Entretenimento

Grupo mistura sons cubanos e brasileiros e quebra tabus em SP

16/09/2018, 08h10

Ao chegar a São Paulo, há 13 anos, o cubano Pedro Bandera trazia um aparelho de telefone celular e três tambores. Não sabia onde passaria a noite. Ele desceu do avião, apanhou um número anotado em um papel e recomeçou sua vida do zero. “Olá Yaniel, como fazemos?” O pianista e amigo Yaniel Matos, também cubano, ofereceu ajuda e indicou alguns trabalhos. Bandera dormiu nas dependências da USP. As noites seguintes seriam na casa de uma amiga.

Sua história anterior ao Brasil pode explicar o que logo aconteceria por aqui. Antes de ser percussionista, Bandera foi esportista e militar em Cuba. Estudar música é uma decisão que os cubanos precisam tomar rápido, de preferência na infância, ou o bonde passa e tudo fica mais difícil. Ele só tomaria depois de ouvir os tambores de santeria, o candomblé cubano, tocados pela família. Quando chegaram os anos da faculdade, escolheu Educação Musical e alimentou a ideia de uma pós no Brasil, o país que entrava em seus delírios via Ivan Lins, Chico Buarque, Gil, Milton Nascimento, Gal Costa e Caetano Veloso.

Ao chegar por aqui, Bandera experimentou logo a fatia amarga do bolo. As costas do “gigante continental” estavam voltadas para a América Latina, como se ele não fizesse parte desse lugar, como se não precisasse conhecê-lo. O imenso consumo de música brasileira pelos vizinhos não tem via de retorno e os músicos que desembarcam por aqui mesmo falando portunhol e tocando percussão precisam começar do início. Surgia a primeira inspiração para o Batanga & Cia.

Havia uma segunda deformidade cultural. Quando pensa em música cubana, brasileiros imaginam três coisas: salsa, bolero e Buena Vista Social Club. Nada contra as entidades que deram voz à Cuba, com força suficiente para intensificar o turismo à Ilha, mas seu país tinha mais a mostrar. A começar pelo nome.

O ritmo batanga, apresentado em Havana em 1952 pelo pianista Bebo Valdés (pai do também pianista Chucho) e pelo cantor Beny Moré, acabou sendo atropelado pela explosão do mambo. “Eu queria então uma forma de cumprir meu sonho colocando o Brasil na América Latina ao mesmo tempo em que pudesse mostrar que Cuba não é apenas salsa e bolero.”

O Batanga, grupo que formou há quatro anos, tem uma das propostas mais bem definidas nesse sentido. Seu primeiro EP, Did You Say Songo?, com cinco temas autorais, foi mostrado terça, 11, com um show no Bourbon Street. Um novo será dia 28, no Tupi or not Tupi, com participação da cantora Luedji Luna. Além de Pedro Bandera nos tambores, há o pianista Hanser Ferrer, a flautista e pianista Cláudia Rivera, o baixista Liander Lobo, o percussionista Alexis Damian e o saxofonista Fernando Ferrer Jr, todos cubanos. O coelho da cartola é o percussionista brasileiro Ilker Ezaki, tocando instrumentos como cuíca e pandeiro.

O tiro acerta dois alvos. Mesmo com sua latinidade definida em um território muito particular, o do samba, os padrões rítmicos brasileiros não estão tão distantes das claves cubanas e caribenhas como pregam os acadêmicos. Por telefone, Bandera dá um exemplo tocando batás. Quando subdivide o tempo e passa a tocá-lo em seis por oito, com mais notas, o samba surge quase naturalmente e se acomoda por ali. “Vocês brasileiros fazem isso de forma mais quebrada, o tempo latino é mais reto, mas os dois se encontram.” Ademais, ele lembra que expressões de terreiro como o ijexá têm o mesmo nome e padrão rítmico nos dois países. E há instrumentos com parentescos, como o berimbau e a cuíca. Essa, ele conta, tem uma história curiosa. “Eu não posso usar jamais um ékue (o primo cubano da cuíca). Ele é um instrumento tocado por uma sociedade muito fechada em Havana, considerada por muito tempo uma espécie de seita secreta.”

