Economia

Volume das exportações sobe 8,4% em agosto e importações avançam 25,4%, diz FGV

13/09/2018, 09h50

O volume das exportações cresceu 8,4% em agosto ante igual mês de 2017, enquanto o volume importado avançou 25,4% na mesma base de comparação, conforme o Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira, 13, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado do ano até agosto essas variações são de 3,4% para as exportações e de 15% para as importações.

Para a FGV, a balança comercial não deverá trazer riscos para o cenário externo até o fim do ano. Por um lado, efeitos da guerra comercial entre China e Estados Unidos deverão ficar para 2019. Por outro, a desvalorização real do câmbio, num cenário de incerteza com as eleições de outubro, não tem sido positiva para todos os setores.

No câmbio, as dúvidas se referem aos possíveis cenários eleitorais, além da trajetória da política monetária dos Estados Unidos em relação à taxa de juros. Segundo a FGV, a taxa de câmbio efetiva real acumula desde o início do ano uma alta de 12%. “Essa desvalorização num cenário de incertezas e volatilidade não tem sido positiva para todas as categorias de uso. Além disso, no caso dos automóveis que tem como principal destino a Argentina, o real estaria valorizado em termos reais em relação ao câmbio argentino, dado o diferencial de inflação entre a moeda brasileira e a argentina”, diz nota divulgada pela FGV.

No caso dos preços, o resultado para as importações supera o das exportações seja na comparação mensal ou no acumulado. Em agosto ante agosto de 2017 o preço das exportações cresceu 7,0% (5,2% no acumulado do ano), enquanto o preço das importações avançou 7,9% (7,7% no acumulado do ano). O saldo da balança comercial nos oito primeiros meses do ano ficou em US$ 37,8 bilhões, ante US$ 48 bilhões em igual período de 2017.

O Icomex tem como objetivo contribuir para a avaliação do nível de atividade econômica do País, por meio da análise mais aprofundada dos resultados das importações e exportações. Nesta leitura de agosto, pela primeira vez, o indicador da FGV trouxe os índices de comércio exterior com e sem as plataformas de petróleo.

Esse cálculo procura levar em conta o Repetro, regime tributário que concede tratamento tributário e aduaneiro especial para bens destinados ao setor de óleo e gás. Sem considerar as operações do Repetro, a alta no volume das importações em agosto ante agosto de 2017 passa de 25,4% para 11,6%. No acumulado do ano até agosto, a variação passa de 8,1% para 15%.

A FGV mudou o cálculo do Icomex por causa de mudanças nas regras do Repetro. Segundo a entidade, pelas regras anteriores, para poderem usufruir dos benefícios tributários, máquinas e equipamentos fabricados no Brasil eram vendidos ao exterior (exportações), mesmo quando não houvesse saída física dos bens do território nacional. Ao mesmo tempo, esses mesmos bens eram importados na modalidade de “admissão temporária”, sem serem contabilizadas na balança comercial.

Agora, o Repetro-Sped passou a permitir isenções dos tributos federais para bens destinados aos investimentos nas atividades de exploração e desenvolvimento do setor de óleo e gás adquiridos no mercado interno ou importados para permanência definitiva no País. Segundo a FGV, essa mudança levará ao aumento das importações, pois as empresas sediadas no Brasil irão comprar as máquinas e equipamentos que aqui já operavam no regime de admissão temporária.

“A mudança do Repetro levou a um aumento das importações liderado pelas compras de bens de capital (em especial, as plataformas de exploração de petróleo), como era esperado. No acumulado do ano até agosto, em valor as importações aumentaram 24% e as exportações 9%, levando a um menor saldo da balança comercial”, diz a nota da FGV divulgada nesta quinta-feira.

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Brasil

Mais 190 venezuelanos vão hoje de Roraima para o Rio Grande do Sul

A iniciativa visa ajudar os imigrantes em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida no Brasil.
13/09/2018, 09h53

Mais de 190 venezuelanos devem embarcar nesta quinta-feira (13/9) de Boa Vista (RR) para as cidades gaúchas de Canoas e Esteio. Cerca de 200 já haviam deixado a capital de Roraima com destino a Canoas na quarta-feira (12/9).

