Goiás

Ex-diretor de obras da Agetop e empresário são condenados por corrupção

Ex-diretor e o empresário agiram indevidamente para beneficiar empresa em contratos com o Estado de Goiás.
03/09/2018, 08h16

A juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal da comarca de Goiânia, condenou José Marcos de Freitas Musse, ex-diretor de obras da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), e Sandro Marcucci de Oliveira, sócio da empresa Padrão Sistemas e Segurança, investigados da Operação Compadrio, a 5 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, no regime inicial semiaberto, por agirem em sociedade para facilitar a contratação da empresa pelo Estado.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) denunciou José Marcos por formação de quadrilha, omissão ou falsificação de documentos, patrocinar interesse privado valendo-se da qualidade de funcionário público e receber vantagem indevida em razão de sua função pública. E contra Sandro Marcucci e sua mulher, Keilla Messias Lopes Marcucci, sua sócia na empresa Padrão, por formação de quadrilha, omissão ou falsificação de documentos e oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público.

Em 2 de maio de 2013, foi instaurado na 57ª Promotoria de Justiça do MPGO uma investigação criminal com a finalidade de investigar e desarticular uma organização criminosa dirigida pelo ex-deputado estadual e assessor especial da Governadoria do Estado, Sebastião Costa Filho. De acordo com a investigação, o político utilizava servidores fantasmas e empresas laranjas para realizar desvio de dinheiro público.

Contudo, no processo investigativo, o MPGO apurou a existência de irregularidade em contratos administrativos celebrados por órgãos da Administração Pública Estadual, em especial a Agetop, envolvendo o ex-Diretor de Obras, José Marcos de Freitas Musse.

José Marcos, antes de se tornar Diretor de Obras da Agetop, integrou o quadro societário da empresa Padrão Sistemas e Segurança, junto com Sandro Marcucci e Glauco Henrique Rocha Pinheiro. Este último, mais tarde, largaria a empresa, sendo substituído por Keilla.

E, embora tenha saído da empresa, após tomar posse do cargo público comissionado, intermediava os interesses da companhia, de forma velada. Para acobertar a verdade sobre os verdadeiros sócios-proprietários da Padrão, transferiram as cotas de José Marcos para Sandro e Keilla, que vendeu suas quotas para o marido.

Dessa forma, José Marcos patrocinava os interesses privados ilegítimos da empresa Padrão perante a Administração Pública, realizando contratos que culminaram no pagamento de mais de R$ 9 milhões entre julho de 2013 e junho de 2015. Entre os contratos, está o acordo emergencial para prestar serviços de mão de obra terceirizada, especializada nas atividades de técnico-operacionais, incluindo o fornecimento de materiais e insumos necessários para atuar nos aeródromos administrados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), via dispensa de licitação.

Agetop

31-Placidina

Sentença

A magistrada verificou que José Marcos foi sócio da empresa Padrão por cerca de quatro anos e, durante esse período, não celebrou nenhum contrato com o Estado de Goiás. “No entando, após o acusado deixar a sociedade e assumir a chefia do gabinete e depois a Diretoria de Obras da Agetop, a referida pessoa jurídica firmou um contrato emergencial com a Seinfra e, posteriormente, venceu duas licitações para a prestação de serviços em aeródromos”, informou.

Placidina Pires (foto acima) verificou ainda que, enquanto sócio da Padrão, José Marcos recebia cerca de R$ 15 mil, ocupando posição de comando, e ao assumir o cargo público, além de se rebaixar à posição de subordinado, passou a auferir um salário de R$ 8 mil, tendo alegado que aceitou a mudança para alcançar satisfação pessoal.

Além disso, as interceptações telefônicas mostraram que José Marcos e Sandro Marcucci praticavam atos visando beneficiar a empresa Padrão, conversando sobre as gestões que o primeiro teria que fazer para viabilizar o recebimento dos contratos, além de que José Marcos entrava em contato com Sandro para acompanhar o pagamento dos valores referentes aos contratos celebrados com o Estado.

