Goiás

Padre esfaqueado em Goiânia ia celebrar casamento neste sábado

Segundo um funcionário da paróquia, padre celebraria casamento durante a tarde. Assustado, está na casa de uma irmã.
01/09/2018, 17h17
Padre esfaqueado em Goiânia ia celebrar casamento neste sábado
Padre Marcos Reges Valente. Foto: Arquidiocese de Goiânia

Padre esfaqueado em uma paróquia no setor Jaó por volta das 9h30 celebraria um casamento à tarde. Marcos Reges Valente, de 51 anos,  conversava com um vizinho na secretaria quando um homem entrou no local. Ele disse que tinha sido roubado e pediu ajuda. O vizinho que conversa com o padre, então, lhe deu R$ 12 e saiu da paróquia.

O ladrão se aproveitou e deu voz de assalto. “Pediu o notebook e o celular”, conta uma vizinha. “Parece que o padre não encontrava o celular”, complementa. Depois, o homem apontou uma arma para o padre, que tentou se desviar algumas vezes de perfurações mais graves. Mesmo assim, o padre ficou ferido e foi levado para o Cais Vila Nova.

Assustado, foi levada para a casa de uma irmã. A informação foi repassada por um funcionário que não quis dar detalhes do ataque que preocupou fieis da paróquia São Leopoldo Mandic.

“Ele [ o padre] é o administrador daqui. Uma pessoa doce e prestativa”, diz a proprietária de um comércio próximo à igreja.

A igreja, inaugurada em 1997, é monumental e fica na Praça Padre Zezinho com a Rua J-33, no bairro nobre Jaó.

O assaltante é procurado na região por policiais militares. O assaltante, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, tem entre 22 e 25 anos. Ele conseguiu levar o notebook do padre.

“Esse homem estava bem vestido, não parecia um ladrão”, complementa a comerciante.

Segundo caso de padre esfaqueado em uma semana

O segundo caso de padre esfaqueado ocorreu no Rio de Janeiro. Élio da Silva Athayde, de 82 anos, se negou a entregar dinheiro a um homem em situação de rua. Um lavador de carros entrou em uma igreja católica e esfaqueou o padre pelas costas na manhã do dia  28 de agosto no Parque Rosário, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Testemunhas contaram à imprensa local que o suspeito invadiu o convento, procurou o padre para pedir dinheiro. Ao que o padre avisou que não tinha a quantia, virou-se e foi golpeado com uma facada nas costas. O padre que sofreu a violência, contudo, pensou que o golpe se tratava de um soco, mas as pessoas que estavam na igreja viram sangue e a faca fincada nas costas do religioso.

O Corpo de Bombeiros atenderam a vítima, levou o pároco para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde passou por exames. O padre sofreu perfuração no pulmão e será transferido para uma unidade hospitalar particular.

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Goiás

"Ele matou minha filha cinco dias depois de voltar", diz pai de jovem encontrada morta a facadas

Jovem foi encontrada por um vizinho que viu o sangue escorrendo pelo quintal, em São Luiz de Montes Belos neste sábado.
01/09/2018, 18h25

Jovem morta a facadas reatou relacionamento cinco dias antes de ser encontrada morta por volta das 7h30 na manhã deste sábado (1/9). Depois de algumas semanas separados, a jovem Karyta Augusto Rodrigues dos Santos, de 18 anos, decidiu voltar a morar com Valdivino de Jesus Damas, de 50, na segunda-feira (27/8).

Um vizinho achou estranho o sangue escorrendo pela calçada e, quando foi verificar, encontrou o corpo da jovem próximo ao portão da casa em que morava com Valdivino, que desapareceu e se tornou o principal suspeito do crime.

O pai dela, Wagner Rodrigues conversou com o Portal Dia Online. “Eles voltaram na segunda-feira [dia 27 de agosto] e não imaginei que ele poderia fazer isso com a minha filha”, lamenta.

Abalado, responde monossilabicamente perguntas sobre o homem suspeito de esfaquear a filha pelo menos 18 vezes, que ilustrou a casa, o quintal e calçada com o sangue dela. “Eu sabia que ele tinha batido nela uma vez. A gente falava para ela, avisava. Por fim, a gente quase não se falava”, lembra.

Wagner, antes de Valdivino convencer Karyta com promessas de amor, até conversava com ele. “Mas como vou continuar falando com um cara mais velho que levou minha filha?”

Quando a reportagem perguntou se havia arrependimento por não ter tentado fazer algo para salvar a filha, Wagner fica em silêncio. “Essa conversa tá ficando chata já”, diz, sem alterar a voz, mas completa: “Sim, estou arrependido de não ter tirado minha filha dele.”

