23/jan/2018 10h01

Infectologista tira dúvidas sobre a vacina contra febre amarela

Quem já foi vacinado com a dose padrão não precisará recebê-la novamente.
Febre Amarela - 23/jan/2018 10h01

A febre amarela tem preocupado moradores de São Paulo, Bahia e Minas Gerais, que a cada semana, confirmam mais mortes pela doença. Apesar de ser considerada área endêmica pelo Ministério da Saúde, o estado de Goiás não registrou nenhum caso de febre amarela neste ano e apenas um caso foi confirmado em 2017.  Em 2016 foram três e em 2015 cinco casos. Nenhum era imunizado contra a doença.

“A vacina é a única forma de se prevenir. Aqui em Goiás a dose não é fracionada e está disponível nos postos de saúde”, alerta o secretário de Saúde do Estado, Leonardo Vilela.

Infectologista Boaventura Braz

Segundo o infectologista Boaventura Braz, quem já foi vacinado com a dose padrão uma vez não precisará recebê-la novamente. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2014, apenas uma dose da vacina. Somente em abril de 2017, no entanto, o governo brasileiro decidiu adotar a norma. Até então, o protocolo do país recomendava duas doses, com intervalo de dez anos, para a proteção contra a doença”.

Quem não pode vacinar?

Pessoas a partir dos dois anos de idade deverão receber a dose fracionada. Já as que têm condições clínicas especiais (portadoras de HIV/Aids, ou que estão em fase final de quimioterapia), gestantes e viajantes para outros países – que já precisam de avaliação médica antes de tomar a vacina – continuarão tomando a dose padrão, assim como crianças com idade entre nove meses e dois anos.

Nos demais municípios onde a vacina é oferecida em todo o Brasil, também continua sendo aplicada a dose padrão. Ela é indicada para crianças a partir de nove meses de idade (ou seis meses, caso estejam em áreas de risco) e para adultos não vacinados até os 59 anos de idade.

Mas ela é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com doenças que prejudicam o sistema imunológico e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo.

Grávidas e mulheres que estejam amamentando um bebê com menos de seis meses devem buscar orientação médica antes de tomar a vacina. A cautela é para evitar a possibilidade de reações alérgicas graves. A orientação geral é que elas só sejam imunizadas se estiverem em área de risco de transmissão da doença.

Idosos acima de 59 anos de idade também precisam passar pelo médico para avaliar o estado do sistema imunológico e se o risco de serem contaminados pela doença é alto ou não.

Confira a entrevista:

Por: Flavia Moreno