Goiás

"Vagabundo", diz delegado Waldir a eleitor indignado que lhe mostrou dedo em Goiânia; vídeo

Me dá seu documento, me dá seu documento", repete, irritado, o candidato que queria prender homem.
12/09/2018, 17h20

Era 9h da manhã da segunda-feira (10/9). O delegado Waldir (PSL), de cima da carroceira de sua S-10 preta adesivada, fazia o sinal de arma com a mão e pedia votos utilizando um microfone pela avenina Pasteur, no Jardim Planalto, em Goiânia.

O som tocava seu jingle de campanha enquanto descansava a garganta, instrumento que o candidato à reeleição a deputado federal utiliza para vociferar contra a bandidagem quando ele viu um jovem mostrando o dedo do meio em sua direção e o xingando. Com 274.625 votos, o delegado Waldir Soares, à época do PSDB, foi o mais bem votado a deputado federal por Goiás.

Nervoso, o deputado pede que o motorista pare a S-10 e desce do carro. Ele quer tirar satisfação. Vestido com terno e gravata, com arma na cintura, o deputado quer levar o jovem preso.

Testemunhas ouvidas pela reportagem contaram que o rapaz xingou o deputado e ainda falou que armar a população não vai resolver nada. “O rapaz estava tranquilo, dando lição de moral no delegado, sem medo”, lembra o funcionário de uma casa de ração. “O delegado queria levar o rapaz preso, mas um moço não deixou, tentou amenizar a situação.”

“Me dá seu documento”, pede delegado Waldir

No vídeo, o deputado pede o documento do rapaz. “Me dá seu documento, me dá seu documento”, repete, irritado.

“O rapaz falou que muita gente morre por causa das armas e que o delegado não podia fazer campanha armado. E isso irritou ainda mais o delegado”, lembra outra testemunha. Os dois homens que viram a cena assumem que ficaram preocupados com a exaltação do delegado Waldir. “Mas ele sempre foi assim, agitado. Tem apenas discurso. Duvido até que ela já tenha atirado em alguém”, brinca um deles.

Quem parecia não brincar era o delegado.”Larga de ser vagabundo, rapaz”, disse, caminhando de volta à carroceira da S-10. De longe, enquanto o deputado seguia o dia de campanha, as pessoas que presenciaram o barraco sorriram aliviados.

Veja o vídeo

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Goiás

Polícia apresenta integrantes de quadrilha especializada em roubo de gado em Goiás

Os suspeitos haviam sido presos em 2015 pelos mesmos crimes.
12/09/2018, 17h57

A Polícia Civil (PC) apresentou na tarde desta quarta-feira (12/9) cinco integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de gado em Goiás. Os homens foram presos na terça-feira, 11 de setembro, em Nova América, a 280 quilômetros de Goiânia, após quatro meses de investigação. De acordo com a PC, o grupo criminoso já causou prejuízo de mais de R$ 240 mil em três assaltos ocorridos no começo do ano.

A quadrilha, sempre armada, atuava invadindo propriedades rurais, onde imobilizavam os caseiros e em seguida fechavam o gado em caminhões alugados e transportavam até Brasília, onde seguiam para Bahia para serem vendidos.

Segundo informações da Polícia Civil, o grupo criminoso agia, na maioria das vezes, durante o dia. Parte da quadrilha seguia para Brasília com a carga, enquanto o restante ficava no local do crime até a entrega da carga. Eles ainda roubavam produtos das fazendas como televisões, computadores e outros eletroeletrônicos.

Durante a coletiva de apresentação, a PC informou ainda os mesmos criminosos, identificados como  Edson Lima Assunção, Ricardo Antônio Pereira da Silva, Lucas Rodrigues da Silva, Hudson da Silva Santos e Francisco Cleiber da Silva, haviam sido presos em 2015 pelos mesmos crimes.

Prisão da quadrilha especializada em roubo de gado em Goiás

Os suspeitos foram presos em flagrante durante um roubo em uma fazenda em Crixás, interior do estado. Depois de algumas horas de procura pela região, os policiais descobriram que os irmãos Lucas e Francisco conduziam uma Montana vermelha pela rodovia, fazendo a escolta de dois caminhões carregados com gado roubado.

Na ocasião, quando os caminhões e os irmãos foram abordados, eles tentaram fugir na Montana mas foram impedidos por outra equipe policial. Na tentativa de fuga, os suspeitos acabaram batendo na viatura policial recém-chegada, provocando ferimentos leves nos policiais.