Nem tudo no repertório do Batanga faz conexões entre os sons dos dois países. Batanga Son é 100% cubana, um tema de Cláudia Rivera, com a sensibilidade esperta dos clássicos. As flautas, os vocais, o tumbao (marcação) do piano, as percussões, as frases de uma letra estendida e em uníssono. Um instante absolutamente contagiante. A segunda, Transición, da mesma autora, começa com uma linha melódica mais elaborada, típica da potência instrumental dos dois países, para logo fazer uma quebra com o piano de Hanser Ferrer, que vai levá-la de volta à Cuba no solo de flauta de Cláudia e no baixo irresistível de Liander Lobo. Haverá ainda solos de percussão e o reforço de algo que cubanos fazem bem melhor do que brasileiros: a insistência rítmica e mântrica que leva quem ouve, quem toca e quem dança a um estado de transcendência. Os brasileiros não têm paciência para grooves longos. Eles querem logo quebrá-los em pedaços, subdividi-los, improvisar em cima.

Oquendo 155, de Hanser, é um danzón (a música mais lenta, de se dançar junto, geralmente pelos mais velhos) e Ornitorrinco e Tatu, do baixista Noa Stroeter, tem de novo um caminho de início mais intrincado porém curto, que escorre até uma linda melodia que poderia ter sido criada pelo guitarrista Pat Metheny (que por sua vez não existiria se não tivesse escutado muito Toninho Horta). É um tema instrumental em que o encontro não se faz no ritmo. O mesmo tom assume Did You Say Songo?, de Pablosky Rosales. Aqui é uma bola bem mais dividida. Um violão brasileiro (no show ele foi tocado pelo especialista Swami Jr, que dirige Omara Portuondo e o próprio Buena Vista Social Club), a cuíca de Ezaki, a percussão afro-latina de Bandera e Alexis Damian e os sopros de Claudia e Ferrer.

Quando tudo acaba sem que nenhuma música do Buena Vista tenha sido tocada, nem salsas e nem boleros, Bandera e seu grupo têm o direito de se sentir vitoriosos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Integrante de quadrilha que roubava carretas é preso no interior de Goiás

Enquanto realizava o patrulhamento, os agentes da PM avistaram o suspeito em cima de uma carreta em movimento, cortando a lona.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 09h08

A Polícia Militar (PM) prendeu na noite do último sábado (15/9) um homem acusado se estar envolvido com uma quadrilha que roubava carretas em Goiás. A prisão ocorreu no município de Caçu, a 400 quilômetros de Goiânia, durante um patrulhamento da PM que resultou na abordagem.

Enquanto realizava o patrulhamento, os agentes da PM avistaram Diego Marques Carvalho em cima de uma carreta em movimento, cortando a lona.

A equipe especializada, então, começou os procedimentos de abordagem ao veículo, e constatou que Diego já contava com várias passagens pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.

Caminhoneiros, colegas de profissão da vítima, relataram à PM que a quadrilha, da qual Diego fazia parte, teria tentado roubar naquele mesmo trecho da via, outros dois motoristas, porém não chegaram a concretizar o crime.

Diego foi apresentado ao plantão da Polícia Civil em Caçu.

Outra quadrilha que roubava carretas e cargas em Goiás foi presa no início deste ano

Quatro pessoas – três homens e uma mulher – foram presos por roubo de carga em Goiás e no Distrito Federal em junho deste ano. Eles integravam uma quadrilha com cerca de dez pessoas, especializada no crime. As polícias identificaram os outros suspeitos (de Goiás, do DF e do Piauí) e trabalham para localizá-los e prendê-los. Segundo o capitão da PM de Goiás, Edinailton Pereira de Souza, a investigação começou na cidade de Anápolis (GO) há cerca de quatro meses.

