Goiás

Alunos de faculdade goiana criam projeto que pode alimentar 50 mil pessoas carentes até o fim do ano

O projeto partiu da iniciativa de um professor da instituição, e em um só dia produziu alimentos para matar a fome de sete mil pessoas.

Por Ton Paulo
24/08/2018, 10h41

Desenvolvido por alunos das graduações em Direito, Engenharia Civil e Administração de uma instituição de ensino superior em Goiânia, o projeto batizado de “Pare a Fome” surgiu como atividade da disciplina de um MBA, e só na última quarta-feira (22/8) produziu e distribuiu pacotes de alimentos desidratados capazes de alimentar até sete mil pessoas carentes. O projeto, que está sendo expandido, tem o objetivo de alimentar 50 mil pessoas até o final do ano.

Partindo de uma iniciativa do Professor Marcius Cambuí, que ministra aulas no MBA em Agronegócio e Agroindústria com ênfase em Sustentabilidade, os alunos do Instituto de Graduação e Pós-Graduação (IPOG) se juntaram numa grande força-tarefa para concretizar o projeto Pare a Fome, que já está em sua 5ª edição.

Os alunos se empenharam ao longo de um dia inteiro, na última quarta-feira (22/8), para produzir 1.400 pacotes de um tipo de alimento desidratado que, quando cozido, é capaz de alimentar até cinco pessoas. “Os pacotes de 380 gramas são ricos em proteína de soja, com cebola, alho, tomate e arroz”, explica o Professor Marcius.

Os pacotes de alimentos, que têm validade de seis meses e, somados, podem alimentar sete mil pessoas, foram recebidos pela ONG Núcleo Esperança, localizada em Anápolis. A organização oferece apoio para famílias de crianças com câncer e que fazem tratamento em hospitais de Goiânia.

O projeto contou com a participação de um total de 100 alunos, sob a supervisão do Professor Marcius. De acordo com ele, o projeto já ajudou outras instituições. “Em 2016 a instituição beneficiada com o projeto foi a AMAR, que recebeu à época 300 porções do alimento. Já no ano passado, os 1.980 pacotes de alimento foram destinados a Curimatá – PI”, conta.

Alunos de faculdade goiana criam projeto que pode alimentar 50 mil pessoas carentes até o fim do ano

Segundo Bruno Azambuja, assessor de imprensa do IPOG, o projeto está em expansão e pode alimentar 50 mil pessoas até o fim do ano. “Não tenho detalhes para dar agora, mas a intenção é produzir 10 mil pacotes [de alimento] até o final do ano”, revela.

Para o assessor de imprensa, em entrevista ao Dia Online, a união dos alunos foi essencial para a realização do projeto, que não conta com nenhuma ajuda governamental. “Quando as pessoas se juntam nesse intuito de doação, elas passam a fazer parte de um coletivo para uma verdadeira mudança, e ela está ao nosso alcance”, finaliza.

Pessoas carentes em Goiânia

De acordo com dados do Cadastro Único, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), há apenas na Capital de Goiás 87 mil famílias pobres, conforme levantamento de dezembro do ano passado. Um programa que beneficia essas pessoas é o bolsa família do Governo Federal. Apesar disso, conforme dados de fevereiro apenas 59,3% das famílias em situação de pobreza recebem o benefício.

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Goiás

Operação Arapuca: Ministério Público de Goiás denuncia dez por extorsão

Policiais civis, advogados e um homem que se passava por polícia foram acusados.
24/08/2018, 10h41

O Ministério Público de Goiás (MP-GO), depois da Operação Arapuca, denunciou sete policiais civis e advogados por extorsão, dois advogados e uma pessoa que se passava por agente de polícia, envolvidos em crime de extorsão. O grupo cobrava para liberar suspeitos de crimes e atuava em três delegacias.

A quadrilha foi desmantelada quando a Operação Arapuca foi deflagrada no último dia 9 de agosto. Coordenada pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e pelo Centro de Inteligência (CI-MP), com apoio do Gabinete de Segurança Institucional do MP (GSI-MP), e em parceria com a Polícia Civil, a investigação descobriu que Danilo César Approbato, o acusado que se passava por policial civil, responde criminalmente por 2 roubos com uso de arma de fogo.

Danilo ainda foi flagrado praticando 11 extorsões com restrição à liberdade da vítima, uso de arma de fogo, além do crime de falsidade ideológica.

Os policiais Luiz Carlos de Melo, Ironilson Martins da Rocha, Giovani Alves Gurgel, e a escrivã Márcia Rodrigues de Sousa, lotados no 4º DP, foram denunciados extorsões praticadas com restrição à liberdade da vítima, além do crime de falsidade ideológica.

