Goiás

Familiares de comerciante vítima de latrocínio em Goiânia se revoltam ao ver o assassino cara a cara; veja o vídeo

Depois da captura, o assassino teria ainda confessado um outro crime que, até o momento, não era de conhecimento da polícia.

Por Ton Paulo
20/08/2018, 13h08

A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) apresentou na manhã desta segunda-feira  (20/8), numa coletiva de imprensa, Jean Carlos de Sousa, de 22 anos, acusado de ser o autor de um latrocínio em Goiânia. A vítima, José Maria da Silva, 57, chegava para trabalhar em sua lanchonete no setor Sul, em Goiânia, quando foi assassinado.

De acordo com o delegado Paulo Ribeiro, responsável pelo caso que foi solucionado em menos de um mês, Jean Carlos foi preso em Messianópolis, distrito de Moiporá, a 250 quilômetros de Goiânia.

O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) teve a participação de um adolescente de 17 anos, que foi apreendido no setor Novo Horizonte, na capital.

Segundo o delegado, a equipe de investigação da DEIC conseguiu refazer todo o trajeto do carro usado pelos homens com informações do fluxo de trânsito, um ônix branco, desde o roubo até o local do latrocínio. O veículo foi encontrado no dia 22 de julho, dois dias após o crime, numa zona rural do município de Abadiânia de Goiás. “Encontramos o veículo abandonado e parcialmente incendiado por dentro. Isso é feito quando os suspeitos querem apagar marcar como impressões digitais”, declarou.

Ainda conforme o delegado, tanto Jean Carlos quanto o adolescente que participou do crime eram traficantes, e atuavam na região do Novo Horizonte, em Goiânia.

O delegado confirmou que o homem confessou o crime após sua captura.

Jean Carlos está preso temporariamente, enquanto aguarda julgamento. O adolescente foi levado para o Centro de Internação Provisória (CIP).

Relembre o caso do latrocínio em Goiânia

O comerciante José Maria da Silva chegava para trabalhar em sua lanchonete por volta das 5h40 no dia 20 de julho, no setor Sul, em Goiânia, quando foi abordado por dois homens em um carro. Eles anunciaram o assalto, e exigiram que o comerciante entregasse o celular. José Maria, então, teria reagido, e foi baleado à queima-roupa. Os homens fugiram na sequência.

O socorro foi chamado, mas quando chegou, o comerciante já estava sem vida.

O balcão do estabelecimento ficou caído no meio da calçada após o crime e chamou a atenção de muitas pessoas que passavam pelo local. As polícias Civil e Militar isolaram a área para que o trabalho de perícia pudesse ser feito e o corpo, retirado.

Assassino confessou outro homicídio

Conforme contou o delegado Paulo Ribeiro, Jean Carlos pensou que estava sendo preso por outro motivo, quando foi encontrado no distrito de Messianópolis. “Ao ser capturado, o indivíduo achou que estava sendo preso por conta de um homicídio que ele cometeu, e que até o momento não era do conhecimento da polícia”, conta.

Jean Carlos confessou ter matado um homem em 2015, no setor Curitiba, em Goiânia. O motivo seria rixa de drogas.

O caso será investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).

Família da vítima se desespera ao ver o assassino frente a frente

A família de José Maria compareceu à coletiva na qual a polícia apresentou o assassino, nesta manhã, e não pôde conter a revoltar.

Assim que Jean Carlos apareceu, conduzido por policiais, o irmão da vítima, Everaldo Nunes, explodiu em fúria. “Assassino! Assassino!”, gritou.

Everaldo, que também comerciante, teve que ser retirado, junto com os outros familiares, pelos policiais presentes.

“Ele matou meu irmão a sangue frio! A chave do carro do meu irmão estava na ignição, ele podiam ter roubado e ido embora, mas mataram meu irmão!”, desabafa o familiar da vítima.

