Mundo

Governo da Síria realiza primeiras eleições municipais desde 2011

16/09/2018, 13h10

O governo de Bashar Al-assad realiza neste domingo as primeiras eleições municipais da Síria desde 2011, quando teve início a guerra civil no país. Mais de 40 mil candidatos concorrem a 18.478 cargos em diversas províncias, segundo o Ministério de Administração Local. Áreas dominadas por grupos de oposição e refugiados, contudo, foram excluídas das votações.

Antes do início dos conflitos na Síria, cerca de 3 milhões de pessoas, de uma população total de 22 milhões, viviam em terras controladas por insurgentes, concentradas na província de Idlib, no norte, e regiões próximas. Além delas, cerca de 5,6 milhões de refugiados sírios não estão participando das eleições.

A adesão dos eleitores foi modesta na capital Damasco, com a baixa expectativa de renovação nas administrações municipais. Há expectativa de que candidatos do atual grupo do governo, Baath, fiquem com a maior parte dos cargos. O partido controla órgãos políticos e de segurança da Síria desde a década de 1960.

Em 2014, foram realizadas eleições presidenciais no país, mas apenas em áreas limitadas sob controle do regime de Bashar Al-assad.

A guerra travada pelo presidente contra forças de oposição e o grupo Estado Islâmico já custou ao país mais de US$ 300 bilhões, de acordo com um estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 400 mil pessoas foram mortas no conflito, segundo organizações.

Algumas partes do país permanecem fora do controle do governo, como a região sob domínio dos curdos, no norte do pais, que conta com o apoio dos Estados Unidos e tem entre sua população árabes e grupos minoritários. O território é governado por seu próprio Conselho Democrático Sírio (SDC, na sigla em inglês), que se recusou a permitir a realização de eleições organizadas por Damasco.

Grupos de direitos humanos, contudo, têm criticado a administração local curda por contar com um único partido. A região promoveu eleições em 2017. Fonte: Associated Press.

More than 40,000 candidates are competing for 18,478 council seats, according to the Ministry of Local Administration. Polls are slated to close at 7 p.m. local time (1600 GMT).

Opposition-held areas were excluded from the polls. Some 3 million people of Syria’s pre-war population of 22 million live under opposition rule in the country’s northwest Idlib province and surrounding areas. Another 5.6 million are refuees abroad; they were also excluded from the vote.

Presidential elections were held in 2014 in limited areas of government Control.

Turnout was modest at stations in the Syrian capital and candidates aligned with the ruling Baath party were expected to win. The Baath party has controlled Syria’s political and security apparatuses since the 1960s.

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Kurds opt out of first local elections in Syria since 2011

AP Photo XBH101, XBH102, XBH103 Eds: Adds that opposition areas and refugees are excluded from the vote. With AP Photos.< ALBERT AJI

Associated Press DAMASCUS, Syria (AP) _ Syria held its first municipal elections since 2011 on Sunday, amid tensions with the country's self-administered Kurdish region, which refused to allow polls.

Turnout was modest at stations in the Syrian capital and candidates aligned with the ruling Baath party were expected to win. The Baath party has controlled Syria's political and security apparatuses since the 1960s.

Hassan Taraqji, a Baath candidate in Damascus, said reconstruction was a top priority for voters after more than seven years of civil war.

“We hope we can meet the people's aspirations and improve conditions and services in the city,'' he said.

The war waged by President Bashar Assad's government against local opposition forces and the Islamic State group has cost the country more than $300 billion in economic damage, according to a recent U.N. study. Observers say more than 400,000 people have been killed.

But parts of the country remain beyond Damascus' reach, including the U.S.-backed self-administered Kurdish region in north Syria, which also includes Arab and minority populations.

The region is governed by its own Syrian Democratic Council, which refused to allow the Damascus-organized elections to proceed on its territory.

“The regime wants us to remain under its rule and under the rule of the Baath,'' said Ibrahim Ibrahim, a spokesman for the administration.

Kurdish officials say they want a federalized Syria that respects the northeast's autonomy from Damascus and guarantees rights and privileges for national minorities.

High-level meetings between representatives of the SDC and Baath and federal officials in Damascus are yet to produce a breakthrough.

Damascus insists it will assert its authority over the whole country.

Hussein Dabboul, a Member of Parliament from Aleppo, a north Syrian city near the edges of the self-administration zone, said the SDC was “linked to foreign powers and to the United States, and it has certain objectives and targets.''

Human rights groups have criticized the Kurdish-led administration for single-party rule. The administration held local elections in 2017.

More than 40,000 candidates are competing for 18,478 council seats, according to the Ministry of Local Administration. Polls are slated to close at 7 p.m. local time (1600 GMT).

Opposition-held areas were excluded from the polls. Some 3 million people of Syria's pre-war population of 22 million live under opposition rule in the country's northwest Idlib province and surrounding areas. Another 5.6 million are refuees abroad; they were also excluded from the vote.

