Goiás

O impacto socioambiental em cachoeiras de comunidade calunga em Cavalcante, em Goiás

Na comunidade calunga do Engenho II, onde estão localizadas as três cachoeiras alvo do estudo, a audiência reuniu cerca de 170 pessoas na última quarta-feira (29/8).
04/09/2018, 08h18

Cavalcante – O Ministério Público de Goiás, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentou, em duas audiências públicas diferentes, os resultados da avaliação de qualidade ambiental do meio físico no entorno das Cachoeiras da Capivara, Santa Bárbara e Candarú e dos impactos sociais do turismo na comunidade calunga do Engenho II, em Cavalcante.

Os estudos, desenvolvidos a pedido da promotora de Justiça Úrsula Catarina Fernandes Silva Pinto, foram executados ao longo dos últimos dois anos por cerca de 20 pesquisadores dos Laboratórios de Geomorfologia, Pedologia e Geografia Física (Labogef) e de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Territoriais (Laboter).

Na comunidade calunga do Engenho II, onde estão localizadas as três cachoeiras alvo do estudo, a audiência reuniu cerca de 170 pessoas na última quarta-feira (29/8). Ao iniciar o encontro, a promotora Úrsula Catarina fez um histórico da demanda, esclarecendo a preocupação de preservação ambiental do Ministério Público, tendo em vista a necessidade da preservação dos atrativos naturais para que estes se mantenham e possam continuar contribuindo para o desenvolvimento da comunidade.

“O Engenho II é um exemplo de comunidade quilombola. Assim, é preciso o comprometimento de todos para a implementação de um turismo ambientalmente correto, pois esta é a casa de vocês, que devem se unir para preservar as riquezas dessas terras”, ponderou.

Ela acrescentou ainda que havia sido apresentada ao MP a informação de possíveis impactos gerados pelo turismo na comunidade, como a diminuição de água da Cachoeira Santa Bárbara, a mais visitada no Engenho II, além de poluição provocada pelo uso de protetor solar e bronzeadores.

Para conseguir informações técnicas, foi feita a parceria com a universidade, que fez o estudo com o acompanhamento do analista ambiental da Coordenação de Apoio Técnico-Pericial (Catep) do MP-GO Thiago Brito.

O público desta audiência foi majoritariamente de moradores, guias e condutores da comunidade. Entre as autoridades presentes estiveram o prefeito de Cavalcante, Josemar Freire; o presidente da Câmara, Rui Maciel; o comandante da Polícia Militar Alberto; o advogado da Associação Calunga da Comunidade do Engenho II, Cleuton César, e o coordenador dos Brigadistas da PrevFogo do Estado de Goiás, Augusto Avelino.

Os estudos Uma das principais questões levantadas pelo estudo foi respondida pela professora Karla Faria, que coordenou a Avaliação da Qualidade Ambiental do Meio Físico no Entorno das Cachoeiras da Capivara, Santa Bárbara e Candarú. Conforme esclareceu, o estudo sugere a limitação de até 350 visitantes/dia na Cachoeira Santa Bárbara, com a concomitante restrição de até 44 visitantes/hora.

Por ser a atração mais visitada da comunidade, o resultado da análise científica era aguardada. Contudo, segundo esclareceu o presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza Costa, já havia um entendimento da comunidade sobre a necessidade desta limitação, que tem sido atualmente definida em 350 visitantes por dia na Cachoeira Santa Bárbara.

Conforme detalhou, em reunião anterior realizada com a promotora, os associados já haviam se atentado para a importância do regramento do atrativo e implementado esta medida, que já está em vigor. Ele acrescentou que diversas outras providências ambientais estão sendo implementadas na comunidade.

As demais recomendações desta análise foram quanto à necessidade de manejo nas áreas situadas próximas às vias de circulação, bem como nas cabeceiras dos córregos, que estão bastante expostas a processos erosivos, assim como a manutenção periódica e adequada das estradas vicinais que interligam o povoado às cachoeiras e também que seja avaliado o estado de conservação do sistema de esgotamento da comunidade Engenho II.

Cavalcante

Já a Avaliação de Impactos Socioeconômicos do Turismo no Engenho IIfoi coordenada pela professora Maria Geralda de Almeida, que esclareceu como foi realizado o estudo, desenvolvido a partir de entrevista com moradores da comunidade. Assim, foram levantados dados que apontam a existência de 150 casas de 750 moradores no Engenho II, além do perfil relacionado à renda familiar, à principal fonte de sobrevivência, às modalidades de trabalho com o turismo e tipos de emprego e serviço que o turismo oferece.

