08/jan/2018 09h01

Apoio à pena de morte bate recorde entre brasileiros, aponta o Datafolha

57% dos brasileiros sao favoráveis a adoção da pena de morte como sentença, 10% a mais que na última pesquisa, feita em 2008.
pena de morte - 08/jan/2018 09h01

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (8/1), 57% dos brasileiros sao favoráveis a adoção da pena de morte como sentença, 10% a mais que na última pesquisa, feita em 2008. É o índice mais alto desde que a questão passou a ser medida pelo Datafolha, em 1991.

Para realizar a pesquisa, o instituto ouviu 2.765 brasileiros em 192 municípios durante os dias 29 e 30 de novembro de 2017. São contrários à pena de morte 39% da população. Além disso, 1% se declarou indiferente, e outros 3% não souberam responder.

Segundo a pesquisa, o apoio à pena de morte é maior entre os brasileiros mais pobres. Entre aqueles com renda mensal de até 5 salários mínimos (R$ 4.770), o apoio é de 58%. O índice recua para 51% na faixa dos 5 a 10 salários (R$ 9.540) e cai ainda mais entre a parcela mais rica, indo para 42%.

Com 54% de apoio, mulheres tendem a apoiar menos a punição capital. Entre os homens, o apoio é de 60%.

Em relação à idade, a faixa etária que mais apoia a execução de condenados é a de 25 a 34 anos, em que 61% se disseram favoráveis à proposta. Os idosos, acima de 60 anos, são os menos propensos a aceitar a adoção da punição, com 52% de apoio.

Entre as religiões, os ateus são o grupo que menos apoiam a pena de morte. Apenas 46% se declararam favoráveis. Os católicos são o que mais defendem a punição: 63% são favoráveis, ante a 34% contrários. Os evangélicos são mais reticentes ao tema: 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente).

No Brasil, a pena de morte só é aplicada em caso de guerra declarada, como mostra o inciso 47 do artigo 5º da Constituição Federal.

A última execução de um homem à morte pela Justiça Civil aconteceu em 1861, na província de Santa Luzia, que deu origem à cidade de Luziânia (GO), próxima ao Distrito Federal.

Com informações da Folha de São Paulo. 

Por: Juliana Nogueira