Brasil

Empresa sob suspeita de fraudes que tem contrato milionário com Imas é de fachada

Fraudes envolvem, além de falsidade ideológica, exame e consulta médica com morto.
01/06/2018, 13h52

A Urgembras, com contrato milionário com o Instituto Municipal de Assistência Social (Imas) é, na prática, uma escola de treinamentos para profissionais da saúde. Médicos e responsáveis pela empresa são suspeitos de fraudes quando exames foram feitos em nome de servidores.

Até um ex-diretor assinou documentos classificados como fraudulentos, com registros de exames na matrícula de servidores que nunca ouviram falar da Urgembras. A reportagem do Portal Dia Online publicou relatos de servidores que tiveram descontados na Folha de Pagamento exames que eles não fizeram.

O dependente de uma servidora teria feito exames seis meses depois de sua morte. “Meu marido já estava morto quando usaram a matrícula dele”, disse a mulher.

Além do site da empresa, a reportagem verificou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) que deveria ser uma clínica que atenderia nas áreas de Psiquiatria, Cardiologia, Acupuntura, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, como prevê o contrato com o Imas.

Antes do escândalo, o presidente do Imas, Sebastião Peixoto, demitiu o diretor de Assistência à Saúde do Servidor do órgão, o geriatra Carlos Henrique Duarte Bahia, e determinou uma auditoria interna que constatou as irregularidades.

Com sua designação ao cargo, Carlos Henrique articulou a contratação da empresa que deveria oferecer atendimento médico mas, como apurou o Portal Dia Online, é uma escola de treinamentos para profissionais da saúde.

O contrato firmado com a Urgembras é de R$ 10 milhões e foi feito com dispensa de licitação, como publicado no decreto nº 054/2017, assinado por Sebastião Peixoto em 23 de outubro de 2017, com vigência até o dia 31 de dezembro de 2021.

Veja denúncia de servidora em que matrícula de marido morto foi usado em fraude:

“Caique”

Carlos Henrique Duarte Bahia, na data das consultas sob suspeita de fraude, era diretor de Assistência à Saúde do Servidor do Imas. Ele foi exonerado do cargo em 27 de abril quando o órgão começou a receber denúncias envolvendo o médico com as consultas. Um dos braços direito de Sebastião Peixoto, a reportagem encontrou dificuldades em descobrir quem era o médico pelo seu nome de batismo.

Empresa com contrato milionário com Imas é de fachada
Conhecido como “Caique”, ex-diretor Carlos Henrique Duarte

É que Carlos Henrique é conhecido como “Caique” tanto no Imas quanto no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de onde foi exonerado do cargo de diretor após ser preso devido a fraudes na transferência de pacientes para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em 2016, em uma operação intitulada “S.O.S SAMU”.

Além de assinar guias de atendimento classificadas em uma auditoria feita pelo próprio Imas em abril como fraudulentas, Carlos Henrique era dono da Urgembras. Quando assumiu o cargo no Imas, ele já havia deixado a sociedade na mão da advogada Luiza Ribeiro Fernandes. A reportagem tentou contato nas últimas três semanas com Luiza, mas ninguém sabia de quem se tratava.

Em entrevista à reportagem, Sebastião Peixoto prefere culpar uma funcionária da Urgembras. “Tudo culpa de uma funcionária deles [Urgembras] que foi demitida”, Sebastião culpa. “Já resolvemos tudo, cancelamos todas as notas fiscais”, avisa, enquanto o repórter folheia, durante uma hora, os documentos sobre a mesa de Sebastião.

“Não sou sócio da empresa, porém ela é credenciada pelo Imas e com o objetivo de melhorar a prestação de serviços aos usuários houve atendimento aberto para este convênio na clínica onde trabalho, onde foi respeitado todos os requisitos no chamamento 02/2016. Devido à falhas no cumprimento de obrigações contratuais de segurança (o que foi amplamente esclarecido na auditoria feita pela própria empresa), todos os procedimentos incompletos em itens de segurança foram listados e cancelados com rigor. Informo ainda que nenhum pagamento foi realizado para a empresa, afastando possibilidade de prejuízo para o IMAS. Assim, entendo necessário o acesso às correções realizadas que ainda a imprensa e até mesmo a Controladoria não tiveram acesso. Encontro-me à inteira disposição para demais esclarecimentos. Gentilmente, solicito a consideração de todo o trabalho de retificação realizado para fins de melhor esclarecimento do caso e afastar divulgação incorreta ou até mesmo injusta. À disposição.”