Entre as recomendações deste estudo estão a necessidade de acompanhamento do ritmo do turista, incorporando novos atrativos aos existentes, como, por exemplo, a criação de um roteiro cultural, que apresente ao visitante um pouco da tradição quilombola. Além disso, foi sugerido que seja estimulado o cultivo de roças, a criação de galinha caipira e hortas para gerar renda a uma outra parcela dos moradores não vinculada ao turismo, assim como não se estimular o “turismo de massa”, tendo em vista a fragilidade do ecossistema da região.

O chefe da Brigada do PrevFogo na Comunidade do Engenho II, José Gabriel dos Santos Rosa, avaliou que a audiência foi importante para que a comunidade entenda a importância do turismo e também da preservação ambiental. Damião Moreira, que é guia calunga e agente de manejo integrado do fogo, reforçou que várias providências já estão sendo tomadas para a preservação ambiental, como a construção de aceiros (para evitar queimadas), a recuperação de trilhas e o desenvolvimento de projetos de recuperação junto com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Secima).

Estruturação do turismo Na audiência realizada na quinta-feira (30/8), na sede do município, foram feitas igualmente as apresentações dos estudos coordenados pelos pesquisadores da UFG a um público formado por guias e condutores do município e da comunidade, representantes da prefeitura de Cavalcante, Alto Paraíso e Teresina de Goiás, moradores da comunidade do Engenho II e interessados no tema.

Em sua fala, o prefeito de Cavalcante, Josemar Freire, destacou a importância de o MP promover este debate, tendo em vista o potencial turístico do município, que tem mais de 170 cachoeiras catalogadas, sendo a principal delas a Cachoeira Santa Bárbara, a qual fez o município ser conhecido mundialmente. “É um tema muito relevante para o município, que irá contribuir para a construção de respostas às demandas que surgirem”, destacou.

Durante os debates, várias contribuições e sugestões foram apresentadas, em especial quanto à organização da entrada de turistas nos atrativos da comunidade do Engenho II, de modo que se fomente o turismo local. A promotora esclareceu ainda que vai aguardar o tema ser debatido entre os moradores da comunidade e, a partir das recomendações feitas nos estudos, será analisada a elaboração de um termo de ajuste de conduta a ser firmado com a associação, com a definição de obrigações referentes à exploração do turismo de forma ambientalmente responsável.

Via: MP-GO 
Imagens: MP-GO 

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Goiás

Goiânia ganha seis novas linhas de ônibus; uma delas começa a funcionar hoje

A intenção é ampliar as ligações entre os bairros e possibilitar mais acessos e pontos de integração no sistema de transporte.
04/09/2018, 08h50

Os usuários do transporte coletivo de Goiânia vão poder contar com seis novas linhas de ônibus até outubro deste ano. A intenção é ampliar as ligações entre os bairros e possibilitar mais acessos e pontos de integração no sistema de transporte.

Cerca de 44 mil passageiros devem passar a ser transportados com as novas rotas. Serão 229 km de extensão no total. Juntando as seis linhas, aproximadamente 11,5 mil km devem ser rodados por dia.

De acordo com a Redemob, a primeira delas começa a rodar nesta terça-feira (4/9). A linha a ser inaugurada hoje é a 933 e foi uma solicitação feita em 2009 pelo Diretório Central dos Estudantes da UFG (DCE). A rota vai ligar o Terminal Padre Pelágio ao Campus II da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Anteriormente, os estudantes que saíam do Terminal Padre Pelágio em direção ao Campus Samambaia precisavam antes passar pelo Terminal Praça A. A estimativa é que os universitários poupem até 25 minutos com a nova rota.

A linha 933 vai passar por setores importantes como o Nova Esperança, Finsocial, Morada Nova, Terminal Recanto do Bosque e Balneário Meia Ponte.

Outras cinco novas linhas

As outras cinco serão implantadas gradativamente até o dia 31/10.

A segunda linha a ser inaugurada é a 931 cujo itinerário será Terminal Bíblia / Jd. Guanabara / Vale dos Sonhos – Via Setor Jaó.

Em seguida começa a funcionar a linha 934, ligando o Terminal Isidória e o Recanto das Minas Gerais. A linha vai passar pelo Paço Municipal, no Park Lozandes.

Uma linha que liga o Recanto do Bosque ao Terminal Bandeiras, via Av. Noroeste também será inaugurada. Será a 930.

As três rotas acima começam a funcionar dia 12, 19 e 26 de setembro respectivamente. As últimas duas serão implantadas em outubro. A linha 932 vai ligar o Terminal Vera Cruz  ao Terminal Bandeiras a partir do dia 17 e a 935 liga o Conjunto Vera Cruz II ao Centro, passando pela via Av. Leste – Oeste a partir do dia 31.