Foram denunciados ainda, pelos mesmos crimes, os policiais Helber Natal Souza dos Santos e Livomar Messias da Costa, do 25º DP. A advogada Juliana Angélica de Lucena Ferraz foi denunciada por quatro extorsões com restrição à liberdade da vítima e concurso de pessoas. Por fim, o advogado Jorge Carneiro Correia é acusado da prática de três extorsões com restrição à liberdade da vítima.

Operação Arapuca: O esquema dos policiais civis e advogados por extorsão

Segundo apurado na investigação, o esquema funcionava com Danilo se passando como policial civil, em conjunto com os policiais civis denunciados, que se utilizavam das funções investigativas para localizar indivíduos envolvidos em situações ilícitas (como venda irregular de medicamentos e documentos falsos), com quem combinavam de se encontrar. No encontro, os acusados davam voz de prisão em flagrante, chegando, inclusive, a algemar algumas vítimas.

Em algumas situações, nestas abordagens, com as vítimas já subjugadas, alguns denunciados até subtraíam quantia em espécie dos ofendidos, além de agredi-las fisicamente.

Os acusados conduziam as vítimas para as proximidades da delegacia. No trajeto, lhes constrangiam a pagarem quantias em dinheiro, que variava de R$ 1 mil a R$ 30 mil, para que não fosse feito nenhum procedimento.

Na maioria dos casos, os policiais civis, já previamente associados aos advogados denunciados, entravam em contato e chamavam para encontros nas proximidades da unidade policial. Em seguida, os advogados constrangiam ainda mais as vítimas a pagarem os valores exigidos. Feito o pagamento, elas eram liberadas sem que nada fosse formalizado.

Em algumas situações, os denunciados utilizavam-se de mandados de intimações falsos e até forjavam termos de declarações sem nenhum procedimento policial instaurado, a fim de aumentar a coação das vítimas.

Apreensões na Operação Arapuca

Na deflagração da operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, um dos quais no 4ª Distrito Policial da capital. Entre os bens apreendidos, foram encontrados mandados de intimação e termos de declarações forjados, medicamentos sem nenhum auto de exibição e apreensão, arma de fogo ilegal. Na casa de Danilo, que se passava por policial civil, foram apreendidos objetos de uso exclusivo da Polícia Civil, como vestimenta e distintivo da corporação e algemas, além de uma arma de fogo de forma ilegal, bem como mais de R$ 11 mil.

Via: MP-GO 
Imagens: MP-GO 

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Goiás

Marina Silva cumpre agenda em fazenda de Goiás nesta sexta-feira

Presidenciável, ex-senadora tenta Planalto pela terceira.
24/08/2018, 11h12

Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, que tenta ser presidente da república pela terceira vez, vem a Goiás nesta sexta-feira (24/8) em uma fazenda, em Ipameri, no interior de goiano.

Edson Braz, membro do Diretório Nacional, os candidatos a deputado federal Lília Monteiro e Valmiro Batista, e os porta-vozes do partido em Goiás, Aluízio Ferreira e Eva Cordeiro, recebem Marina Silva.

O avião pousou em Brasília no início da manhã desta sexta-feira. A equipe deixou a capital federal, com saída do CONIC, com destino a Ipameri. As vans chegaram por volta das 10 horas à Fazenda Santa Brígida, de propriedade da Dra. Marize Costa.

Na Fazenda, Marina Silva conhece o Sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, que é uma referência da Embrapa. Conforme a assessoria de Marize, durante a visita institucional será apresentada à presidenciável toda a evolução do sistema ao longo dos 12 anos de implantação, bem como os benefícios da integração de lavoura, pecuária e floresta.

Até as 11 horas, Marina fará uma caminhada pela fazenda e às 11h30 a presidenciável concederá coletiva de imprensa até as 12 horas. Em seguida, a candidata almoçará na cidade de Ipameri, por volta das 12h30, e ouvirá as demandas da população goiana. A expectativa é de que Marina volte para Brasília até as 17 horas.

Marina Silva é acompanhada por jornalistas

Acompanham Marina Silva o coordenador de equipe Tácius Fernandes; o jornalista Cláudio Ângelo; o fotógrafo Leo Cabral; o assessor pessoal da candidata Eudes Silva; os cinegrafistas Hermano e João Pedro; entre outros integrantes importantes da campanha eleitoral.

Além disso, Marina Silva será acompanhada por jornalistas e fotógrafos da Folha de S. Paulo, Valor Econômico, Gazeta do Povo, Reuters, Correio Braziliense, Estado de S. Paulo (Estadão), equipe do André Lima e do Jornal Nacional, e os jornalistas Luciana Amaral e Roberto Fiuza.

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Brasil

Concurso público mais esperado do ano gera polêmica e pode ser cancelado

O concurso público é um dos mais aguardados do ano, com salários de mais de R$ 20 mil reais. Mas se as solicitações do MPF não forem atendidas, ele pode ser cancelado.