O caso

O crime ocorreu, no entanto, na noite de sexta-feira (30/8) por volta das 23h e foi encontrado por um vizinho às 7h30 de sábado. Ela morava com o marido, Valdivino de Jesus Damas, de 50, em São Luiz de Montes Belos, no interior de Goiás.

Quando soube do crime e pegou a identificação do suspeito, o delegado Tiago Junqueira Almeida encontrou registro de agressão de Valdivino contra a primeira mulher, com que teve filhos. “A vítima não chegou a fazer nenhuma reclamação, mas os vizinhos comentam que sempre havia brigas”.

Junqueira conta que “para prender o autor, existem equipes em alguns municípios, inclusive em Goiânia, com informações da família dele.”

Há suspeitas de que o homem veio para Goiânia e comprou passagem para Caldas Novas.

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Goiás

Criminosos envolvidos em explosão de caixas eletrônicos morrem em confronto, em Aparecida

Os homens faziam parte de uma facção criminosa de São Paulo.
02/09/2018, 08h36

Dois integrantes de uma quadrilha responsável por explosão de caixas eletrônicos morreram durante confronto com a Polícia, na noite deste sábado (1/9), em Aparecida de Goiânia. Os homens faziam parte de uma facção criminosa de São Paulo.

A ação foi realizada por equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) da Polícia Militar de Goiás, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAEGO) e o grupo de Inteligência da Polícia Militar de São Paulo.

As equipes se deslocaram até o bairro Vila Maria em Aparecida de Goiânia para averiguar um possível local utilizado como base de organização de criminosos para a prática de explosão de caixas eletrônicos, na Região Metropolitana de Goiânia.

No local, de acordo com informações da Rotam, as equipes foram recebidas a tiros pelos homens que estavam na casa. De imediato, os disparos foram revidados e os criminosos foram baleados.

Willian Souza de Oliveira e Paulo Henrique de Oliveira Feitoz foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiram aos ferimentos.

Segundo informações da equipe de Rotam, os homens, que já tinham uma extensa ficha criminal, faziam parte de uma facção criminosa de São Paulo que atuava em Goiânia e Região Metropolitana.

Estiveram no local também o Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia, a Polícia Técnica Científica e o Intituto Médico Legal (IML) para as devidas providências.

Apreensões feita na casa dos criminosos

Na residência, foram apreendidas três armas de fogo, sendo duas pistolas de calibre restrito, um carro roubado com placas clonadas, tocas ninjas e materiais que seriam utilizados na ação criminosa, além de três explosivos prontos para serem detonados.

De acordo com a PMGO, todo o armamento e material que seriam utilizados pelos criminosos nas ações de caixas eletrônicos foram devidamente apreendidos pela Polícia Civil.

O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais da PMGO realizou a remoção e detonação do material explosivo.

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Goiás

Pólio e sarampo em Goiás: 2º Dia D quase alcança 95% do público-alvo

De acordo com dados da SES-GO, 94,7% do público-alvo foi vacinado contra poliomelite e 93,46% contra sarampo.
02/09/2018, 09h48

A Secretaria Estadual e Saúde (SES-GO) divulgou neste sábado (1/9) um balanço parcial do segundo Dia D de vacinação contra pólio e sarampo em Goiás. De acordo com os dados, 94,7% do público-alvo (crianças de 1 a 5 anos) foi vacinado contra poliomelite e 93,46% contra sarampo.

O número de crianças vacinadas corresponde a 345.298 mil contra pólio e 340.775 contra sarampo.  O segundo Dia D de vacinação contra poliomelite e sarampo foi realizado em todo o país neste sábado, 1º de setembro, com o objetivo de alcançar um maior número de imunização. Com esta ação, Goiás está entre os dez estados que, proporcionalmente, mais vacinaram contra as doenças.

A Campanha Nacional foi encerrada na última sexta-feira (31/8), mas os estados e municípios que ainda não atingiram a meta de 95% de vacinação foram orientados pelo Ministério da Saúde a darem continuidade na imunização com o segundo Dia D.

Segundo os números parciais informados pelos estados, foram aplicadas, até o 1º de setembro, mais de 19 milhões de doses das duas vacinas, cerca de 9,5 milhões de cada.

Em Goiás, 181 municípios atingiram a cobertura vacinal maior ou igual a 95% para pólio e 177 cidades para sarampo. De acordo com informações da SES-GO, os números ainda podem sofrer alterações, pois alguns municípios ainda não informaram os dados da campanha.

Pólio e sarampo em Goiás

Apesar da confirmação de sarampo em outras cidades, não há registro da doença em Goiás. A última notificação no estado ocorreu em 1999.

