os integrantes da missão da Unesco visitaram o Museu Nacional na semana passada e fizeram recomendações para ações prioritárias como a cobertura do prédio para evitar que o sol e a chuva prejudiquem o que está sob os escombros. Eles voltarão ao Rio ainda nesta terça para continuar os trabalhos.

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Esportes

Dybala se recupera e é relacionado para estreia da Juventus na Liga dos Campeões

Argentino consegue se recuperar a tempo para confronto desta quarta-feira.
18/09/2018, 14h23

Depois de ter sofrido uma forte contusão no pé esquerdo no último domingo, em Turim, na vitória por 2 a 1 sobre o Sassuolo pelo Campeonato Italiano, o argentino Paulo Dybala conseguiu se recuperar a tempo após realizar tratamento e foi confirmado nesta terça-feira na lista de relacionados pelo técnico Massimiliano Allegri para a estreia da Juventus na Liga dos Campeões.

O jogador foi incluído entre os seis atacantes levados pelo treinador para a Espanha, onde a equipe enfrentará o Valencia às 16 horas (de Brasília) desta quarta-feira em um dos confrontos da primeira rodada do Grupo H da competição continental. No mesmo horário, o Young Boys recebe o Manchester United, na Suíça, no outro duelo que abre a chave.

Cristiano Ronaldo, Mario Mandzukic, Federico Bernardeschi, Douglas Costa e Moise Kean foram os outros jogadores de frente relacionados por Allegri, que também confirmou Dybala após o argentino treinar normalmente nesta terça-feira.

Por outro lado, o comandante não poderá contar com o lateral Mattia De Sciglio, que reclama de dores musculares na coxa direita e foi vetado pelo departamento médico da Juventus deste confronto que será realizado no estádio Mestalla.

A partida na Espanha marcará a estreia de Cristiano Ronaldo na competição continental pelo clube italiano, depois de ter feito história pelo Real Madrid com muitos gols e quatro títulos europeus durante o período em que atuou pela equipe espanhola. Foi no estádio do Valencia, por sinal, que o astro português conquistou o seu primeiro título pelo Real, em 2011, então ajudando o time a superar o Barcelona na decisão da Copa do Rei.

Confira a lista de convocados da Juventus para o jogo desta quarta:

Goleiros – Wojciech Szczesny, Mattia Perin, Carlo Pinsoglio.

Defensores – Giorgio Chiellini, Medhi Benatia, Álex Sandro, Leonardo Bonucci, João Cancelo e Daniele Rugani.

Meio-campistas – Miralem Pjanic, Sami Khedira, Blaise Matuidi, Juan Guillermo Cuadrado, Emre Can e Rodrigo Bentancu.

Atacantes – Cristiano Ronaldo, Paulo Dybala, Mario Mandzukic, Federico Bernardeschi, Douglas Costa e Moise Kean.

Imagens: a bola 

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Brasil

Pesquisa retrata agressões a profissionais de saúde no trabalho

Segundo estudo, 71,6% deles já sofreram agressão física ou verbal.
18/09/2018, 14h42

Uma pesquisa realizada com profissionais de saúde do estado de São Paulo mostra que 71,6%  já sofreram agressão física ou verbal no ambiente de trabalho. Falta de estrutura, filas e demora no atendimento são apontados como principais motivos.

O estudo encomendado pelos conselhos regionais das categorias entrevistou 6.832 profissionais (4.107 enfermeiros, 1.640 médicos e 1.085 farmacêuticos) em agosto deste ano. Diante dos dados preocupantes, os conselhos lançaram hoje (18) uma campanha, que será veiculada na mídia com objetivo de conscientizar a população.

Entre os enfermeiros, 21,1% foram vítimas de agressão física e 90,9% sofreram agressão verbal. O percentual de vítimas de agressão física é de 18,3% entre os médicos, e 47,2% responderam ser vítimas de ofensas.

No setor de farmácia, 7,2% já passaram por agressões físicas e 89,5% por agressões verbais. As agressões a farmacêuticos são motivadas, sobretudo, pela negação do fornecimento de medicamentos sem receita médica. A ausência de remédios em farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS) também é apontada como causa.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Renata Pietro, cita outras razões para as agressões. “Quando vamos conversar e entender o motivo, a fila, o material que está faltando, as condições de sucateamento do sistema de saúde. Esse cenário ocorre tanto na rede pública, como na privada”, disse.

