03/fev/2018 10h02

MPF investiga Cristiane Brasil por associação ao tráfico

A deputada nega todas as acusações.
investigada - 03/fev/2018 10h02

A deputada federal e ministra nomeada do Trabalho, Cristiane Brasil (PTB-RJ), é alvo de um inquérito policial que apura suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a campanha eleitoral de 2010.

A investigação foi enviada ontem (2/2) à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque Cristiane possui foro privilegiado.

O inquérito também apura suposto envolvimento no caso do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB), ex-cunhado da parlamentar, e três assessores dela na época. Eles são acusados de dar dinheiro a traficantes de Cavalcanti, bairro pobre da zona norte da cidade e uma das bases eleitorais da deputada.

O procedimento foi aberto inicialmente pela Polícia Civil após denúncias encaminhadas por email à Ouvidoria da corporação. O jornal “O Estado de S.Paulo” teve acesso ao teor do inquérito policial. Os nomes dos autores das denúncias foram preservados por motivo de segurança.

Conforme os denunciantes afirmaram no inquérito, assessores de Cristiane, que na época era vereadora licenciada e comandava uma secretaria municipal do Rio na gestão de Eduardo Paes (PMDB), pagaram a traficantes para terem o “direito exclusivo” a fazer campanha na região.

Cristiane não se candidatou em 2010, mas naquele ano deu apoio para candidatura de Vinícius, então seu cunhado, à reeleição. Ela se candidatou e foi eleita deputada em 2014.

Cristiane e Vinicius negam todas as acusações.

O inquérito investiga também se líderes comunitários foram constrangidos pelos criminosos a fazer campanha eleitoral.

Nas denúncias há referências a “Zezito”, apontado como chefe do tráfico das comunidades Vila Primavera, Parque Silva Vale e JJ Cowsert, localizadas no bairro de Cavalcanti.

O advogado da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), André Miranda, disse que o inquérito que investiga sua cliente por suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a campanha eleitoral de 2010 tem como base uma denúncia “apócrifa”, sem fundamentos.

Por meio de nota, a assessoria do deputado estadual Marcus Vinícius (PTB) disse que ele já prestou esclarecimentos sobre uma “denúncia anônima” e alegou “motivações políticas de algum adversário incomodado com a atuação do parlamentar na região”.

Fonte: UOL