Veja o vídeo do momento da revolta:

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Goiás

Dependente químico agredido em clínica de recuperação em Goiás vai ser indenizado

No período de 180 dias, o homem sofreu várias formas de agressões.
20/08/2018, 14h16

Emerson Francisco de Resende, dependente químico agredido no Centro de Reabilitação em Dependência Química Recanto dos Arcanjos poderá ganhar indenização de R$ 20 mil. O valor é referente a indenização por danos morais, em virtude da má prestação de serviço oferecida pela clínica de reabilitação, bem como pelas agressões físicas e psicológicas por ele sofridas no local.

A decisão é do juiz Marcus Vinícius Ayres Barreto, da 2ª Vara Cível, das Fazendas Públicas, de Registro Público e Ambiental da comarca de Catalão.

Conforme os autos, em 7 de novembro de 2014, Emerson se internou na clínica de reabilitação tendo por objetivo se submeter a tratamento contra dependência química num programa de recuperação com acompanhamentos psicológicos e médicos, ao valor de R$ 1 mil por mês.

No período de 180 dias, o homem sofreu várias formas de agressões. Além das agressões físicas, ele conta que lhe eram ministradas doses excessivas de medicamentos, mediante emprego de violência, mantendo-o desacordado por dias.

Relatou ainda que foi torturado e mantido em cárcere privado e somente autorizado a receber visitas de familiares com acompanhamento de monitores, bem como não recebia alimentação adequada e era obrigado a fazer serviços pesados de limpeza, inclusive, retirando fezes de cavalos, apontou a falta de capacitação dos empregados da clínica e a precariedade das instalações.

Narrou ainda nos autos que foi impedido de sair da clínica e que os prepostos da ré não o levaram na data marcada para se submeter à perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deixando de auferir mais de dois meses de benefícios previdenciário, além de entender fazer jus a restituição do que pagou à falta de prestação adequada do serviço. Com isso, requereu a procedência e condenação da ré.

A clínica foi citada, momento em que contestou a acusação, discorrendo inicialmente sobre a filosofia de trabalho, profissionais contratados, abordagem terapêutica. No mérito pediu a improcedência da condenação, inclusive, por litigância de má-fé ou adequados os pedidos aos parâmetros legais, além de produção de provas.

Testemunhas confirmam que dependente químico foi agredido

Ao analisar os autos, o magistrado argumentou que ficaram comprovados nos autos que o autor sofreu agressões físicas e psicológicas nas dependências da clínica, situação essa corroborada por uma das testemunhas que esteve internada no mesmo local e de uma terapeuta.

Ressaltou que ficou provada de forma incontroversa e lamentável a falha do estabelecimento destinado à recuperação de dependentes químicos na prestação de relevante serviço na área de saúde devendo, nesse caso, a ré responder objetivamente pelos danos causados.

“O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”, pontuou.

De acordo com ele, o dano moral está evidenciado na dor e sofrimento causados pelas agressões sofridas e também pela frustração decorrente de flagrante falha na prestação do serviço, restando configurados os elementos suficientes para atestar o efetivo constrangimento à esfera moral ensejadores do dever de indenizar. Veja decisão

Via: TJ-GO 

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Mundo

Explosão de iPad faz loja da Apple ser evacuada

A marca tem um histórico de produtos que explodiram perto de seus usuários.

Por Ton Paulo
20/08/2018, 15h25

Uma Apple Store em Amsterdã, Holanda, teve que ser evacuada depois que um aparelho iPad explodiu, segundo relatos da imprensa local (via Gizmodo), no último domingo (19/8). Explosão de iPad chocou quem estava próximo do local.

Ninguém ficou ferido, entretanto, os gases e a fumaça liberados pela explosão levaram fizeram com que algumas pessoas tivessem que receber atendimento médico de imediato.

O iPad que explodiu estava conectado à tomada no momento. Logo após o incidente, os funcionários do Genius Bar colocaram o tablet num recipiente com areia. Não houve incêndio ou quaisquer problemas mais graves.

 Apple já teve outros casos de produtos que estouraram

A Apple parece ter um histórico de produtos que explodem perto de seus usuários.