Quer dizer…

No primeiro telefone disponível na internet da Urgembras, atendeu um escritório de contabilidade. Depois de pelo menos três ligações, a recepcionista passou um número de telefone. Neste segundo número, a secretária eletrônica, no entanto, repete: “Você ligou para a Amice Clínica”. Por fim, o repórter conversa com uma atendente que afirma desconhecer a Urgembras.

Depois de consultar uma segunda pessoa, a recepcionista volta atrás e informa que a Urgembras fica no mesmo prédio da clínica Amice.

Amice é uma tímida clínica no Marista, um setor de classe média alta da capital, de propriedade de Glaydson Jerônimo Da Silva, o reumatologista que assina guias de suposto atendimento à servidora que denunciou as fraudes.

No endereço, a reportagem encontra apenas um banner desbotado da Urgembras e pede para falar com um responsável. “Olha, é o doutor Carlos Henrique, mas ele está em atendimento”, diz a recepcionista.

Empresa com contrato milionário com Imas é de fachada
Presidente do Imas, Sebastião Peixoto

Em seguida, um médico aparece. Sem saber que está sendo gravado, ele conta que os cursos da Urgembras são ministrados na clínica Amice. Ainda conforme ele, o proprietário das duas é Carlos Henrique Duarte.

Presidente do Imas desde o início da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB),  Sebastião Peixoto é um conhecido nome do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Vez ou outra ele se envolve em alguma suspeita de irregularidade com o dinheiro público por onde ele passa como gestor nos últimos 50 anos em Goiânia. Ele nega irregularidades no contrato com a empresa.

Em resposta à reportagem, o médico Carlos Henrique Duarte enviou a seguinte nota:

“Não sou sócio da empresa, porém ela é credenciada pelo Imas e com o objetivo de melhorar a prestação de serviços aos usuários houve atendimento aberto para este convênio na clínica onde trabalho, onde foi respeitado todos os requisitos no chamamento 02/2016. Devido à falhas no cumprimento de obrigações contratuais de segurança (o que foi amplamente esclarecido na auditoria feita pela própria empresa), todos os procedimentos incompletos em itens de segurança foram listados e cancelados com rigor. Informo ainda que nenhum pagamento foi realizado para a empresa, afastando possibilidade de prejuízo para o IMAS. Assim, entendo necessário o acesso às correções realizadas que ainda a imprensa e até mesmo a Controladoria não tiveram acesso. Encontro-me à inteira disposição para demais esclarecimentos. Gentilmente, solicito a consideração de todo o trabalho de retificação realizado para fins de melhor esclarecimento do caso e afastar divulgação incorreta ou até mesmo injusta. À disposição.”

Na próxima reportagem da série, Sebastião se contradiz com informações equivocadas.

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Brasil

Grávida morta conheceu motorista ao arrumar vidro de ônibus de dupla sertaneja

Grávida conheceu motorista de dupla em fábrica de vidros de São Paulo.
04/06/2018, 12h02

Assassinada a tiros pelo ex-marido na madrugada desta segunda-feira (4/6), Denise Ferreira da Silva, de 32 anos, deixou um emprego em São Paulo quando conheceu Aginaldo Veríssimo Coelho, de 50 anos.

Os dois se conheceram em uma empresa de vidros para automóveis em que ela era encarregada quando o motorista da dupla Henrique e Juliano levou um ônibus para reparos. Com o acerto na firma, comprou uma casa no Setor Caravelas, em Goiânia.

Além da mudança, trouxe o filho de 6 anos. “Ela deixou emprego e comprou esta casa aí em Goiânia. Abriu um empório, onde vendia comida congelada, bebida e refrigerantes”, lembra o primo, Leandro Nunes.

Grávida de quatro meses, Denise tentou escapar do motorista que arrombou a casa por volta das 3h da manhã. Quando tentou fugir pela rua do condomínio, a mulher levou um tiro na cabeça.

De acordo com vizinhos de Denise, as brigas entre o casal eram constantes. Foragido, a Polícia Civil busca o homem que fugiu a pé.

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Goiás

Feira Hippie começa a funcionar às sextas-feiras, anuncia prefeitura

A decisão é provisória e tem validade até o início da revitalização da Praça do Trabalhador.
04/06/2018, 17h01

Foi decidido na manhã desta segunda-feira (4/6), pelo prefeito Iris Rezende, que a Feira Hippie funcionará a partir das 8h das sextas-feiras. A medida é provisória e tem validade até o início da revitalização da Praça do Trabalhador.