O Caso dos Aeródromos

A juíza constatou que José Marcos manteve interlocução com o presidente da Agetop, Jayme Ryncon, alardeando que o problema dos aeródromos era seríssimo e que a responsabilidade era do Estado. “No entanto, foi ele quem notificou, por ato de ofício, a Oliveira Melo – empresa anterior responsável pelos serviços – para suspender suas atividades e deixar os aeródromos em situação precária”, afirmou.

Explicou que, a partir daí, a imprensa começou a criticar a administração, provocando o endereçamento de ofício por parte de Ryncon ao secretário da Seinfra, cobrando providências, visando a contratação emergencial da empresa Padrão de Sistemas e Segurança pela Administração Pública.

Então, informou que José Marcos deliberadamente provocou a situação de urgência, causando uma suposta crise enfrentada pelos aeródromos, com o objetivo de beneficiar a empresa Padrão e auferir proveito econômico, o que configura a mercantilização da função pública em troca de vantagem indevida.

“Evidente, portanto, que o sistema de favorecimento da Padrão Sistemas e Segurança, lamentavelmente, fez parte de um esquema assemelhado às relações de ‘compadrio’, em que todos os entraves são ardilosamente vencidos devido às relações de proximidade entre os agentes, de modo a camuflar possíveis ilegalidades e dificultar sua descoberta”, concluiu.

Keilla Marcucci foi absolvida das acusações, uma vez que o acervo probatório apresentado foi demasiadamente frágil para afirmar que ela tinha conhecimento das condutas praticadas por seu marido. Portanto, havendo dúvida, a magistrada explicou que deve ser aplicado o princípio in dubio pro reo, garantindo, em caso de dúvida, que deve prevalecer o estado de inocência.

Por isso, José Marcos e Sandro Marcucci foram absolvidos da acusação de formação de quadrilha, visto que a lei impõe que a existência de vínculo associativo estável e permanente entre, pelo menos, três indivíduos. Ao final, condenou José Marcos de Freitas Musse por corrupção passiva e Sandro Marcucci de Oliveira por corrupção ativa.

Via: MP-GO 
Imagens: MP-GO 

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Saúde

Campanha Setembro Verde conscientiza sobre a importância de doação de órgãos

A ação é alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, 27 de Setembro.
03/09/2018, 08h20

A Campanha ”Setembro Verde” é alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos que acontece no dia 27 de Setembro.

A ação pretende informar, conscientizar e incentivar as famílias a autorizarem a doação de órgãos em favor do próximo para diminuir a espera das pessoas que precisam de um órgão ou tecido para sobreviver.

Em Goiás, a campanha é promovida pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da Central Estadual de Notificação, Captação e Doação de Órgãos de Goiás (CNCDO).

Uma solenidade às 8h desta segunda-feira (3/9) marca o início da campanha no Estado. O evento acontece no auditório Dr. Luiz Rassi, no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG).

Confira a programação da campanha em Goiás abaixo.

Por que Setembro Verde?

A adoção do verde se deu pelo fato de a cor simbolizar a saúde e também a esperança e a liberdade.

Um misto de símbolos perfeitamente adequados para reverenciar uma data especial, uma data destinada a agradecer o altruísmo e o amor ao próximo, demonstrado pela figura do doador de órgãos.

No Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo de doar. A doação de órgãos e tecidos só acontece após autorização familiar, conforme lei em vigor.

Crescimento de Doações em Goiás

O número de doações efetivas de múltiplos órgãos em Goiás saltou de 17, em 2010, para 71, no ano passado – mais de 400% de aumento –, segundo dados da CNCDO.

EM 2017 foi alcançado o maior número de transplantes renais de toda a série histórica (114) e o maior número de transplantes de córnea (1.037). Por consequência, Goiás tornou-se o maior transplantador de córnea por milhão de pessoas no País.