Um caso parecido com o do iPad aconteceu em janeiro deste ano, quando a explosão da bateria de um iPhone causou comoção na cidade de Valência, na Espanha. Segundo fontes que estavam no local, o incidente aconteceu dentro de uma Apple Store, na área de reparo de aparelhos.

Após o disparo de um alarme de incêndio e de alguns funcionários terem sentido cheiro de fumaça, os bombeiros foram acionados. Mas, ao chegar lá, os profissionais já encontraram a situação sob controle.

Os funcionários da loja jogaram terra em cima do iPhone para conter o fogo. Em seguida, eles evacuaram o local, que teve todas as suas portas e janelas abertas para a circulação do ar.

Um outro caso aconteceu nos Estados Unidos, em janeiro deste ano, onde um norte-americano Jason afirmou que os fones sem fio AirPods explodiram.

Jason Colon contou a uma emissora de TV local que uma das peças começou a soltar fumaça. Ao tirar o aparelho do ouvido, ele percebeu que o acessório apresentava sinais de explosão.

Colon estava na academia, em uma cidade da Flórida, quando percebeu o problema no fone direito. Ele disse que tirou os acessórios e os posicionou em cima de um equipamento da academia, quando foi procurar ajuda. Após retornar do local, o lado que apresentou a fumaça estava danificado.

Explosão de iPad e de outros produtos é causada por fatores externos, diz Apple

Em 2016, oito casos de iPhone 6 que explodiram foram noticiados. À época, os usuários relataram as explosões foram semelhantes às ocorridas com um Galaxy Note 7, em que o smartphone entrava em combustão por conta conta de um problema na bateria.

Segundo informações da BBC, a Apple afirma que isso “não se trata de um problema generalizado” e que, após conduzir testes de verificação nos dispositivos, concluiu que “não existe motivo para preocupações”. A causa das explosões seriam fatores externos.

Imagens: Alexandre Porfirio 

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Saúde

Justiça suspende interdição do Ciams Urias Magalhães

A interdição foi solicitada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) por más condições de trabalho.
20/08/2018, 15h40

O juiz federal substituto Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara suspendeu a interdição ética do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) do setor Urias Magalhães que aconteceria nesta segunda-feira (20/8).

A suspensão foi solicitada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) por más condições de trabalho. De acordo com o Cremego, a interdição ética foi aprovada pelos conselheiros após uma vistoria feita no dia 13 de junho deste ano, onde irregularidades que estariam prejudicando a atuação médica e o atendimento à população foram encontradas.

Com a interdição, os médicos ficariam impedidos de trabalhar no Ciams até que as deficiências fossem sanadas pela Secretaria Municipal de Saúde, mas a decisão judicial deu um prazo de 30 dias para que os problemas encontrados sejam resolvidos.

O Conselho deve ser informado sobre o cumprimento das medidas ou do cronograma para sua execução.

Pedido de interdição feito após seis meses da reabertura

O pedido de interdição do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams)Urias Magalhães foi feito apenas seis meses da reabertura do local.

O Centro foi reaberto em fevereiro deste ano, após mais de quatro anos fechado para reforma, em Goiânia.

As obras do local foram retomadas em junho de 2017 durante o primeiro Mutirão da Prefeitura. De lá para cá, o Ciams recebeu serviços na parte elétrica, hidráulica, de serralheria, pintura geral, restauração do piso e novos equipamentos.

As melhorias foram realizadas por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).

Segundo o Cremego, as irregularidades não dizem respeito às condições físicas do lugar. Falta de material, medicamentos e até mesmo falta de profissionais nas escalas de atendimento foram os problemas que levaram ao pedido de interdição.

Com a suspensão determinada pelo juiz, o Centro terá 30 dias para resolver a situação. Após esse prazo, o Cremego terá 15 dias para realizar uma nova fiscalização e indicar, se necessária, a interdição ética total ou parcial da unidade.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde sobre a interdição

O Portal Dia Online procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia para falar a respeito do caso.