Por Ton Paulo
24/08/2018, 11h25

No fim da última semana, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou na Justiça a retificação do edital do concurso público da Polícia Federal que disponibiliza 500 vagas. Caso as mudanças não sejam feitas, o MPF pede ao Judiciário que determine a suspensão do concurso.

Com salários de R$ 11.983,26 reais para agente, escrivão e papiloscopista e de R$ 22.672,48 reais para perito criminal e delegado, o concurso traz em seu edital, segundo o entendimento do MPF, violações aos direitos dos candidatos que concorrem pelo sistema de cotas às pessoas com deficiência.

“Há enorme celeuma em relação à adaptação do concurso público aos portadores de necessidades especiais, e a compatibilidade dos candidatos selecionados de forma diferente com as funções exercidas na Polícia Federal”, declara o delegado de Polícia Civil do Paraná ao site Exame, Henrique Hoffmann.

No edital, três itens estão gerando polêmica, onde o MPF pede que sejam reformulados. Os itens 5.5 e 7.4.9.12 estabelecem que não haverá adaptação do exame de aptidão física, da prova oral, da prova prática de digitação, da avaliação médica, da avaliação psicológica (1ª etapa) ou do Curso de Formação Profissional às condições do candidato (2ª etapa).

O item 22.5 dispõe sobre a situação dos candidatos após a nomeação. Segundo o edital, o concurseiro aprovado e nomeado não poderá alegar impossibilidade de executar qualquer tarefa pertinente ao cargo ou impossibilidade de ser lotado em qualquer unidade da Polícia Federal.

Além da retificação do edital, o MPF pede a reabertura das inscrições, por prazo não menor do que cinco dias úteis, permitindo que candidatos possam concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência, ou que candidatos já inscritos na ampla concorrência possam alterar suas inscrições para o sistema de cotas.

Em resumo, diz Hoffmann, o MPF entende que não basta a reservas de vagas, é necessária a adaptação das fases seguintes do concurso de acordo com eventuais limitações dos candidatos, devendo o edital prever a adaptação dos testes de aptidão física aos candidatos com deficiência, a depender do tipo e grau da deficiência;

Além disso, a análise da compatibilidade da deficiência dos candidatos com as atribuições do cargo deve ser feita não no concurso, mas durante o estágio probatório;

Para aqueles que se preparam para o concurso público

Para que a retificação e a reabertura das inscrições sejam realizadas, é preciso esperar a decisão na Justiça. “É necessário aguardar se a Justiça Federal concederá a tutela provisória de urgência (liminar) e, ao final, a decisão de mérito (definitiva) nos termos dos pedidos do MPF”, explica Hoffmann.

Os candidatos ao concurso que desejam alterar a inscrição – seja para o sistema de cotas ou para concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência – devem acompanhar a situação.

Segundo Hoffmann, “após as provas objetivas e discursivas, dentro do prazo a ser aberto, poderão solicitar atendimento especializado para realização das demais fases e etapas do certame, onde indicarão as adaptações de que necessitam”.

Via: Exame.com 
Imagens: Portal 6 

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Brasil

Lula aparece em propaganda de Meirelles

"Eu precisava de alguém competente no BC", diz Lula em vídeo piloto de campanha presidencial de Meirelles.
24/08/2018, 11h25

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, aparece duas vezes no vídeo piloto da campanha presidencial do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB). O PT registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a candidatura de Lula à Presidência, que deve ser barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

Segundo a campanha de Meirelles, houve um vazamento do material, que deve ser exibido na estreia do emedebista no horário eleitoral na TV, no dia 1.º de setembro. A primeira aparição de Lula ocorre em um trecho de um discurso do ex-presidente no qual ele diz: “Tenho muito respeito pelo Meirelles e devo a esse companheiro”.

Em outro momento, o petista aparece exaltando a passagem de Meirelles pela presidência do Banco Central em seu governo. “Eu precisava de alguém competente no BC”, diz Lula.

Lula e Dilma

Em ritmo de forró, o slogan adotado pela campanha foi “Chama o Meirelles”. A imagem da presidente cassada Dilma Rousseff também é usada no programa, mas de forma negativa. “Eu sei quando e por que os governos anteriores erraram”, afirma Meirelles, após a exibição de imagens de Dilma.

O nome do presidente Michel Temer (MDB), de quem Meirelles foi ministro, é citado apenas uma vez e de forma neutra. “O mundo não se divide entre os que gostam do Lula e os não gostam. Nem entre os que gostam do Temer e os que não gostam”, afirma o candidato.

Em uma tentativa de suavizar a imagem do presidenciável do MDB, a propaganda adota um tom descontraído e bem-humorado. Em certo momento, Meirelles diz que sua mulher costuma chamá-lo de “Disk Crise”.

Procurada pela reportagem, a campanha do emedebista disse que este foi um programa teste e que ainda não está definido o comercial que será usado integralmente na TV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: Estadão Conteúdo 
Imagens: Dnsul 

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