Presidential elections were held in 2014 in limited areas of government control.

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Associated Press writer Philip Issa contributed from Beirut.

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Goiás

Quadrilha que desviou mais de R$ 3 milhões de reais do seguro-desemprego é condenada

A organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego a fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 13h19

Seis pessoas que integravam uma organização criminosa que atuava fraudando o benefício do seguro-desemprego foram condenadas pela 1ª Vara Federal de Anápolis, após denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Estima-se que R$ 3 milhões de reais tenham sido sido desviados pela quadrilha. O grupo foi desmantelado, em abril de 2017, na Operação Stellio Natus, deflagrada em parceria com a Polícia Federal (PF).

Segundo informações do MPF, a organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego com o fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques, que, posteriormente, eram feitos em diversas casas lotéricas por integrantes da quadrilha.

Ainda de acordo com o MPF, mais de R$ 3 milhões de reais em benefícios foram desviados no esquema.

Entre os condenados estão Iury Ramos Dias, Washington Flávio Borges, Rodrigo de Sousa Almeida, Kelson dos Santos Rodrigues, Jardânia Santos e Weslei Dias da Silva.

Conforme o processo, Iury Dias, considerado o idealizador e gestor da organização criminosa, recebeu a maior condenação. Ele foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 163 dias-multa. Além disso, teve a prisão preventiva mantida.

Os demais integrantes do grupo foram condenados, cada um, a 3 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto e ao pagamento de 54 dias-multa. No entanto, em relação a eles, as penas foram substituídas por penas restritivas de direitos, quais sejam, prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária de 10 salários mínimos, a serem destinados a entidades assistenciais.

Ainda estão em apuração junto à Caixa Econômica Federal o montante total dos prejuízos causados e o número de fraudes praticadas, de modo a permitir também a denúncia por estelionato contra entidade pública, crime previsto no art. 171, § 3º, do Código Penal, cuja pena pode chegar a até 6 anos e 8 meses por cada fraude.

Na sentença, também foi decretado o perdimento, em favor da União, de vários veículos automotores e de bens móveis, por terem sido adquiridos ilicitamente pelos condenados enquanto integrantes da organização criminosa, ou seja, os bens decorrentes direta ou indiretamente do crime de quadrilha.

Via: Portal 6 

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Política

Ciro Gomes se altera durante a entrevista e manda prender repórter; veja o vídeo

O repórter teria comentado numa conversa com outro jornalista que queria levar "uma ovada ou um tapa" de Ciro Gomes.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 13h53

Desde o último sábado (15/9) circula nas redes sociais um vídeo polêmico que mostra o candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), proferindo xingamentos e mandando prender um repórter que acompanhava sua agenda de campanha em Boa Vista, Roraima. Ciro teria se irritado com a pergunta do jornalista sobre uma declaração anterior dele à respeito da situação de brasileiros e venezuelanos em Paracaíma.

“O senhor reafirma o que o senhor disse sobre os brasileiros de que tiveram aquela manifestação lá na fronteira, que chamou os brasileiros de canalhas, desumanos e grosseiros?”, perguntou o repórter, ao que Ciro respondeu: “Vá pra casa do Romero Jucá, seu filho da p*! Pode tirar isso daqui, esse daqui é do Romero Jucá. Romero Jucá! Romero Jucá! Tira ele, prende ele aí!”

Em sua conta pessoal no Facebook, o jornalista que aparece no vídeo, Luiz Nicolas Maciel Petri, disse também ter sido agredido por Ciro Gomes. “Em um ato de covardia, o senhor Ciro Gomes me deu um soco na barriga e me xingou de filho da p…”. No relato, ele diz ter ficado sem reação e lamenta que o candidato tenha esse tipo de atitude. O jornalista também negou trabalhar para o senador Romero Jucá, conforme afirmou Ciro Gomes.

A pergunta do jornalista a Ciro Gomes se referia a uma declaração do pedetista dada no mês de agosto durante um evento em São Paulo, quando classificou como “desumanidade” e “canalhice” as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima. “Não há nenhuma notícia de desumanidade, de grosseria… Que canalhice, que é o que aconteceu ontem no Brasil. Pela primeira vez na minha vida senti vergonha de ser brasileiro”, disse o candidato.

Veja o vídeo:

Repórter do Estadão que estava no local afirma que o jornalista disse que queria provocar Ciro Gomes para levar “uma ovada ou um tapa”

No momento do ocorrido, estava presente no local o correspondente do jornal Estadão, Gabriel Wainer, que comentou o caso. Segundo Wainer em um vídeo publicado no YouTube do Estadão, o repórter Luiz Nicolas tinha a intenção de provocar Ciro para gerar uma confusão.

Gabriel Wainer relata que, antes de cada evento promovido pelos candidatos, os jornalistas ficam concentrados num local à espera do político. Wainer contou que, nesse local, durante uma conversa com Luiz Nicolas, ouviu dele que o jornalista queria ser agredido por Ciro. “[Luiz Nicolas] falou pra mim que queria levar um tapa ou uma ovada do Ciro. Ele não levou nem um e nem outro, mas começou uma confusão”.