Segundo a polícia, todos os suspeitos possuem antecedentes criminais, em artigos que incluem roubo de carga. Um deles, já detido, estava, inclusive, com mandado de prisão em aberto por roubo a carga. De acordo com a Polícia Militar, eles agiam com extrema violência. A quadrilha costumava usar veículos roubados e armas de fogo para abordar os  motoristas de caminhões nas rodovias, e mantinham os motoristas em cativeiro, sob ameaça, e só os liberavam após a mercadoria chegar ao galpão em Ceilândia, onde era guardada.

A quadrilha tinha como base uma residência em Águas Lindas, interior do Estado. Segundo a PM, as investigações começaram na cidade de Anápolis e a suspeita é a de que a quadrilha agia há um ano na região do Entorno e no Distrito Federal.

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Entretenimento

Marília Mendonça é processada por plágio

O autor do processo disse que quando a música Ciumeira foi lançada, muitos amigos acharam que, na verdade, tratava-se da música composta por ele para Marília Mendonça.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 09h54

A cantora e compositora Marília Mendonça, goiana que já alcança renome mundial, está sendo alvo de um processo de plágio. O empresário e compositor Anair de Paula acionou a Justiça alegando que os compositores de um dos maiores hits da atualizade, ‘Ciumeira’, interpretado por Marília, plagiaram a melodia da música “Panfleto de Rua” composta por ele.

O empresário disse que quando a música foi lançada, muitos amigos acharam que, na verdade, tratava-se da música composta por ele.

A assessoria de imprensa da cantora Marília Mendonça respondeu e afirmou que a artista não é compositora da música, mas intérprete. Informou ainda que recebeu a música e gravou da maneira que ela recebeu.

Em nota, os compositores Guilherme Ferraz, Sandro Neto, Everton Matos, Diego Ferrari, Paulo Pires e Ray Antônio, responsáveis pela composição de “Ciumeira”, informaram que estão “averiguando as fontes, e buscando com especialista” para saber “se realmente caracteriza-se plágio”.

Na nota, os compositores que fizeram a música para Marília dizem que têm a consciência tranquila de que não copiaram a obra de ninguém, e que já entraram em contato com o próprio Anair de Paula, que se dispôs a resolver a situação da melhor maneira possível. “Temos total apoio dos colegas compositores, que nos conhecem e sabem da nossa boa índole é nosso compromisso com a verdade, total apoio do escritório da cantora, e isentamos a cantora Marília Mendonça e seu escritório de quaisquer responsabilidades, e estamos abertos a esclarecer quaisquer dúvidas”, afirma a nota.

Ouça a música ‘Ciumeira’, interpretada por Marília Mendonça, e ‘Panfleto de Rua’, interpretada por Ivis e Carraro

Lançada em agosto deste ano, a música Ciumeira, interpretada por Marília Mendonça, rapidamente tornou-se mais um hit da cantora, e já conta com milhões e visualizações no Youtube. Já a música ‘Panfleto de Rua’, composta por Anair de Paula, é interpretada pela dupla ivis e Carraro.

Ouça as duas músicas e compare:

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Goiás

Goiás supera média nacional e fica em 10º lugar no ranking dos Estados

Com 52,6, Goiás conseguiu superar a média nacional de 49,4. Em primeiro lugar, com uma média de 89,1, está o Estado de São Paulo, seguido por Santa Catarina, com média de 76,6.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 11h17

Com critérios avaliados como infraestrutura, capital humano, educação, inovação e outros, Goiás conquistou o décimo lugar no ranking nacional dos Estados Brasileiros. Pelo menos é o que mostra o Ranking de Competitividade dos Estados 2018, que foi divulgado na última sexta-feira (14/9), na Bolsa de Valores de São Paulo, pelo Centro de Lideranças Políticas (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unidade.