“Dou minha autorização para que possam atuar na região a partir de sexta-feira. No entanto, essa alteração será provisória, visto que iniciaremos, em breve, uma grande revitalização na Praça do Trabalhador. Quando começarem as obras, outras definições serão tomadas de forma que não comprometam o bom andamento dessa requalificação na área”, explicou o prefeito.

Iris Rezende ressaltou ainda que a mudança pode contribuir de forma positiva no sustento das famílias dependentes da Feira.

Ainda durante a reunião, que foi acompanhada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Ricardo De Val Borges, haverão ajustes sobre os próximos passos para se promover a mudança solicitada.

“Nós sabemos das dificuldades de vocês que estão na ponta e o que eu sempre defendi foi o diálogo, pois sempre estamos de portas abertas para receber a todos. Com a conversa que tivemos hoje e destacando o cuidado do prefeito tanto com os comerciantes quanto com a Feira Hippie, espaço pelo qual Iris Rezende tem profundo apreço, comunico que providenciaremos um decreto para oficializar esta alteração junto com o secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Henrique Alves”, explicou De Val.

De acordo com o secretário da Sedetec, as equipes que tratarão da mudança trabalharão para que, nesta sexta-feira (8/6) a Feira Hippie já esteja em plena atividade.

“No entanto, precisamos ainda agendar alguns encontros com os representantes da feira para adequarmos esta alteração de horário da forma mais organizada possível. Precisamos garantir o tranquilo fluxo de veículos e pedestres, mantendo a ordem para que todas as atividades da região possam seguir com o ritmo normal de funcionamento”, conclui.

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Goiás

Motorista confessa que matou ex-mulher grávida por ciúmes

Crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (4/6), em Goiânia.
04/06/2018, 21h02

Foi preso na tarde desta segunda-feira (4/6) em Anápolis, Aginaldo Veríssimo Coelho, de 50 anos, o assassino confesso da vendedora Denise Ferreira da Silva, de 34 anos, que estava grávida de quatro meses. A mulher foi morta a tiros nesta última madrugada, em um condomínio do Setor  Caravelas, em Goiânia, onde morava.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Dannilo Proto, da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), Aginaldo confessou o crime e disse que teria matado a mulher por ciúmes e por conta de uma possível traição. O homem disse ainda que cometeu o assassinato em um momento de fúria.

“Aginaldo é autor confesso da morte da sua companheira, Denise. Segundo ele, a motivação foi por ciúmes e uma possível traição. Nessa oportunidade, possuído por esse sentimento de fúria, ele resolveu ir ao apartamento dela, entrou em vias de fato e efetuou esse disparo”, contou o delegado.

O principal suspeito estava foragido desde a manhã desta segunda e foi encontrado na casa de parentes em Anápolis. Segundo informações do delegado, Aginaldo contou que logo após o crime, solicitou um carro por aplicativo de transporte e fugiu do local. O homem, que responderá por feminicídio e aborto, não resistiu à prisão.

Relacionamento 

Denise se mudou para Goiânia depois de conhecer Aginaldo em uma empresa de vidros para automóveis onde ela era encarregada, em São Paulo. A história do casal começou depois que Aginaldo, que é motorista da dupla Henrique e Juliano, levou um ônibus para reparos na empresa.

Com o dinheiro do acerto, Denise comprou uma casa em um condomínio no Setor  Caravelas, onde foi assassinada, e depois de um tempo abriu um empório. Denise trouxe também o filho de seis anos, fruto do primeiro casamento.

O casal, que já não morava mais junto quando o crime aconteceu, tinha um histórico de brigas, segundo informações do vizinhos. Denise tentava fugir de Aginaldo, que para matá-la, arrombou a porta da casa por volta das 3h.

Família 

Ainda na tarde desta segunda-feira, uma tia de Denise e o pai do primeiro filho da vendedora desembarcaram no Aeroporto de Goiânia. Eles vieram até a Capital para levar a criança e o corpo da mãe para São Paulo, onde será enterrado.

Para isso, a família pede ajuda financeira para a realização dos tramites legais. Qualquer valor pode ser doado e depositado na conta abaixo:

  • Agência: 6844-6
  • Conta-corrente: 10641-0
  • Nome: Idivonete Ferreira Martins
  • Banco do Brasil

Detalhes sobre o caso 

A Polícia Civil informou que outros detalhes sobre o caso serão apresentados na manhã desta terça-feira (5/6) pelo delegado Dannilo Proto, na DIH de Goiânia.