De acordo com a SMS, as irregularidades apontadas pela Cremego são “equívocos de interpretação”, pois se destinam às instituições hospitalares e não a unidades de complexidade intermediária, como é o caso do Ciams Urias Magalhães.

A Secretaria disse ainda que recebeu o pedido com estranheza pois uma interdição só é feita quando a unidade de saúde não apresenta condições mínimas de atendimento, o que não seria o caso do centro.

Por fim, a SMS reforça que a interdição foi vetada pela justiça e que o atendimento no local segue em sua normalidade.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) esclarece que a maioria dos itens elencados pelo Conselho Regional de Medicina (Cremego), referidos como “irregularidades persistentes”, são equívocos de interpretação, pois se destinam às instituições hospitalares e não a unidades de complexidade intermediária, como é o caso do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Urias Magalhães, que é regido pelas diretrizes do modelo assistencial do SUS.

A  SMS informa que recebeu a notificação de interdição com muita estranheza, já que a interdição de uma unidade de saúde só é recomendada pelo próprio Conselho, em sua resolução CFM 2062/2013, quando “há falta de condições mínimas para a segurança do ato médico”, o que não se configura.

O que também causou estranheza foi o fato da notificação ter sido entregue na sexta feira, 17, por volta de 15h20, informando que a unidade seria interditada no domingo a meia-noite.

Em relação à interdição anunciada pelo Cremego, a Justiça se manifestou desfavorável e o atendimento está mantido. No plantão diurno desta segunda-feira, 20, há três médicos atendendo no local.

Att,

Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde.

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Educação

Inscrições para bolsas remanescentes do ProUni começam hoje

Prazo para quem não está matriculado é até dia 24/8.

Por Ton Paulo
20/08/2018, 15h45

Estudantes interessados em concorrer a bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem se inscrever a partir desta segunda-feira (20/8). As inscrições são feitas pela internet, e vão ser ofertadas 106.252 bolsas que não foram preenchidas no processo de seleção regular, das quais 18.070 são integrais e 88.182, parciais de 50%.

O ProUni oferece bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior do país. Podem concorrer brasileiros sem diploma de curso superior que tenham participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010. É preciso ter obtido nota superior a 450 pontos nas provas e não ter zerado a redação.

Os interessados precisam ainda preencher um ou mais dos seguintes requisitos: ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral, ter alguma deficiência, ser professor da rede pública ou estar enquadrado no perfil de renda exigido pelo programa.

As bolsas integrais são para estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais destinam-se a candidatos que têm renda familiar per capita de até três salários mínimos.

O prazo para concorrer às bolsas varia. Os alunos já matriculados nas instituições de educação superior devem se inscrever até 28 de setembro. Para aqueles para aqueles não matriculados, o prazo é menor e vai até 24 de agosto.

O ProUni

O Programa Universidade para Todos (ProUni) é um programa do Governo Federal do Brasil criado com o objetivo conceder bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Ele foi criado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005. Foi instituído em 2004, a partir do PL 3.582/2004 encaminhado ao Congresso Nacional. Até 2013, o ProUni permitiu o acesso ao ensino superior à 1,2 milhão de jovens, sendo que 1.116 IES particulares participam atualmente do programa, com uma média equivalente a uma bolsa para cada 10,7 alunos pagantes o que é significativo pois 74% das matrículas do ensino superior brasileiro estão nas faculdades particulares, correspondendo à 5,2 milhões de alunos.

Podem participar do Prouni os estudantes brasileiros que não possuam diploma de curso superior e que atendam a pelo menos uma das condições abaixo:

  • ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
  • ter cursado o ensino médio completo em escola da rede privada, na condição de bolsista integral da própria escola;
  • ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola da rede privada, na condição de bolsista integral da própria escola privada;
  • ser pessoa com deficiência;
  • ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de pessoal permanente da instituição pública e concorrer a bolsas exclusivamente nos cursos de licenciatura. Nesses casos não há requisitos de renda.
Imagens: O Regional 

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