Apesar dos avanços, ainda existe uma extensa lista de espera. Atualmente, conforme dados da Central, 264 pessoas aguardam por um transplante de rim em Goiás. Outras 62 esperam por um transplante de córnea.

O gerente da CET destaca que quanto mais as pessoas forem orientadas e comprometidas com as doações, maiores oportunidades de ofertas de órgãos, tecidos e partes do corpo, e, consequentemente, maiores serão os números de transplantes.

Programação

  • SOLENIDADE DE ABERTURA SETEMBRO VERDE

Data e Horário: 03/09 às 08 horas

Local: Auditório Dr. Luiz Rassi – Hospital Geral de Goiânia

Público-alvo: Servidores da saúde e comunidade em geral

  • PALESTRA: PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARA TRANSPLANTES

Data e Horário: 06/09 – 15:00h

Local: Brazabrantes – Goiás

Público-alvo: Comunidade em geral

  • CURSO COMISSÃO INTRA HOSPITALAR DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARATRANSPLANTES

Data e Horário: 12,13 e 14/09 – 08 às 18h

Local: FEN – Faculdade de Enfermagem da UFG

Público-alvo: Servidores da saúde e comunidade em geral

  • EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

Data e Horário: 20, 21 e 22/09 – 08:30 às 20:30h

Local: ARAGUAIA SHOPPING

Público-alvo: Transeuntes do local

  • DIA D DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Data e Horário: 25/09

Local: Vianópolis – Goiás

Público-alvo: Comunidade em geral

  • DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS

Data e Horário: 27/09 – 08 às 11h

Local: Praça do Bandeirante

Público-alvo: Comunidade em geral

Imagens: Diário do Estado 

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Goiás

Violência provoca onda de mortes de jovens em Anápolis

As vítimas têm idade entre 19 e 25 anos, e as mortes causam medo na população anapolina.

Por Ton Paulo
03/09/2018, 09h00

Uma onda de violência parece estar atingindo o município de Anápolis nos últimos tempos e ceifando a vida de jovens anapolinos da forma mais trágica possível. A cidade, que conta com pouco mais de 360 mil habitantes, é a segunda maior de Goiás e só fica atrás da capital Goiânia.

A idade dos jovens vítimas de assassinatos variam de 19 a 25 anos, e os ocorridos provocam medo na população.

Morte de jovens em Anápolis tem ocorrido com frequência

O último caso de jovem assassinado foi o de Renan Yuri Ribeiro Leite, de 23 anos, que foi morto após ser alvejado com um tiro na cabeça na tarde do último sábado (1/8), aconteceu na Vila Nossa Senhora D’ Abadia, em Anápolis.

De acordo com o delegado do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), Dr. Cleiton Lobo, ele chegou a ser socorrido com vida por terceiros, mas morreu na madrugada de domingo (2/8) no Hospital de Urgências de Anápolis (Huana).

O autor do disparo ainda não foi identificado, e o caso será investigado pelo GIH.

Violência provoca onda de morte de jovens em Anápolis

Estudante universitário foi morto com tiros pelas costas

Em agosto desde ano, o caso que chamou a atenção da comunidade anapolina foi o do assassinato do estudante universitário Guilherme Felipe Manzan, de 25 anos. Guilherme, que frequentava a Faculdade Anhanguera de Anápolis, foi atingido com três tiros nas costas no tradicional Bar do Seu João, no dia 22 do mesmo mês. Segundo o delegado Cleiton Lobo, Guilherme estava do lado de fora do recinto com amigos, quando um indivíduo chegou em um carro e abriu fogo na direção do universitário.

Três dos tiros atingiram as costas do estudante, que morreu no local. Segundo o Comando de Policiamento Urbano do 28º Batalhão da Polícia Militar, uma mulher e um rapaz também foram baleados e encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), mas receberam alta logo depois.