A SES-GO informou, no começo deste mês, que não foi confirmado nenhum caso de sarampo em Goiás. Até o momento, foram notificados 40 casos suspeitos, sendo que 32 foram descartados e os outros oito foram investigados.

Em relação à pólio, não há casos desde 1989 no Brasil e a doença é considerada erradicada no país. Entretanto, a existência de notificações da circulação do vírus em três países representa uma ameaça às áreas livres da poliomielite.

No ano de 2017 a cobertura vacinal para a poliomielite em Goiânia foi de 80,5% e de sarampo 80,9%.

Casos de sarampo no Brasil

Foram confirmados no país, até o último dia 28, 1.553 casos de sarampo e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação.

Já em relação a mortes, até o momento, foram confirmados sete mortes por sarampo no Brasil, sendo quatro em Roraima, sendo três em estrangeiros e um em brasileiro, e três no estado do Amazonas, todos brasileiros.

Imagens: Jornal Ibiá 

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Brasil

Três meses depois, caminhoneiros seguem insatisfeitos

O resultado é uma redução de até R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.
02/09/2018, 10h33

Três meses após o fim da greve dos caminhoneiros, os brasileiros ainda pagam a conta do movimento que parou o País por dez dias e interrompeu a recuperação da economia. Os fretes aumentaram até 160% para alguns produtos; a inflação subiu 1,62 ponto porcentual de maio para cá; e até os motoristas, que fizeram inúmeras exigências para liberar as estradas, continuam insatisfeitos. O resultado é uma redução de até R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e uma ruptura na confiança – que vinha se recuperando lentamente.

A alta de apenas 0,2% na economia no segundo trimestre do ano, divulgada na sexta-feira, é um retrato desse cenário de deterioração pós-greve. Na avaliação de economistas, os reflexos deverão aparecer também no terceiro trimestre, que continuará em ritmo mais lento. “O principal prejuízo foi a quebra de confiança do empresariado, que resultou na paralisação de investimentos”, afirmaram os economistas da consultoria 4E Bruno Lavieri e Giulia Coelho.

Depois da greve, eles revisaram o PIB deste ano em 0,45 ponto, para 1,4%. O Santander foi ainda mais severo nas projeções e cortou em 0,7 ponto porcentual a previsão de PIB deste ano. O economista do banco Rodolfo Margato explicou que o aumento das incertezas provocadas pela greve levou as empresas a um comportamento de maior precaução, o que resulta numa menor geração de empregos. “Há uns cinco meses, os dados do mercado de trabalho ficaram frustrantes. As incertezas do segundo trimestre intensificaram esse processo.”

Em maio, para colocar fim à greve, o governo firmou um acordo com os caminhoneiros que incluiu uma mudança na cobrança do pedágio, a criação de uma tabela de frete e um subsídio de R$ 9,5 bilhões para reduzir em R$ 0,46 o preço do diesel. Nessa última medida, parte dos ganhos serão corroídos pelo aumento promovido pela Petrobrás na semana passada. “Apesar do subsídio do governo (para dar o desconto no preço do óleo), o preço vai aumentar”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

A maior polêmica, no entanto, ainda é a tabela de frete. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Usuários dos Transportes de Carga (Anut), Luis Henrique Teixeira Baldez, as mudanças promovidas pelo governo desorganizaram e trouxeram insegurança para as empresas. A tabela é limitada em termos de mercadorias e tipo de caminhões, diz ele. “Ninguém sabe como aplicar a tabela porque são tantas variáveis que precisaria de umas 50 tabelas.”

Ele afirma que algumas empresas aguardam a decisão do STF (Superior Tribunal Federal) para decidir que rumo tomar. Outras estão tentando comprar ou alugar caminhões para fazer o próprio frete. A Cargill, por exemplo, estuda comprar mil caminhões para evitar a alta do frete e a dependência de empresas de transporte terceirizado. Em nota, a companhia disse que “o ambiente de contratação de frete continua marcado por incertezas”.

Aumento

Representantes do setor produtivo têm reclamado que o preço do frete explodiu em alguns segmentos. Baldez afirma que o transporte de sal do Rio Grande do Norte – responsável por 95% da produção nacional – subiu 160% para Brasília e 110% para São Paulo. Segundo ele, os produtores de arroz do Rio Grande do Sul também sentiram o efeito da tabela com aumentos de até 40%.

Entre os produtores do agronegócio, as incertezas em torno do preço do frete têm dificultado a realização de vendas em contratos futuros. “As empresas não estão conseguindo fechar contratos porque as tradings não sabem quanto será o frete no futuro”, diz o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), Bruno Lucchi. Por causa dessa situação, o setor conseguiu fazer apenas 20% do volume de contratos do mesmo período do ano passado.