A previsão é de que o Boeing 767 da Força Aérea (FAB) decole às 9h e chegue ao aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS) às 14h40.

Nos dias 4 e 5, outros 408 venezuelanos foram enviados a Manaus, Cuiabá, São Paulo, Esteio e Brasília. Desde o início do processo, 1,9 mil refugiados já foram levados a outros estados.

O governo federal informou que todos os venezuelanos que solicitaram refúgio e residência e aceitaram participar da interiorização foram vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil, o que inclui a obtenção de CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa visa ajudar os imigrantes em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida no Brasil.

Por participar do processo de interiorização de venezuelanos no Brasil, o município de Canoas vai receber R$ 1,2 milhão em repasses do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), valor que corresponde a uma ajuda financeira pelo prazo de seis meses.

Já Esteio, cidade localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre, receberá, até domingo (16), R$ 533,4 mil.

Mais de 1,9 mil venezuelanos foram transferidos

Desde abril, quando a interiorização começou a ser feita, mais de 1,9 mil imigrantes foram levados a outros estados. As transferências são voluntárias.

Primeiro, as cidades manifestam ter condições de receber os venezuelanos, geralmente com espaços oferecidos por organizações sociais e igrejas, e autoridades do governo federal e organismos internacionais como a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur) e a Agência da ONU para as Migrações (OIM).

A partir daí, são identificadas as pessoas que têm interesse no projeto e enquadradas nos perfis de cada abrigo.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

"Se não lançou as despesas, de outra forma ele pagou", diz advogado da coligação que pediu cassação de Caiado

Segundo a coligação, Caiado e Lincoln Tejota estão quebrando as regras da legislação eleitoral ao não registrarem despesas efetuadas durante a campanha.

Por Ton Paulo
13/09/2018, 10h28

A coligação partidária Goiás Avança Mais, composta pelos partidos PSDB, PTB, PSB, PR, PSD, PPS, SD, PV, Avante, Patriota e Rede, entrou com um pedido de cassação do registro do candidato Ronaldo Caiado (DEM) no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), por caixa 2 e omissão de despesas.

Segundo a coligação, os candidatos Ronaldo Caiado e seu vice Lincoln Tejota (PROS) estão quebrando as regras da legislação eleitoral ao não registrarem despesas efetuadas durante a campanha, que podem ser notadas nas redes sociais e no próprio horário eleitoral gratuito.

A legislação eleitoral é clara ao afirmar que todas as despesas e contratações de todas as candidaturas, sem exceção, devem ser feitas no sistema/plataforma DivulgaCand/SPCE, da Justiça Eleitoral.

Segundo o advogado Danilo de Freitas ao Dia Online, que responde pela coligação Goiás Avança Mais (autora do pedido de cassação), os candidatos são obrigados pela legislação eleitoral a fazer prestação de contas e o lançamento virtual de absolutamente todas as despesas de campanha, obrigação essa que teria sido desobedecida por Caiado. “Praticamente metade da campanha dele não teve as despesas lançadas. Se ele não lançou essas despesas, de outra forma que não seja lícita ele pagou”, declara.

O advogado ainda relembrou que Ronaldo Caiado foi acusado pela mesma coisa no ano há 12 anos. “Na campanha eleitoral do Caiado em 2006, ele também foi acusado de omissão de despesas, por fazer a mesma coisa que está fazendo hoje”. O candidato do DEM, no entanto, foi absolvido na época por quatro votos a três.

Consta no processo que Caiado recebeu dinheiro do fundo partidário, do fundo especial de campanha eleitoral e uma pequena parte de doações físicas, mas nenhum desses valores foi registrado.

Com o ajuizamento da ação, o pedido de cassação será protocolado na justiça eleitoral, que é quando Caiado será citado para apresentar sua defesa.

Caiado chamou a acusação de “factoide”

Em nota, a coligação partidária A Mudança é Agora, da qual Ronaldo Caiado faz parte, respondeu dizendo que a acusação da coligação adversária não tem fundamentação jurídica e se trata de um “factoide “.

