Goiás

Homem mata amiga em bar e é morto pela polícia no Bairro Independência

Segundo policiais, o homem estaria com uma faca e não obedeceu à ordem de se deitar e foi alvejado e morreu.
11/06/2018, 18h31

Uma mulher foi morta a facadas por um amigo com quem bebia em um bar no bairro Independência, em Aparecida de Goiânia, na tarde de hoje (11/5). O suspeito teria ido ao supermercado próximo ao local do crime, comprado uma faca, voltado ao bar e golpeado três vezes a vítima.

Esfaqueada no tórax, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O homem, que tinha chegado no bar de moto, fugiu e deixou o veículo pra trás. Depois de receber informações de populares do local em que o autor morava, policiais entraram no local. Segundo policiais, o homem estaria com uma faca e não obedeceu à ordem de se deitar e foi alvejado e morreu.

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Goiás

Morre adolescente que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão

Aos 15 anos, Daniel Paulo Cardoso de Sousa morreu no final da tarde, 20 dias após incêndio em Centro Provisório.
14/06/2018, 18h30

Morreu no final da tarde desta quinta-feira (14/6) Daniel Paulo Cardoso de Sousa, de 15 anos, único adolescente a sobreviver ao incêndio no Centro de Internação Provisória (CIP), no dia 25 de maio. Nove jovens morreram carbonizados.

Ele era um dos 11 adolescente internados no alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação. Um motim dos jovens, conforme sustentado pelo Estado de Goiás, mas contestado por familiares, teria ocasionado o incêndio que matou, agora, 10 adolescentes. O sonho do menino era voltar tocar violino na igreja.

Daniel sobreviveu por 20 dias em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol).

Ontem (13/6), Daniel soube por meio de uma psicóloga que teria de se acostumar com a falta do braço esquerdo. Ele chorou.

A avó disse ao Portal Dia Online que, durante todo o período de visita, o menino tentou conversar. “Ele chorou, sorriu. Parecia que queria falar algo. Ficou me olhando até eu sumir pela porta”, lembra Conceição Cardoso da Silva, de 70.

“Eu não aceitava ele morrer. Mas a febre não passava. Os médicos davam remédio, mas não passava”, disse, ao confirmar a morte do sobrinho, Ronivon Cardoso, de 46.

Daniel morreu horas depois de um protesto na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Crucifixos fixados no chão e fotografias dos jovens mortos foram expostos no gramado do órgão.

Enquanto isso, a deputada Adriana Arccorsi conduzia Audiência Pública em que foi discutida a violência aos jovens em Goiás. Em diversos momentos, o nome de Daniel era evocado.

Morre menino que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão
Protesto contra morte dos jovens. Crédito: Maianí Gontijo

Memória

Em duas cartas enviadas para a avó, o adolescente promete não “mexer com drogas e roubar”, mas não abre mão de “usar as roupas” de que gosta e, disse que quando saísse, iria “passar a ir mais na igreja porque eu tenho muito que agradecer a Deus”.

Escrita com caneta preta no dia 15 de maio, o menino pede a Conceição que ela compre linhas “mais claras”, porque “fica mais bonito” as capas de crochês para filtros de barros que ele fabricava no Centro de Internação.

No texto, ele conta que está “fazendo jejum de manhã para ver se eu vou embora” e comemora que passou a dormir na cama de cima, saindo do corredor.

“Tadinho, ele era obrigado a ficar de olho em um fogo que os meninos colocavam no chão. Não podia deixar apagar”, conta.

Morre adolescente que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão
Avó esperava o neto voltar para tocar violino. (Foto: Yago Sales)

“Agora eu tô dormindo na cama mais alta. Eu saí do corredor. Agora não preciso ficar de olho no fogo mais. KKKK. Agora só vou ficar deitado até no dia em que for embora. KKK”, escreve, antes de dizer que ama a sobrinha.

“Tô sentindo muita saudade de vocês. Gostei do perfume e da camiseta”, agradece, antes de escrever “ti amo”.

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Goiás

"Ele lutou para sobreviver", diz avó de adolescente que morreu 20 dias após incêndio no 7° Batalhão

Depois de 20 dias internado, Daniel, de 15 anos, não sobreviveu a queimaduras e a amputação do braço esquerdo.
15/06/2018, 11h15

“Ô, Daniel, nunca mais você vai me chamar de vó e me dar um abraço”, dizia, inconsolável, Conceição Cardoso da Silva, de 70, ao corpo de Daniel Paulo Cardoso de Sousa, de 15, enquanto o motorista da funerária abria o caixão no início da manhã na área da casa simples do Jardim Florença, em Aparecida de Goiânia.

