11/abr/2018 20h04

OMS e Unicef lançam guia com 10 passos em incentivo a amamentação

O objetivo é aumentar o apoio ao aleitamento materno nos hospitais.
guia - 11/abr/2018 20h04

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lançaram nesta quarta-feira (11/4) um novo guia com 10 passos para aumentar o apoio ao aleitamento materno nos hospitais. Segundo as agências da ONU, se todos os bebês fossem amamentados nos primeiros dois anos seria possível salvar anualmente a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos.

Na apresentação da iniciativa, a diretora executiva do Unicef, Henrietta H. Fore, disse que “a amamentação salva vidas”, e lembrou que a prática “requer apoio, encorajamento e orientação”.  Ela acredita que a sequência mostrada no guia “pode melhorar de forma significativa as taxas de amamentação em todo o mundo e dar às crianças o melhor começo possível na vida.”

A nova orientação descreve passos práticos que os países devem adotar para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno nas unidades de saúde. Inclui ainda informação para ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira hora e amamentar o bebê de forma exclusiva por seis meses.

Segundo o guia, todos os hospitais devem ter uma política escrita para esta área e definir as funções do pessoal do setor, incluindo quem presta apoio às mães. O documento também recomenda o uso limitado de substitutos do leite materno, a educação dos pais sobre o uso de mamadeiras e chupetas e apoio para quando mães e bebés recebem alta.

Vidas

O novo guia faz parte da iniciativa Hospital Amigo do Bebê, que as duas organizações lançaram em 1991. O documento incentiva as novas mães a amamentar e informa os profissionais de saúde sobre a melhor forma de apoiar a amamentação.

A alimentação com o leite materno na primeira hora de nascimento protege os recém-nascidos de infecções e reduz o risco de morte devido à diarreia e outras infecções. Segundo as agências da ONU, a amamentação também melhora o quociente de inteligência, QI, a frequência escolar, e “está associada a um rendimento mais alto na vida adulta. ”

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, diz que “os hospitais não existem apenas para curar os doentes, mas para promover a vida e garantir que as pessoas possam prosperar e viver as suas vidas com todo o seu potencial. ”

*Com informações da ONU News. 

Por: Thyélen Lorruama