Confira a íntegra da nota:

“A ação ajuizada pela coligação do candidato José Eliton é manifestamente eleitoreira, desprovida de qualquer fundamentação jurídica e documentos que a sustente. A coligação A Mudança é Agora repudia, veementemente, o uso da Justiça Eleitoral pelo candidato José Eliton com o intuito de criar factoides para serem explorados de forma política desleal.

Esse jogo baixo e mentiroso não condiz com as regras básicas de boa-fé, lisura, lealdade processual e principalmente respeito ao período eleitoral e ao cidadão, regras comezinhas que devem ser observadas em um Estado Democrático de Direito.

As inverdades contidas na ação são de fácil constatação pois todos os recursos financeiros recebidos pelo candidato Ronaldo Caiado estão devidamente registradas no site da Justiça Eleitoral, sistema DivulgaCand. Desde o início da campanha já foram registrados pelo candidato Ronaldo Caiado 11 relatórios financeiros que contêm toda a relação dos recursos financeiros recebidos, o que pode ser comprovado no link (http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2018/2022802018/GO/90000613470)Enquanto a campanha de José Eliton registrou apenas 4 relatórios (http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2018/2022802018/GO/90000609446).

A prestação de contas parcial contendo todas as receitas e despesas de campanha do candidato Ronaldo Caiado, do período de 16.08.18 a 08.09.18, também já foi entregue à Justiça Eleitoral, diferentemente da campanha de José Eliton que até o momento não prestou contas à Justiça.

Em razão das acusação mentirosas feita pela coligação do candidato José Eliton, sem nenhum embasamento fático e jurídico, a defesa do candidato Ronaldo Caiado requereu a remessa de cópia da petição para o Ministério Público para que sejam processados criminalmente o representante da coligação Goiás Avança Mais e o candidato José Eliton.”

Imagens: Jornal do Tocantins 

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Educação

UEG abre mais de três mil vagas em novo vestibular

As inscrições abrem na próxima segunda-feira (17/9), e o período de isenção da taxa de inscrição, que é de R$ 80 reais, vai do dia 17 a 19 de setembro.

Por Ton Paulo
13/09/2018, 11h17

O edital do Vestibular do programa UEG em Rede, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), vai ser lançado oficialmente na próxima segunda-feira (17/9). Ao todo, serão oferecidas 3.250 vagas em 40 municípios.

O período de isenção da taxa de inscrição, que é de R$ 80 reais, vai do dia 17 a 19 de setembro. A isenção pode ser solicitada pelo candidato ao vestibular no site do Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás (UEG), www.nucleodeselecao.ueg.br .

A previsão é que as provas do Vestibular sejam aplicadas no dia 21 de outubro de 2018.

O UEG em Rede oferece vagas em três diferentes cursos: bacharelado em Administração, Tecnologia em Gestão Pública e licenciatura em Pedagogia.

Cada município, de acordo com a demanda levantada, vai oferecer um ou mais cursos, que serão executados em rede, utilizando a Educação a Distância (EaD), mediada pelas tecnologias da informação e comunicação.

Os estudantes vão acessar os conteúdos dos cursos e realizar suas atividades por meio da plataforma de Educação a Distância da UEG, acessada pela internet. Com isso, poderão estudar nos locais que melhor respondam às necessidades de cada um.

Para solicitar a isenção da taxa de inscrição, o candidato deve:

-Ter renda bruta familiar inferior a dois salários mínimos;

-Ter renda per capita familiar de até meio salário mínimo;

-Ser titular ou dependente no Cadastro Único para os Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, nos termos dos Decretos Federais n.6.135/2007 e 6.593/2008.

UEG no ranking nacional

A UEG foi fundada em 16 de abril de 1999, e atualmente oferece 52 cursos em 39 cidades, perfazendo um total de 142 cursos de graduação, sendo 19 cursos de tecnologia, 77 cursos de licenciatura e 32 cursos de bacharelado, organizados em 42 campi.

De acordo com o Ranking Universitário da Folha, a Universidade Estadual de Goiás está em 122º na lista das melhores faculdades e universidades do Brasil, entre 195 instituições avaliadas.

