10/maio/2018 10h05

Polícia faz hoje reconstituição do assassinato de Marielle Franco

A reconstituição está prevista para as 22h, no local onde ocorreu o crime, no bairro do Estácio, na zona Central do Rio.
marielle franco - 10/maio/2018 10h05

A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) faz hoje (10/5), no Rio de Janeiro, a reprodução simulada das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridas na noite de 14 março deste ano.

A reconstituição está prevista para as 22h, no local onde ocorreu o crime, no bairro do Estácio, na zona Central do Rio.

O trabalho, feito pela Polícia Civil, contará com apoio logístico das Forças Armadas. A partir das 20h, serão interditadas as ruas no entorno do local onde ocorreu o crime.

Ficarão fechados os seguintes trechos: Rua Joaquim Palhares entre as Ruas Haddock Lobo e Rua Ulysses Guimarães; Rua João Paulo I, entre a Avenida Paulo de Frontin e Rua Joaquim Palhares e Rua Estácio de Sá entre a Rua Hélio Beltrão e Rua Joaquim Palhares.

Segundo a polícia, durante a reprodução, poderão ser disparados tiros em pontos específicos para análise da perícia. Por isso, toda a área será bloqueada para o acesso de pedestres e veículos.

Por questões de segurança, os moradores da região só poderão acessar as ruas bloqueadas após serem autorizados pelos policiais.

Depoimento de testemunha

Uma testemunha que não teve a identidade revelada, e que disse ser ligada a uma milícia do Rio, afirmou que vereador Marcello Siciliano (PHS) e um ex-PM queriam a morte de Marielle.

O ex-policial Orlando Oliveira de Araújo está preso em Bangu sob acusação de chefiar uma milícia em Curicica, na zona oeste carioca.

Em novo depoimento, a testemunha afirmou que PMs estavam no carro usado no assassinato de vereadora. De acordo com o depoimento, um policial do 16º BPM (Olaria) e um ex-PM do batalhão da Maré, participaram do crime.

Os policiais estariam com mais dois homens, que seriam ligados ao miliciano Orlando Oliveira de Araújo. Esses quatro suspeitos já estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios da capital (DH).

Fonte: Agência Brasil