09/mar/2018 08h03

CEI quer audiência com ministro da Saúde para conseguir ambulâncias para Goiânia

CEI da Saúde deve ouvir hoje mais três depoimentos. Entre eles, o da secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué.
frota antiga - 09/mar/2018 08h03

A Comissão Especial de Inquérito que apura irregularidades na Saúde em Goiânia recebeu como convidado nesta quinta-feira (8/3) o diretor geral do Departamento de Atenção Básica do Governo Federal, João Salame Neto.

Ele se comprometeu a intermediar uma reunião com o ministro da Saúde para tratar da situação das ambulâncias de Goiânia. O prefeito Iris Rezende também será convidado.

“Temos um problema emergencial em Goiânia. O número de ambulâncias é insuficiente. Chegamos a ter só quatro rodando num dia, segundo informações de motoristas do SAMU. Esse número com certeza não atende a população e a demora no atendimento pode ter consequências graves”, afirmou o relator da CEI, vereador Elias Vaz (PSB).

O vereador questionou o representante do Ministério da Saúde sobre o processo para aquisição de ambulâncias para o Município. João Salame explicou que as ambulâncias com mais de cinco anos de uso são substituídas automaticamente pelo governo federal mediante solicitação do Município e o processo de reposição é rápido.

“Há outra forma de resolver a situação. Quando o Município ainda não atingiu o teto, que é determinado de acordo com o número de habitantes, esses veículos também podem ser adquiridos. É um processo mais burocrático, mas também seria um caminho”.

O diretor do Ministério da Saúde também explicou que as ambulâncias do SAMU exigem recursos do Estado (25%), Município (25%) e governo federal (50%).

Elias Vaz lembrou que a maior parte da frota de ambulâncias de Goiânia é de 2010. “Isso significa que muitas poderiam ter sido substituídas já há três anos. Vamos investigar por que isso não foi feito pelo Município ou se esse processo já foi iniciado”.

Problemas na frota

A CEI da Saúde denunciou indícios de superfaturamento na manutenção da frota da Saúde, com gasto de quase R$14 milhões em cinco anos no contrato com a Útil Pneus, enquanto as ambulâncias estão sucateadas.

A ambulância campeã de gastos, R$89 mil em um ano e meio, está parada na oficina e, segundo o SAMU, o custo de conserto seria de mais R$49 mil.

Os vereadores identificaram uma ambulância com gasto de manutenção de R$64 mil em 2016 e que foi levada naquele ano ainda para o pátio do Centro de Zoonoses sem motor. Está abandonada no local.

“O dinheiro usado para pagar os supostos consertos é do governo federal, depositado no Fundo Municipal de Saúde, o mesmo dinheiro que deveria ser usado para comprar remédios e pagar exames”, ressaltou Elias Vaz.

Novos depoimentos

Nesta sexta-feira (9/3), a partir de 8h30, a CEI vai ouvir mais três depoimentos. Foram convocados a secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué, o diretor geral do Samu, André Braga, e o ex-supervisor de Transporte da Saúde, Wilson Rodrigues.

André e Wilson foram apontados na última segunda-feira pelo diretor administrativo da Secretaria, o suplente de vereador Luiz Teófilo, como responsáveis por atestar notas fiscais para a Mecânica Inovar.

Tanto Teófilo quanto a ex-gerente de Transporte da Saúde, Maxilânia Clemente, admitiram que a oficina prestou serviço sem contrato de julho de 2017 a janeiro deste ano. A denúncia é de que a empresa tenha sido favorecido a pedido do diretor administrativo.

A Inovar continua sendo contratada pelo Município por intermédio da Neo, que assinou contrato em janeiro deste an

Fonte: Assessoria de Imprensa