14/mar/2018 08h03

Câmara de Goiânia aprova cabeamento subterrâneo de energia

A proposta estabelece prazo de 20 anos para que as concessionárias façam a substituição.
projeto de lei - 14/mar/2018 08h03

Os vereadores aprovaram por unanimidade, em primeira votação, projeto de lei do vereador Elias Vaz (PSB) que obriga o Município a instalar cabeamento subterrâneo de linhas de transmissão de energia acima de 69 quilovolts, as chamadas redes de alta tensão.

O projeto segue para análise da Comissão de Obras e depois retorna para última votação em plenário.

A proposta de Elias Vaz estabelece prazo de 20 anos para que as concessionárias de transmissão e distribuição de energia elétrica façam a substituição, mas exige a troca anual de pelo menos 5% dos cabos, com previsão de multa em caso de descumprimento.

“É um tipo de investimento que é mais caro no início, mas que traz benefícios a longo prazo. A cidade terá menos problemas com rompimentos de cabos, falta de energia e acidentes, sem contar a questão da poluição visual”, defende o vereador.

Segundo Elias, o cabeamento subterrâneo é realidade em vários países por questões de segurança, eficiência do serviço e estética. A proposta define que, no lugar dos postes removidos após a retirada do cabeamento aéreo, serão plantadas árvores como forma de melhorar a qualidade de vida da população e deixar a cidade mais bonita.

Foto Ilustrativa

Vários vereadores se manifestaram sobre o projeto. “Tem que implantar o cabeamento subterrâneo mesmo, hoje há um risco muito grande para a população”, comentou Paulo Magalhães (PSD). Juarez Lopes (PRTB) também elogiou a matéria. “Parabéns pela iniciativa, é uma proposta muito interessante”.

Parque Anhanguera

Em Goiânia, teve início há cinco anos um imbróglio envolvendo os moradores do Parque Anhanguera e a Enel Distribuição Goiás, que comprou a Celg D.

Na semana passada, a justiça suspendeu liminar que autorizava as obras da instalação da linha de transmissão Carajás-Atlântico-Campinas na região. Os moradores alegam que o local escolhido para implantar a rede de alta tensão não está a uma distância segura das edificações. Temem acidentes e a desvalorização dos imóveis.

“Quando um morador vai construir próximo à rede já instalada, precisa seguir a metragem determinada pela legislação. Quando a história muda e a empresa vai instalar a rede depois de já construídas as casas, essa metragem não precisa ser seguida? É um absurdo o que está acontecendo naquela região e é esse tipo de situação que o nosso projeto pretende evitar”, ressalta Elias Vaz.

Dia Online
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Fonte: Prefeitura de Goiânia