13/set/2017 08h09

PF prende Wesley Batista, irmão de Joesley Batista, em SP

O pedido de prisão é preventiva —sem data para sair— e foi expedido pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

presidente da JBS - 13/set/2017 08h09

O sócio e presidente global da JBS, Wesley Batista, foi preso na manhã desta quarta-feira (13/9) em São Paulo.

O pedido de prisão é preventiva —sem data para sair— e foi expedido pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde a Folha apurou que o empresário ficará preso.

“É absurda e lamentável a prisão e o inquérito aberto há vários meses em que investigados se apresentaram para dar explicações. Mais vez o Estado brasileiro é desleal com quem colabora com a Justiça”, diz o advogado de Wesley, Pierpaolo Bottini.

Também há um novo pedido de prisão preventiva contra Joesley, que está detido desde terça (12/9) em Brasília. Ele deverá permanecer na carceragem da Polícia Federal na capital até sexta (15/9), caso sua prisão temporária não seja prorrogada.

Joesley se entregou no domingo (10/9), após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinar seu pedido de prisão e suspender os benefícios de seu acordo de delação premiada.

Wesley e Joesley, sócios da JBS

TENDÃO DE AQUILES

As ações da Polícia Federal desta quarta são parte da Operação Tendão de Aquiles, que investiga se os irmãos Batista se beneficiaram de seu acordo de delação premiada para lucrar no mercado financeiro, fazendo reservas de dinheiro.

As apurações miram o suposto uso de informações privilegiadas em transações entre abril e 17 de maio de 2017, data em que foram reveladas as primeiras informações da colaboração dos dois com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Documentos apresentados pela JBS à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostram que pessoas ligadas aos irmãos Batista venderam no mercado R$ 328,5 milhões em ações da empresa no período de negociação da delação.

O suposto crime na CVM não foi relatado pelos executivos da JBS no acordo de colaboração premiada. Por isso, o caso não está relacionado à delação premiada de executivos da empresa e está fora da jurisdição de Fachin e de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

Por esse motivo, a “imunidade” conquistada pelos delatores não é válida para esse caso e para outros que não estejam na colaboração.

Fonte: Folha de São Paulo