Daniel morreu às 14h desta quinta-feira (14/6) em um leito da Unidade de Terapia de Intensiva (UTI). Ele sobreviveu 20 dias depois do incêndio no Centro de Internação Provisória (CIP), no dia 25 de maio. Nove jovens morreram carbonizados.

“Meu filho está tão magrinho, meu Deus. Ele lutou para sobreviver”, repetia Conceição. “Ele foi sadio e voltou judiado, sem um braço”.

Daniel, de 15 anos, resistiu por 20 dias.

Ele era um dos 11 adolescentes internados no alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação. Versões oficiais, mas contestadas por familiares, é de que um motim dos jovens, em protesto à transferência de dois adolescentes, teria ocasionado o incêndio.

A família aguardou a liberação do corpo desde a madrugada quando conseguiram que a Prefeitura de Goiânia subsidiasse o caixão simples do adolescente.

“Eu abro a porta daqui de casa e peço a Deus para que traga meu menino andando, de braços abertos para me abraçar, me beijar”, disse Conceição ao Portal Dia Online dias depois do incêndio.

Em duas cartas enviadas para a avó, o adolescente promete não “mexer com drogas e roubar”, mas não abre mão de “usar as roupas” de que gosta e, disse que quando saísse, iria “passar a ir mais na igreja porque eu tenho muito que agradecer a Deus”.

O corpo do jovem, que queria voltar a tocar violino na igreja quando cumprisse a medida socioeducativa, será sepultado às 15h no cemitério Jardim da Saudade, em Goiânia.

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Goiás

Jovem chama cabeleireiro para cortar cabelo em casa e é assassinado em Goiás

Jovem de 18 anos chama homem para cortar cabelo em casa e acaba violentamente assassinado.
18/06/2018, 18h05

O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Luziânia, coordenado pelo delegado Maurício Passerini, prendeu na manhã desta segunda-feira (18/6) Welder José Leite, 25 anos, investigado pelo assassinato de Adriano Freitas Santos, de 18 anos. O crime ocorreu no dia 9 de outubro de 2015 em Luziânia.

A vítima foi encontrada pela mãe na casa em que moravam, nua, deitada sobre o tapete da sala, com as mãos amarradas e sinais de violência nos órgãos genitais.

Segundo o principal suspeito, os dois se conheceram por meio de redes sociais e criaram vínculo de amizade. No dia do crime, a vítima pediu que Welder fosse à casa dele para cortar o cabelo. No local, Adriano teria se insinuado sexualmente para Welder. Enfurecido, passou a agredi-lo violentamente até a morte.

Conforme contou o delegado Maurício Passerini ao Portal Dia Online, o suspeito não foi preso antes por falta de provas que o ligassem ao crime. “Chegou a simular surpresa quando preso, mas, diante das provas, teve de confessar o crime”, relata Passerini.

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Goiás

Advogado paulista ostenta luxo às custas de golpes em Goiânia

Reportagem do Portal Dia Online descobre paradeiro do advogado Alex Fernandes Moreira preso duas vezes. Ele não aprende e continua aplicando golpes.
20/06/2018, 11h41

Jordane Marinho Souza Santos, de 28 anos, não sabia que tinha 100 mil reais para receber de uma apólice de seguro depois de um acidente que o transformou em um homem cabisbaixo. Sem o movimento do braço esquerdo, com salário que recebia do Segurado DPVAT desde o acidente em dezembro de 2009, foi ao banco levando uma pasta plástica.

Dentro dela, exames, laudos e documentos da empresa que poderiam melhor um pouco a vida de sua família. Mas Jordane voltou para casa arrasado. Os meses no hospital e, principalmente, a desinformação na empresa em que trabalhava, o fizeram perder tempo e o dinheiro a que tinha direito. O banco seguiu a risca o prazo de 12 meses para o saque da apólice. A mesma moça que negou o saque deu a ideia de Jordane procurar um advogado.

Caminhando de volta para casa, ele viu na porta entreaberta de um escritório de advocacia na Cidade Jardim a única chance de voltar a sorrir. Entrou no escritório com a cabeça baixa e foi recebido com entusiasmo pelo advogado Alex Fernandes Moreira, com sotaque paulista. Jordane deixou documentos e, sobretudo, a confiança em Alex.