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Brasil

Imas desconta na Folha de servidora parto feito pelo SUS

Com os descontos, a depressão da servidora piorou e ela tentou suicídio no mês passado.
05/06/2018, 15h18

Raquel Rodrigues Mendes, de 44 anos, teve de se adaptar ao encolhimento do salário nos últimos meses. Servidora da Prefeitura de Goiânia, Raquel mudou-se para um cômodo do Jardim Europa pelo qual paga R$250 no aluguel e não recebe mais o neto aos finais de semana.

“Falta dinheiro até para comer”, diz, numa tarde de maio. As dificuldades financeiras vieram assim que o Instituto Municipal de Assistência Social (Imas) começou a descontar dois partos cesáreos, que teriam sido feitos no mesmo dia pela filha dela.

Mas o neto de Raquel, atualmente com 2 anos, nasceu em 8 de agosto de 2015 no Hospital Garavelo, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A servidora trabalha em uma escola municipal como auxiliar-administrativo e o salário, que já era pouco, sofre com descontos que chegam a R$700 por mês.

Imas desconta na Folha de Pagamento de servidora feito pelo SUS
Documento mostra cobrança de dois partos cesáreos. Imas não consegue provar procedimento

A vida de Raquel, com transtorno bipolar, depressão e síndrome do pânico, foi toda voltada para a filha Tayane da Silva Mendes. Sem saber o que fazer para sustentá-la, estudou para o concurso municipal e foi aprovada. “Fiquei muito feliz. Eu poderia dar alguma coisa para a minha filha”, lembra.

Aos 17 anos, a filha engravidou. Raquel aproveitou que a menina era dependente dela no Imas e fez o acompanhamento da gravidez pelo plano. “Decidimos fazer todo o pré-natal pelo Imas, mas no dia do parto, a gente conseguiu vaga no Garavelo, em Aparecida de Goiânia. E lá foi feita a cesariana da minha filha”, conta.

Quando Tayane completou a maioridade, Raquel decidiu tirá-la do plano para evitar os descontos. “Então o Imas começou a descontar tudo o que havia sido feito pelo plano nos últimos 12 meses – que seriam apenas as consultas. Levei um susto quando vi que descontavam dois partos”.

Dedo no nariz

A servidora procurou o Imas desde que os descontos começaram em novembro de 2017. Seriam 15 parcelas de R$74,27 que acabariam em fevereiro de 2019. “Quando cheguei lá, o Sebastião [Peixoto, presidente do Imas] colocou o dedo no meu nariz”, denuncia a mulher.

“Para ele que tem um rendimento bom, não faz falta”, ela diz. Para justificar os descontos, o Imas teria dito que ela assinou documentos. “Ele disse que eu assinei, mas não assinei.”

O advogado da servidora, Erick Araújo Miranda, afirma que o parto ocorreu no Hospital Garavelo e não pelo Imas. “O hospital, que funciona em Aparecida, não tem convênio. A minha cliente procurou o Imas, porém, o presidente da instituição, se negou a reconhecer a falha. Eles efetuam o desconto sem ter prestado”, assevera o advogado.

Ele ainda  lembra que a sua cliente sofre com transtorno de bipolaridade. “Como não consegue resolver o problema dos descontos, ela tentou suicídio em maio”, relata. Conforme o advogado, o Imas deve devolver em dobro, inclusive por danos morais pelos transtornos.

Imas desconta na Folha de Pagamento de servidora feito pelo SUS

“O caso pode configurar má-fé. Até o programa um programa de TV foi chamado, mas o presidente conseguiu evitar que a entrevista fosse ao ar. Sebastião Peixoto preferiu manter os descontos”, diz Erick.

Outro caso

O Imas protagonizou um escândalo na semana passada com suspeita de fraudes pelo ex-diretor do órgão, Carlos Henrique Duarte. O Portal Dia Online investigou paralelamente à Controladoria Geral do Município o caso e trouxe entrevistas exclusivas com vítimas das irregularidades. Até um morto teria passado por exame e consulta com geriatra.

Procurado, Sebastião Peixoto, incialmente, informou que caberia à servidora provar que o parto tinha sido feito pelo SUS, mesmo a certidão de nascimento constando nome do hospital que não atende o Imas. “Nós vamos verificar o que aconteceu”, disse, ao telefone, Sebastião Peixoto.

Sem saber que estava sendo filmado, Sebastião Peixoto afirmou que a servidora é “louca”. Ainda segundo o presidente do Imas, a servidora procurou um programa de televisão e até um jornal que, convencidos por ele, não se importaram com as cobranças no contra-cheque dela. Mesmo assim, a reportagem do Portal Dia Online solicitou os documentos que justificassem as cobranças.

Nos dois vídeos a seguir, acompanhe declarações do Peixoto:

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