20/fev/2018 08h02

Saúde de Goiânia orienta como prevenir conjuntivite

Casos de conjuntivite tem aumentado na capital e surtos da doença já estão sendo monitorados.
casos aumentaram - 20/fev/2018 08h02

Desde o fim do Carnaval, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) tem acompanhado um aumento nos casos de conjuntivite na capital e surtos da doença já estão sendo monitorados.

Medidas de higiene são fundamentais para evitar a transmissão e contágio da infecção. Inicialmente, foi verificado um aumento no atendimento de casos da doença nos Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) Amendoeiras e Chácara do Governador.

Logo em seguida, surtos intradomiciliares foram notificados em moradores da região Leste de Goiânia. Os pacientes estão sendo acompanhados conforme critérios de vigilância epidemiológica. Ainda não se sabe ao certo qual é o agente que circula em Goiânia. ‘Pode ser viral ou bacteriana, mas é preciso investigar’, pondera Flúvia Amorim.

A doença causada por vírus é mais resistente e circula com mais facilidade no ar. Equipes da SMS monitoram pacientes diagnosticados e realizam coleta de material para exames laboratoriais. Casos de conjuntivite têm sido registrados desde o início do ano em diferentes estados brasileiros, como Mato Grosso e São Paulo, e em cidades goianas, como Caldas Novas.

‘A aglomeração de pessoas durante o carnaval é um fator de risco para circulação da doença’, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim.

Prevenção

Para evitar que a doença se propague, medidas de higiene são fundamentais. Para reduzir as chances de contágio e transmissão, o indicado é higienizar com frequência o rosto e as mãos, usando água e sabonete líquido.

Se não for possível, o álcool em gel é uma opção. Deve evitar coçar os olhos e tocar em objetos, aumentar o intervalo de troca de toalhas ou utilizar materiais descartáveis para enxugar rosto e mãos e não compartilhar produtos de uso pessoal, como maquiagens, por exemplo.

‘Quem já está infectado também deve adotar medidas para evitar a transmissão’, orienta a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS.

Além de higienização do rosto e mãos, entre as recomendações também estão evitar frequentar locais com aglomerações de pessoas, como escolas, creches, locais de trabalho, piscinas, academias, bares e clubes, e trocar as fronhas dos travesseiros diariamente.

Durante o período de circulação da doença, diretores e coordenadores de escolas e creches e responsáveis por hotéis, clubes e academias devem ficar atentos e reforçar as medidas de higiene nos locais.

Toda pessoa deve procurar o serviço de saúde em caso de suspeita de conjuntivite para diagnóstico, orientações quanto ao tratamento e controle. Os trabalhadores devem ser afastados do ambiente de trabalho, conforme recomendação médica para o retorno.

Doença

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, a doença ataca os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias.

Traumas, alergias, irritação química (exemplo: protetores solares que com o suor irritam os olhos) e infecções por vírus, bactérias ou fungos são as causas mais frequentes.

‘Como as causas mais frequentes são as infeções e alergias, os pacientes que apresentam os sintomas devem procurar o serviço de saúde e evitar a automedicação’, destaca Flúvia Amorim.

Acesse aqui a nota informativa sobre recomendações e medidas de prevenção e controle da conjuntivite

Fonte: Prefeitura de Goiânia