05/fev/2018 15h02

Brasil deve ter documento de identidade unificado a partir de julho

O novo documento vai reunir informações de registros como o CPF e o título de eleitor.

documentos - 05/fev/2018 15h02

O governo federal lançou nesta segunda-feira (5/2) o projeto-piloto para o DNI (Documento Nacional de Identificação), um documento que pretende integrar diversos registros utilizados pelo cidadão como o CPF (cadastro de pessoa física) e o título de eleitor. A previsão do governo é que o documento, que poderá ser exibido por meio de smartphones, esteja disponível ao cidadão a partir de julho deste ano.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro momento, aproximadamente cerca de dois mil servidores do TSE e do Ministério do Planejamento poderão fazer download do aplicativo do DNI que, posteriormente, será ampliado para uso dos demais servidores da Justiça Eleitoral e, gradativamente, para a população. O DNI somente poderá ser baixado pelo cidadão uma única vez e em um só dispositivo móvel, por questão de segurança. Somente poderá baixar o aplicativo e ter acesso digital ao DNI quem já fez o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, a ideia é que após os testes nas duas entidades, o documento possa ser disponibilizado para a população a partir de julho deste ano. “Uma vez testado e consolidado o processo, verificando os níveis de segurança, estamos prevendo com o comitê gestor do DNI implementar, colocar à disposição da população em julho deste ano”, afirmou.

Durante cerimônia de lançamento do documento, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, destacou a importância da urna eletrônica para as eleições o País, disse que ela é um importante modelo “de sucesso” e ressaltou que a biometria que a Justiça Eleitoral está efetuando era uma demanda antiga e necessária. “Tínhamos uma vulnerabilidade que era a questão de identificação”, afirmou.

Gilmar Mendes citou o caso de um cidadão de Goiás que tinha diversos títulos de eleitor. “Esse cidadão tinha 52 títulos eleitorais e não usava títulos para votar, mas para outras práticas, crimes comuns”, afirmou. Segundo Gilmar, certamente essa situação ocorre com a carteira de identidade.

Fonte: Estadão, UOL