O ranking visa reconhecer os estados que se destacaram na priorização da competitividade na formação da agenda do estado, e busca valorizar políticas de alto impacto que influem diretamente nos indicadores que compõem o Ranking.

Com 52,6, Goiás conseguiu superar a média nacional de 49,4. Em primeiro lugar, com uma média de 89,1, está o Estado de São Paulo, seguido por Santa Catarina, com média de 76,6. Os goianos ficaram à frente de Estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins e Bahia.

Os critérios avaliados foram sustentabilidade social, infraestrutura, educação, eficiência da máquina pública, segurança pública, inovação, solidez fiscal, capital humano, sustentabilidade ambiental e potencial de mercado.

A menor nota do Estado goiano foi no quesito Inovação. Goiás obteve 12,6 enquanto a média é 28,0. Já o quesito mais bem avaliado foi Solidez Fiscal, com 82,1 para uma média de 71,2.

Goiás fica em quinto lugar no quesito sustentabilidade ambiental

Goiás parece estar entrando nos eixos certos da sustentabilidade ambiental.

O estudo trouxe uma informação positiva para os goianos: o Estado de Goiás conquistou a quinta posição nacional no pilar da Sustentabilidade Ambiental, com uma nota geral de 70,6, enquanto a média nacional foi de 51,6. O levantamento atribui a conquista ao desenvolvimento econômico e social combinado com sustentabilidade no Estado.

Levando em comparação com o resultado do ano anterior, Goiás subiu três posições. No estudo, que tomou como critérios diversos campos referentes à sustentabilidade e trato do meio ambiente, o melhor desempenho foi verificado no indicador Tratamento de esgoto, que obteve nota de 50,8 e conquistou a sexta colocação no ranking nacional. A média brasileira do indicador foi de 33,3.

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Goiás

Quadrilha que desviou mais de R$ 3 milhões de reais do seguro-desemprego é condenada

A organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego a fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 13h19

Seis pessoas que integravam uma organização criminosa que atuava fraudando o benefício do seguro-desemprego foram condenadas pela 1ª Vara Federal de Anápolis, após denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Estima-se que R$ 3 milhões de reais tenham sido sido desviados pela quadrilha. O grupo foi desmantelado, em abril de 2017, na Operação Stellio Natus, deflagrada em parceria com a Polícia Federal (PF).

Segundo informações do MPF, a organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego com o fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques, que, posteriormente, eram feitos em diversas casas lotéricas por integrantes da quadrilha.

Ainda de acordo com o MPF, mais de R$ 3 milhões de reais em benefícios foram desviados no esquema.

Entre os condenados estão Iury Ramos Dias, Washington Flávio Borges, Rodrigo de Sousa Almeida, Kelson dos Santos Rodrigues, Jardânia Santos e Weslei Dias da Silva.

Conforme o processo, Iury Dias, considerado o idealizador e gestor da organização criminosa, recebeu a maior condenação. Ele foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 163 dias-multa. Além disso, teve a prisão preventiva mantida.

Os demais integrantes do grupo foram condenados, cada um, a 3 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto e ao pagamento de 54 dias-multa. No entanto, em relação a eles, as penas foram substituídas por penas restritivas de direitos, quais sejam, prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária de 10 salários mínimos, a serem destinados a entidades assistenciais.

Ainda estão em apuração junto à Caixa Econômica Federal o montante total dos prejuízos causados e o número de fraudes praticadas, de modo a permitir também a denúncia por estelionato contra entidade pública, crime previsto no art. 171, § 3º, do Código Penal, cuja pena pode chegar a até 6 anos e 8 meses por cada fraude.

Na sentença, também foi decretado o perdimento, em favor da União, de vários veículos automotores e de bens móveis, por terem sido adquiridos ilicitamente pelos condenados enquanto integrantes da organização criminosa, ou seja, os bens decorrentes direta ou indiretamente do crime de quadrilha.

Via: Portal 6 

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