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Goiás

Motorista de Uber em Goiânia que tinha a função de fazer as fugas de grupo de assaltantes é preso

O motorista atuava diretamente na função de Uber, sendo responsável pelo transporte das armas de fogo, placas adulteradas e pelo resgate dos comparsas após as ações criminosas.

Por Ton Paulo
17/09/2018, 09h10

Uma organização criminosa especializada em roubo de estabelecimentos comerciais foi desarticulada e os integrantes presos pela Polícia Civil (PC), às vésperas de um grande assalto a joalheira planejada pela quadrilha, em Goiatuba, a 200 quilômetros de Goiânia. Um dos integrantes do grupo é motorista de Uber na capital, e tinha a função de propiciar a fuga dos comparsas após os crimes.

A prisão do grupo foi realizada pelo Grupo Antirroubo a Banco (GAB/DEIC) da PC, com apoio da Delegacia de Polícia de Goiatuba e da Polícia Militar de Goiatuba, que descobriu que a quadrilha planejava assaltar uma joalheira no município goiano de Goiatuba.

Após algumas semanas de investigação, a polícia conseguiu a identificação de todo o grupo criminoso, assim com do seu líder, que já se encontra preso. Foram presos em flagrante Leandro de Almeida Assunção, Wilton Junio Bueno, o “Cearense” e Jonatan José Silvério.

Motorista de Uber era o responsável por fazer a fuga dos assaltantes

Também foi preso Elias Cristiano Goulart, que trabalhava como Uber em Goiânia. Elias atuava diretamente na função de Uber, sendo responsável pelo transporte das armas de fogo, placas adulteradas e pelo resgate dos comparsas após as ações criminosas.

Todos os integrantes da quadrilha possuem passagens na polícia por crimes patrimoniais. Foram apreendidos três veículos roubados e com sinais de adulteração, e que seriam usados pelos criminosos para os roubos.

Também foi apreendido com a quadrilha porções de maconha, crack e cocaína. Todos vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, receptação dolosa, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, corrupção de menores e tráfico ilícito de drogas.

Em nota, a empresa Uber comentou o caso, e declarou ter banido o motorista de sua plataforma de serviços enquanto aguarda o final da investigação.

Confira a nota na íntegra:

“A Uber não tolera nenhum comportamento criminoso. O motorista não realizava viagens pelo app desde o início de setembro e foi banido da plataforma assim que a denúncia foi feita, enquanto aguardamos pelas investigações. A empresa está sempre à disposição para colaborar com as autoridades no curso de investigações ou processos judiciais, nos termos da lei. Nenhuma viagem com a plataforma é anônima e todas são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de necessidade, nossa equipe especializada possa dar suporte, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado”.

Imagens: De Fato Online 

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Goiás

Criança morre em Goiânia depois de tentar pegar bola de futebol em alambrado

Criança brincava com outros irmãos quando ocorreu tragédia.
17/09/2018, 09h16

Uma criança morreu no domingo (16/9) em Goiânia depois  de ser atingida por por porte em alambrado. Jhonatan Brito da Costa, de 8 anos, costumava brincar com os irmãos menores – 10, 11 e 13 anos – quando a bola de futebol caiu no campinho. Depois que o alambrado caiu sobre o menino, os irmãos procuraram ajuda dos pais.

O acidente aconteceu na esquina da Rua Pablo Picasso, no setor Gentil Meireles, na Região Norte da capital. O poste que caiu sobre Jhonatan era parte de um alambrado nos fundos do campo de futebol de terra.

A área esportiva, que fica nas proximidades do Ribeirão Anicuns, ocupa grande parte da Quadra 63 daquele bairro, cujo terreno seria público e já abrigou uma unidade da extinta Companhia de Obras do Município de Goiânia (Comob).

A Prefeitura de Goiânia foi procurada pela reportagem, mas, até o fechamento desta edição, não se posicionou.

Em Goiânia

A criança sofreu uma parada cardíaca  assim que chegou ao Hospital Otávio Lages. A criança  teve fratura exposta na perna direita. O menino Jhonatan está sendo velado desde a noite de domingo (16/8) em uma funerária da Cidade Jardim.

Enquanto os bombeiros militares levavam o menino Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).  Ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do  hospital.

A família de Jhonatan veio do Maranhão e mora em Goiânia há quase três anos. Familiares  chegam em Goiânia para o enterro do menino às 16h desta segunda-feira (17/9) vinda do Maranhão.

Por meio de nota, a Prefeitura de Goiânia esclarece que o espaço do campo de futebol estava desativado desde 2015. Ainda na nota, a Prefeitura lamenta a morte do menino, que também era estudante da rede municipal de ensino: “Por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, a prefeitura já entrou em contato com a família para dar todo o apoio necessário nesse momento tão difícil”.

Via: G1 

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