Política

Raquel Dodge arquiva inquérito contra Aécio

11/09/2018, 15h50

A procuradora-geral Raquel Dodge arquivou inquérito no qual o senador Aécio Neves (PSDB) era investigado por supostamente enviar registros bancários falsos à CPMI dos Correios, em 2005 e 2006. “Considerando que não há, no momento, suporte fático e jurídico para dar continuidade à investigação, ante a falta de elementos mínimos de materialidade e de autoria delitiva, com base no artigo 231-§4º do Regimento Interno do Supremo, promovo o arquivamento deste inquérito, ressalvando a possibilidade de revisão em caso de surgimento de novos elementos.”

O inquérito foi aberto para apurar se Aécio e outros políticos teriam praticado crime durante os trabalhos da CPMI dos Correios e se teria havido conivência do então presidente da Comissão, o então senador Delcídio Amaral, “de modo a beneficiar Aécio Neves e Clésio de Andrade, governador e vice-governador de Minas, respectivamente, à época”.

A investigação teve base na delação premiada de Delcídio na Operação Lava Jato. Ele afirmou que o Banco Rural “operaria relações financeiras ilícitas entre Marcos Valério e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais”. Aécio e Clésio, segundo Delcídio, temiam que tais informações fossem repassadas para a CPMI dos Correios.

Delcídio afirmou, ainda, que, durante a CPMI dos Correios, “foi procurado por Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB, que, na condição de emissário de Aécio Neves, solicitou-lhe a prorrogação do prazo concedido ao Banco Rural para que este modificasse as informações bancárias encaminhadas à CPMI de modo a impedir a vinculação de empréstimos fraudulentos realizados pelas empresas de Marcos Valério”.

Ao arquivar o inquérito, a procuradora-geral enfatizou “ausência de justa causa para ação penal e inexistência de outras diligências úteis”.

“O inquérito não coligiu provas da autoria e da materialidade dos crimes investigados. A autoridade policial delineia, no relatório final, suspeitas de ilicitude durante os trabalhos da CPMI dos Correios. Todavia, a autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador (Delcídio) e permitir a instauração da ação penal.”

No relatório final, a Polícia Federal afirma que, em meados de 2005, durante os trabalhos da CPMI dos Correios, Aécio e Clésio, via “pessoa não plenamente identificada”, ofereceram ou prometeram, ainda que tacitamente, indevida e futura vantagem política para que Delcídio, na condição de presidente da CPMI, “praticasse ato de oficio contrário a seu dever legal, para evitar que autoridades públicas e a sociedade civil tivessem ciência e acesso aos indícios presentes”.

“A autoridade policial apontou que não há mais diligências investigatórias possíveis de serem feitas”, assinala Raquel. “Apurou fatos que não caracterizam crime de corrupção, mas poderia amoldar-se ao delito do artigo 317, §2º, cuja pena máxima cominada é de um ano e, por isso, já está prescrito.”

Segundo a procuradora, a PF “não conseguiu identificar e comprovar a atuação desse ‘emissário’ de Aécio e Clésio”. “Por isso, não se pode, livre de dúvidas, afirmar que a promessa de vantagem indevida ocorreu da forma como narrada pelo colaborador Delcídio”, adverte Raquel. “Em realidade, sem que o inquérito tenha comprovado quem é o portador da mensagem com oferecimento de vantagem indevida, sequer é possível afirmar, com o nível de segurança exigido para oferecer denúncia, que tal oferecimento tenha ocorrido.”

“Além disso, ante o tempo decorrido desde o ano 2005, quando os fatos teriam ocorrido, a autoridade policial não vislumbra outras diligências que lhe permitam elucidar os fatos e sua autoria, além das diversas medidas já adotadas, que eram potencialmente úteis ao avanço da apuração, mas não desvendaram os fatos em sua inteireza, como assinalado”, segue a procuradora.

“Além das medidas adotadas pela autoridade policial, todas as diligências requeridas pela Procuradoria Geral da República e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal foram cumpridas, não havendo mais linha investigativa a seguir. Nesse contexto, não há elementos suficientes para fundamentar a continuidade do inquérito e, por mais forte razão, a propositura da ação penal. A única providência a ser tomada na espécie, portanto, é o arquivamento do inquérito.”

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Goiás

Alerta vermelho em Goiás: umidade relativa do ar está abaixo de 12%

Neste período, existe um grande risco de incêndios florestais, além dos riscos à saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça.
11/09/2018, 16h04

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta vermelho em Goiás nesta terça-feira (11/9), com registro de umidade do ar abaixo de 12%. Neste período de seca, o órgão alerta ainda para o grande risco de incêndios florestais, além dos riscos à saúde, como doenças pulmonares, dores de cabeça e outros problemas. A última atualização do INMET foi feita às 14h10 de hoje.