Via: UEG 
Imagens: UOL 

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Goiás

Casa de sócio do grupo Privê em Caldas Novas é alvo de busca e apreensão na Operação Negociata

O empresário Waldo Palmerston, do Grupo Privê, estava sendo investigado na Operação Negociata, que investiga fraudes, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro.

Por Ton Paulo
13/09/2018, 11h56

A residência de um dos sócios da famosa rede de hotéis e entretenimento, Grupo Privê, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13/9) por parte do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), em Caldas Novas, interior de Goiás. A ação faz parte da Operação Negociata, deflagrada nesta madrugada.

O empresário Waldo Palmerston, sócio majoritário do Grupo Privê, estava sendo investigado na Operação Negociata, que investiga fraudes em licitação, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro em sete cidades de Goiás, e uma de Minas Gerais.

No total, nove pessoas já foram presas nessa operação, incluindo o prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), ex-secretário de Saúde de Caldas Novas, Luciano Filho; João Afonso Neto, ex-presidente do Fundo de Previdência de Caldas Novas (CaldasPrev) e um empresário identificado como Delvi, da Pneus Morrinhos.

Ao todo, 32 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelo MP-GO em vários municípios goianos. Além da residência de Waldo Palmerston, também foram realizadas buscas na casa do vereador de Caldas Novas, Saulo Inácio (PSDB), conhecido como “Saulo do Privé”. Ele foi funcionário do grupo durante muitos anos.

Apesar das buscas realizadas na casa dos empresários, Saulo e Waldo não estão entre os detidos.

A operação ocorre simultaneamente nas cidades de Goiânia, Caldas Novas, Morrinhos, Itumbiara, Aruanã, Aparecida de Goiânia e Santa Vitória em Minas Gerais. Em Caldas, mandados estão sendo cumpridos em outros órgãos públicos da cidade, além das residências de agentes públicos e empresários. Os materiais apreendidos estão sendo trazidos para a sede do MP-GO.

Prefeito de Caldas Novas foi preso nesta manhã na mesma operação

O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), foi preso nesta madrugada (13/9) em sua casa, em Caldas Novas, na Operação Negociata.

Evandro Magal e seu vice, Fernando de Oliveira, do PPS, haviam sido afastados dos cargos em 13 de novembro de 2017 por decisão do juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes, que manteve parte da posição do magistrado de Caldas Novas, de 1ª instância, Tiago Luiz de Deus Costa Bentes.

Na época, os acusados recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral, que ordenou, no fim daquele mês, que eles reassumissem os cargos até o julgamento dos embargos pelo TRE.

Em 17 de janeiro de 2018, Magal e Resende voltaram a ser afastados dos cargos por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Eles foram condenados por abuso de poder por meio de veículo de comunicação por pagarem anúncios em um jornal em um período pré-eleitoral.

A ação também envolve o secretário de Comunicação, João Paulo Teixeira, que foi exonerado do cargo devido à troca de governo, e o proprietário do jornal. Em nota, os citados informaram que “respeitam a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, mas vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral”.

Ambos reassumiram os cargos posteriormente. Em nota enviada à imprensa na tarde desta quinta-feira, o Grupo Prive informou que está à disposição da Justiça.

Leia a nota completa:

“Na manhã desta quinta-feira, 13, o Ministério Público Estadual (MPE) fez busca e apreensão de documentos na residência de um dos sócios do Grupo Prive. Todos os documentos foram entregues e as solicitações atendidas. O Grupo afirma que não há qualquer vínculo do empresário e do Grupo com negócios não lícitos.

O Grupo e o seu sócio estão à disposição da Justiça.

O Grupo Prive tem mais de 50 anos de experiência hoteleira, 8 hotéis, 3 parques aquáticos e gera mais de 2 mil empregos diretos. Dá sua contribuição à sociedade não somente de Caldas Novas, mas o desde o início do Grupo na Pousada do Rio Quente; gera renda para centenas de famílias e trabalha com transparência, respeito às instituições e dentro da legislação brasileira.”

Via: O Popular 
Imagens: O Popular 

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