Veja quais são as novas linhas e a data de implantação de cada uma:

  • Linha: 933 –  Terminal Padre Pelágio / Recanto do Bosque / Campus UFG

Data: 4 de setembro

  • Linha: 931 – Terminal Bíblia / Jd. Guanabara / Vale dos Sonhos – Via Setor Jaó

Data: 12 de setembro

  • Linha: 934 – Terminal Isidória / Paço Municipal / Recanto das Minas Gerais

Data: 19 de setembro

  • Linha: 930 – R. Bosque / T. Bandeiras / Via Av. Noroeste

Data: 26 de setembro

  • Linha: 932 – Terminal Vera Cruz / Terminal Bandeiras

Data: 17 de outubro

  • Linha: 935 – Conjunto Vera Cruz II / Centro / Via Av. Leste – Oeste

Data: 31 de outubro

Via: G1 Rmtc 
Imagens: Rmtc 

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Goiás

Bandidos explodem banco em Senador Canedo; veja o vídeo

As polícias Militar e Federal estão apurando o caso.

Por Ton Paulo
04/09/2018, 09h08

Bandidos invadiram uma agência do Banco do Brasil em um shopping localizado em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia, na madrugada desta terça-feira (4/9) e explodiram os caixas eletrônicos.

A explosão dos equipamentos deixou a agência parcialmente destruída. Não há informações se os bandidos conseguiram levar algum valor da agência.

Segundo a assessoria da Polícia Civil ao Dia Online, as polícias Militar e Federal estão neste exato momento no local para apurar o caso.

Logo, mais informações.

Veja o vídeo de como ficou a agência após a explosão:

Vídeo por: Bill Guerra

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Política

Dois dias após incêndio no Museu Nacional, Temer faz reunião no Planalto

Após a tragédia, a comunidade artística e intelectual cobrou explicações de autoridades públicas.
04/09/2018, 09h41

O presidente Michel Temer tem reunião no Planalto nesta terça-feira (4/9) com ministros, secretários, coordenadores e os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.

A reunião acontece dois dias após o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro e destruiu 90% do acervo histórico, científico e artístico. As informações são da Agência Brasil.

Deverão participar da reunião os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Rossieli Soares da Silva (Educação), Sérgio Sá Leitão (Cultura), Esteves Colnago (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República).

Também são esperados os secretários Georges Soares (Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), Júlio Alexandre (Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), e Sidrack Oliveira (Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão).

Devem participar ainda os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli; do BNDES, Dyogo Oliveira; e da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza; além do diretor da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Mauro Luiz Rabelo; e do coordenador da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação, Adalton Rocha de Matos.

Reunião no Planalto acontece após cobranças da comunidade artística e intelectual

Após a tragédia, a comunidade artística e intelectual cobrou explicações de autoridades públicas, alegando que houve alertas sobre problemas de infraestrutura e manutenção do local, colocando em risco os mais de 20 milhões de itens expostos. Inicialmente, deverão ser investidos R$ 15 milhões apenas para a reconstrução física do prédio.

Na segunda-feira (3/9), no Rio de Janeiro, os ministros Rossieli Soares e Sérgio Sá Leitão anunciaram a criação de um grupo de trabalho para reunir parcerias em torno da recuperação do museu. Porém, peças raras se perderam. O esforço, no primeiro momento, será para a reconstrução do edifício.

O Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que faz parte do Ministério da Educação. Contudo, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é ligado ao Ministério da Cultura.

Em junho, o BNDES assinou um contrato para o repasse de R$ 21,7 milhões à terceira fase do plano de investimento de revitalização do museu. No entanto, a interpretação da instituição sobre a lei eleitoral impediu a liberação dos recursos para o Museu Nacional.

Imagens: R7 

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Goiás

Presidente da Câmara Municipal de Santa Bárbara de Goiás é preso acusado de corrupção

Segundo informação repassada ao Dia Online por fonte próxima ao vereador e que ainda está sendo apurada, ele também teria promovido uma festa particular em sua chácara há poucos dias.

Por Ton Paulo
04/09/2018, 10h05

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Santa Bárbara de Goiás (a 50 quilômetros de Goiânia), Paulo Sergio Batista (PHS), foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (4/9) acusado de uso indevido de verba pública.

De acordo com informações da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), Paulo Sérgio estava sendo investigado na Operação Cota Extra, da Polícia Civil, por, supostamente, ter usado dinheiro público da Câmara Municipal de Santa Bárbara de Goiás para pagar contas particulares.

Segundo o delegado Alexandre Otaviano, responsável pelas investigações, o vereador Paulo Sérgio Batista, mais conhecido como Serginho Antena, foi preso pelo que configura crime de peculato – desvio de dinheiro público.

Conforme falou uma fonte próxima ao vereador, que pediu sigilo, Paulo Sérgio teria promovido ainda uma festa particular em sua chácara, no município de Santa Bárbara de Goiás, há poucos dias. A informação ainda está sendo apurada pela reportagem do Dia Online, mas o vereador teria usado seus próprios recursos.

A polícia ainda está na operação do caso, e mais informações serão repassadas até o final da manhã.

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