A baixa umidade do ar deve continuar em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Minas Gerais nos próximos dias. No estado, as principais áreas afetadas são as regiões do Centro Goiano, Leste Goiano, Sul Goiano, Norte Goiano, Noroeste Goiano.

Já nos outros estados e no Distrito Federal, o aviso são para as seguintes áreas: Triangulo Mineiro/Alto Paranaíba, Centrossul Mato-Grossense, Nordeste Mato-Grossense, Norte Mato-Grossense, Sudeste Mato-Grossense e Sudoeste Mato-Grossense.

O Instituto orienta algumas ações que podem prevenir doenças causadas pela baixa umidade do ar. Confira abaixo quais são:

  • Beber bastante líquido;
  • Atividades físicas são nocivas em tal tempo seco;
  • Evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
  • Usar hidratante para pele e umidificar o ambiente.;
  • Evitar bebidas diuréticas (café e álcool);

Em Goiânia, a umidade do ar deve ficar entre 12% e 10%. Existe um risco de que a umidade alcance o pior índice do ano, de 7%, registrado no começo do mês de agosto. Hoje é quinto dia seguido de alerta vermelho em Goiás. A situação pode melhorar apenas na próxima semana, onde a previsão é que a umidade do ar chegue aos 30%.

Última chuva em Goiás

Desde o dia 20 de maio, o último registro de boas chuvas em Goiás foi feito no dia 8 de agosto. Um alívio para os goianos, que viram o termômetros apontarem um aumento de 40% na umidade do ar. A temperatura também desceu para os 22,1 ºC, registrando uma queda de 7ºC.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, choveu 13,1 milímetros. Já o Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (SIMEGO), em uma só noite, registrou um total de 77,2 milímetros de água da chuva.

Via: INMET 
Imagens: Gazeta Online 

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Goiás

24 horas após lamentar morte de Mr Catra, homem morre ao sair de igreja em Goiás

O jovem chegava às 22h30 na casa de um primo quando foi executado com pelo menos três tiros, que acertaram cabeça, braço e tórax.
11/09/2018, 16h44

Maurício Estâncio Correia, de 30 anos, não sabia, mas morreria dois dias depois de fazer duas postagens lamentando a morte do funkeiro Mr Catra. Até uma foto do jovem e do cantor foi compartilhada no domingo (9/9). “Descanse em paz Mr Catra”, escreveu acima da fotografia que fez ao lado do cantor.

Depois do culto em uma igreja evangélica, Estâncio foi morto a tiros dentro do carro na noite da última segunda-feira (11/9) na cidadezinha de Goianápolis, a 49 quilômetros de Goiânia.

O jovem chegava às 22h30 na casa de um primo quando foi executado com pelo menos três tiros, que acertaram cabeça, braço e tórax. Conforme divulgou a polícia, Maurício deixou a igreja por volta das 21h, deixou amigos da igreja em suas casas.

Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Maurício já havia morrido. Com inúmeras passagens pela polícia, o jovem havia decidido deixar a vida do crime e frequentar uma igreja pentecostal. No perfil do Facebook, ele compartilhava fotografias em que aparece vestido com roupa social, com a Bíblia e amigos em cultos em igrejas ou em casas.

Torcedor do Corinthians, ele assumia publicamente voto no Partido dos Trabalhadores (PT), com defesa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Casado, o rapaz também postava fotos ao lado da filha.

Ninguém quis dar palpite sobre o que teria motivado a execução. A Polícia deve analisar imagens de monitoramento que podem ajudar na identificação dos criminosos e explicar qual foi a dinâmica do crime.

Além de tráfico de drogas, pesava sobre o perfil do rapaz homicídio. Para a polícia, um primo da vítima contou que ele já não se envolvia mais no crime.

Mr Catra morreu domingo

O cantor e funkeiro Mr Catra, 49 anos, morreu na tarde de domingo, em São Paulo. O cantor estava internado no Hospital do Coração (HCor), na capital paulista. Ele lutava contra um câncer gástrico. Ele deixa três esposas, 32 filhos e quatro netos.

Catra teve um diagnóstico de câncer no estômago em 2017. Ele disse então que iria parar de fumar e de beber a partir daquele momento, às vésperas de começar a realizar suas sessões de quimioterapia.

