29/dez/2017 14h12

Cuidados evitam ataques de pânico de animais no Réveillon

Fogos de artifício podem estressar bichos de estimação, que têm percepção auditiva mais apurada e se assustam com excesso de barulho nas comemorações.
virada de ano - 29/dez/2017 14h12

Tradição em todo o país, a queima de fogos para marcar a passagem de ano pode ser muito estressante para animais domésticos e silvestres. Nessa época de ano, aumentam as chances de ferimentos e fugas de bichos que entram em pânico ou ficam assustados com o excesso de barulho, luzes ou fumaça.

Para minimizar esses riscos, a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora-técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal, recomenda uma série de cuidados que podem evitar acidentes e ajudar a manter a saúde dos bichos de estimação.

Para acalmar cães e gatos, ela recomenda extratos naturais, como florais de Bach, em vez de medicamentos. Também existem os chamados feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente. Essas substâncias podem ser encontradas em petshops ou em lojas especializadas em produtos veterinários.

A veterinária também orienta mudanças no ambiente para deixá-lo mais confortável aos animais. É importante retirar objetos possam ser derrubados por bichos agitados e fechar portas e janelas, evitando apenas que o local fique muito quente.  A especialista recomenda ainda colocar uma música em um volume alto o bastante para competir com os sons externos.

“A pessoa pode ficar junto, porque a companhia acalma o animal, mas tomando cuidado para não reforçar o comportamento de medo”, explica Vânia. Existe ainda uma técnica de enfaixar o cachorro, que funciona como um abraço, e pode deixá-lo mais tranquilo: uma faixa levemente elástica deve passar pelo peito do cão, cruzando seu corpo e sendo amarrada nas costas.

Nas horas mais próximas à virada, para quem tem aves em gaiolas, a veterinária orienta a deixá-las em um ambiente fechado e sob supervisão. “Deixar água suficiente apenas para beber, mas sem risco de se afogarem caso sofram uma queda”, disse.

Fonte: Veja