Os policiais se deslocaram até a fazenda de onde os suspeitos teriam roubado o gado e encontraram os outros integrantes da quadrilha. Hudson, Edson e Ricardo estavam vigiando o caseiro até o gado chegar ao destino.

A prisão dos suspeitos foi realizada sob a orientação dos delegados Alzemiro José e Glaydson Divino, juntamente com a Delegacia de Rubiataba. Dois homens continuam foragidos. Veja as fotos dos foragidos:

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Goiás

Justiça determina bloqueio de bens de ex-diretor do Parque Mutirama

A ação foi movida pelo Ministério Público de Goiás.
12/09/2018, 18h55

A justiça goiana decidiu nesta quarta-feira (12/9) pelo bloqueio de bens do ex-diretor do Parque Mutirama em Goiânia, Jairo Gomes das Neves. A ação civil de improbidade administrativa foi proposta pelo promotor de Justiça Fernando Krebs, e a decisão foi do juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes. Os bens bloqueados somam o valor de R$ 1.849.309,47.

De acordo com investigação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Jairo Gomes realizou várias despesas com verbas públicas municipais sem a devida prestação de contas, em 2013, quando era diretor do parque. A não prestação de contas levou o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a atribuir, na época, um débito de R$ 6.593.573,90 ao ex-diretor. 

Parte desse valor foi regularizado junto ao TCM, mas faltou a comprovação de aplicação regular de R$ 615.733,35. Além disso, o promotor explica ainda que “dos R$ 120.000 pagos pelo Parque Mutirama a pessoa física para aquisição de materiais e prestação de serviço em 2013, houve a utilização irregular de R$ 703,14; totalizando um dano de R$ 616.436,49.

Em nota, o ex-presidente do Parque Mutirama, Jairo Gomes, informou ao Dia Online que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão do MP e nem tampouco tem “conhecimento dos motivos que levaram à tal determinação.”

Já em relação a prestação de contas ao TCM, Jairo esclarece que “a mesma foi devidamente feita e apresentada ao Tribunal de Constas do Município dentro do prazo e encontra-se em análise. Tão logo seja notificado da decisão judicial, irei juntar e apresentar todas as provas que atestam a regularidade da prestação de contas e a inexistência de qualquer outra irregularidade.”

Ex-diretor do Parque Mutirama e a ação por improbidade administrativa

De acordo com a ação, instaurada no dia 8 de agosto, em janeiro de 2013, Jairo Gomes assumiu a diretoria-geral do Mutirama e resolveu, em fevereiro daquele ano, não homologar dois procedimentos licitatórios que poderiam resultar na contratação de nova empresa para manutenção dos brinquedos. A justificativa dada por ele, então, foi de que os valores “eram absurdos”. Assim, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer decidiu revogar os procedimentos.

Ainda segundo o MP, em abril do mesmo ano, o ex-diretor do Parque Mutirama atestou que todos os serviços de manutenção e operação de brinquedos estavam sendo prestados diretamente pela administração pública, argumentando que “a gestão desses serviços diretamente pela Prefeitura é mais vantajosa do que se os serviços fossem terceirizados”.

Parque Mutirama em Goiânia

O Parque Mutirama está fechado desde o dia 26 de julho de 2017, quando um acidente no brinquedo Twister deixou 13 pessoas feridas.

De acordo com a direção do Parque, na época do acidente, o brinquedo passava por inspeções diárias, mas após o ocorrido um laudo pericial revelou que o acidente foi causado por falta de manutenção.

Ainda de acordo com o laudo, o brinquedo não poderia estar em funcionamento, pois foi encontrada uma fissura no eixo central do equipamento, derivada de um “processo de fadiga”. Na época, a assessoria da Agetul esclareceu que o brinquedo Twister seria removido do Parque Mutirama.

Via: MP-GO 
Imagens: Wikimedia Commons 

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Goiás

Em 12 dias, dois bebês são assassinados pelos próprios pais em Goiás

Em ambos os casos, pais confessaram matar os filhos durante discussão com as mães das crianças.
12/09/2018, 20h43

No prazo de doze dias, dois bebês foram assassinados pelos próprios pais em Goiás. O primeiro caso ocorreu no dia 1º de setembro, em Aparecida de Goiânia, quando o pai de um recém-nascido o lançou contra a parede após se irritar com o choro da criança. Já o outro crime, com “motivação” semelhante, ocorreu na madrugada desta quarta-feira (12/9) em Luziânia, entre Goiás e o Distrito Federal.

Os casos chocam pela crueldade, porque além de se tratar de bebês indefesos, as crianças foram mortas em momentos de “fúria” dos próprios pais. Outro fator de semelhança entre as mortes é que nos dois casos os homens discutiam com as mulheres, mães das crianças, dado que mostra a incidência de violência doméstica.

