08/jan/2018 08h01

Luciano Huck diz que sua participação na eleição de 2018 é de recrutar novos candidatos

Apresentador falou no Domingão do Faustão, que foi ao ar ontem 7/1, que no momento seu papel como comunicador é mais importante do que estar na política, mas diz que vai participar a ajudar o Brasil.
luciano huck - 08/jan/2018 08h01

Luciano Huck negou que será candidato à Presidência em 2018 durante participação no “Domingão do Faustão” ao lado da mulher, Angélica. O apresentador, que chegou a ser apontado como presidenciável, foi questionado por Fausto Silva se disputará o pleito, mas disse que atuará na eleição recrutando novos candidatos.

“Neste momento, se eu me isentar de tentar melhorar, eu estaria sendo covarde. Daí a eu querer ser presidente, não quero que seja uma pretensão minha e não quero ser pretensioso de maneira nenhuma. O que estou fazendo, e vou continuar fazendo, é tentar mobilizar uma geração inteira, não importa se é de direita ou de esquerda, não acredito mais nisso. E não queria fazer isso pelos partidos políticos, porque eles estão derretendo, temos que ocupar de novo. Optei fazer pelos movimentos cívicos, gente da sociedade civil que está a fim de se juntar para ter ideia e falar ‘quero ser deputado’, ‘quero ser governador’, ‘quero ser senador’, e mobilizar essas pessoas a se lançarem na política para tentar renovar”, explicou.

“Tem um crivo para saber como essas pessoas são e como elas chegaram até aqui?”, questionou Faustão. Huck respondeu afirmativamente e citou dois movimentos cívicos que fazem um “funil de ética” para triar os candidatos de ficha limpa.

“Minha missão esse ano é tentar motivar as pessoas a que votem com muita consciência e que a gente traga os amigos que estão a fim para ocupar a política, senão não vai ter solução. Eu nunca, jamais, vou ser o salvador da Pátria, e o que vai acontecer na minha vida eu também não sei. Amo o que faço, amo estar todo sábado na televisão, gosto muito de estar com as pessoas e contar as histórias. O que o destino e o que Deus esperam para mim vou deixar rolar. Neste momento, ainda acho que meu papel com esse microfone na mão e aqui na Globo, e motivando as pessoas, pode ser até mais importante do que estar lá. Mas eu vou participar, vou botar a mão na massa, quero ajudar e acredito muito no Brasil. Contem comigo para tentar melhorar essa bagunça geral aqui”, completou Huck.

“A sociedade como um todo está envergonhada da classe política. Não estou falando em causa própria, todo mundo que tem filho, irmão, tem que enxergar a política como único caminho para transformar. Tem que aproveitar essa fratura exposta que aconteceu no Brasil nos últimos dois anos, de derretimento da classe política para reocupar esse espaço, ressignificar as coisas e tentar de fato botar um pouco de ética. O servir tem que ser de verdade, quem está a fim de pensar no próximo, de melhorar a vida das pessoas”.

O panorama atual pode ser mudado em outubro, afirma: “É um ano super importante, o voto é o melhor e o único jeito de transformar. Com essa crise, tem gente que pede volta à ditadura. Não existe isso, democracia é feita para melhorar a vida das pessoas. Temos nossa arma e temos que agarrar com unhas e dentes”.

Huck ainda deu sua opinião de como melhorar o país: “A gente fica apontando muito o problema longe da gente, mas tem que colocar a mão na massa, e tem de entender que os políticos roubaram milhões, dá até dor no estômago, mas podemos mostrar para as próximas gerações que quem puxa a TV a cabo do vizinho, fura fila, paga por fora para não pagar imposto, pequenos deslizes do dia a dia que a gente chama do jeitinho brasileiro e está na raiz da corrupção endêmica que temos lá na frente”.

A solução está a longo prazo, avalia: “Não adianta a gente achar que vai ter um salvador da pátria. A gente roda esse país inteiro e tem um povo maravilhoso de verdade. Em todas as crises da história, a única coisa que salvou foi a educação. Se não investir em educação e esperar uma geração se formar, não vai ter solução. É a única transformadora. Não dá para falar em meritocracia no Brasil quando a oportunidades são diferentes. O único jeito de igualar para todo mundo é a educação ser boa para todos”.

Fonte: UOL