22/fev/2018 10h02

Videogame auxilia na recuperação de pacientes do HGG

Iniciativa inédita na rede pública de Goiás oferece aos pacientes a possibilidade de interação com o X-Box®️, promovendo estímulos visuais, táteis, auditivos e sensoriais.
X-Box®️ - 22/fev/2018 10h02

Imagine um paciente se recuperando no leito de UTI jogando boliche, dançando ou simulando escalar um paredão?

O comerciante Valdir Nunes, de 62 anos, está internado no Hospital Geral de Goiânia (HGG) há mais de um mês, tratando uma doença vascular e jogou videogame pela primeira vez na UTI. “Eu achei muito bom. Faço os exercícios brincando”, conta ele.

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Foto: Flávia Morreno

O objetivo do tratamento com jogos é complementar o tratamento fisioterapêutico a pacientes com problemas neurológicos e portadores de doenças ou limitações motoras auxiliando na coordenação motora e equilíbrio.

“A utilização da Realidade Virtual Não Imersiva (RVNI) em terapias com pacientes neurológicos, induz as áreas motoras do córtex a se envolverem potencialmente para execução de dada tarefa, e essa reorganização cortical tem grande importância na plasticidade do tecido lesionado/debilitado”, explica a gerente de Fisioterapia do HGG, Joana França Barbosa.

Para a aplicação, os fisioterapeutas da unidade HGG passaram por treinamento prévio para seleção e manuseio dos jogos e equipamentos. Os jogos são escolhidos de acordo com alguma dificuldade específica do paciente em recuperação, considerando a execução das tarefas ou movimentos exigidos pelos jogos, como arremessar, chutar, agachar ou dançar. Por exemplo, os movimentos de dança desenvolvem a coordenação motora, a agilidade, o ritmo e a percepção espacial de forma natural.

“O uso da realidade virtual não imersiva está cada vez mais presente em unidades de saúde e clínicas de reabilitação como terapia adicional para tentar atenuar os déficits sensório-motores e acelerar o processo de recuperação funcional. Tem se mostrado uma maneira interativa, eficaz e divertida de tratar sequelas motoras provenientes de lesões e de diversas patologias crônicas”, explicou Joana.

Renata Thais, 21 anos, gastroplastia e admite que ficou cansada, mas gostou da iniciativa. “É mais divertido fazer os exercícios jogando”, conta ela.

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Foto: Flávia Moreno

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Por: Flavia Moreno