12/mar/2018 18h03

MP denuncia namorado por feminicídio e meio cruel pela morte de servidora do TJ

O crime foi definido como feminicídio por se tratar de uma vítima do sexo feminino e em caráter de violência doméstica.
feminicídio - 12/mar/2018 18h03

O Ministério Público ofereceu denúncia contra José Carlos de Oliveira Júnior pela morte da namorada Giselle Evangelista Gonçalves, pelo crime de feminicídio, ocorrido na casa dele, no dia 16 de fevereiro de 2018.

De acordo com a denúncia, por volta das 2h da manhã do dia 16, o réu matou a vítima. Ele agiu em razão da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica decorrente de uma relação íntima de afeto, e a esganou para provocar asfixia, sendo este um meio cruel.

O inquérito policial informa que o casal estava junto há ano e oito meses, sendo o relacionamento pontuado por brigas e discussões, inclusive por episódios de agressões físicas por parte de José Carlos.

Poucos dias antes do crime, o casal se desentendeu em um evento pré-carnavalesco, no dia 3 de fevereiro, em uma rua no Setor Bueno.

Mais tarde, fora do evento e já no apartamento do réu, começou uma nova briga, quando ele, então, agarrou violentamente a vítima pelo braço, quando ela falou que iria embora.

Na véspera dos fatos, por volta das 22h, a vítima estava no apartamento de José Carlos, onde ia com frequência. Em um dado momento, começou uma discussão com gritos, que chegou a atrair a atenção da vizinhança.

Na madrugada do outro dia, uma nova briga começou entre o casal, fazendo com que Giselle Evangelista descesse para o hall do prédio, por volta de 1h do dia 16.

O casal, no entanto, retornou para o apartamento, quando o réu, com a intenção de acalmar a vítima, lhe entregou seu celular. Nesse momento, chegou uma mensagem e, ao acessá-la, a vítima percebeu que se tratava de um vídeo onde uma mulher se despia.

Ao perguntar ao namorado sobre quem era aquela pessoa, reacendeu-se a briga, agora potencializada por toda a carga das discussões anteriores.

Irritado e sentindo-se superior, ele a imobilizou e agarrou o pescoço da vítima, esganando cruelmente e sem piedade, sendo sua morte violenta confirmada em laudo.

O réu, então, depois de organizar a cena do crime, fugiu de carro do local, cerca de uma hora depois. Assim que os colegas de trabalho de Giselle Evangelista, no Tribunal de Justiça, notaram a sua falta, após não conseguirem contatá-la pessoalmente, ligaram para seus familiares.

Giselle foi encontrada morta pela família no apartamento de José Carlos. O corpo estava sob a cama, coberto por uma toalha.

Na noite de 17 de fevereiro de 2018, o suspeito foi localizado na zona rural de Pirenópolis e preso em flagrante. O promotor de Justiça Marcelo Faria da Costa Lima manifestou-se pela manutenção da prisão preventiva de José Carlos, requerida pela autoridade policial.

Fonte: Ministério Público do Estado de Goiás