02/dez/2017 15h12

Agetop tem 10 dias para explicar asfalto em fazenda de deputada

O MPGO exige que a Agetop apresente cópia integral, em mídia digital, do contrato firmado com a empresa EHL.

“puxadinho” - 02/dez/2017 15h12

A deputada Liliane Roriz (PTB) e o governo de Goiás têm 10 dias corridos para apresentar explicações sobre o asfalto levado até a porta da fazenda da distrital, em Luziânia. O prazo foi estabelecido pela Promotoria do Patrimônio Público de Goiânia, que exige saber se a intervenção foi financiada com recursos públicos.

A Eletro Hidro Ltda. (EHL), contratada pela Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) para pavimentar 12 quilômetros da GO-425, fez uma espécie de “puxadinho” e levou 1,5 quilômetro de piso novo à propriedade privada da distrital. Apesar da proximidade, os vizinhos de Liliane permanecem com acessos de terra batida à rodovia que liga Luziânia ao Novo Gama, ambos municípios goianos situados no Entorno do Distrito Federal.

Em seu despacho, a promotora Marlene Nunes Freitas Bueno exige que o presidente da Agetop, Jayme Eduardo Rincón, apresente cópia integral, em mídia digital, do contrato firmado entre o Executivo daquele estado e a EHL.

O procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) coloca Liliane, a Agetop e a EHL contra a parede, uma vez que os três, até o momento, se recusam a apresentar notas fiscais ou comprovantes de transferências bancárias atestando que a pavimentação do trecho foi custeada pela própria Liliane.

Caso ignorem o pedido da promotora, a deputada e o chefe da Agetop podem ser indiciados por desobediência, crime previsto no artigo 330 do Código Penal Brasileiro (CBP), que estabelece detenção de 15 dias a 6 meses, além de multa.

Procurada pela reportagem, a Agetop encaminhou a mesma nota dos últimos quatro dias. Nela, garante não realizar obras em propriedades particulares e reforça que todos os contratos são auditados pelo Tribunal de Contas e pela Corregedoria-Geral do estado. A EHL não respondeu aos questionamentos, e Liliane Roriz preferiu se manter em silêncio.

Fonte: Metrópoles - DF