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Goiás

Mulher pula de carro em movimento após ser ameaçada pelo ex-namorado, em Goianira

O homem, que continua foragido, deve responder por sequestro e cárcere privado.
11/09/2018, 17h07

Um mulher, de 28 anos, sofreu ferimentos graves ao pular do carro em movimento após ser ameaçada pelo ex-namorado. O caso ocorreu na segunda-feira (10/9), na GO-070, em Goianira, Região Metropolitana de Goiânia.

Tudo começou quando a jovem saia de casa para trabalhar e no momento em que entrava no veículo, foi abordada pelo ex-namorado, armado, que a obrigou a dirigir até uma mata, onde ele disse que a mataria.

A mulher, que não teve a identidade revelada, contou à Polícia Civil (PC) que decidiu pular do carro ao ser ameaçada pelo ex-namorado. O homem apontou uma arma contra a cabeça dela, e mesmo dirigindo a quase 100 km/h, quando o ex-namorado a mandou encostar o carro em um matagal, ela abriu a porta do veículo e se jogou.

A jovem foi socorrida por um motorista que passava pelo local. Ela foi encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), onde deve passar por uma cirurgia ortopédica. A mulher sofreu ferimentos graves nos braços, barriga, costas e pernas.

Após o ocorrido, o carro bateu em uma mureta de proteção da via, o homem desceu do veículo e fugiu.

Sequestro e cárcere privado

O suspeito, que continua foragido, já havia sido denunciado por agressão doméstica. De acordo com o delegado Bruno Costa e Silva, responsável pelo caso, ele foi preso de julho deste ano por agressão contra a ex-namorada, mas foi colocado em liberdade após passar pela audiência de custódia, com a condição de cumprir um medida protetiva a favor da jovem.

Ainda segundo o delegado, foi instaurado um inquérito policial para apurar o crime. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Goianira.

Quando preso, o suspeito, que também não teve o no divulgado, deve responder por sequestro e cárcere privado.

Violência contra a mulher em Goiás

Mesmo com 12 anos da Lei Maria da Penha, o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Via: G1 Portal 6 
Imagens: Mundo ao Minuto 

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Goiás

Enfermeira de UPA em Rio Verde é agredida após barrar entrada de PM em sala exclusiva

De acordo com nota da prefeitura, a mulher levou uma  “gravata” e um “pisão” na panturrilha depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala restrita da unidade de Saúde.
11/09/2018, 18h21

Uma enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Rio Verde, na Região Sudoeste de Goiás, foi agredida após barrar entrada de PM em uma sala exclusiva para funcionários e pacientes. Caso ocorreu na tarde de segunda-feira (10/9).

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, a mulher levou uma  “gravata” no pescoço e um “pisão” na panturrilha, depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala, identificada como sala vermelha, dedicada para pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico.

Em um vídeo, gravado por funcionários da UPA, é possível ver algumas médicas e enfermeiras do local discutindo com o PM depois da agressão. Nas imagens, uma médica repudia a atitude do policial. Veja:

A SMS esclareceu ainda que a entrada no espaço é “expressamente proibida para qualquer pessoa que não faça parte do quadro de colaboradores.” No momento do ocorrido, enfermeiras e médicos da UPA advertiram os policiais a não entrarem no local.

Logo após a confusão, vários colaboradores da UPA tentaram impedir a fuga do policial, mas o PM teria tomado o controle do guarda para abrir o portão. Este outro vídeo registrou o momento em que os PMs tentam sair do estacionamento da unidade. Confira:

Em nota, a assessoria de Comunicação do 2º Batalhão de Polícia Militar da cidade, informou que o PM foi imediatamente afastado das atividades operacionais. A assessoria da PM esclareceu ainda que foi aberta uma sindicância para apuração da conduta do militar.

Confira a nota na íntegra:

“A assessoria de Comunicação do 2º Batalhão de Polícia Militar, traz a público esclarecimentos acerca do fato ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento-UPA da cidade de Rio Verde.

A Polícia Militar (PM) informa que diante da veiculação do incidente envolvendo profissional de segurança pública, tão logo tomou conhecimento da ação policial promovida naquela unidade de saúde, determinou preliminarmente, o afastamento do serviço operacional do policial ora envolvido nos fatos, bem como a abertura de sindicância para apuração da conduta do policial militar.

Em virtude das informações veiculadas em redes sociais sobre o fatídico, fez o comando do 2ºBPM, vir a público externar repúdio a qualquer ação que macule a boa imagem da corporação policial militar com as demais instituições.”

Ainda não se sabe por qual motivo os PMs queriam entrar na sala da UPA. A Prefeitura de Rio Verde, em nota, disse que “repudia qualquer tipo de agressão, lamenta o ocorrido na UPA e confia na apuração dos fatos pelos órgãos competentes.”

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