17/maio/2018 08h05

Polícia realiza operação contra pedofilia em Goiás, Brasília e outros 23 Estados

Mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes estão sendo cumpridos.
operação luz na infância 2 - 17/maio/2018 08h05

O Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP) deflagrou, nesta quinta-feira (17/5), a Operação Luz na Infância 2.

Cerca de 2,6 mil policiais civis cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

A operação está sendo deflagrada em parceria com as Polícias Civis de Goiás, do Distrito Federal e outros 23 estados.

De acordo com nota do ministério, suspeitos já estão sendo presos em flagrante. Os alvos foram identificados por meio de material obtido em ambientes virtuais.

Em Goiás, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Senador Canêdo, Anápolis, Luziânia, Valparaíso, Pontalina, Iporá, Rio Verde e Jataí.

De acordo com os investigadores, esse material representa “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”.

O material foi recolhido ao longo de quatro meses e repassado às Polícias Civis – em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e repressão a crimes informáticos – que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados.

Operação Luz na Infância

A operação foi intitulada Luz na Infância porque os acusados deste tipo de delito agem nas sombras da internet, e os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes são considerados obscuros e bárbaros.

A primeira fase da Operação foi realizada em 20 de outubro de 2017. 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais foram cumpridos.

Durante a apreensão desses materiais nos 24 estados e DF, foram identificadas e presas 112 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na internet.

A primeira fase foi resultado de seis meses de levantamentos e investigações coordenados pela Senasp/MESP, em conjunto com as agências de inteligência das Polícias Civis.

Por: Juliana Nogueira