Enquanto a lentidão da Justiça ia deixando a vida de Jordane ainda mais infeliz e difícil, o nome do advogado Alex Fernandes foi notícia nos principais jornais de Goiás. Ele foi preso em flagrante com um celular e um notebook roubados em 18 de abril de 2012.

No momento da prisão, Alex tentava desbloquear os equipamentos em Goiânia. Pagou fiança e desapareceu da Cidade Jardim. Ainda não havia tido respostas do processo da apólice. Jordane ficou aguardando.

O processo ainda não havia tido respostas quando o advogado vai preso pela segunda vez. Desta vez, em junho de 2015, suspeito de fraudar saques de precatórios em Aparecida de Goiânia. Com ele, uma idosa e outros dois homens usavam documentos falsos em nome de pessoas mortas para aplicar o golpe.

Segundo investigações da Polícia Civil, uma semana antes da prisão, o advogado e a idosa tinham ido a uma agência bancária de Aparecida para aplicar o golpe, mas não conseguiram.

A dupla tentou resgatar R$ 29 mil. Com o bando, comandando pelo advogado, a polícia encontrou identidades e comprovantes de endereços falsos. Na época, a delegada responsável pela prisão, Mayana Rezende, contou que no começo de 2015 o advogado conseguiu aplicar o golpe em duas pessoas, que foram lesadas em R$ 66 mil.

Alex, que já respondia por receptação, estelionato e apropriação indébita, continuou livre.

Advogado paulista ostenta luxo às custas de fraudes em Goiânia
Advogado Alex Fernandes (Foto: Reprodução)

O sumiço

Seis anos depois de assinar documentos, participar de duas audiências, Jordane não havia recebido nenhum centavo. Nenhum posicionamento do advogado. Desconfiado com as respostas evasivas, das ligações não atendidas e do sumiço do Alex, Jordane procurou o advogado Maurício Santana Correa. Quando pesquisou o número do processo, Maurício se surpreendeu: a Justiça havia determinado, num acordo suspeito em 5 de julho de 2016, que a seguradora depositasse R$33 mil na conta do então advogado.

O acordo foi assinado e, mesmo sem ter sido avisado, uma rubrica de Jordane aparece no documento. “É falsa”, sustenta ele.

Quando solicitou documentos, o advogado Maurício e a vítima constataram o saque integral de um acordo feito sem a anuência de Jordane depois da, segundo ele, falsificação da assinatura. A partir dali, Alex se tornou inencontrável.

Um fantasma que oficial de justiça e nenhuma de suas vítimas conseguem encontrar em qualquer um dos endereços pelos quais passou em Goiânia. Ou em cidades de São Paulo ou Minas Gerais, onde ostenta a carteira das seccionais da OAB. Alex é um advogado nômade.

Jordane perdeu o salário do INSS e passou a receber meio salário de auxílio doença. O jeito foi arranjar um trabalho informal depois de um laudo constatar que ele estaria apto a trabalhar quando fez um curso profissionalizante ofertado pelo INSS. Passou a vender Sitpass em uma banquinha no Setor Bueno. “O pouco que ganho do auxílio e do trabalho consigo sustentar a família”, conta, desajeitado.

Em  busca do advogado

Advogado paulista ostenta luxo às custas de fraudes em Goiânia
Um dos edifícios em que repórter procurou advogado. (Foto: Yago Sales)

Na Avenida Goiás, por onde o Portal Dia Online percorre durante uma manhã de segunda-feira, a fotografia do advogado sumido não é estranha aos compradores e vendedores de ouro, aos mototaxistas e donos de empoeiradas revistarias.

Espontaneamente, o nome de Alex Fernandes surge na boca de um homem que oferece cartõezinhos de um advogado qualquer em frente ao Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS.

O atravessador indica, sem prestar muita atenção no rosto do repórter, para a sala do “advogado bom de serviço” que deve “acelerar o processo de aposentadoria” na Rua 3. Quando descobre que o rapaz, na verdade, se trata de um repórter que quer saber mais detalhes da atuação de Alex por ali, se irrita. Quer saber o que tem de filmagem no celular. Tenta tomar o aparelho.

Ele é o mesmo flagrado pela reportagem minutos antes se identificando como advogado, não se passando de um entregador de cartõezinhos. Com boa lábia, o homem leva idosos para salas com cheiro de barata nas ruas adjacentes à Avenida Goiás. Normalmente analfabetos, os idosos não costumam ler procurações que assinam e são presas fáceis para advogados picaretas.