Profissionais de saúde mulheres e jovens

As profissionais mulheres estão mais sujeitas às agressões. Elas são 84% das vítimas em enfermagem, 57% em medicina e 77% em farmácia. Os mais jovens, com idade até 40 anos, também são as principais vítimas por estarem, geralmente, na linha de frente do atendimento. Em enfermagem, eles respondem por 76% dos casos; em medicina representam 63% das situações e, em farmácia, são 84%.

Sônia Regina Espírito Santo, 56 anos, é técnica de mobilização ortopédica há 32 anos e trabalha num Pronto-Socorro público na cidade de Santos, litoral paulista. Ela disse ter sofrido muitos insultos no exercício da profissão, inclusive racistas por ser negra. Sônia contou que, certa vez, foi agredida fisicamente por duas mulheres que acompanhavam o pai doente.

“Eu fui tentar acalmar, porque já tínhamos chamado a polícia. Elas estavam no centro cirúrgico, num corredor, onde tem parto e sai muita maca. Eu pedi calma. Ali saem muitas mães com o bebê já no peito. Ela falava palavras de baixo calão, deu um salto e caiu em cima de mim, queria me rasgar. Pegou pelo cabelo e bateu, deu um soco na minha bacia. Eu não conseguia reagir”, lembrou Sônia.

A cirurgiã Edwiges Dias da Rosa, 61 anos, foi agredida por um sargento da Polícia Militar. Ela se recusou a fornecer o prontuário de uma paciente, documento sigiloso que não pode ser entregue a terceiros, segundo a legislação. A médica trabalhava em plantão noturno na unidade de Pronto-Atendimento de São Bernardo do Campo. “Ele me agrediu, me machucou, me pegou pelo braço e me tirou do atendimento a uma senhora em estado grave, que eu estava atendendo. Ele queria me levar para a delegacia presa”, disse ela.

Hospitais públicos, como os que Sônia e Edwiges trabalham, são onde os profissionais estão mais vulneráveis. Entre os médicos, 75,6% das agressões ocorreram no Sistema Único de Saúde. Entre os enfermeiros, o percentual é de 68,4% e, entre os farmacêuticos, é de 37%.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, acredita que as agressões revelam um problema mais profundo do sistema de saúde brasileiro. “As autoridades têm que saber, acima de tudo, que a saúde tem que ser uma política de estado e não uma política de governo”.

Camarim é contra a mera construção de hospitais sem planejamento. “Não adiantar sair construindo hospitais e postos de saúde se não tiver, depois, como tocar. Por isso, o sucateamente está ficando cada vez maior”, criticou o presidente do Cremesp.

Imagens: Agência Brasil 

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Esportes

Douglas Costa é suspenso por 4 jogos após cuspir em adversário

Meia foi punido por cuspir em adversário na partida entre Juventus e Sassuolo, no último domingo.
18/09/2018, 15h16

O meia-atacante Douglas Costa foi punido com suspensão de quatro jogos, nesta terça-feira, por ter cuspido em um adversário no jogo entre a Juventus e o Sassuolo, no domingo, em rodada do Campeonato Italiano.

Com a decisão da federação italiana, o jogador da seleção brasileira vai desfalcar a Juventus nas partidas contra Frosinone, Bologna, Napoli e Udinese, pelo Italiano. O time de Turim, liderado por Cristiano Ronaldo, é o líder do campeonato, com 12 pontos – único com 100% de aproveitamento até agora.

Douglas Costa foi suspenso por ter cuspido no rosto de Federico Di Francesco, do time adversário. O brasileiro também tentou acertar uma cotovelada e esboçou uma cabeçada no mesmo rival. Por isso, acabou sendo expulso de campo nos instantes finais da partida.

Douglas Costa se desculpa

Na segunda-feira, o meia-atacante veio a público e pediu desculpas pelas redes sociais. “Gostaria de pedir desculpas a todos os torcedores da Juventus por essa minha reação equivocada no jogo de hoje. Peço também desculpas aos meus companheiros de time, que estão sempre comigo nos momentos bons e ruins. Errei feio, tenho consciência e venho me desculpar com todos por isso”, declarou o brasileiro.

As desculpas, porém, não evitaram a suspensão de quatro jogos e nem devem evitar uma multa do clube. Ao fim da partida, o técnico da Juventus, Massimiliano Allegri, repreendeu o brasileiro. “Não podemos cair em provocação”, afirmou.

Imagens: Massa News 

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