Até o momento, a polícia ainda não tem suspeitos e não sabe os motivos do crime. O caso está sendo investigado.

Violência provoca onda de morte de jovens em Anápolis

Jovem foi morto a tiros em rodoviária

Já em dezembro de 2017, Carlos Roberto Fernandes Filho, de 19 anos, foi assassinado na rodoviária de Anápolis. Carlos estava montando uma barraca quando um carro se aproximou e um dos ocupantes efetuou vários disparos contra ele.

Segundo a Polícia Civil, Carlos não tinha passagens pela polícia e trabalhava na região montando barracas e vigiando carros. O delegado disse ainda que o jovem levou cerca de 20 tiros no momento da execução.

A polícia está investigando o caso.

Violência provoca onda de morte de jovens em Anápolis

A reportagem do Dia Online tentou contato com a Assessoria Especial de Segurança Pública de Anápolis para comentar os casos, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Via: Mais Goiás 

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Goiás

Gabarito do concurso da Câmara Municipal de Goiânia já está disponível

Os inscritos concorrem para o preenchimento de 75 vagas.
03/09/2018, 09h07

O gabarito das provas objetivas, aplicadas neste domingo (2/9), do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia já estão disponíveis.

Os inscritos concorrem para o preenchimento de 75 vagas. Os interessados no processo seletivo puderam se inscrever até o dia 6 de agosto.

De acordo com informações da Universidade, foram realizadas mais de 40 mil inscrições. A seleção está prevista na Lei nº 10.137/2018.

Onde conferir o gabarito

Para conferir o resultado, os candidatos devem acessar a página do Centro de Seleção da UFG (https://centrodeselecao.ufg.br), e clicar na aba Concurso Público da Câmara Municipal de Goiânia.

Os concorrentes que desejarem apresentar recurso contra o gabarito preliminar e a formulação ou o conteúdo das provas terão um prazo de dois dias úteis.

O candidato poderá interpor recurso somente on-line, conforme as orientações da página do concurso.

O concurso

De acordo com informações da Universidade, foram realizadas mais de 40 mil inscrições foram feitas para o preenchimento de 75 vagas.

O resultado final do concurso público será divulgado no dia 19 de novembro, e a homologação está prevista para 22 de novembro deste ano.

Vagas concorridas

As vagas contemplam cargos de nível médio e superior. Os selecionados trabalharão 30 horas por semana, e os salários variam de R$ 4.379,33 a R$ 6.737,44.

Confira abaixo a lista de vagas a serem concorridas pelo mais de 40 mil candidatos.

1. Nível médio (Assistente Técnico Legislativo)

  • Agente Administrativo
  • Agente de Segurança do Plenário
  • Técnico em Segurança do Trabalho
  • Fotógrafo
  • Editor de Vídeo
  • Operador de Switcher

2. Nível superior (Assessor Técnico Legislativo)

  • Procurador Jurídico Legislativo
  • Designer Gráfico
  • Administrador
  • Revisor de Texto
  • Secretário Executivo
  • Analista de Sistemas
  • Assessor Geral
  • Assistente Social
  • Biblioteconomista
  • Cerimonialista
  • Educador Físico
  • Enfermeiro do Trabalho
  • Contador
  • Economista
  • Médico do Trabalho
  • Web Designer
  • Tradutor e Intérprete de Libras

Para mais informações, os interessados devem entrar em contato pelo email [email protected] ou pelo telefone (62) 3209-6330.

O conteúdo também pode ser acessado pelos site da Câmara Municipal de Goiânia (http://goiania.go.leg.br/concurso) ou do Centro de Seleção da UFG (https://centrodeselecao.ufg.br/2018/concurso_camara_goiania/).

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Brasil

Imprensa mundial repercute incêndio no Museu Nacional e critica governo brasileiro

Destruído por um incêndio no último domingo (2/8), o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importes do mundo.