A algumas quadras dali, uma mulher se lembra do advogado Alex Fernandes. “Faz tempo que não vemos ele por aqui”, murmura. Ela dá uma pista. Aponta para uma sala fechada, onde funcionou um dos escritórios do advogado, bem ao lado do INSS. Pelo menos um dos três que o advogado manteve no Centro.

Do outro lado da rua, na recepção do edifício São Judas Tadeu, na Avenida Goiás, outro endereço antigo do advogado sumido. “Esse advogado aí? Ah, tem muita gente que vem atrás dele aqui”, conta um homem vestido em um terno encardido, que tenta alugar uma das salas em um dos 17 andares do edifício.

Sem se despistar de um possível locatário, o homem sugere que o repórter vá falar com os mototaxistas. O mais velho do ponto chega e identifica o advogado pela fotografia.  Apenas faz “sim” com a cabeça. Logo some pela Rua 2, carregando um moço atrasado para a faculdade.

Casamento, BMW  e mansão

A saga do repórter não para por aí. Em uma semana, diversas ligações, levantamentos e pernadas a endereços em busca do advogado. Por fim, é possível afirmar que, ao mesmo tempo em que Jordane amargou a tristeza de não ter visto nada do acordo, o advogado Alex Fernandes ostentou uma vida de luxo.

Advogado paulista ostenta luxo às custas de fraudes em Goiânia

Casou-se com a quarta mulher nas Salinas Maragogi, com uma das praias mais paradisíacas do Brasil, em Alagoas. Um casamento ali não fica barato, com diária em média de R$ 1 mil. Em viagens internacionais, publicou em sua conta no Instagram dinheiro vivo e comemorou a compra de uma BMW, um luxuoso carro que não custa menos que R$ 500 mil.

Protegido pelo status, nenhum porteiro do charmoso Edifício Máximo Independente, na Rua Coronel Ernesto Garcia, na Vila Maria José, recebe oficiais de Justiça com intimações ao Alex sob a justificativa de que o apartamento está alugado. O inquilino atendeu à ligação, mas preferiu ficar em silêncio. Um porteiro confirmou que o apartamento é do “doutor Alex, mas tem outra família morando lá”.

Conforme apurou o repórter, a Justiça ainda não soube que pode encontrar o advogado no Condomínio Jardins Verona, com mansões que podem custar até R$ 2 milhões. Pelas ruas de asfalto de primeiro mundo do Verona, o advogado, em bicicleta ou em sua BMW branca que chegou em um guincho no Jardins Verona, vislumbra as quadras de Tênis construídas em saibro, cercadas por alambrados e iluminadas.

Advogado paulista ostenta luxo às custas de fraudes em Goiânia
Advogado comemora chegada de carro de luxo. (Foto: reprodução).

Ele não deve se lembrar das consequências que causou ao moço pobre que o procurou em busca de ajuda quando vê jovens jogando futebol Society em um gramado esverdeado mais vistoso do que a grama dos estádios dos jogos da Copa na Rússia. Nem parece se preocupar com idas a restaurantes frequentados pela alta sociedade goianiense. Em um deles, no Setor Marista, a conta para ele e a esposa, em uma noite, não ficaria menos que R$ 500.

Punições

Conforme apurou o Portal Dia Online, por condutas suspeitas na prática da advocacia, o advogado sofreu algumas penalidade pelo Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO).

Alex Fernandes sofreu a chamada Pena de Censura, quando o advogado, por exemplo, faz captação de novos clientes por meio de publicidade – com aquela gente chata em frente ao INSS oferecendo cartõezinhos -, ou deixar de informar o insucesso de uma causa, recebendo honorários.

Ele ainda sofreu por três suspensões: a primeira por 60 dias, a segunda 90 dias e terceira 30 dias. Ou seja, caso a OAB-GO receba novas denúncias o advogado pode ser expulso da Ordem.

Enquanto a polícia não encontra o advogado, Jordane e seu novo advogado, esperam receber pelo menos o valor do saque do inencontrável Alex Fernandes Moreira.

“Esperamos encontrá-lo para notificar e penhorar os bens”, acredita o advogado Maurício Santana Correa. “Vamos acreditar”.

Durante dois dias, a reportagem ligou em dois números que conseguiu com amigos do advogado. Pelo menos 30 ligações não foram atendidas até o fechamento desta reportagem.

Assista entrevista completa  do advogado:

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