Bebês assassinados pelos próprios pais em Goiás: caso Aparecida de Goiânia

No dia 1º de setembro, Walison Alves Lima, de 27 anos, foi preso em flagrante na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasicon, para onde a criança foi encaminhada após o crime, ocorrido no Bairro Expansul.

O homem confessou ter arremessado o próprio filho contra a parede durante uma discussão com a mãe da criança. Davi Lucas Alves da Silva, de 54 dias de vida, chegou a ser atendido por médicos da UPA, mas não resistiu aos ferimentos causados pela agressão.

Walison, preso pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Aparecida de Goiânia, confessou ainda que estava bêbado, mas não tinha intenção de matar o bebê. Ele contou à Guarda que jogou a criança contra a parede, mas que não foi “muito alto”, e que no momento do crime “não sabe o que passou pela cabeça”.

O pai foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil. Dois dias após o crime, no dia 3 de setembro, o homem passou por audiência de custódia na 4ª Vara Criminal da Comarca do município, presidida pelo juiz Leonardo Fleury Curado Dias, que decidiu manter Walison preso preventivamente até o fim das investigações.

Bebês assassinados pelos próprios pais em Goiás: caso Luziânia

O segundo caso ocorreu na madrugada de hoje (12/9), no Jardim Ingá, em Luziânia. Maycon Salustiano Silva, de 25 anos, atirou contra o peito do próprio filho durante uma discussão com a mãe do bebê, depois de também ter se irritado com o choro. Assim como Walison, ele também foi preso em uma  UPA, ao levar a criança, já sem vida, para receber atendimento médico.

A mãe da criança, Jeniffer Ribeiro da Silva, de 20, contou à polícia que tentou impedir a morte do filho. De acordo com ela, tudo aconteceu após negar a manter relações sexuais com Maycon, que enfurecido a ameaçou e em seguida atirou no bebê, que estava no berço, com uma garrucha calibre 22.

Maycon confessou o crime, foi preso em flagrante e deve passar por audiência nesta quinta-feira (13/9). Já a conduta de Jeniffer, liberada após o depoimento, será investigada para saber se ela participou do crime.

Imagens: O Sul 

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Goiás

URGENTE: prefeito de Caldas Novas é preso na madrugada desta quinta-feira

Evandro Magal, do PP, foi preso na Operação Negociata.

Por Ton Paulo
13/09/2018, 08h15

O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), foi preso na madrugada desta quinta-feira (13/9) em sua casa, em Caldas Novas, a 180 quilômetros de Goiânia, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO) na Operação Negociata.

A operação conta com o apoio do Centro de Inteligência do MP-GO e das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

O prefeito era investigado na operação por fraude e lavagem de dinheiro, e foi conduzido para a sede do Ministério Público em Caldas Novas. Segundo a assessoria do MP, posteriormente, Evandro será transferido para Goiânia.

Prefeito de Caldas Novas foi preso na Operação Negociata

Ao todo estão sendo cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão na operação. Ela ocorre simultaneamente nas cidades de Goiânia, Caldas Novas, Morrinhos, Itumbiara, Aruanã, Aparecida de Goiânia e Santa Vitória/MG.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Caldas Novas, no gabinete de um vereador e outros órgãos públicos da cidade, além das residências de agentes públicos e empresários.

A investigação apura fraudes em licitação, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro envolvendo o Poder Executivo de Caldas Novas e alguns empresários, que se beneficiavam com a atuação ilícita dos agentes públicos.

Prefeito já havia sido afastado pela justiça mas retomou o cargo

Evandro Magal e seu vice, Fernando de Oliveira, do PPS, haviam sido afastados dos cargos em 13 de novembro de 2017 por decisão do juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes, que manteve parte da posição do magistrado de Caldas Novas, de 1ª instância, Tiago Luiz de Deus Costa Bentes.

Na época, os acusados recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral, que ordenou, no fim daquele mês, que eles reassumissem os cargos até o julgamento dos embargos pelo TRE.

Em 17 de janeiro de 2018, Magal e Resende voltaram a ser afastados dos cargos por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Eles foram condenados por abuso de poder por meio de veículo de comunicação por pagarem anúncios em um jornal em um período pré-eleitoral.

A ação também envolve o secretário de Comunicação, João Paulo Teixeira, que foi exonerado do cargo devido à troca de governo, e o proprietário do jornal. Em nota, os citados informaram que “respeitam a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, mas vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral”.

Ambos reassumiram os cargos posteriormente.

Via: G1 

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