Apesar de parte do setor produtivo garantir que o preço do frete subiu, caminhoneiros dizem que muitas empresas não cumprem a tabela. O motorista Marco Antônio Ferreira conta que, entre seus colegas, é comum a reclamação de que o preço continua inalterado. Ele trabalha com batatas, cujo preço do transporte é fixado por sacos, e recebe entre R$ 5,50 e R$ 6 por unidade. “É o preço normal, de todos os anos.”

O gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Cesário, afirma que os efeitos da tabelamento do frete ainda não foram todos sentidos. “Haverá mais e chegará à população nos próximos meses.”

Cálculo da LCA Consultores aponta que, se o aumento do frete fosse adotado por toda economia e repassado integralmente ao consumidor, a inflação daqui a seis messes alcançaria 5,49%.

‘Melhorou um lado, piorou outro’

O pátio da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) – onde diariamente centenas de veículos estacionam para descarregar alimentos que abastecem a capital paulista, mas que ficou completamente vazio durante a greve – é hoje cenário de reclamações e insatisfações de caminhoneiros. Todos que circulam por ali dizem que “nada mudou” desde a paralisação. Apesar de admitirem que o diesel está mais barato, afirmam serem poucas as empresas que pagam o frete de acordo com a tabela definida após o movimento. É unânime a opinião de que a greve deveria ter durado mais uns dias, pois teriam conseguido mais avanços. Nem todos acreditam, porém, que a paralisação tenha valido a pena.

“Fiquei nove dias parado em Marabá (PA). Não tinha banheiro. Dormíamos num estádio abandonado e os fazendeiros traziam comida pra gente. (A greve) não valeu a pena. Melhorou de um lado, mas piorou do outro”, diz o caminhoneiro Nilson Ferreira Gomes, de 38 anos – 15 deles dirigindo.

O paulistano costuma sair de Jundiaí para levar peças para a Hidrelétrica Belo Monte, no Pará. Na volta, para em Lagoa da Confusão (TO) para carregar o caminhão de melancias e entregá-las no Ceagesp, em São Paulo. São nove dias de viagem que lhe rendem R$ 12,5 mil brutos. Antes da greve, eram R$ 12,1 mil. “É muito pequena a diferença. Queria menos imposto ou um plano de saúde”, diz.

Apenas as viagens de ida de Gomes até o Pará estão sendo pagas de acordo com a tabela do frete. As de retorno continuam como antes, já que o transporte de frutas é pago por quilo. Sobre a redução do diesel, ele diz que só em São Paulo o combustível está acessível. Antes, costumava pagar R$ 3,45 o litro; agora, R$ 3,30. “Acho que não mudou nada. Em outros Estados, é muito mais caro.” O caminhoneiro admite, porém, que o diesel saía por cerca de R$ 4 no Pará até maio e, depois de junho, caiu para R$ 3,85. A redução não o satisfez, ele gostaria que o preço fosse o mesmo em todo o País.

O caminhoneiro Reginaldo de França Barros, de 61 anos, transporta cerâmica e coco. Diz que continua recebendo R$ 4 mil para uma viagem de ida e volta, mas gasta R$ 1,9 mil de combustível e pedágio – antes da greve, eram R$ 2,2 mil. Também precisa pagar as parcelas mensais do caminhão, de R$ 4,2 mil. “Tenho feito quatro dessas viagens por mês, precisaria de seis, mas não tem carga.”

O representante do Comando Nacional do Transporte (CNT), Ivar Luiz Schmidt, entende que a redução do diesel e do pedágio são grandes conquistas dos caminhoneiros e fazem diferença no bolso, mas afirma não haver efetividade da tabela do frete mínimo. “É um sonho que não se realizou. A ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) não tem efetivo para fiscalizar o setor.”

Na semana passada, o líder dos caminhoneiros Wallace Landim, conhecido como Chorão, ameaçou entrar na Justiça para obrigar a agência a fiscalizar o cumprimento da tabela de frete. “O caminhoneiro não tem condição de enfrentar as empresas sozinho; se ele denunciar, elas não dão mais frete para ele.”

O presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, André Nasser, diz que seu setor está pagando o “preço de mercado” aos caminhoneiro, o que significa R$ 15 a menos por tonelada de grão na comparação com o valor tabelado. “A tabela é ilegal.”

Como ainda restam 29 milhões de toneladas de soja e milho para serem exportados neste ano, o setor deverá economizar R$ 435 milhões ao não pagar o valor tabelado. A constitucionalidade da tabela do frete está em discussão no Supremo Tribunal Federal. Procurada, a ANTT disse estar realizando consulta pública para regulamentar a tabela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Hiperativa FM 

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