05/maio/2018 09h05

Carlinhos Cachoeira tem prisão determinada por ministro do STJ

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro de 2012 e condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.
carlinhos cachoeira - 05/maio/2018 09h05

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro determinou nesta sexta-feira (4/5) a prisão do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para início de cumprimento de pena de oito anos, em regime fechado, a que ele foi condenado pelo crime de fraude em licitação.

A decisão foi motivada pelo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para execução imediata da condenação após o fim dos recursos na segunda instância.

A condenação está relacionada com o caso que foi investigado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, em 2004, que apurou o uso de casas de bingo para lavagem de dinheiro. Na época, o então assessor da Casa Civil da Presidência da República Waldomiro Diniz foi exonerado do cargo após divulgação de uma fita de vídeo em que aparecia pedindo propina a Cachoeira.

Na mesma decisão, o ministro negou pedido da PGR para executar a pena de Waldomiro, também condenado por corrupção e fraude em licitação, mas a 12 anos de prisão.

Diniz foi também acusado de favorecer Cachoeira quando era diretor da Loterj, em 2001 e 2002, e de ter influenciado a renovação de contrato da empresa de tecnologia Gtech com a Caixa Econômica Federal em 2003, quando já trabalhava na Casa Civil.

Caso

Em 2012, Carlinhos Cachoeira virou réu durante a Operação Monte Carlo, onde foi investigado por lavagem de dinheiro. De acordo com a ação do Ministério Público Federal, o contraventor teria comprado uma fazenda de R$ 3,5 milhões para ocultar e dissimular a origem de recursos obtidos de forma ilícita.

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro de 2012 e condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. O empresário recorreu da sentença.

Em junho de 2016,  Carlos Augusto Ramos foi alvo de outra investigação. Ele era um dos alvos da Operação Saqueador, que buscava por pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. No começo deste ano, o contraventor pediu absolvição ao juiz Marcelo Bretas na ação penal.

Por: Thyélen Lorruama