Por Ton Paulo
03/09/2018, 10h10

A imprensa ao redor do mundo está repercutindo o incêndio que destruiu o Museu Nacional no último domingo (2/8), no Rio de Janeiro. As chamas, que transformou em cinzas parte importantíssima da história do Brasil, foi notícia em vários veículos de comunicação de peso pelo mundo.

O jornal britânico The Guardian destacou a falta de água para combater o incêndio e o descaso com a preservação do patrimônio histórico encontrado no museu. Em uma notícia separada, o jornal fala sobre o acervo, que conta cerca de 20 milhões de itens, incluindo fósseis e um meteorito encontrado em 1784, além de “uma das melhores coleções sobre a literatura e artefatos indígenas no mundo”.

O texto do jornal inglês cita ainda o Museu Britânico, um dos mais importantes do país e do mundo, tem um acervo de 8 milhões de itens.

Sobre o orçamento destinado a preservação de museus, o The Guardian cita a historiadora brasileira Ana Lúcia Araújo que usou as redes sociais para mostrar os cortes promovidos pelo governo de Michel Temer.

Imprensa mundial repercute incêndio no Museu Nacional e critica governo brasileiro

Já nos EUA, a rede de TV CNN trouxe a manchete “Incêndio engole museu destruindo artefatos antigos” na capa de seu site. A página destaca que o acervo do museu mais antigo do país tem itens de “valor incalculável”, incluindo o esqueleto de “Luzia”, que tem cerca de 12 mil anos de idade.

O esqueleto de Luzia é o mais antigo já encontrado nas Américas. Achado em Lagoa Santa, em Minas Gerais, em 1974, trata-se de uma mulher que morreu quando tinha entre 20 e 25 anos de idade e foi uma das primeiras habitantes do Brasil.

Também norte-americano, o jornal Washington Post destacou o incêndio na capa, informando que o acervo também conta com artefatos do Egito, da era Greco-Romana, entre outros. O argentino Clarín trouxe um áudio enviado para a agência EFE pelo ex-diretor do Museu José Perez Pombal dizendo que não sabe se a instituição conseguirá continuar existindo devido ao tamanho do estrago causado pelo incêndio.

Imprensa mundial repercute incêndio no Museu Nacional e critica governo brasileiro

O espanhol El País também lembrou que, antes de se tornar um museu, o local foi casa da família real portuguesa e que desde 1946 o museu está associado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O museu é a mais antiga instituição científica e de história natural do Brasil. Ela foi criada em 1818 pelo Dom João VI, enquanto o país ainda era uma colônia de Portugal. O francês Le Monde fala da indignação de pesquisadores e historiadores com o descaso do governo, que teria resultado no incêndio que consumiu o que eles chamam de “joia da cultura brasileira”. Eles também destacam um movimento que pede por um protesto em frente ao prédio destruído. O incêndio começou por volta das 19h30 do domingo. As chamas foram controladas por voltas das 2h da madrugada desta segunda-feira.

Imprensa mundial repercute incêndio no Museu Nacional e critica governo brasileiro

O incêndio no Museu Nacional

Com 200 anos de existência, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo. O acervo tinha mais de mais de 20 milhões de itens como o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizada de “Luzia”, maior coleção clássica da América Latina, maior coleção egípcia da América Latina, coleção indígena, de artes, artefatos greco-romanos, fósseis e documentos, e há pelo menos três anos o local funcionava com orçamento reduzido.

O incêndio que atingiu a instituição começou na noite de domingo (2/8). Os bombeiros chegaram por volta das 20h30 ao local. De acordo com a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, a maior parte do acervo foi atingida. Segundo a corporação, uma pequena parte das obras foi retirada antes de ser atingida pelo fogo. Não foi dito quais são essas peças nem para onde elas foram transportadas. O incêndio atingiu os três andares do prédio e começou por volta de 19h30. O fogo foi controlado somente após seis horas, por volta das 4h e não há informações sobre feridos.

Via: UOL 

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